Línguas...
Segundo nos diz o Notas Verbais a diplomacia portuguesa arrecadou mais uma derrota ao ver a liderança da União Postal Universal ser atribuída ao candidato francês, Edouard Dayan em vez de a Carlos Silva, candidato português que, segundo li ainda há uns dias era dado, pela Comunicação Social portuguesa como favorito.
Ambos os candidatos tinham sítios na Internet, o do português escrito em português, francês, inglês e alemão. O do francês escrito em inglês, francês, espanhol, russo e árabe.
Pode não ter sido determinante mas é um pormenor que revela muito. O sítio do português está só escrito em línguas da União Europeia, o do francês além do espanhol, língua de grande parte do continente americano, está escrito em russo e árabe, línguas de países que não pertencem à União Europeia.
É que, desde que encetamos a nossa descida para a União Europeia que nos é impingido de que só a Europa existe.
No capítulo das línguas é espantoso. Em Portugal praticamente só existem licenciaturas nas principais línguas da União Europeia, principalmente inglês, francês, alemão, espanhol e italiano (além de grego clássico e latim).
Não existe, por exemplo, nenhuma licenciatura em línguas eslavas, nem em árabe. Estas línguas só aparecem esporadicamente e a nível de mestrado ou de cursos livres.
Quanto a línguas orientais, chinês e japonês, só o ano passado apareceram a nível de licenciatura na Universidade do Minho (pólo de Braga) na Licenciatura em Estudos Orientais.
Portugal deve ser mesmo um caso único na Europa. Em qualquer outro país existem licenciaturas de línguas orientais, eslavas, etc. Mas cá em Portugal não. Para quê? Estamos na Europa...
Já agora, refira-se que antes do 25 de Abril no antigo Instituto Superior de Política Ultramarina (creio que era este o nome), na Junqueira, aprendiam-se línguas africanas e orientais mas, com o 25 de Abril e a reconversão deste Instituto tudo acabou.
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