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Sábado, Fevereiro 6

Euro

Já antes de termos aderido ao Euro que manifestava a noção de que tal adesão seria o desastre completo. Como se está a verificar.


Claro que o que há a fazer é abandonar o Euro o mais depressa possível. E quanto mais tempo demorarmos pior.

Nunca se fala em tal coisa, o assunto é tabu.

Mas hoje o Fiel Inimigo publica um artigo muito interessante (que se transcreve a seguir) sobre este tema:


Sair da Crise: 3+1-1

Ricardo Arroja escreve um pequeno e muito interessante post com três alternativas de saída da crise. Merecem que se discorra sobre elas e, já agora, tentar perceber se existem mais.


Uma primeira que ninguém aceita: a saída do euro.”

Como dizia a outra “não negue à partida uma ciência que não conhece”. Só que no caso a “ciência” não é
tarot mas antes a realidade despida da fé construtivista no ‘homo europeus’

A saída do euro não assume o dramatismo que vários
sustentam e muitos mais temem. Consideremos o que se passa na Grã-Bretanha. Se a economia inglesa se vai aguentando menos mal, apesar de o governo trabalhista ter cometido erros afins aos dos governos do sul da Europa, tal facto fica a dever-se à forte desvalorização a que a libra tem estado sujeita. Essa desvalorização constitui um mecanismo económico que permite a compensação dos desajustamentos internos na competitividade do país. Se a libra estivesse atada ao euro-marco a situação seria bastante pior.

Pode contrapor-se que em caso de saída do Portugal do euro haveria uma forte fuga de capitais. Muito provavelmente, sim, no imediato haveria. No entanto essa fuga já está a ocorrer agora em passo lento mas a acelerar através da contínua saída de investidores e capital de um país moribundo, sobre-endividado e caro.

O que é
efetivamente importante é que na eventualidade da saída da zona euro (por iniciativa própria ou por expulsão) a desvalorização consequente da nova moeda levaria ao reajustamento dos custos dos factores de produção internos que constituiria um contributo fundamental para reverter a situação atual tornando o país mais competitivo eatrativo ao investimento externo, potenciando o tão necessário aumento de exportações, dificultando a importação de bens de consumo (equilíbrio da balança de pagamentos) e adequado o preço do dinheiro à realidade económica interna.

Para os mais incrédulos é bom lembrar que a entrada de Portugal na zona euro contribuiu mais para a estagnação,
marginalização e endividamento da economia do que para o crescimento real da produção interna. A estagnação do crescimento português que começou há mais de uma década não coincide apenas com o aumento sempre crescente do peso do Estado; coincide também com a entrada na zona euro. Pior, coincide inequivocamente com o endividamento das famílias que decorreu da disponibilização de moeda de ricos em país de pobres (com taxas ‘euro’, desfasadas da realidade económica portuguesa), conduzindo a níveis de consumo incompatíveis com a riqueza gerada internamente.

Por fim, deve notar-se que a maior parte das economias da OCDE não pertencem à U.E. e, em simultâneo, têm em geral melhor desempenho que a U.E. Há mais vida para além do euro.


"
Uma segunda que poucos aceitam: uma verdadeira consolidação orçamental, que implicaria a redução significativa da despesa primária" [despesa direta do Estado, como por exemplo salários e aquisição de bens e serviços].

Inevitavelmente essa consolidação terá de acontecer e a tendência é que sejam cada vez mais os que entendem que é urgente porque quanto mais tarde for feita mais dolorosa será. Claro que esta consolidação é impossível com os
atuaisvendedores de banha-da-cobra que nos governam. Será preciso esperar pela boa-ventura de que os que vierem tomar conta do destroço após a fuga anunciada dos ratos mudarão de rota. E esta também é uma tragédia nacional, ter sempre de esperar pela sorte, pela boa-ventura de que os próximos sejam melhores que os anteriores, esperar sempre por Dom Sebastião. A parte boa é que lá muito de vez em quando ele aparece.


“E a terceira que, provavelmente, muitos estarão dispostos a aceitar: o recurso a empréstimos de outros membros da zona euro (táctica que, ao contrário do assistencialismo orçamental, não é proibida), mediante a cedência de soberania política aos países mais fortes da união monetária.”

Aqui Arroja equivoca-se duplamente. Em primeiro lugar, não se vislumbra como poderia um Estado-membro financiar
diretamente outro Estado-membro. Além do mais, o financiamento do orçamento português (incluindo o pagamento de amortizações e juros) já hoje é conseguido essencialmente por recurso a empréstimos com origem em entidades financeiras de Estados-membros da U.E. Ora, dado o caminho do abismo que tem vindo a ser percorrido pelas contas públicas portuguesas, é sabido que estas entidades bancárias financiam o endividamento português com conhecimento e anuência por omissão das autoridades reguladoras representantes dos Governos dos países de origem dos empréstimos.

O segundo equívoco de Arroja é supor que a “cedência de soberania política aos países mais fortes da união monetária” pode ser uma
contra partida. Na verdade, não pode. E não pode porque não se pode ceder o que está cedido, o que já não se tem. Portugal cedeu a sua soberania ao politburo da eurocracia ainda antes do Tratado de Lisboa.


Resta dizer que existe uma quarta alternativa que Arroja achou que nem merece referência; trata-se da alternativa
keynesiana, a dos crentes em geral e beatos em particular nos milagres económicos de Santo Estado-Gordo: aumentar ainda mais o peso do Estado e o endividamento do país, “única forma de fazer a economia reagir e sair da crise” dizem (diziam?) eles, os crentes, em tiradas de fezada, por mais que seja óbvio que vai ser penoso conseguir pagar o que já se deve e respectivos juros e que o endividamento é uma das componentes principais da desgraça do país. Ou será que, afinal, esta já não é alternativa? E por falar nisso, o que têm agora a dizer uns moços que há seis meses andavam tão empenhados a defender a importância do aumento do investimento público e do endividamento e a pedir não duas mas cinco linhas de TGV’s para Portugal?

Sexta-feira, Fevereiro 5

Uma almuniada

Este cavalheiro dá pelo nome de Joaquim Almunia é espanhol e actualmente desempenha funções de Comissário na Comissão Europeia lá por Bruxelas.

Como não devia ter mais nada que fazer, resolveu botar umas declarações em que comparava a situação portuguesa à grega e em que também acabava metendo a Espanha no mesmo saco.
Claro que com as funções que desempenha, as suas declarações têm eco. E um eco catastrófico, ontem a bolsa de Lisboa caíu a pique e só foi ultrapassada na sua queda pela de Madrid.
Com esta confusão e com uma data de investidores a queremrem-lhe a pele, veio esclarecer que aquelas afirmações que tinha feito, afinal não tinha feito. A culpa foi dos ignorantes dos jornalistas.
Realmente estes Comissários são uma miséria.

Quinta-feira, Fevereiro 4

A confusão do Tratado de Lisboa em pleno

O Departamento de Estado Americano explica a ausencia de Obama na cimeira com a UE pelo Tratado nde Lisboa


A decisão de Obama não estar presente na Cimeira US.EU em Madrid em Maio é devido à confusão causada pelos novos arranjos institucionais do Tratado de Lisboa.


Obama já está escaldado pelo que lhe aconteceun em Praga no ano passado sem nada de importante na agenda, hospedado por um governo demissionárioe com 27 chefes de estado a encontrarem-se com Obama para falarem dos mesmos assuntos e a lutarem entre eles para serem fotografados com o novo presidente.


Segundo parece Obama rambém está irritado pelo constante jogo de ping-pong entre a presidência espanhola e o Presidente permanente do Conselho, Herman Van Rompuy,


O exemplo do Presidente da Mongólia, Tsakhia Elbegdorj, que não percebeu que Presidente da Europa iróa encontrar, acabando por ser recebido por uma .mão cheiav de presidentes também ajugou à decisão do Presidente.


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Quarta-feira, Fevereiro 3

A ditadura!

Este texto já tem mais de dois anos mas mantém toda a actualidade e é bom recorda-lo para, mais uma vez, percebermos a que ponto Brixelas manda em nós e quanto isso nos custa.




«Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007

Eles estão doidos!

Por António Barreto

A MEIA DÚZIA DE LAVRADORES que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da “fast food”, para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e “petiscos”, a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.

A SOLUÇÃO FINAL vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.

EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!

Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.

Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.

Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.

Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou.

É proibido.


Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.

Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.

Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.

Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.

Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.

Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.

Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.

É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.

Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.

AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.

Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.

Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.

Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.

No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta “produto não válido”, mesmo que esteja vazia.

Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.

Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.

Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.

Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.

Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.

As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.

As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.

Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.

Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.

O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.

TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.

«Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007

Quarta-feira, Janeiro 27

A nossa imprensa livre...

Porque será que nunca ouvimos falar disto?



E depois há quem ainda esteja convencido que a Europa é um espaço de liberdade...


Coisas de que não se fala

Hoje é dia de Orçamento e o Senhor Ministro das Finanças foi com umas pen-drives à Assembleia da República entregar a proposta de Orçamento para 2010.

Para já estamos em contenção de despesas e, quem vem à frente nessa contenção são os funcionários públicos. A seguir vem o investimento.
É brilhante, na prática o que o Governo está a fazer é a empenhar o futuro do país, a empenhar o país onde os nossos filhos e netos viverão.
E chegamos a várias situações interessantes. Primeiro faz-se uma fita danada com o nosso deficit e o nosso endividamento. Mas, ninguém refere que, mesmo a nível da UE ou mesmo da Eurolândia, os nossos indíces estão longe, muito longe, de serem dos piores. Depois conclui-se que é necessário cortar na despesa e, por despesa entende-se principalmente o ataque à função pública.
Isto tudo acompanhado por uma data de histéricos a medina carreirar, isto é, a fazer como Medina Carreira, a gritar contra tudo e todos.
Mas será que um deficit de 85% do PIB é assim tão grave?

Vejamos um pequeno exemplo com a finanças de uma família.
(antes de continuar quero dizer que não gosto lá muito das comparações entre uma família e uma economia, mas enfim, este exemplo parece-me apropriado).
Imaginemos um casal com um rendimento anual de €50.000 (uns €4.000 quatorze vezes por ano), à volta dos trinta e que pede €300.000 emprestados a 40 anos para a compra de uma casa.
Segundo uma simulação feita num dos muitos bancos que há na Internet ficaria com um encargo mensal de €958,48, perfeitamente suportável para um casal que ganha mensalmente quatro vezes mais e comparável a uma renda.
Ao fim de 40 anos, deixam de ter o encargo e, entretanto ficaram proprietários de uma valiosa casa.
No entanto, quando adquiriram a casa a sua divída era 600% do seu rendimento anual. Grave, claro que não.
No caso dos países o problema é o mesmo. Tem-se uma divída que é 100% do PIB? Esse não é o problema, o problema á a composição da dívida.
Uma dívida que seja 50% do PIB, se for a 5 anos é mais grave que uma de 100% a 40 anos!

Mas, disto ninguém fala


Quinta-feira, Janeiro 21

Novo Serviço de Estrangeiros Europeu

A União Europeia converteu 54 das delegações exteriores da Comissão Europeia em missões tipo embaixadas, autorizadas a falar em nome de toda a União.

Isto é possível por o Tratado de Lisboa ter entrado em vigor e de este ter criado um novo corpo diplomático europeu.
Todas as 136 delegações foram crismadas de Delegações da União Europeia mas só 54 destas receberam novos poderes juntamente com os novos nomes.
Estas delegações passaram a assumir as funções previamente assumidas pela embaixada do país que detinha a Presidência.
Oito das novas delegações modelo estão na Europa, Armenia, Georgia, Macedonia, Moldova, Noruega, Servia, Suiça e Ucrania, doze estão na Ásia e no Pacífico, Afganistão, Australia, China, Timor Oriental, Fidji, Hong Kong, India, Indonesia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Tailândia e Vietname. Quanto às restantes, estão em África, Angola, Botswana, Burkina Faso, Burundi, Camerões, Cabo Verde, República Centro Africana, Chad, Djibouti, Eritrea, Etiopia, Gana, Guiné Bissau, Costa do Ouro, Kenia, Lesotho, Liberia, Madagascar, Malawi, Mauricias, Moçambique, Niger, Nigeria, Rwanda, Senegal, Serra Leõa, África do Sul, Sudão, Tanzania, Togo, Uganda, Zimbabué e a delegação juntom à União Africana em Adis Abeba.


Terça-feira, Janeiro 19

Fenómenos meteorológicos extremos

O Ecotretas chama a atenção de um comunicado da QUERCUS (ver aqui) em que, entre outras coisas se diz Na opinião da Quercus, as últimas semanas em termos meteorológicos em Portugal são sinais ou sintomas de uma alteração climática caracterizada por eventos meteorológicos extremos. Este comunicado aparece no Públco, um jornal que nunca deixa passar uma que cheire a ecologia. O comunicado deve ter tido origem nas chuvadas do mês de Dezembro pois, logo a seguir a QUERCUS refere o facto de Dezembro ter sido o mês mais chuvoso deste século. Parece evidente que a QUERCUS ainda não reparou que já está no Século XXI pois, como estamos em 2010, ser o mês mais chuvoso dos últimos nove anos, nem era nada de especial. O que a QUERCUS devia querer dizer era que no último Dezembro choveu mais do que em qualquer Dezembro do Século XX, isto é, que o último Dezembro foi um fenómeno meteorológico extremo. Vamos analisar melhor esta história do fenómeno meteorológico extremo. Baseando-nos na ideia da QUERCUS vamos supor que um fenómeno meteorológico extremo seria um fenómeno meteorológico que só acontecia uma vez por século, isto é, tinham uma probabilidade de acontecer igual a 1%. E, a tese da QUERCUS é que esta probabilidade está a aumentar pois, estes fenómenos estão a tornar-se mais frequentes. Este raciocínio enferma, para já, de um desconhecimento do que um evento, mesmo um evento com uma probabilidade muito baixa, acontece. Por exemplo, ganhar o prémio máximo no Euromilhões é muito difícil, tem uma probabilidade muito, muito baixa, provavelmente a probabilidade de um jogador ganhar o prémio máximo no Euromilhões é inferior à de se morrer atropelado no próximo mês. Mas, há um número apreciável de pessoas a ganhar este prémio todos os anos. Isto é, um evento, por mais improvável que seja acontece e pode mesmo acontecer muitas vezes.
E isto porquê?
O Euromilhões tem 50 números e 9 estrêlas e, todas as semanas são sorteados 5 números e 2 estrêlas, Para se ganhar o prémio máximo é necessário acertar nos 5 números e nas duas estrêlas.
A número de chaves possíveis quanto aos números será de C_{5}^{50} , isto é, combinações de cinquenta, cinco a cinco:


C_{5}^{50}=\frac{50!}{5!45!}=\frac{50\times 49\times 48\times 47\times 46}{5\times 4\times 3\times 2}=2.118.760


Há portanto 2.118.760 chaves possíveis de cinco números.

Quanto às estrelas temos C_{2}^{9} , isto é:


C_{2}^{9}=\frac{9!}{2!7!}=\frac{9\times 8}{2}=36


E como temos que para cada chave numérica 36 combinações possíveis de duas estrêlas, o número total de chaves será dodo por C_{5}^{50}\times C_{2}^{9}=76.275.360

Isto é, a probabilidade de se ganhar no Euro é de uma em mais de setenta milhões, praticamente nula. No entanto há muitos apostadores a ganhar o Euromilhões por uma razão muito simples, todas as semanas são entregues dezenas de milhões de apostas.
Mas, voltando aos tais eventos meteorológicos extremos que definimos como os que têm uma probabilidade de ocorrer igual ou inferior a 1%.
Será que a ocorrência com alguma frequência de eventos deste tipo significa que eles estão a tornar-se mais prováveis o que apontaria para que o clima se estivesse a alterar?
Ora há centenas, melhor, milhares de eventos meteorológicos possíves, isto é, os Serviços de Meteorologia de todo o Mundo estão sempre a colher e a registar milhares de observações, observações estas que dão origem a milhares de eventos, como por exemplo:

temperatura máxima no mês X em Lisboa;
temperatura média no mês X em Lisboa;
temperatura miníma no mês X em Lisboa;
chuva num dia em Lisboa;
temperatura média no Porto no dia Y;
velocidade máxima do vento no mês X nos Açores.
etc.

Vamos então considerar dez parâmetros meteorológicos mensais, de A a J e, vamos considerar os doze meses do ano vamos coloca-los numa folha de Excel.
Comecemos assim:





Vamos agora gerar acontecimentos aleatórios com probabilidade de 1%.
Para tal utilizamos a fórmula do Excel que gera números aleatórios e colocamos na célula B3 essa fórmula com o seguinte formato:

=SE(ALEATÓRIO()>0,01;".";1)

Em que =ALEATÓRIO() gera um número aleatório entre zero e um, e a condição SE faz com que se o número for inferior a 0,01 apareça um "1" na célula e se o não for apareça um ".".
A probabilidade de aparecer um "1" é de 1% e de aparecer um "." é de 99%. Em seguida arrastamos o conteúdo de B3 para todas as células que vão de B3 a K14. Assim, sempre que o Exel gere novo conjunto de valores aleatórios, as células que vão de B3 a K14 ficarão preenchidas com "." com uma probabilidade de 99% e de "1" com uma probabilidade de 1%.
O número de "1" serão os acontecimentos meteorológicos extremos que ocorreriam durante um ano.
Para contar estes "1" colocamos então na célula L16 a fórmula =CONTAR.SE(B2:K13;"=1"). Portanto nesta célula estaria o número de fenómenos meteorológicos extremos registados num dado ano.
Para obrigar o Excel a gerar novos números aleatórios basta carregar na tecla F9 ou então preencher uma célula com um valor e fazer ENTER.
Carregando várias vezes em F9 vemos aparecer o quadro B3:K14 cheio de pontinhos e ocasionalmente com um ou outro(s) um(ns).


Em seguida começamos por fazer F9, aparecem três "1", regisamosi este valor em M2, fazemos ENTER, obtemos um "1", registamos este valor em M3 e assim por diante.
Por fim, em C19 colocamos a fórmula =CONTAR.SE(M$2:P$13;"=0") para contar as ocorrências de zero "1", na C20 =CONTAR.SE(M$2:P$13;"=1") para registar as ocorrências de um "1", em C21 para as ocorrências de dois "1", etc.(claro que quem fizer isto obterá uma sequência diferente de valores)
Note-se que em 47 gerações de números aleatórios, só em dezasseis não ocorreu nenhum "1". E, num caso, o último, ocorreram cinco "1"
Se o "1" fosse um fenómeno meteorológico com uma probabilidade de ocorrência de 1% num dado mês e se considerassemos dez variáveis meteorológicas, no último ano teriam ocorrido cinco fenómenos meteorológicos extremos. Só em Novembro teriam ocorrido dois!
Se pensarmos que o Mundo é grande e que existem largos milhares de variáveis meteorológicas, fenómenos com uma probabilidade de 1% acontecem todos os anos!
É que a probabilidade de um destes fenómenos não acontecer é de 0,99, portanto a probabilidade de em doze meses, dez variáveis meteorológicas não terem os tais fenómenos extremos é de 0,99^{120}=0,29938, isto é, de 29,938%. Por outras palavras, em pouco mais de  \frac{2}{3} dos anos há, pelo menos, um fenómeno extremo.
A realidade é um pouco diferente pois as variáveis meteorológicas não são totalmente independentes. Se houver uma onda de calor em Lisboa, provavelmente em Setúbal, por exemplo, também haverá uma onda de calor. Mas este exercício mostra-nos que de nenhuma forma é anormal ocorrerem fenómenos meteorológicos raros.
É que, como vimos com o exemplo do Euromilhões, acontecimentos altamente improváveis acontecem e a sua frequência depende do número de ocorrências.
Assim, ao contrário do que pretende a QUERCUS, o facto de a pluviosidade em Dezembro ter sido um fenómeno meteorológico extremo, não significa rigorosamente nada.

Segunda-feira, Janeiro 11

Vale e Azevedo e a ETA

Segundo parece os alegados membros da ETA que se encontram detidos no Nordeste do país vão objecto de um Mandado de Busca e Captura Europeu e entregues a Espanha.
Já vi na TV alguém a explicar que era um método rápido e expedito sem as complicações da extradição.
Bom, rápido e expedito porque salta por cima dos direitos dos cidadãos, ou não viesse de Bruxelas...
Mas será que é mesmo rápido e expedito?
Bom, depende de muita coisa.
Por exemplo, Vale e Azevedo encontra-se em Londres à espera que o Mandado de Busca e Captura Europeu que Portugal emitiu seja executado. E encontra-se em Londres há muito, muito tempo, apesar do tal Mandado.
Será curioso ver quanto tempo vai levar o Mandado espanhol a ser executado e os dois alegados membros da ETA entregues ao Estado espanhol.

Como sair de Repente para Kagar

Como sair de Repente para Kagar

Finalmente um mapa útil!




Os etarras

Parece que uns membros da ETA, em fuga à polícia espanhola entram em território português onde foram presos.
Os espanhóis passaram-nos logo a mão pelo pêlo elogiando a eficiência da polícia portuguesa (por acaso até foi a GNR) e pedindo a rápida extradição dos combatentes bascos.

É a altura de perguntar aos espanhóis com que direito é que eles fazem estes pedidos quando em tempos negaram-se a devolver Rosa Casaco, um dos assassinos do General Humberto Delgado, que vivia em Espanha com identidade falsa..

Quinta-feira, Janeiro 7

Gripe A

OMS sob suspeita de corrupção
Depois de umas férias informativas sobre a gripe A H1N1, que mais parece ter sido determinado para permitir a concentração de milhares e milhares de pessoas nos centros comerciais para as compras natalícias, regressaram aos media as recomendações do ministério da Saúde e as notícias sobre a Gripe A, algumas provocadoras de algum alarme. Tudo isto num momento em que reaparecem as críticas e aparece a suspeita de a corrupção já ter chegado à Organização Mundial de Saúde (OMS).
F.William Engdahl* - 05.01.10
Durante o decurso deste ano, o parlamento da Holanda [1] manteve suspeitas sobre o famoso Dr. Osterhaus e iniciou uma investigação por conflito de interesses e má administração. Fora da Holanda e da comunicação social dessa nação, só umas poucas linhas foram publicadas na respeitável revista britânica Science, mencionando a sensacional investigação sobre os negócios do Dr.Osterhaus.

Não se questionavam, nem as referências de Osterhaus, nem os seus conhecimentos da sua especialidade. O que se põe em causa. como assinalava num simples comunicado a revista Science, é a independência da sua opinião pessoal no tocante à pandemia da gripe A. Referindo-se ao Dr.Osterhaus, a revista Science publicava as seguintes linhas na sua edição de 18 de Outubro de 2009:


«Na Holanda, durante os últimos seis meses, era difícil abrir a televisão sem ver aparecer o célebre caçador de vírus Albert Osterhaus e ouvi-lo falar da pandemia da gripe A. Pelo menos, era isso que se promovia. Osterhaus era o Senhor Gripe, o director de um laboratório, internacionalmente conhecido, no Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão. Todavia, a sua reputação decaiu rapidamente a semana passada, quando surgiu a referência a uma série de suspeitas sobre o seu desejo de incentivar o temor sobre a pandemia, afim de favorecer os interesses do seu próprio laboratório na elaboração de novas vacinas. No momento em que a Science era impressa, a Segunda Câmara do Parlamento da Holanda anunciava também que o assunto será objecto de um debate urgente.» [2]


No dia 3 de Novembro, sem sair completamente incólume, Osterhaus conseguiu evitar prejuízos. No sítio na net da revista Science, um dos blogues informava: «A Segunda Câmara do Parlamento da Holanda, rejeitou hoje uma moção que exigia que o governo rompesse todo o vínculo com o virólogo Albert Osterhaus do Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão, que está a ser objecto de acusações por conflito de interesses como conselheiro governamental. Por outro lado, o Ministro da Saúde Ab Klink anunciava na mesma altura uma lei [3] para a transparência do financiamento da investigação, que obrigará os cientistas a revelar os vínculos financeiros que mantém com empresas privadas» [4]


Num comunicado difundido através do sítio do Ministério da Saúde na Internet, o ministro Klink, de que se sabe que é amigo pessoal de Osterhaus [5], afirmava posteriormente que este último não era mais do que muitos outros conselheiros do ministério para as questões relacionadas com as vacinas da gripe A H1N1. O ministro informou também estar «ao corrente dos interesses financeiros de Osterhaus [6] que, segundo o próprio ministro, não tem nada de extraordinário, apenas o progresso da ciência e da saúde pública». Pelo menos, isso era o que se pensava.


Uma análise mais profunda do processo Osterhaus permite antever que esse virólogo holandês, de fama internacional, poderá ser o eixo de uma burla de vários milhares de milhões montada ao redor do risco de uma pandemia. Seria o caso de um sistema fraudulento, em que as vacinas, não submetidas aos processos necessários de ensaio, estariam a ser utilizadas em seres humanos, o que implicaria o risco - o que já aconteceu - de provocar sequelas sérias, como paralisias graves e, inclusivamente, a morte.


O embuste dos excrementos das aves


Albert Osterhaus não é um indivíduo qualquer. Trata-se de um cientista que desempenhou um papel nas grande ondas de pânico que se desencadearam devido à aparição de vírus, desde as mortes misteriosas imputadas à SRAS (Síndroma Respiratório Agudo Severo) em Hong-Kong, onde a actual directora geral da OMS, Margaret Chan, promoveu a sua carreira como responsável da saúde pública a nível local.


Segundo a sua biografia oficial na Comissão Europeia, em Abril de 2003, em pleno apogeu do pânico provocado por SRAS, Osterhaus foi contratado para participar nas investigações sobre os casos de infecções respiratórias que, naquele momento, eram cada vez mais frequentes em Hong-Kong. A informação da União Europeia dizia o seguinte: «Demonstrou, de novo, o seu talento em reagir rapidamente perante situações graves. Em 3 semanas provou que esta enfermidade é provocada por um coronavirus recentemente descoberto que contamina gatos, morcegos e outros animais carnívoros» [7]


Posteriormente, quando se deixou de falar dos casos de SRAS, Osterhaus dedicou-se a outra coisa, à tarefa de dar envergadura mediática aos perigos daquilo que ele chamava a gripe aviária H5N1. Em 1997, já havia tocado o alarme depois da morte, em Hong-Kong, de uma criança de 3 anos que Osterhaus sabia que tinha estado em contacto com pássaros. Osterhaus desenvolveu o seu trabalho de intriguista na Holanda e em toda a Europa, afirmando que uma nova mutação letal da gripe se havia transmitido aos humanos e que era necessário tomarem-se medidas drásticas. Afirmava ainda que ele era o primeiro cientista em todo o mundo a demonstrar que o vírus H5N1 podia contaminar os seres humanos.[8]


Referindo-se ao perigo que representava a gripe aviária, Osterhaus declarava, numa entrevista que transmitiu a BBC em Outubro de 2005, que: «se o vírus conseguia efectivamente mutar-se de tal forma a poder transmitir-se entre os humanos, estaríamos perante uma situação completamente diferente. Poderíamos estar no princípio de pandemia». E acrescentava: «existe o risco verdadeiro de que as aves disseminem o vírus por toda a Europa. É um risco real que, no entanto, ninguém pôde avaliar até agora, porque não realizámos experiências» [9].


O vírus nunca chegou a mutar-se, todavia Osterhaus estava disposto a «realizar experiências» que seguramente trariam generosas gratificações. Para sustentar o seu cenário alarmante de pandemia e conferir-lhe certa legitimidade científica, Osterhaus e os seus ajudantes de Roterdão, começaram a recolher e a congelar amostras de excrementos de pássaros. Osterhaus afirmou que, segundo os períodos do ano, todas as aves na Europa, até 30%, eram portadoras do mortífero vírus da gripe aviária H5N1. Afirmou também que as pessoas em contacto com galinhas e frangos estavam, portanto, expostas ao vírus.


Osterhaus comunicou tudo isto aos jornalistas e estes tomaram nota da sua mensagem alarmista. Perante os jornalistas, Osterhaus pôs a hipótese de que depois de ter provocado várias mortes nos antípodas asiáticos, o vírus, a que ele pusera a etiqueta de H5N1, se iria propagar até à Europa, possivelmente através das penas ou pelas entranhas das aves mortalmente infectadas. Osterhaus sustentava a tese de que as aves migratórias seriam capazes de trazer para ocidente o novo vírus mortal, até a regiões tão distantes [da Ásia] como a Ucrânia e a Ilha de Rugen [10]. Ele só precisava de fingir que não sabia que as aves não emigram do este para oeste mas sim do norte para sul.


A campanha alarmista de Osterhaus, ao redor da gripe aviária, arrancou realmente em 2003, devido à morte de um veterinário holandês que tinha adoecido. Osterhaus anunciou que a morte tinha sido provocada pelo vírus H5N1. Convenceu o parlamento holandês que exigisse o sacrifício de milhões de frangos. Contudo, não houve nenhuma outra morte provocada por uma infecção semelhante à que tinha sido atribuída à H5N1. Para Osterhaus, isto demonstrava a eficácia da campanha de sacrifícios massivos preventivos. [11]


Para Osterhaus, os dejectos das aves propagavam o vírus ao cair sobre a população e sobre as demais aves em terra. Sustentava firmemente a sua convicção de que aqueles dejectos eram o vector que propagava a nascença mortal do vírus H5N1 a partir da Ásia.


A crescente acumulação de amostras congeladas de dejectos de aves que Osterhaus e os seus associados tinham reunido e conservado no instituto apresentava, sem dúvida, um problema. Nem uma única amostra daquelas conservadas permitiu confirmar a presença do vírus H5N1. Em 2006, por ocasião do congresso da OIE (Organização Internacional de Epizootias), actualmente denominada Organização Mundial de Saúde Animal, Osterhaus e os seus colegas da Universidade Erasmo de Roterdão, não tiveram mais remédio do que admitir que ao analisar as 100.000 amostras de matérias fecais que tão cuidadosamente haviam conservado, não tinham encontrado a menor prova do vírus H5N1. [12]


Em 2008, em Verona, durante a conferência da OMS sobre o tema «A gripe aviária e o intercâmbio homem-animal», Osterhaus fazia uso da sua palavra perante seus colegas da comunidade científica, sem dúvida menos cativados do que o público não científico pelos seus incitamentos à emotividade. Admitia ele então que «no estado actual de conhecimento nada permite formular um alerta contra o vírus H5N1, nem afirmar que este possa provocar uma pandemia.» [13]. Naquele momento, não obstante, o seu olhar dirigia-se já insistentemente para outras possibilidades de coincidir o seu próprio trabalho sobre as vacinas com novas possibilidades de crise pandémica.


Gripe A e corrupção na OMS


Ao comprovar que a gripe aviária não provocava nenhuma vaga de mortes - e depois das companhias Roche, que fabrica o Tamiflu, e a GlaxoSmithKline, que fabrica o Relenza, registarem lucros ascendentes de milhares de milhões de dólares quando os governos decidiram armazenar reservas de vacinas anti-virais cuja eficácia é objecto de polémica - Osterhaus, e os demais conselheiros da OMS, viraram os olhos para campos mais férteis.


Em Abril de 2009, parecia que a sua busca fortificava quando em La Gloria, um pequeno povoado no Estado mexicano de Veracruz, se diagnosticou um caso de um garoto portador da gripe então chamada «suína» ou H1N1. Com uma pressa totalmente fora do habitual, o aparelho propagandístico da Organização Mundial da Saúde, arrancou com todas as suas forças com declarações da sua directora geral, a drª Margaret Chan, sobre a possível ameaça de uma pandemia mundial.


A senhora Chan indicou o procedimento: «urgência de saúde pública de carácter internacional» [14]. Posteriormente, outros casos declarados em La Gloria foram apresentados num portal médico na internet como um «estranho aparecimento de infecções pulmonares e respiratórias agudas, que evolucionam, convertendo-se em broncopneumonias, nalguns casos de crianças. Um habitante de La Gloria descrevia os sintomas: «febre, tosse severa e secreções nasais muito abundantes» [15].


Contudo, esses sintomas não carecem de sentido no contexto ambiental de La Gloria, uma das zonas de maior concentração de criação intensiva de porcos a nível mundial, cujas pocilgas pertencem principalmente ao grupo americano Smithfield. Já há meses que a população local vinha organizando manifestações junto à sede mexicana do grupo Smithfield, a protestar pelas graves deficiências respiratórias provocadas pelas estrumeiras. Esta causa plausível das diversas enfermidades diagnosticadas em La Gloria não pareceu despertar o interesse de Osterhaus, nem dos demais conselheiros da OMS. Aparecia finalmente a tão esperada pandemia, aquela que o próprio Osterhaus vinha predizendo desde 2003, quando participou sobre o SRAS na província chinesa de Guandgong.


Em 11 de Janeiro de 2009, Margaret Chan anunciava que a propagação do vírus H1N1 havia alcançado o nível 6 de «urgência pandémica». Curiosamente, a senhora Chan anunciava nessa mesma comunicação que: «segundo as informações disponíveis até hoje, uma esmagadora maioria de doentes apresenta sintomas benignos, o seu restabelecimento é rápido e total, na maioria dos casos sem recorrer a qualquer tratamento médico». E acrescentava depois: «A nível mundial a quantidade de mortes é pouco importante, não se espera um incremento brusco e espectacular da quantidade de casos graves e mortais».


Posteriormente, veio a saber-se que a senhora Chan tinha actuado dessa forma em consequência dos acalorados debates no seio da OMS, seguindo os conselhos do Grupo Estratégico de Consulta da OMS (SAGE, siglas correspondentes a "Strategic Advisory Group of Experts"). Um dos membros do SAGE, naquele momento e ainda agora, é o nosso «Senhor Gripe», o Doutor Albert Osterhaus.


Osterhaus não só ocupava uma posição estratégica para recomendar à OMS que declare a «urgência pandémica» e para incitar ao pânico, como também era ainda o presidente de uma organização que se encontra na primeira linha no tocante a esse tema. Trata-se do Grupo Europeu de Trabalho Científico sobre a Gripe (ESWI, siglas correspondentes a "European Scientific Working Group on Influenza), que se define como um «grupo multidisciplinar de líderes de opinião sobre a gripe, cujo objectivo é lutar contra as repercussões de epidemia ou de pandemia gripais». Como os seus próprios membros explicam, o ESW é - sob a direcção de Osterhaus - o eixo central «entre a OMS, em Genebra, o Instituto Robert Koch em Berlim e a Universidade de Connecticut nos Estados Unidos».


O mais significativo a respeito do ESWI é que o seu trabalho é inteiramente financiado pelos mesmos laboratórios farmacêuticos que ganham milhares de milhões graças à urgência pandémica, enquanto que os anúncios que fez a OMS obrigam aos governos do mundo inteiro a comprar e armazenar vacinas. O ESWI recebe financiamentos provenientes dos laboratórios e distribuidores de vacinas contra o H1N1, como Baxter Vaccins, Medimmune, GlaxoSmithKline, Sanofi Pasteur e outros, entre os quais se encontra Novartis, que produz a vacina, e o distribuidor do Tamiflu, Hofmann La Roche.


Para manter essa vantagem, Albert Osterhaus, o virólogo mais importante do mundo, conselheiro oficial dos governos inglês e holandês sobre o vírus H1N1 e chefe do Departamento de Virologia do Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão, fazia parte da elite da OMS reunida no grupo SAGE, ao mesmo tempo que presidia ao ESWI, apadrinhado pela indústria farmacêutica. Por sua vez, o ESWI recomendou medidas extraordinárias para vacinar o mundo inteiro, considerando como elevado o risco de uma nova pandemia que, segundo diziam com insistência, podia ser comparável à aterradora gripe espanhola de 1918.


O banco JP Morgan, presente em Wall Street, estimava que, principalmente graças ao alerta de pandemia declarado pela OMS, os grandes industriais farmacêuticos, que também financiavam o trabalho do ESWI de Osterhaus, podiam acumular entre 7.500 milhões e 10.000 milhões de dólares de lucro [16]


Por sua vez, o dr. Frederick Hayden é membro do SAGE, na OMS, e do Wellcome Trust, em Londres. É também um dos amigos mais chegados de Osterhaus. Por serviços «de consulta», Hayden recebe, além disso, fundos da Roche e da GlaxoSmithKline, de ente outros gigantes farmacêuticos que participam no fabrico de produtos ligados à crise do H1N1,


Outro cientista britânico, o professor David Salisbury, que depende do ministério britânico de saúde, encontra-se à cabeça do SAGE na OMS e dirige, além disso, o Grupo de Consulta sobre o H1N1 na OMS. Salisbury é também um ardente defensor da indústria farmacêutica. No Reino Unido, o grupo de defesa da saúde "One Clic" acusou-o de silenciar a comprovada relação entre as vacinas e o crescimento do autismo entre as crianças, assim como a relação entre a vacina Gardasil e os diferentes casos de paralisia, incluindo mortes [17]


No dia 28 de Setembro de 2009, o professor David Salisbury, que depende do ministério de saúde declarava: «a comunidade científica está de acordo sobre a ausência de risco no tocante à inoculação do Thimerosal (ou Thiomersal)». Esta vacina, utilizada na Grã-Bretanha contra o H1N1, é fabricada principalmente por GlaxoSmithKline. Contém Thimerosal, um conservante à base de mercúrio. Em 1969, como toda uma série de exames, cada vez mais numerosos, mostravam que o Thimerosal presente nas vacinas podia ser a causa de casos de autismo entre crianças nos Estados Unidos, a American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) e o Public Health Service (Serviço de Saúde Pública) exigiram que [o Thimerosol] fosse retirado da composição das vacinas [18].


Outro membro da OMS, que também manteve estreitos vínculos financeiros com os fabricantes de vacinas que beneficiam das recomendações do SAGE, é o Doutor Arnold Monto, consultor remunerado pelos fabricantes de Medimunne, Glaxo e ViroPharma. Pior ainda, nas reuniões de cientistas «independentes» que organiza o SAGE, participam «observadores», e, entre os que se encontram - por incrível que possa parecer - estão os mesmos produtores de vacinas, GlaxoSmithKline, Novartis, Baxter e companhia. Entretanto, impõe-se a seguinte pergunta: Se supõe que o SAGE é composto pelos melhores peritos da gripe do mundo inteiro, por que é que convidam os fabricantes de vacinas a participar nas suas reuniões?


Durante o último decénio, a OMS criava as chamadas «alianças entre os sectores público e privado», com o objectivo de incrementar os fundos à sua disposição. Mas em vez de receber fundos provenientes apenas dos governos dos países membros da ONU, como estava previsto no princípio, a OMS recebe actualmente das empresas privadas cerca do dobro do orçamento que habitualmente lhe estabelece a ONU, sob a forma de bolsas e ajudas financeiras.


De que empresas privadas provêm esses fundos? Dos mesmos fabricantes de vacinas que beneficiam de decisões oficiais como a adoptada em Junho de 2009 sobre a urgência pandémica da gripe H1N1. À semelhança dos benfeitores da OMS, os grandes laboratórios têm as suas entradas em Genebra com direito a um tratamento de «portas abertas e carpete vermelha» [19].


Numa entrevista concedida ao semanário alemão Der Spiegel, um membro da Cochrane Collaboration, uma organização de cientistas independentes que avaliam todos oe estudos realizados sobre a gripe, o epidemiologista Tom Jefferson, assinalava as consequências da privatização da OMS e da comercialização da saúde, «T.Jefferson (T.J.) : […] uma das características mais surpreendentes desta gripe e de toda a telenovela a que deu lugar é que, ano após ano, há gente que emite previsões cada vez mais pessimistas. Nenhuma se cumpriu até à data, mas essas pessoas continuam a emitir previsões. Por exemplo: o que se passou com a gripe aviária que nos ia matar a todos? Nada. Contudo, isso não impede que essa gente continue a fazer as suas previsões. Às vezes, parece que há toda uma organização que tem a esperança de [ver surgir] uma pandemia.


Der Spiegel: De quem é que está a falar? Da OMS?
T.J.: Da OMS e dos responsáveis da saúde pública, os virólogos e os laboratórios farmacêuticos. Eles construíram todo um sistema à volta da iminência da pandemia. Há muito dinheiro em jogo, assim como redes de influência, carreiras e instituições inteiras! Bastou uma mutação de um dos vírus da gripe para vermos toda a máquina a pôr-se em marcha.»[20]


Quando se lhe perguntou se a OMS tinha declarado a urgência pandémica de forma deliberada com o propósito de criar um imenso mercado para as vacinas e medicamentos contra o H1N1, Jefferson respondeu:


«Não acha estranho que a OMS tenha modificado a sua definição de pandemia? A antiga definição falava de um vírus novo, de rápida propagação, para o qual não há imunidade e que provoca uma alta taxa de enfermos e de mortes. Hoje em dia, esses dois últimos parâmetros sobre as taxas de infecção foram suprimidas, e foi assim como a gripe A entrou na categoria das pandemias.»[21]


Muito judiciosamente, a OMS publicava em Abril de 2009 a nova definição de pandemia, mesmo a tempo para permitir à própria OMS, seguindo os conselhos provenientes, entre outros, do SAGE, do «Senhor Gripe» (aliás Albert Osterhaus) e de David Salisbury, de classificar de urgência pandémica vários casos benignos de gripe, rebaptizada de gripe A H1N1. [22]


Em 8 de Dezembro de 2009, em nota de rodapé de um artigo sobre o carácter grave ou benigno da «pandemia mundial» de H1N1, o Washington Post mencionava que «ao alcançar o seu apogeu nos Estados Unidos a segunda onda de infecção do H1N1, os principais epidemiologistas prevêem que esta epidemia poderá ser uma das mais benignas [que têm havido] desde que a medicina moderna vem documentando as epidemias da gripe»[23].


Igor Barinov, deputado russo e presidente da Comissão de Saúde da Duma (Parlamento russo), exigiu aos representantes russos ante a OMS, acreditados em Genebra, que providenciem uma investigação oficial sobre os numerosos indícios de corrupção massivamente aceites pela OMS e provenientes da indústria farmacêutica.


«Fizeram-se graves acusações de corrupção contra a OMS», afirmava Barinov, acrescentando que: «deve organizar-se uma comissão internacional de investigação o mais depressa possível» [24].


NOTAS:
[1 Tweede Kamer der Staten-Generaal (Segunda Câmara dos Estados Gerais ds Holanda, corresponde à Câmara Baixa)
[2] Artigo em inglês, Martin Enserink, em "Holland, The Public Face of Flu Takes a Hit"(«Holanda, o rosto público da gripe sofre um golpe»), Science, 16 de OPutubro de 2009, Vol.326, nº5951, pp 350-351;DOI: 10.1126/science,326-350b.
[3] «Sunshine Act», referência à denominação americana das leis vinculadas à liberdade de informação.
[4] Artigo em inglês, Science, 3 de Novembro de 2008, "Roundup 11/3-The Brink Edition".
[5] Artigo em holandês, "De Farma maffia Deel 1 Osterhaus BV", 28 de Novembro de 2009.
[6] Artigo em holandês, Ministerie van Volksgezondheid, Welzijn en Sport, "Financiele belangen Osterhaus waren bekend Nieuwsbericht", 30 de Setembro de 2009.
[7] Albert Osterhaus, Comissão Europeia, «Recherche».
[8] ibid.
[9] Artigo em inglês, Jane Corbin, entrevista com o Dr. Albert Osterhaus, BBC Panorama, 4 de Outubro de 2005.
[10] Artigo em alemão, Karin Steinberger, "Vogelgrippe: Der Mann mit der Vogelperspektive", Suddeutsch Zeitung, 20 de Outubro de 2005.
[11] ibid.
[12] Artigo em alemão, "Schweinegrippe-Geldgierig Psychopath Ausloser der Pandemie?", Polskaweb News.
[13] Artigo em inglês, Ab Osterhaus, "External factors influencing H5N1 mutation/reassortment events with pandemic potential", OIE, 7-9 de Outubro de 2008, Verona, Itália.
[14] Artigo em inglês, "Health Advisory", Swine Flu Overview, Abril de 2009.
[15] Artigo em Inglês, Biosurveillance, Swine Flu in Mexico, Timeline of Events, 24 de Abril de 2009.
[16] Citado no artigo em holandês de Louise Voller e Kristian Villesen, "Staerk lobbyisme bag WHO-beslutning om massevaccination", Information, Copenhaga, 15 de Novembro de 2009.
[17] Artigo em inglês, Jane Bryant, et al, "The One Click Group Response: Prof. David Salisbury Threatens Legal Action", 4 de Março de 2009.
[18] Professor David Salisbury citado no artigo em inglês "Swine flu vaccine to contain axed additive, Londres, Evening Standard e Gulf News, 28 de Setembro de 2009.
[19] Artigo em alemão, Bert Ehgartner, "Schwindel mit der Schweinegrippe ist die Aufregung ein Coup der Pharmaindustrie?"
[20] Tom Jefferson, entrevista com o epistemologista Tom Jefferson: «C'est toute une industrie qui espére une pandemie de grippe», Der Spiegel, 21 de Julho de 2009.
[21] ibid.
[22] Artigo em holandês, Louise Voller, Kristian Villesen, "Mystisk aendring af WHO's definition af en pandemi", Copenhagen Information, 15 de Novembro de 2009.
[23] Artigo em inglês, Rob Stein, "The Pandemic Could Be Mild", Washington Post, 8 de Dezembro de 2009.
[24] Artigo em holandês "Russland fordert internationale Untersuchung" Polskanet, 5 de Dezembro de 2009.



* F. William Engdahl, é analista económico e político.


Este texto foi publicado em voltairenet.org


Tradução de João Manuel Pinheiro


Terça-feira, Janeiro 5

A formiguinha



Quarta-feira, Dezembro 30

Greenpeace

Sinceramente nunca fui fã do Greenpeace, fitas a mais e dinheiro a mais.

Grande parte das fitas eram (são) inconsequentes servindo só para o espectáculo. Muitas têm todo o aspecto de terem sido encomendadas.
E quanto ao dinheiro? De onde vinha o dinheiro que lhes permitia manterem barcos a passearem pelo Mundo e a intervirem em qualquer sitio?
A proveniência do dinheiro é muito importante pois permite saber quem o Greenpeace defende.

O blog A Conspiração dá-nos uma lista dos patrocionadores do Greenpeace. à cabeça aparecem logo as fundações do fundador da CNN e a Rockefeller:

Turner Foundation $1,390,000 [1996 – 2001]
Rockefeller Brothers Fund $1,080,000 [1997 – 2005]
John D. & Catherine T. MacArthur Foundation $841,365 [1997 – 2002]
V. Kann Rasmussen Foundation $456,000 [2002 – 2003]
David & Lucile Packard Foundation $450,000 [2000 – 2000]
Blue Moon Fund $370,000 [1998 – 2002]
Trust for Mutual Understanding $316,000 [1995 – 2004]
Marisla Foundation $250,000 [2001 – 2004]
Charles Stewart Mott Foundation $249,000 [1999 – 2002]
Wallace Global Fund $245,000 [1999 – 2002]
Wilburforce Foundation $226,900 [2000 – 2005]
Scherman Foundation $200,000 [2001 – 2005]
Lannan Foundation $200,000 [1995 – 1996]
Joyce Foundation $200,000 [1993 – 1997]
Nathan Cummings Foundation $152,000 [1990 – 2003]
Columbia Foundation $150,000 [2000 – 2001]
Rex Foundation $116,796 [1984 – 1995]
Firedoll Foundation $115,000 [2000 – 2005]
Panaphil Foundation $115,000 [1998 – 2005]
Rockefeller Family Fund $115,000 [2002 – 2005]
Winslow Foundation $115,000 [2000 – 2006]
Ploughshares Foundation $104,000 [1998 – 2005]
Brainerd Foundation $100,000 [2000 – 2001]
Harold K. Hochschild Foundation $100,000 [1995 – 2001]
Westwind Foundation $87,250 [2001 – 2003]
Capital Group Companies Charitable Foundation $86,000 [1999 – 2006]
John Merck Fund $80,000 [2000 – 2002]
Catharine Hawkins Foundation $77,000 [2000 – 2006]
Holborn Foundation $75,000 [1999 – 2006]
Public Welfare Foundation $75,000 [1994 – 1994]
Clarence E. Heller Charitable Foundation $75,000 [2000 – 2000]
Compton Foundation $72,500 [2000 – 2004]
Pond Foundation $72,000 [2000 – 2002]
Prentice Foundation $69,500 [2000 – 2005]
CGMK Foundation $65,000 [2001 – 2006]
Lynn R. & Karl E. Prickett Fund $64,832 [1999 – 2004]
L.C. & Margaret Walker Foundation $63,846 [2001 – 2004]
Brownington Foundation $62,000 [1999 – 2004]
Beldon Fund $60,000 [1995 – 2000]
Makray Family Foundation $59,000 [2000 – 2006]
New York Community Trust $55,950 [1997 – 2001]
Ruth Covo Family Foundation $53,000 [1998 – 2005]
Mertz Gilmore Foundation $50,000 [1998 – 1998]
Nightingale Code Foundation $44,832 [2000 – 2000]
Monterey Fund $41,400 [1998 – 2005]
Bauman Family Foundation $40,000 [2003 – 2003]
David L. Klein, Jr. Foundation $40,000 [1999 – 2000]
Butler Family Fund $40,000 [2006 – 2006]
Adam Richter Charitable Trust $36,000 [1998 – 2004]
Benjamin J. Rosenthal Foundation $35,000 [1998 – 2004]
Fidelity Charitable Gift Fund $35,000 [2004 – 2004]
Messengers of Healing Winds Foundation $32,500 [1998 – 2004]
California Community Foundation $31,690 [2000 – 2005]
Max & Anna Levinson Foundation $31,000 [2000 – 2006]

Copenhaga foi um sucesso

Ao contrário de que muitos previam a Conferência de Copenhaga foi um sucesso para nós todos pois falhou redondamente e não produziu nada que se visse.


Inicialmente pensei que este falhanço era propositado e tinha como objectivo tentar envolver-nos a todos numa pretensa guerra contra os big cats que andam a encher os bolsos à custa do planeta.

Mas a desorientação que parece existir nos eco-politicos parece ser genuina, a Conferência falhou mesmo.

O minimo que se pode dizer é que são boas notícias!



Segunda-feira, Dezembro 28

A real decadência do país

Neste fim de década o país está cheio de génios que estão muito assustados com a decadência do país e, todos, com grandes soluções para evitar essa decadência.
Estas soluções resumem-se a uma, não gastar dinheiro! grita-se que o país está endividado e que não se pode gastar dinheiro, portanto nada de investimentos e, quanto aos funcionários públicos, o melhor era que estes se despedissem ou, se o não fizerem que trabalhassem de graça.
Agora, no Natal, ofereceram-me um livro interessante, História de Portugal, coordenada por Rui Ramos e com vários autores. Editado pela Esfera dos livros.
No fim deste livro há um capítulo intitulado "Uma democracia europeia (1976)" que refere alguns factos interessantes.
Por exemplo, o de que Portugal foi o menos ajudado dos países da convergência pois enquanto Portugal nos sete primeiros anos da adesão recebeu o equivalente a 11% do seu PIB, a Irlanda recebeu 17% e a Grécia 21%. Isto em percentagem do PIB que, como o português é baixo, as ajudas em números absolutos ainda são mais dispares.
A razão foi que o principal apoio vinha da Politica Agricola Comum e a agricultura portuguesa era especializada em produtos que ou não recebiam apoio ou recebiam pouco apoio.
O problema que esteve no cerne disto tudo foi que os politicos portugueses meteram Portugal na então CEE a todo o custo. Mário Soares até queria que Portugal entrasse primeiro e negociasse depois.
Assim a adesão foi pessimamente negociada e estamos todos a pagar os disparates feitos na altura.

Politicos como Mário Soares, Cavaco Silva e outros deviam, no mínimo, pedir desculpa à Nação:

Domingo, Dezembro 20

Um artigo do Prof. Ferreira do Amaral sobre a União Europeia.

O Professor Ferreira do Amaral publicou em Rádio Renascença um artigo muito interessante em que chega a encarar a hipótese de que a União Europeia está a caminhar para o seu fim.

Reproduzo a seguir o artigo.

Desfasamento


A Europa atravessa definitivamente, uma má fase. E não só devido à crise. Se a economia europeia sofreu uma queda mais pronunciada que a maior parte das regiões do globo e se vai demorar mais tempo a recuperar, tal fica a dever-se ao crescente desfasamento das suas instituições (na área económica e não só) em relação à realidade.

Olhemos para os aspectos económicos e monetários. As instituições europeias neste domínio são as que se estabeleceram em 1991 com a aprovação do Tratado de Maastricht. E o que vemos hoje? A prioridade absoluta dada à estabilidade de preços deu origem a um erro inicial no combate à crise pelo Banco Central Europeu, que aumentou a taxa de juro quando a devia ter descido.

A ausência de qualquer preocupação macroeconómica de combate ao desemprego tem levado a que a Europa seja um espaço de desemprego. A não consideração da taxa de câmbio do euro em relação às outras moedas mundiais tem provocado uma perda de competitividade artificial dos sectores exportadores da zona do euro.

A proibição do financiamento monetário de défices públicos poderá causar sérias dificuldades no financiamento das despesas públicas relacionadas com a crise. A tentativa de manter os défices públicos abaixo dos 3% do PIB e caminhar para um equilíbrio orçamental futuro é totalmente incompatível com o que se passa (e passará durante muitos anos) na União. A interferência excessiva da Comissão nas ajudas de Estado está a tornar muitos sectores produtivos presas fáceis da concorrência mundial. E por aí fora.

Quando há desfasamento entre instituições e realidade o que muda são as instituições. Se não a bem, certamente a mal. Ao manter uma rigidez absoluta nas instituições no domínio económico e monetário e o respectivo desfasamento da realidade, o Tratado Reformador poderá bem coincidir com o princípio do fim da União.

João Ferreira do Amaral
Economista

Entradas 2010

Onde passar a passagem de ano?

Sim, qual o melhor lugar para dizer adeus a um 2009 que ficará na História pelas piores razões e dar as boas vindas a um 2010 que se espera francamente melhor?

 

Para já temos dez destinos de primeira a nível mundial:

 

1. Los Angeles, Califórnia (EUA)

 



 

Uma passagem de ano fabulosa na Meca do cinema. 



 


2. Rio de Janeiro, Brazil

 



 

 

Uma passagem de ano animada e tropical.

 

3.New York City, N.Y. (EUA)

 


Times Square New York City Manhattan

 

 

A cidade é Nova Iorque e o local é Times Square.

Embora com esta História do CO2 e do aquecimento global, está um frio de rachar por lá. Esperemos que aqté ao Ano Novo isto melhore.

 

4. Sydney, Australia

 


Réveillon Sidney Austrália.jpg

 

Especialmente para quem gosts de ser o primeiro em tudo. É que a Austrália é dos primeiros países a entrar em 2010.

Grosso modo, quando cá, em Lisboa, forem uma três da tarde do dia 31 de Dezembro, lá para Sidney já se está em 2010.

E, além disso há fogo de artifício, devertimento para todos e, last but not least, por lá é Verão.

 

5. London, UK

 

 

 

Londres? Que dizer de Londres? Well, Londres é sempre Londres e na passagem do ano ainda é Mais Londres. Isto sem esquecer o fogo de artifício.

 

6. Paris, France

 

 
[França+-+Paris+-+Arco+do+Triunfo.jpg]

 

Além de tudo o que há em Paris ao logo do ano, na passagem de ano temos um fabuloso fogo de artifício na Torre Eifel.

 

7. Funchal, Portugal (Madeira)

 


 

 

Fogo de artifício sem rival em nenhum lado do Mundo, um clima agradável, e quem sabe, talvez se arranje um encontro com o impagável Alberto João Jardim...

 

8. Reykjavik, Iceland

 


 

 

Well, a Islândia, como toda a gente sabe, está falida...

Mas não há nada como um país falido para nos divertirmos.

E, lá pelo Grande Norte, temos a Blue Laggon, um banho único no Mundo.

 

9. Fiji

 

 



 

É ótimo para chatear o colega que foi para Sidney só para ser o primeiro a entrar em 2010. è que como as Fidji estão mesmo encostadas à Linha Internacional de Mudança de Data, entram em 2010 umas duas horas antes de Sidney.

 

10. Las Vegas, Nevada (EUA)

 


Las Vegas Strip

 

 

Com fogos de artifício do teraço dos casinos ao longo da Strip. A não perder.

 


 

Domingo, Dezembro 13

Tansos úteis

Segundo a comunicação social tem havido alguma confusão lá por Copenhaga.



Activistas climáticos têm feito manifestações, de um modo geral pacíficas pedindo, isto é, exigindo que os governos se entendam para acabar, isto é, para reduzir drásticamente, as emissões de CO2.



Mas algumas das manifestações parece não serem tão pacíficas assim e já foram presos algumas centenas de manifestantes de todo o Mundo.



Alguns acusam a polícia de ter sido a causadora da violência. É possível.



É que as forças que governam isto tudo precisam de uma data de tansos úteis, de um modo geral de boa-fé que se manifestem e que sejam vitimas da violência policial.



Só assim é que se poderá manter a ficção de que as causas contra o CO2 são atacadas pelos grandes interesses capitalistas, assustados com os prejuízos que se se avançar contra o CO2 lhes advirão.



Nada mais falso, a pretensa luta contra o Carbono é feita pelos grandes que com ela aumentam o seu património e poder à custa dos restantes cidadãos que vão vendo o seu nível de vida e o seu património baixar.



No fim temos as ONG's pseudo-ambientalistas sustentadas pelo grande capital e um enxame de tansos úteis, grande parte com viagens pagas, a manifestarem-se em Copenhaga para convencerem o Mundo de que existe uma guerra entre grandes corporações, dispostas a estoirar com o planeta, e o grosso dos cidadãos dispostos a sacrificarem-se para salvar o planeta onde os nossos filhos e netos irão viver.

Sábado, Dezembro 12

Filhos e enteados

Uns 38.000 funcionários da União Europeia vão entrar em greve na próxima semana em Bruxelas por alguns países estarem a tentar bloquear um planeado aumento de 3,7%.

O vencimento base dos funcionários públicos europeus vai de €2.556 a €17.697 por mês. Além deste salário têm outros benefícios, como, por exemplo um subsídio de família de €350 por filho mais €240 de subsídio de educação, também por criança, lugares para os filhos em escolas largamente subsidiadas, despesas de viagem, etc.

E, segundo a imprensa alemã, muitas lojas, bancos, stands de automóveis, etc., dão descontos ao funcionários públicos europeus, descontos que podem ir aos 30%

E, nós por cá com vencimentos congelados ou quase... realmente, há filhos e enteados.

Quarta-feira, Dezembro 9

Continuam a ir-nos ao bolso...

O Público de hoje tem a seguinte notícia:


Bruxelas atribui 1500 milhões de euros para eólicas off-shore e armazenamento de carbono
Quinze projectos de captura e armazenamento de carbono e criação de parques eólicos off-shore em vários países europeus vão receber um total de 1500 milhões de euros, no âmbito de um plano de relançamento económico da União Europeia, foi hoje anunciado.

Com esta fúria anti-carbono, como se o carbono fosse um poluente, o que está a acontecer é que arranjaram uma data de desculpas para nos irem aos bolsos.

Portugal representa, grosso modo, 1% da economia da UE, portanto destes 1.500 milhões de Euros, uns quinze milhões são provenientes da nossa economia.

Além do que já estamos a esbanjar com as eólicas, pagas por todos nós e prejudicando a competitividade da economia nacional, ainda temos de participar nestas loucuras.

Terça-feira, Dezembro 8

Ecos do Climategate em Portugal

Alberto GonçalvesSobre o caso dos emails e outros documentos roubados à Universidade de East England, muito se tem escrito. Muito, não, cá em Portugal o tema raras vezes é citado.


Por estas razões é de aplaudir e pequeno texto que se segue da autoria de Alberto Gonçalves e publicado no Dário de Noticias.


Se calhar não é novidade a história dos e-mails roubados à Universidade de East Anglia. A instituição em causa possui um importante centro de estudos climatológicos e a correspondência em causa, trocada ao longo de duas décadas entre proeminentes cientistas do ramo, revelou que, além de tentarem destruir a reputação de colegas discordantes e bloquear a publicação dos respectivos trabalhos, os cientistas distorcem, escondem, esquecem e aldrabam informação alusiva às mudanças climáticas. E tudo isto para "demonstrar" que as ditas mudanças seguem o sentido do "aquecimento global" e que este se deve à acção do homem.

Se calhar, para muitos a história é mesmo novidade. Embora, no mínimo, os e-mails insinuem a forte possibilidade de a lengalenga em volta do clima constituir uma desmesurada fraude, a verdade é que os "media" não lhes têm dedicado um milésimo da atenção merecida, por exemplo, pelo "documentário" de Al Gore, um projecto com o rigor científico de Marte Ataca!. Os media nacionais, então, não dedicam aos e-mails atenção nenhuma, enquanto Marte Ataca!, perdão, Uma Verdade Inconveniente continua em exibição nas escolas a título de evangelho.

Claro que a indiferença com que a imprensa procura enterrar o escândalo é compreensível: deve ser embaraçoso admitir um logro que se divulga há anos. Aliás, se formos justos compreendemos a indiferença de todos, incluindo da comunidade científica "oficial", que arrisca perder os abundantes financiamentos, e da classe política, que apanhada algures no meio dos negócios e da histeria ergueu o "aquecimento global" a centro da sua retórica. A partir de determinada aceleração, o avião não pode interromper a descolagem. Principalmente se o avião levanta rumo à Dinamarca, onde decorrerá a Cimeira de Copenhaga.

Para um evento devotado à influência do homem no clima, de facto não conviria à Cimeira admitir a forte suspeita de que tal influência é nula ou quase. A solução passa por fingir o oposto e prosseguir os trabalhos na presunção de que o mundo, o autêntico e não o do catastrofismo ambiental, está à beira do fim. Assim, durante os próximos dias, sumidades e estadistas vários arriscam discutir de cara séria uma calamidade imaginária, mais ou menos como se o planeta se mobilizasse para inventariar os estragos dos marcianos, enfrentar a ameaça dos marcianos e impor medidas ruinosas a pretexto dos marcianos. Até prova em contrário, os marcianos não existem. Além de perigosa, a Cimeira de Copenhaga será hilariante.


Segunda-feira, Dezembro 7

Copenhaga, aquecimento global e sexo grátis

Os grandes e também muito pequeno a que, de uma forma geral, foi paga a viagem, encontram-se em Copenhaga para travar as emissões de CO2 filhas da nossa sociedade indústrializada.

Esta malta toda mantem-se fiel ao adágio, faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

Senão vejamos, depois de se andar a protestar por todo o lado com as emissões de CO2 e a clamar pela responsabilidade de cada um nestas emissões, vai-se fazer uma conferência que segundo o Telegraph (ver aqui) vai produzir tanto CO2 como uma cidade inglesa de 150.000 habitantes!


As coisas são feitas em grande pois encontram-se lá por Copenhaga 15.000 delegados, 5.000 jornalistas e 98 líderes mundiais, mais Leonard DiCaprio, Daryl Hannah, Helena Christensen, Arcebispo Desmond Tutu, Principe Carlos, etc. Al Gore, apesar de ter anunciado a ida, cancelou-a por dificuldades de agenda.

E os principais hoteis lá da terra estão todos cheios a €720 a noite...

Para esta malta toda foi necessário arranjar 1.200 limusinas e como não existiam 1.200 limusinas na Dinamarca foi necessário ir busca-las aos países limitrofes, Suécia, Alemanha, etc.

Também são esperados uns 149 jactos privados que como não têm lugar de estacionamento em Copenhaga, têm de largar a preciosa carga na conferência, levantar vôo para ir estacionar num aeroporto sueco ou alemão e depois voltar para ir buscar a preciosa carga.

Mas salva-se a honra do convento pois no meio disto tudo existem 5, sim, cinco, automóveis eléctricos amigos do ambiente.

Entretanto como não há cimeira sem confusão e manifestações pois se não existissem ninguém reparava nelas, as autoridades dinamarquesas adquiriram o primeiro carro com canhão de água da Dinamarca e arranjaram prisões provisórias capazes de albergar uns quatro milhares de manifestantes.

Entretanto o sindicato das prostitutas, chocado por um postal que a Câmara Municipal enviou aos hotéis solicitando que afastassem os clientes das prostitutas, resolveu oferecer sexo grátis a todos os que possam mostrar que tenham um passe de entrada na conferência. Esta oferta é de peso pois este sindicato tem 1.400 membros! Agora já se percebe o que é que o Sócrates vai lá fazer...

Entretanto já se sabe que esta conferência não vai decidir nada (felizmente!), é só show-off para manter o público interessado no tema e para os meninos do Greenpeace e outras organizações similares se mostrarem ao mundo, nada mais.






Sexta-feira, Dezembro 4

Mamãe, o que significa virgem?



Quinta-feira, Dezembro 3

Fraude sobre fraude

Descobriu-se agora uma fraude monstruosa com quotas de CO2 na Dinamarca (ver aqui).

Não é de admirar pois se o mercado de CO2 já é uma fraude, é natural que dê origem a outras fraudes.

Jon Stewart goza com o aquecimento global




Aparentemente só por cá é que não se fala disto.
Também com o papa-açorda que temos como Primeiro Ministro...

Quarta-feira, Dezembro 2

Primeiras consequências visíveis do climategate

Este cavalheiro, Phil Jones, director da Unidade de Investigação do Clima (UIC) da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, foi suspenso por suspeita de manipulação de dados climáticos.

O anúncio foi feito esta terça-feira pela própria Universidade, que referiu que a suspensão de Jones estará em vigor até à conclusão de uma investigação independente sobre a manipulação de dados das temperaturas para exagerar o aquecimento global.

O caso está a gerar intensa polémica na comunidade científica internacional, já que muitos dos trabalhos do UIC foram usados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU como suporte para as negociações internacionais sobre o clima.

O caso é grave pois estas possíveis manipulações vêm dar crédito ao crescente número cientistas que contestam a bondade das teses do aquecimento global antropogénico.

E é no meio deste escândalo que uma horda de países vai tentar aprovar na conferência de Copenhaga uma mão cheia de medidas para combater o tal aquecimento global antropogénico, medidas essas que se afiguram extremamente gravosas para todos nós.

Entretanto O J. Sócrates, nosso Primeiro Ministro ainda fala em aquecimento global, esquecendo que, como as temperaturas estão em queda à vários anos, já não se usa dizer aquecimento global e que agora o correcto é dizer "alterações climáticas".

Outro que ainda fala em aquecimento global é o Dalai Lama que pediu, esta segunda-feira, aos líderes mundiais «prioridade máxima» na luta contra o aquecimento global, informa a Lusa. O líder espiritual mostrou-se também optimista quanto aos resultados da cimeira sobre as alterações climáticas que decorre na próxima semana em Copenhaga.

O Premio Nobel da Paz quer que o aquecimento global seja a «preocupação número um» dos líderes mundiais e que seja colocada «à frente dos interesses nacionais e económicos». Dalai Lama pediu aos políticos que procurem soluções.

O nosso J. Sócrates está em boa companhia.

O único problema disto tudo é, e se o aquecimento global antropogénico/alterações climáticas na realidade não existe(m)? O que é que estamos a fazer à nossa civilização? A destruí-la a troco de nada?

Primeiro de Dezembro


Ontem foi o dia 1 de Dezembro, dia marcante na História de Portugal pois, com 269 anos de intervalo aconteceram dois acontecimentos historicamente marcantes.


Em 1649, lançou-se um tal Vasconcelos de uma janela para a rua e Portugal recuperou a sua independência libertando-se do jugo de Madrid.


Duzentos e sessenta nove anos depois, em 2009, o Tratado de Lisboa entra em vigor e Portugal perde a sua independência, desta vez, para Bruxelas.
Da outra vez o jugo de Madrid durou sessenta anos. A ver quantos anos dura agora o jugo de Bruxelas.

Terça-feira, Dezembro 1

Um programa inútil mas cheio de cranios

Na Segunda-feira a RTP apresentou o seu programa Prós e Contras. Neste caso foi um Prós & Prós...

Discutiu-se o magno problema das Finanças do País.

A discutir isto estavam uma data de crânios, crânios esses que se fartaram de fazer análises mas que não disseram nada de interessante. Isto é, no fundo estavam todos de acordo, a situação é grave e a culpa é nossa que gastamos mais do que temos. Sobre os remédios foram um pouco vagos embora dizessem que eram conhecidos. E ainda bem que foram vagos pois evitaram aumentar o baixo nível do programa.

Mas algo chamou a atenção. Uma das provas da nossa incapacidade era que os problemas de Portugal não são de agora, são antigos mas, dantes, desvalorizava-se a moeda e o país continuava no seu caminho. Só que quando entramos para o Euro perdemos o instrumento da desvalorização e, aparentemente, não tomamos as medidas necessárias para sobreviver no novo ambiente do Euro.

Aqui estes crânios tiveram razão, só que foram incapazes de o expressar. É óbvio que a adesão ao Euro foi catastrófica para a economia portuguesa. Desde que se aderiu à moeda única a economia parou, ou mesmo retrocedeu, o desemprego disparou, etc., etc.

Pode-se dizer que a culpa foi nossa que fomos incapazes de perceber as vantagens que o Euro nos trazia.

Só que o problema foi outro, os crânios que decidiram a adesão nunca o explicaram ao país, nunca disseram uma coisa muito simples, as vantagens são estas, as desvantagens aquelas e os riscos os seguintes. Querem aderir? Estão dispostos a arriscar?

Não, apresentaram-nos o Euro como o paraíso, só com vantagens, fizeram uma fita com a necessidade de estar no comboio da frente, etc. Em suma, enganaram-nos!

Bom, mas está feito, está feito. Sem prejuízo de ser simpático que aqueles que nos meteram no Euro viessem fazer mea culpa e pedissem desculpa à Nação, o que é necessário fazer agora é ver o que é que se pode fazer.

À primeira vista poderiamos ter dois tipo de soluções, sair do Euro ou alterar algumas regras de funcionamento deste.

É que os câmbios flexíveis, como havia dantes na Europa, não têm nada de pecaminoso, antes pelo contrário, são necessários para equilibrar as diferenças de produtividade entre os países, isto é, Portugal tem uma produtividade baixa, a sua moeda tende a desvalorizar-se enquanto que na Alemanha, com uma produtividade elevada, a sua moeda tende a valorizar-se.

Como aquele movimento de desvalorização era lento, isso permitia à economia ir-se aperfeiçoando e aumentando a sua produtividade.

Mas este instrumento actualmente não existe e portanto é necessário tomar medidas. E essas medidas são as referidas acima, as pseudo-soluções apresentada pela manada de crânios que pontificou no tal Prós & Prós, de nenhuma forma são soluções, não passam de tagarelar de economista.

O sair do Euro é complicado e caro. Deve ser uma medida de último recurso.

Mas, para já, seria muito útil um relatório independente do estado da economia portuguesa e que alterações introduzir na União Europeia de modo a evitar problemas como os de Portugal. Claro que os euro-fanáticos de nenhuma forma deviam participar na elaboração deste relatório.

Depois, na posse deste relatório e das suas conclusões, o Governo português devia negociar as alterações com a União Europeia.

Segunda-feira, Novembro 30

E esta dos liberais alemães?

Parece que o Partido Liberal Alemão que está no Governo alemão juntamente com o partido da Angela, está a duvidar do aquecimento global (ver aqui).

A ser verdade deve ser o primeiro partido de um governo a fazê-lo.

Sexta-feira, Novembro 27

Galeria da infâmia

O Blog Mitos Cimáticos faz um apanhado de alguns dos principais envolvidos na fraude científica a que se chamou climategate.

Arranjei esta galeria com as fotos dos envolvidos citados no Mitos Climáticos.

Não se pretende exercer represálias contra estes cientistas ou antes, pseudo-cientistas, mas há várias medidas que deviam ser tomadas com toda a urgência como, por exemplo, tira-los dos processos de peer review e diminuir drásticamente o dinheiro que recebem para investigação indo parte do dinheiro assim economizado para cientistas honestos.

Michael Mann
Dr. Keith Briffa, da Hadley Climate Research UnitMichael Mann Associate Professor, Department of Meteorology, Penn StatePhil Jones, director da CRUCaspar Amman
Ray BradleyJames HansenTom WigleyStephen Schneider

Ainda o Dubai

As notícias vindas do Dubai são interessantes ou alarmantes conforme o ponto de vista.

  
A situação parece grave, aquele paraíso capitalista fartou-se de pedir dinheiro emprestado para construir o Super Dubai. Mas agora que o valor da propriedade caíu 50%, o Dubai fica sem dinheiro para pagar as dívidas e pediu uma moratória.

Numa primeira aproximação a dívida da Dubai World, empresa imobiliária que pertence ao Governo do Dubai, deve ser próxima dos 80 mil milhões de dólares. Mas parece que este valor está muito sobestimado. Alguns analistas dizem que o valor real é muito superior.

Note-se que o Dubai é um dos sete emiratos dos Emiratos Árabes Unidos e o PIB dos Emiratos é de 262.200 milhões de dólares, portanto uma única empresa de um dos sete emiratos tem uma dívida que é uns 30% do PIB dos sete emiratos!

Claro que há uns bancos expostos e outros não expostos. Dos expostos parece que a maioria são do Reino Unido... a ver o que é vai acontecer à economia do Reino Unido. Islândia, Dubai, o Reino Unido tem uma certa apetência por países falidos.

Ao saber-se disto as empresas de rating que até tinham o Dubai muito bem classificado, apressaram-se a descer o rating do Dubai.

Entretanto o Diário Económico publicou uma crónica interessante (ver aqui) da autoria de Pedro Carvalho. Esta crónica teve alguns comentários dos quais se destacam os seguintes:

el gordo, Portugal | 27/11/09 00:17

Á semelhança do inicio desta crise , no dia anterior todos estes entendidos não saibam de nada , no dia seguinte todos aparecem com motivos quase cientificamente explicáveis quase que afirmando conhecerem esta realidade desde sempre. A Islandia era um Pais com uma das melhores notações financeiras dadas por entidades que diminuiram agora a notação financeira a Portugal mas mantiveram a do Dubai.E lá vamos nós , meros cidadãos , lendo e relendo crónicas destes ditos entendidos que não acertam uma mas afirmam saber tudo. Só para nota , a maioria dos economistas tanto nacionais como internacionais (FMI inc.) afirmaram que esta crise seria tipo U , em que já estavamos na fase ascendente . Vamos ver se não será mais do tipo W , e agora virá a 2ª parte da queda com os paises mais pequenos e endividados a afirmarem não conseguir pagar a sua divida .


Straedtel, Lisboa | 27/11/09 11:21
Na era electrónica, as crises tomarão uma nova forma: serão do tipo WWW...


Realmente é o que parece estar a acontecer, as crises actuais inspiram-se na World Wide Web, WWW...


A falência espreita o Dubai?











Todas estas fotos são do Dubai, o emirato que é um espanto.
Está integrado nos Emiratos Árabes Unidos
Deixou de viver à custa do petróleo e passou a ser um centro financeiro e turistico.
Pois bem, esta maravilha do capitalismo lançou hoje o pânico nos mercados ao pedir um adiamento no pagamento de dívida pública.
Este pedido gerou perdas acima de 3% nas bolsas europeias, a queda mais acentuada em sete meses.
Na Europa o único mercado que parece ter ignorado este problema foi o da Islândia.
Que se passa? O capitalismo também faliu no Dubai?




Quinta-feira, Novembro 26

26 de Novembro de 1807

Faz hoje 202 anos que o Princípe Regente Dom João, a sua corte e mais uns 12.000 portugueses rumaram ao Brasil para deixar as tropas napoleónicas que tinham invadido Portugal, literalmente a ver navios.


Foi a primeira vez que um membro da realeza europeia atravessou o Atlântico.

O Climategate cá por Portugal

O escândado da divulgação involutária de mails em documentos de um dos centros mais importantes de investigação sobre o aquecimento global antropogénico tem tido larga divulgação em todo o mumdo pois vem por em causa o aquecimento global.


Já referi este escandalo neste blog por várias vezes (ver aqui e aqui).

Mas, enquanto que em todo o Mundo se fala disto, cá em Portugal é o silêncio, apenas dois ou três órgãos de Comunicação Social o referiram. E referiram muito pela rama expressando de um modo geral o temor que este escândalo poderia ter sobre a próxima conferência de Copenhaga.

Mas felizmente existe a blogosfera!

Num breve apanhado encontrei referências a este escândalo nos seguintes blogs:
(o link ou é para um artigo ou para o blog. De referir que, de um modo geral, estes blogs têm mais de um artigo sobre o assunto)

Quarta-feira, Novembro 25

Constâncio e os impostos




Vitor Constâncio passa por cima do despesismo do Banco de Portugal de que um bom exemplo é o seu ordenadozinho e acha que só resta ao Estado Português ou aumentar os impostos ou diminuir a despesa. Claro que a melhor forma de diminuir a despesa é atacar os vencimentos dos funcionários públicos...

Terá passado pela cabeça desta luminária de que a única forma consolidada e justa de resolver problemas como os que cita, é desenvolver a economia, investir no futuro.

Mais energias renováveis

Agora o impagável Sócrates inaugura mais central, agora de energia solar.

Depois de se encher a nossa paisagem de moinhos eólicos, parece estar a passar-se aos painéis solares.

O investimento, agora aparentemente privado, é de mais de 30 milhões de Euros.

Valerá a pena?



Ainda o Climategate

Fernando Gabriel escreveu uma crónica no Diário Económico sobre a divulgação de dados do Climate Research Unit (CRU) da universidade de East Anglia, divulgação essa feita à revelia do CRU e que mostra muita da desonestidade que vai em certos meios científicos.


Fernando Gabriel a certa altura escreve:

Os documentos extraídos do CRU mostram de forma transparente a existência de manipulações dos dados de temperatura, de forma a ocultar variações "inconvenientes" à tese do aquecimento global. Mostram também que há uma campanha deliberada de limitação do livre inquérito científico nesta matéria, através de ataques à reputação de cientistas com posições contrárias, do boicote à publicação de artigos e da viciação do processo de peer review. Em suma, o que transparece destes documentos é o desprezo de cientistas com um papel crucial no IPCC por princípios éticos básicos e pela honestidade intelectual, subordinando a investigação à obtenção de resultados que promovam uma causa política.

E é este o grande problema, estabeleceu-se uma política oficial, a da existência de alterações climáticas antropogénicas, esta política dá origem a muitas decisões, decisões estas que estão a mudar a face do mundo e, para a suportar, é necessário arranjar uma mão-cheia de cientistas desonestos que manipulem dados, inventem teorias e calem opositores de forma a darem a aparência de que a tal política oficial tem sustentação científica.

E é nesta altura que se vai realizar o encontro de Copenhaga e em que a Sr.ª Ministra Dulce Pássaro está disposta a dar uma data de dinheiro para resolver problemas inexistentes, dinheiro esse que poderia ser muito melhor utilizado cá no país.

Vale a pena ler a crónica (ver aqui).


Esta gaja endoideceu?

Esta senhora é a Dr.ª Dulce Pássaro, actual Ministra do Ambiente.

Ela e o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, foram a Bruxelas para uma reunião qualquer sobre a posição da UE na próxima reunião de Copenhaga que trata do magno problema das alterações climáticas.
Bom, o que parece estar em jogo é que os países desenvolvidos devem pagar aos não desenvolvidos para eles não aumentarem as suas emissões de CO2.
Os valores que estão em cima da mesa são fabulosos, os países não desenvolvidos parece avançarem com uma verba de trezentos mil milhões não sei se de dólares se de Euros e África pede ainda mais duzentos e tal milhões tudo em nome de ajuda climática.
Segundo o Público (ver aqui) a UE propõe uma verba de cem mil milhões, por ano, até 2020. Claro não seria só a Europa a pagar, Estados Unidos, Canadá, etc., também teriam de pagar.
De qualquer forma a parte que competiria à UE nunca deveria andar muito longe dos cinquenta mil milhões.
Há agora que discutir qual a parte que competiria a cada Estado Membro.
A metodologia a usar para esta distribuição ainda não está definida mas deve andar à volta do PIB ou das emissões de CO2 de cada país.
No nosso caso os cálculos são simples, se formos para as emissões de CO2, temos que Portugal emite cerca de 1,53% de toda a emissão de CO2 da União Europeia (ver aqui) e se se for para o PIB, o de Portugal é 1,59% do da UE no seu todo (ver aqui).
Portanto o que Portugal pagará será uns 1,53% da verba a ser despendida pela UE.
Isto é, mesmo que sejam só uns cinquenta milhões de Euros até 2020, a parte a pagar por Portugal seria sempre superior a uns 750 milhões de Euros por ano, portanto 7.500 milhões de Euros até 2020.
Face a isto, a nossa Ministra disse que Portugal tem condições para assumir a sua parte do esforço europeu de redução de emissão de gases com efeito de estufa!

Vejamos, jornalistas, membros dos partidos da oposição, comentadores, etc., andam há uma data de tempo a dizer que o país não tem dinheiro para construir as linhas de TGV Lisboa Caia (da linha de Lisboa a Madrid) e Lisboa Porto.
Ora, estas linhas custariam 7,7 mil milhões de Euros (ver aqui) e destes 7,7 mil milhões, 20% seriam de ajudas comunitárias, ficando o investimento do Estado português em 6,16 mil milhões de Euros. Portanto o valor com que a Dr.ª Pássaro se está alegremente a comprometer é superior nuns 1.340 milhões de Euros ao custo do TGV! E ninguém desata aos gritos?

Mas, há pior, ainda segundo o artigo do Diário Económico acima citado, a construção do TGV irá criar uns 36.000 empregos enquanto que a largeza da Sr.ª Ministra cria zero empregos em Portugal. Além de que o investimento no TGV terá sempre algum efeito multiplicador na economia enquanto que a tal largeza da Sr.ª Ministra não.

É também útil chamar a atenção de que o investimento no TGV terá um reflexo muito positivo na receita do Estado pois uns 40% ou mais voltarão ao Estado sob a forma de impostos, isto é, mais de 3.000 milhões de Euros serão arrecadados pelo Estado sob a forma de IVA, IRC, IRS, etc., enquanto que os tais milhões para ajuda climática não.

Por fim é preciso não nos esquecermos que o tal ajuda climática provém de teorias longe, muito longe de estarem provadas.

Mais uma vez pergunto, ninguém desata aos gritos?



Segunda-feira, Novembro 23

Climategate

Alguém publicou na Internet vários megabites de mails e documentos que estavam nos servidores da Universidade de Universidade de East Anglia (Reino Unido).


Estes mails foram trocados entre 1996 e 12 de Novembro de 2009 entre cientistas defensores das teorias do aquecimento global ou antes, como agora que as temperaturas estão em queda se diz, das alterações climáticas antropogénicas, isto é, causadas pelo homem.

E o que parece é que estes "cientistas" torturaram os dados até estes confessarem o que eles queriam, que as tais alterações climáticas estão realmente a acontecer e que a culpa é nossa.

Os mails e documentos parecem ser autenticos, pelo menos os seus supostos autores ainda não os contestaram.

Claro que isto tudo tem dado muito barulho por todo o lado. Por todo o lado, não, por cá uma busca pelo news do google mostra só três referencias, uma no Jornal de Negócios (ver aqui) e duas no Público (ver aqui e aqui).

Mas mesmo estas notícias parece preocuparem-se mais com as consequências desta divulgação na Conferência de Copenhage do que com que o conteúdo dos emails e documentos.

Claro que a altura da divulgação não é inocente mas o importante não é eles terem sido divulgados nas vésperas da Conferência de Copenhaga, o importante é a luz que eles podem lançar sobre os métodos científicos ou pseudo-científicos que deram origem às teorias que estão na base das resoluções que se pretendem tomar em Copenhaga.

Mas não duvidemos que Copenhaga irá ignorar totalmente estas possíveis dúvidas. Se não se chegar a acordo em Copenhaga será por outras razões, as famosas "alterações climáticas" não serão postas em dúvida.

Para ser ter uma ideia do que está a acontecer ver aqui.





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