Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Segunda-feira, Abril 29

É possível uma dívida pública superior a 200% do PIB?

É!

O Diário Económico escreve que:

Em 1816, a dívida pública líquida do Reino Unido atingiu os 240% do PIB. Este foi o legado orçamental de 125 anos de guerra contra a França. Que desastre económico se seguiu? A revolução industrial.

Isto é, se na altura houvesse economistas como os actuais e existissem empresas de notação, o Reino Unido teria entrado num século de estagnação...

Como não existiam, o Reino Unido tornou-se na primeira potencia mundial e, em 1860, quarenta e quatro anos depois, a dívida pública do Reino Unido já estava abaixo dos 90% do PIB.

Um dos problemas actuais, uma das catástrofes da nossa civilização é a importância e o poder da "ciência" económica nas nossas sociedades.

Domingo, Abril 28

A austeridade, mesmo no estertor, dá luta

Do blog Ladrões de Bicicletas tirei esta citação:

«Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas.
Restam portanto duas questões. Primeiro, a de saber porque é que a doutrina da austeridade se tornou tão influente. Depois, a de saber até que ponto haverá mudança de políticas, agora que os argumentos centrais dos defensores da austeridade se transformaram em abundante matéria-prima para livros de banda desenhada.
(...) [Ora,] não é possível compreender a influência da doutrina da austeridade sem falar de classes e de desigualdades. (...) As coisas são claras: a agenda da austeridade parece ser a simples expressão das preferências das classes altas, que apenas se disfarçam num aparente rigor académico. Aquilo que os 1% mais ricos querem converte-se no que a ciência económica diz ser preciso fazer. (...) É isto que nos faz pensar na diferença que pode verdadeiramente fazer o colapso intelectual da perspectiva austeritária. Na medida em que temos uma política dos 1%, feita pelos 1% para os 1%, não será de esperar que apenas tenhamos novas justificações para as mesmas velhas políticas?»

Do artigo recente de Paul Krugman no The New York Times (que se recomenda vivamente seja lido na íntegra, estando aqui disponível uma versão traduzida).

E é este o grande problema, a pretensa doutrina da austeridade Über Alles não passa da modernização do mais velho dos combates, aqueles que têm tudo querem ainda mais...

Normalmente este combate acaba num banho de sangue e em vários (às vezes muitos) anos de ditadura, de esquerda ou de direita...

Quarta-feira, Abril 24

Fwd: FW: FW: Foi aprovada reforma aos 50 anos com 9.000 euros por mês -

 

    Foi aprovada reforma aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da UE
    

 

Escândalo na UE - ATENÇÃO: LER E DIVULGAR
 
Noruegueses, Finlandeses, Suecos, Franceses,....Portugueses!, todos a denunciar! e a exigir HONESTIDADE
 
Já reparou? Os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE! E por quê?
 
Leia  o que segue, pense bem e converse com os amigos. Envie isto para os europeus que conheça! Simplesmente, escandaloso.
 
Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.
 
Sim, leu correctamente!
 
Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.
 
Porquê e quem paga isto?
 
Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro. A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"
 
Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar  esta mensagem para todos os europeus. É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....
 
Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ... Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.
 
Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 ? / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)..
 
O seu colega, Peter Hustinx acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado.  Após 10 anos, ele terá direito a cerca de ? 9 000 de pensão por mês.
 
É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.
 
Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
 
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá ? 12 500 por mês de pensão.
 
2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, ? 12 900 por mês.
 
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 ? / mês.
 
 
Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.
 
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos  (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos falando?
 
Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.
 
Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ... Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc. Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar!
 
Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas. E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?
 
Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 ? / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!
 
O objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.
 
Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra.
 
«Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por  "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos media.
 
http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867
 

Divulgue! DIVULGUE! DIVULGUE! Quantos mais souberem deste descaramento melhor!!!..







Domingo, Abril 21

A Alemanha depende de nós?

Segundo se escreve aqui, o deficit comercial da Alemanha com a Rússia, China, Japão, Líbia e Noruega, é de €34,4 mil milhões de Euros.
Mas, com a França, Itália, Espanha, Grécia, Portugal Chipre e Irlanda, acontece o contrário, a Alemanha, contra estes países, tem um excesso na sua balança comercial de €54,6 mil milhões.
Isto é, é o comercio com os países que a Alemanha acusa de não trabalharem que os ajuda a equilibrar a sua balança de pagamentos.E ainda sobram €20,2 mil milhões!
Se estes países se unissem e começassem a levantar problemas, a Alemanha, horror dos horrores, afundar-se-ía num oceano de deficits comerciais...

Terça-feira, Abril 16

O Relvas holandês

Da Comunicação Social:

O presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, corrigiu o seu currículo e retirou do mesmo um mestrado na Universidade de Cork que nunca existiu no programa da instit
uição, avança o jornal inglês Sunday Independent.

Em vários sites oficiais, como o do Banco Europeu de Investimento (BEI), constava no currículo do presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, a realização de um mestrado em 'Economia Empresarial' pela University College Cork. Acontece que o programa nunca existiu na instituição de ensino irlandesa.

Essa informação foi retirada do currículo de Jeroen Dijsselbloem, depois de o jornal inglês Sunday Independent ter noticiado também, citando fonte da universidade, que o presidente do Eurogrupo "esteve apenas alguns meses em Cork a realizar uma investigação sobre economia agrícola".

Agora, no currículo, consta que Dijsselbloem realizou uma "investigação em economia empresarial para a obtenção de um mestrado na University College Cork".

Entretanto, o ministério holandês das Finanças assumiu o erro mas recusou qualquer tentativa de mascarar o percurso académico de Jeroen Dijsselbloem.

Bom, lá pela Holanda os políticos também parecem um pouco aldrabões...


Terça-feira, Abril 9

O Governo decreta a paralização do país!


Comunicado do Reitor da Universidade de Lisboa

Quando | 9 de Abril de 2013

 

 
Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país

"1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do "quanto pior, melhor". Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país. 

2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.

3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal? 

4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro.

Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior." 

Lisboa, 9 de Abril de 2013

António Sampaio da Nóvoa
Reitor, Universidade de Lisboa



Quarta-feira, Março 27

Banco Central Europeu, delegação de Lisboa


Anteriormente conhecido como Banco de Portugal

Estado de pré-guerra


Parece que lá pelas Coreias as coisas estão a aquecer.

Kim Jong Un o novo líder da Coreia do Norte parece estar a preparar-se para a guerra.



Por muito menos Saddam Hussein foi atacado, capturado e enforcado. Mas o nosso Kim não.
A diferença é simples, Kim Jong Un tem a bombas atómica e, pior tem os meios para a colocar em muito lado. Saddam tinha só a fama de ter armas de destruição maciça mas não as tinha pois se as tivesse provavelmente ainda estaria no poder...



Segundo a Coreia do Norte, todo o mundo está ao alcance dos seus mísseis.

A opinião dos meios de espionagem ocidentais é que isto é um pouco exagerado. Mas, ninguém duvida de que a Coreia do Norte pode destruir com uma das suas bombas atómicas, Seul, Tóquio Guam ou Honululu. E mesmo a Califórnia pode não estar fora do alcance dos mísseis norte-coreanos.



Uma atitude suicida da parte do jovem Kim não é de nenhuma forma de excluir. A destruição de Seul, Tóquio e, por exemplo Honululu implicaria uma reacção terrível da parte dos Estados Unidos com a provável destruição da Coreia do Norte.



Mas, será que a China aceitaria ver uma país mesmo ao lado ser atomizado e ficar radioactivo durante muitos e muitos anos?

O Mundo está cada vez mais perigoso. A Europa parece estar mais uma vez a preparar-se para uma daquelas guerras destrutivas que são a sua especialidade e, mais uma vez, sob a batuta da Alemanha e o Extremo Oriente parece não ficar atrás, disputas sobre ilhas, entre o Japão e a Coreia do Sul e entre o Japão e a China, retórica guerreira da parte do jovem Kim, etc., o Norte do continente africano com guerras muçulmanas, o próximo oriente em ebulição, Síria, Irão e mesmo Afganistão e, sei lá que mais.

Avizinham-se tempos perigosos... parece ser altura de emigrar para a América do Sul!

Mais uma da União Europeia...

Encontrei a notícia do lado na nossa Comunicação Social.

É mais uma achega que nos mostra o erro que foi termos aderido à então CEE, actual União Europeia.

Mesmo sem entrarmos em conta com o Euro que nos está a destruir, há muitas outras regras saídas de Bruxelas que só nos prejudicam.

Esta proibição decretada por Bruxelas tem o efeito prático de prejudicar as nossas exportações de pêra rocha e de favorecer as produções de pêra produzidas noutros países da União Europeia como por exemplo as da Bélgica, Holanda, França, etc.

Podemos dizer que perdemos pouca coisa,  uns 39 milhões de Euros...

Mas, o pior é que isto é só uma amostra, Bruxelas abunda de regras como esta, regras que favorecem outros países e nos prejudicam.

E depois vem o Ministro das Finanças Alemão dizer que temos é inveja deles...
Os produtores de pera rocha do oeste manifestaram-se hoje preocupados com a previsível quebra nas exportações ao vir a ser proibido pela União Europeia o uso de um produto que conservava o aspeto do fruto.
"Vai ser mau porque não vamos conseguir exportar tanta produção, porque todo o mundo tem autorização para utilizar a 'difenilamina'(DPA), mas vai ficar proibida este ano na União Europeia (EU)", afirmou à agência Lusa Sofia Comporta, secretária-geral da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP).
Até 2010, o antioxidante era aplicado nas pêras conservadas em frio, para retardar em cerca de dois meses o aparecimento na casca de manchas acastanhadas, de textura áspera, o chamado "escaldão", que não afeta as pêras e outras frutas produzidas em países como a Bélgica, a Holanda, a França e parte da Itália, os principais produtores de pêra europeus.
Um estudo encomendado pela ANP ao agrónomo Domingos Almeida, investigador da Universidade do Porto, estima uma quebra nas vendas entre os 22 e os 39 milhões de euros, 16 a 28% do valor total da produção.
"Vamos perder vantagem competitiva, porque vamos ter mais dificuldades em comercializar a pera a partir de dezembro e temos de restringir a comercialização entre agosto e dezembro, o prazo em que a fruta se mantém conservada", explicou Sofia Comporta.
Intitulada "Impacto da proibição do tratamento com difenilamina em pêra rocha em Portugal", a investigação, a que a Lusa teve acesso, refere que "como consequência do encurtamento do período de comercialização, os mercados nacional e da exportação vão ser ocupados por concorrentes estrangeiros ou por frutas substitutas da pera".

O bom aluno e o invejoso


Terça-feira, Março 26

Quem inveja um abutre?



O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse segunda-feira à noite que as críticas feitas à Alemanha se devem "à inveja" dos outros países, durante uma entrevista televisiva, citada pela agência AFP.

"Sempre foi assim. É como numa turma, quando temos os melhores resultados, os que têm um pouco mais de dificuldades são um pouco invejosos", afirmou o ministro, na cadeia de televisão pública ZDF, em resposta a uma questão sobre as críticas que se multiplicam contra a Alemanha, em particular na Europa do Sul.

O Senhor ministro está enganado, ninguém inveja um abutre...

Nitidamente a Alemanha coloca um problema à Europa, a Alemanha é grande demais.

Já De Gaule, o antigo presidente francês dizia, "gosto muito da Alemanha, gosto mesmo tanto que até quero que existam duas".

A Alemanha só existe desde 1870 mas, desde essa data já causou três guerras na Europa, a Franco-prussiana de 1870, ganha pelos germânicos, e a I Grande Guerra perdida pelos germânicos tal como o II Grande Guerra.

E, tudo indica que está a provocar nova guerra na Europa, é só uma questão de tempo.


Domingo, Março 24

Governo "pelo" povo...


Draghi utiliza o bloqueio monetário – Medida equivale a um "acto de guerra"


Acelera-se o descalabro da União Europeia

Chipre: Draghi utiliza o bloqueio monetário
– Medida equivale a um "acto de guerra"

por Jacques Sapir

Manifestação em Nicósia. O "bloqueio monetário" de Chipre que acaba de ser posto em acção pelo BCE é um acto de uma gravidade extraordinária, cujas consequências devem ser cuidadosamente estudadas. A decisão do sr. Mario Draghi abrange dois aspectos: em primeiro lugar o BCE não alimenta mais o Banco Central de Chipre com papel-moeda (ponto que não parece essencial pois as reservas de cash parecem importantes) e além disso interrompe as transacções entre os bancos cipriotas (assim como as empresas baseadas em Chipre, sejam ou não cipriotas) pois doravante já não podem fazer transacções com o resto da zona Euro. Por outro lado, a decisão equivale a um "bloqueio" económico, ou seja, nos termos do direito internacional a uma acção equivalente a "acto de guerra". É portanto terrível a gravidade da decisão tomada por Mario Draghi. Ela poderia também prestar-se a contestação diante dos tribunais internacionais. Mario Draghi poderia, por isso, encontrar-se um dia diante de um tribunal, internacional ou não.

Sobre a interrupção das relações entre bancos cipriotas e a zona Euro, o argumento invocado é a "dúvida" sobre a solvabilidade dos ditos bancos cipriotas. Isto é evidentemente um puro pretexto pois há "dúvidas" desde Junho último. Todo o mundo sabe que com as consequências do "haircut" imposto sobre os credores privados da Grécia foram fragilizados consideravelmente os bancos de Chipre. O BCE não havia reagido na ocasião e não considerava o problema da recapitalização destes bancos como urgente. O BCE decidiu-se a fazê-lo no dia seguinte à rejeição pelo Parlamento cipriota do texto do acordo imposto a Chipre pelo Eurogrupo e a Troika. Não era possível ser mais claro. A mensagem enviada por Mario Draghi é portanto a seguinte: ou vocês se dobram ao que NÓS decidimos ou sofrerão as consequências. Isto não é apenas uma mensagem, é um ultimato. Verifica-se aqui que todas as declarações sobre o "consenso" ou a "unanimidade" que teria presidido à decisão do Eurogrupo não são senão máscaras frente ao que é realmente um Diktat .


Quarta-feira, Março 20

Cheque à União Europeia



União Europeia
População: 503.824.373
Área: 4.324.782 km2
Produto Interno Bruto: €13.062.200.000.000

Chipre
População: 1.138.071 (0,22% dada UE)
Área: 9.251 km2 (0,21% dada UE)
Produto Interno Bruto: €17.352.100.000  (0,13% da da UE)

Chipre é um dos mais ínfimos estados membros da União Europeia. E, ainda por cima, é um país até certo ponto ocupado pelas forças armadas inglesas pois, no seu território estão duas bases militares inglesas, Akkotiri e Dhekelia.

Pois este país minúsculo merece todo o nosso respeito. Ao contrário do que aconteceu na Grécia, Irlanda, Portugal e mesmo Espanha, os deputados cipriotas recusaram-se a vergar-se perante a bota alemã que a União Europeia tentou impor a Chipre.

Sujeito ao parlamento local nem um deputado votou favoravelmente o plano com que a UE tentou domar Chipre. Quanto muito houve umas abstenções, mais nada.

Chipre deu cheque à União Europeia! E, a julgar por algumas reacções que vieram da Alemanha, o cheque arrisca-se a desembocar num cheque mate.




Segunda-feira, Março 18

ANTÓNIO COSTA abriu a boca


 

Comentadores e analistas políticos não têm a coragem de dizer o que disse António Costa, em menos de 3 minutos, no programa "quadratura do círculo".

E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):

(...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.

E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.

Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."

Perdão


Domingo, Março 17

Ladrões!


Com o que está a acontecer em Chipre, um roubo de uns 10% dos depósitos bancários acima de €100.000 e de seis virgula tal por cento para os outros, a União Europeia mostra a sua verdadeira face, um bando de ladrões!

Sexta-feira, Março 15

E nós?

Retirei esta notícia do Expresso:

Espanha possui shale gas para 39 anos de consumo

Espanha pode ter a chave para a sua autonomia energética. De acordo com o Conselho Superior Espanhol de Engenheiros de Minas , as reservas de shale gas (gás de xisto) em Espanha têm a capacidade de suprir quase 40 anos de consumo do país.  

Segundo a análise produzida pela empresa Schlumberger , os reservatórios deste recurso localizam-se na bacia do Ebro, no norte de Espanha. 

A exploração do shale gas tem sido envolta em polémica na Europa, devido aos alegados riscos ambientais - poluição dos aquíferos, sobretudo - gerados pela técnologia de fracking. Esta consiste na fraturação hidráulica, ou seja, injecção de água com químicos para fraturar a rocha e assim libertar o gás encapsulado.

Todavia, recentes estudos têm demonstrado, como este do insuspeito MIT , que os impactos ambientais da extração de gás não-convencional são praticamente semelhantes aos do gás convencional.

E numa fase económica de profunda crise, esta descoberta de shale gas pode ser um motor de recuperação de Espanha, assim como está a a acontecer nos EUA, onde já foram gerados mais de 600.000 novos empregos em 2010 por efeito da exploração e produção deste novo recurso energético. E serão criados mais 870.000 postos de trabalho até 2015 . 

Numa altura em que a Europa decide se proibe ou não a tecnologia do gás de xisto, este é um sério facto a ter em conta. 

E nós? Pelo que se sabe, Portugal também possui reservas boas de shale gas, gás de xisto mas, nunca se fala disso.

Ser´+a que, mais uma vez, estamos ajoelhados perante a ditadura de Bruxelas e a aguardar que eles decidam se se pode ou não explorar gás de xisto? Ahhh! E entretanto vamos morrendo à fome...

Quarta-feira, Março 13

Troika ou quadriga?

Troika é uma palavra russa que designa um trenó puxado por três cavalos.



No nosso caso os cavalos são o alemão o careca e o etíope.


Mas falarmos em troika é errado, devíamos era falar em quadriga, carrinho romano puxado por quatro cavalos.


Pois a realidade é que além dos três cavalos da troika, temos mais um, o nosso Gaspar!




Domingo, Março 3

O PCP não existe?

Três canais de informação e todos se dizem plurais. RTP informação: debate semanal com Ana Gomes (PS), Paulo Rangel (PSD) e costuma participar Joana Amaral Dias (BE). SIC Noticias: debate semanal com Pacheco Pereira (PSD) António Costa (PS) e Lobo Xavier (CDS). TVI 24: debate semanal com Fernando Rosas (BE) Santana Lopes (PSD) e Francisco Assis (PS). No Expresso foram anunciados os novos comentadores da SIC Notícias: Marques Mendes (PSD), Jorge Coelho (PS), Bagão Félix (CDS), António Vitorino (PS) e Francisco Louçã (BE). Tudo muito plural, mas não sei porquê, estou com a sensação que um certo Partido político é deliberadamente silenciado, certamente a coberto de justíssimos critérios editoriais, no mais estrito cumprimento do pluralismo e rigor informativo.

A "gamela" para os "amigos"

Secção laranja do DN: dez já lá estão (formalmente)
Tem mais graça ser uma figura tão insuspeita como João Miguel Tavares a discorrer sobre a secção laranja do DN [hoje no Público, num artigo intitulado E vão 10]:
 
'Com a ida do jornalista Licínio Lima para a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, elevam-se para 10 - convém repetir este número: dez - os jornalistas que transitaram da redacção do Diário de Notícias para cargos de nomeação directa do Governo de Pedro Passos Coelho.
 
Por ordem alfabética: Carla Aguiar é assessora do ministro da Administração Interna, Eva Cabral é assessora do primeiro-ministro, Francisco Almeida Leite é vogal da administração do Instituto Camões, João Baptista é assessor do ministro da Economia, Licínio Lima foi nomeado para director-geral adjunto de Reinserção, Luís Naves é assessor de Miguel Relvas, Maria de Lurdes Vale é administradora do Turismo de Portugal, Paula Cordeiro é assessora do ministro das Finanças, Pedro Correia é assessor de Miguel Relvas e Rudolfo Rebelo é assessor de Pedro Passos Coelho. Espero não me estar a esquecer de ninguém.

(…)

Enquanto os portugueses são espremidos de segunda a domingo, e Pedro Passos Coelho utiliza discursos comoventes sobre a necessidade de modificar a mentalidade da pátria, o que se vê nas estruturas do Estado é o mesmo de sempre - ou até um bocadinho pior, porque saltarem dez jornalistas de uma única redacção deve ser algo inédito na história da democracia portuguesa. Pela boca morre o peixe, e pela boca há-de morrer este Governo, que é incapaz de manter a elevação ética necessária para impor os níveis gigantescos de sacrifícios que os portugueses estão a suportar. Promulgam-se novas leis laborais, exige-se a perda de velhos hábitos, tudo se quer flexibilizar, mas o círculo dos protegidos, esse continua ao abrigo de todas as tempestades.'

Sexta-feira, Março 1

Papa renuncia...

Enfim, livre...

I'M FREE-I'm free,
And freedom tastes of reality,
I'm free-I'm free,
AN' I'm waiting for you to follow me.

If I told you what it takes
To reach the highest high,
You'd laugh and say 'nothing's that simple'
But you've been told many times before
Messiahs pointed to the door
And no one had the guts to leave the temple!

I'm free-I'm free
And freedom tastes of reality

I'm free-I'm free
And I'm waiting for you to follow me.

Chorus:

How can we follow?
How can we follow?

O original está em:


Amanhã há Manif!


Há dois tipos de dívidas, aquelas em que a Alemanha é credor e aquela em que a Alemanha é devedor

Fez na Quarta-Feira 60 anos o Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs.

Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda

0 Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essêncial da dívida.

A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra.Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os paises que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.

O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.

O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substantial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da divída para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.

O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida nao poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.

A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.

O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situacao de carência durante a qual só se pagaram juros.

Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos paises endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.

Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.

EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.

Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais 

Marcos Romão, jornalista e sociólogo, 27 de Fevereiro de 2003.

Quinta-feira, Fevereiro 28

Onde pára a nossa soberania?

CONFERÊNCIA NACIONAL

"Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido"

Numa simples abordagem sobre a SOBERANIA, todos estarão de acordo
que se trata da capacidade de um Estado para decidir sobre o destino do
país que governa, autodeterminativa nos seus assuntos internos, com
exclusão de interferência externa. A soberania reside no povo segundo a
Constituição, cabendo aos órgãos dos quatro poderes assegurá-la em toda a
linha e circunstâncias.

No processo da chamada crise que vitima o nosso país e me dispenso
de comentar por ser demais sentida pelos portugueses, há um elemento
acrescido que, apesar de conhecido, parece não ter merecido a devida
apreciação, sobretudo pela importância e gravidade de que se reveste.

Como se sabe o recente Memorando do FMI ("Repensar o Estado – Algumas

opções para a Reforma de Despesa Pública – Janeiro 2013-" com intervenção de
UE e BCE) aconselhando como Portugal deverá gerir o destino vivencial

dos seus cidadãos teve origem num pedido formulado pelo Governo
Português.(Segundo o relatório do Memorando visar-se-ia:1. Prestar aconselhamento

técnico sobre opções de reforma de despesa pública e 2. Realizar um seminário sobre
os aspectos técnicos relacionados com a integração dos resultados das avaliações das
dspesas públicas no prococesso orçamental).

Desconhecem-se os precisos termos do pedido português. Mas, a avaliar
pela nota preambular e do conteúdo do Memorando, das entidades
nacionais envolvidas, o Executivo revela ter-se comprometido até ao tutano
numa inequívoca demonstração da sua incapacidade por desconhecimento,
para gerir os destinos do país. Na verdade, face ao desastre cada vez
crescente da sua a política financeira e e do Estado de indigência a
que está a conduzir o País, viu-se na necessidade ao aconselhamento
da uma entidade estrangeira para ser orientado em matéria do chamado
"ajustamento orçamental", de caminho à ameaça de um "orçamento
rectificativo".
A forma como o aconselhamento é dado, as premissas em que assenta, e
as rubricas abordadas, desde a tributação a nacionalizações de unidades
produtivas estaduais passando pela gestão de serviços públicos, saúde,
educação e estruturação das Forças de Segurança, desabonam, não a
entidade conselheira mas o destinatário, pela voluntária sujeição do seu
direito e capacidade de decisão e tratamento das coisas do Estado na
dependência de uma entidade estrangeira. Atente-se que não está aqui
em causa o pedido do empréstimo, nem se faz apelo à incapacidade ou
desconhecimento do Executivo para exercer uma boa governação.
O que está em causa é o gesto de abdicação do Governo legítimo de
um país na defesa da Soberania Nacional, entregando esta prerrogativa
à Troika, subvertendo os princípios e a nervura constitucional em que
devia assentar a nossa capacidade para decidir sobre o destino nacional,
mesmo que as cifras viessem a coincidir posteriormente com os designos
troikianos.
É nesta pequena diferença que reside a subversão da nossa independência
nacional.

Os protestos, o cântico libertador de "Grândola, Vila Morena" e as
manifestações de impacto crescente, numa altura em que o desemprego
cresce como nódoa de azeite, quase atingindo a cifra de 1 milhão, são
gritos de todo um povo que já deu provas de que não deixará que a sua
dignidade seja violada.
É caso para se dizer que o Estado da Nação chegou a um paroxismo. O
Executivo, ora por teimosia, ora por insensibilidade já deu mostras que a
sua atitude não vai mudar e tudo vai agravar, assim justificando os gestos
de resistência de todo um povo para que a sua soberania não seja mais
profanada.

Aos órgãos de soberania, com particular destaque ao Sr. Presidente da
República cabe o papel de evitar este retalhar de Soberania Nacional.

Lisboa, ( Faculdade de Ciências de Lisboa) 23.Fevereiro. 2013

António Bernardo Colaço

(Juiz-Conselheiro do STJ – Jubilado)

Quarta-feira, Fevereiro 27

De onde vem a carne de cavalo?



Anda por aí um escândalo dos diabos pois andamos, na Europa inteira, a comer cavalo por vaca.

Começou por se descobrir carne de cavalo misturada com a de vaca no Reino Unido e na Irlanda.

Depois foi o descalabro, em quase todos os países da Europa já foi detectada carne de cavalo misturada com a de vaca, mesmo em Portugal.

As autoridades vão sublinhando que tal não representa perigo para a saúde o que até parece correcto pois não há problemas em comer carne de cavalo. Há mesmo quem defenda que a carne de cavalo é mais saudável que a de vaca.

Mas o problema é outro, de onde vem a carne de cavalo? Eram cavalos saudáveis? Foram abatidos em matadouros legais sob supervisão de um veterinário?

Pouco provável pois a quantidade de carne de cavalo clandestina no mercado anda pelas muitas e mesmo muitas toneladas e custa a perceber como é que uma matança legal de tal ordem conseguiu ser introduzida no mercado de carne de vaca sem chamar a atenção.

Terça-feira, Fevereiro 26

Arckaringa Basin

Arckaringa Basin? Onde é isto?

Bom, é no Sul da Austrália e tornou-se conhecido porque foi lá descoberto a maior reserva de petróleo xitoso de sempre, no mínimo 233 mil milhões de barris!

Isto é, mais do que as reservas conhecidas do Irão, do Iraque, do Canadá ou da Venezuela e só a 30 mil milhões de distância das da Arábia Saudita. Suficiente para abastecer Portugal em petróleo durante 23 séculos...

Ou seja, a teoria do Pico de Hubert, definida em 1956 pelo geólogo americano Marion King Hubbert, de que por volta do ano 2000 ter-se-ia atingido o o pico da produção de petróleo na Terra encontra-se, digamos, um pouco em xeque.

Bem, a realidade é que cada vez se vai encontrando mais petróleo, desde o de águas profundas até ao dos xistos betuminosos, petróleo e gás.

Não se sabe ao certo se o petróleo (e o gás) são ou não energias renováveis e, mesmo que o fossem,  se o seu consumo não seria superior à capacidade da Terra em renovar as suas reservas. Mas do que não podemos duvidar é de que deve haver petróleo e gás natural ainda durante muitos séculos.

Segunda-feira, Fevereiro 25

Declaração de AMOR à Língua Portuguesa ( REDACÇÃO )

 

 

 

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia "ele está em casa", "em casa" era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito."O Quim está na retrete": "na retrete" é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos "ela é bonita". Bonita é uma característica dela, mas "na retrete" é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um "complemento oblíquo". Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo "complemento oblíquo", já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados; almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, "algumas" é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos "O Zé não foi ao Porto", era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos "A rapariga entrou em casa. Abriu a janela", o sujeito de "abriu a janela" era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo visto, no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em "ampa", isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática



Este texto é da autoria de Teolinda Gersão. Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. ( Escreveu-o depois de ajudar os netos a estudar Português ) 

 

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Segunda-feira, Fevereiro 18

CAMISA VERMELHA


MÁ LÍNGUA

 Napoleão Bonaparte, durante suas batalhas usava sempre uma camisa de
cor vermelha.

Para ele era importante porque, se fosse ferido, na sua camisa
vermelha não se notaria o sangue e os seus soldados não se
preocupariam e também não deixariam de lutar.

Toda uma prova de honra e valor.


Cerca de 200 anos mais tarde, Cavaco Silva usa sempre calças castanhas...


Modelo da Gravata mais em moda em Portugal em 2013

Modelo da Gravata Portuguesa para 2013

O Ministério das Finanças enviará para a sua residência gratuitamente ... Especialmente se for reformado!


 

 

 

 

 

Mais um piegas






Num discurso no Conselho Nacional da Juventude onde foi falar sobre orientações para a política da juventude Miguel Relvas o célebre Ministro das Equivalências disse: "O desemprego jovem tira-me o sono. Eu não sou insensível".

Terça-feira, Fevereiro 12

Obrigado pelos teus 16 anos de serviço...

O soldado norte-americano da unidade de elite que matou Osama Bin Laden numa operação no Paquistão em maio de 2011 está sem reforma e seguro de saúde após ter deixado as Forças Armadas, revelou o próprio em entrevista à revista Esquire.

"O seguro de saúde para mim e para a minha família terminou na noite de sexta-feira [em Setembro de 2012, quando já estava retirado do ativo]. Perguntei se havia algum género de transição entre o 'Tricare' [o seguro médico dos militares] e o 'Blue Cross' [de caráter civil]", disse o ex-soldado dos 'marines", que não se identifica.
"Disseram-me que não. Estás fora do serviço, a tua cobertura terminou. Obrigado pelos teus 16 anos de serviço", acrescenta o antigo militar, que agora deverá pagar 500 dólares mensais (373 euros) de seguro de saúde.
De acordo com as leis militares norte-americanas, um antigo soldado apenas tem garantida a cobertura médica caso decida manter-se como membro ativo na reserva.
Na entrevista, a primeira que concede desde a operação que eliminou o líder da Al Qaeda no seu esconderijo de Abbottabad, também revela alguns detalhes da missão.
"Disparei duas vezes à sua frente. A segunda quando já estava a cair. Encolheu-se frente à sua cama e voltei a disparar no mesmo sítio", refere ao recordar os 15 segundos que acabaram com a vida de Bin Laden.
O antigo soldado disse ainda que o líder da Al Qaeda tinha a sua mulher abraçada como proteção, e tinha uma arma ao seu alcance, mas não podia ver porque a sala estava às escuras.
No entanto, o soldado estava munido com óculos de visão noturna infravermelhos, e observou tudo o que estava a ocorrer.
"Tinha uma arma perto, era uma ameaça. Tive de disparar na cabeça, para que não tivesse oportunidade de pegar na arma", acrescentou o soldado, que relata como um dos filhos de Bin Laden começou a chorar ao ver o pai morto.
O antigo 'marine' também relata os difíceis momentos do seu regresso aos Estados Unidos e como o seu casamento se desmoronou "devido à pressão".

Afinal não estamos tão mal assim...

O fabricante de automóveis desportivos Porsche aumentou as suas vendas em 25,5% em Janeiro, atingindo as 12.061 unidades, com Portugal a registar um avanço de dois dígitos na comercialização, divulgou hoje a marca alemã.
Sem precisar os números para Portugal, a Porsche revela que o mercado nacional, em conjunto com o italiano e espanhol, registou avanços de dois dígitos nas vendas durante o primeiro mês do ano, por comparação com Janeiro de 2012.
Os mercados chinês, com 38,1%, o norte-americano com uma subida de 31,7% e o alemão, que aumentou 22,7% foram quem maiores aumentos nas vendas registaram.
O diretor de vendas da Porsche, Bernhard Maier, demonstrou confiança no ano de 2013, enaltecendo, citado pela agência Efe, o "bom começo de ano" que foi o mês de Janeiro.