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Segunda-feira, Julho 11

No Luxemburgo...


Ontem o Luxemburgo ratificou a Constituição europeia por uma confortável maioria, 56,52% a favor e 43,48% contra.
Foi um resultado muito aceitável, embora ainda há uns meses as sondagens dessem mais de 80% ao “Sim”.
Apesar do Luxemburgo ser um dos países mais pequenos da união Europeia (só Malta é menos povoada), houve logo uma grande alegria da parte dos integracionistas que viram neste voto um renascer da Constituição Europeia.
O que é curioso...
Quando a França e a Holanda votaram “Não”, apareceram n explicações para este voto, que era um voto racista e xenófobo, que era um voto de egoístas que queriam defender os seus privilégios, que era um voto orientado por razões de política interna, era um voto contra Chirac, etc. etc.
Mas agora que o Luxemburgo vota “Sim”, conclui-se que votou “Sim” porque quer a Constituição!
Ora o Senhor Juncker, Primeiro Ministro luxemburguês tinha dito que se o voto fosse “Não” demitia-se! Assim não vejo porque é que não se conclui que este voto foi um voto causado por puras razões de política interna...
É esta uma das razões porque os políticos europeus estão tão mal vistos, não têm lógica nenhuma, tiram da realidade os factos e depois interpretam-nos conforme lhes convém. Assim nunca iremos longe!
Mas, voltando à Constituição.
Mesmo que o Luxemburgo, Reino Unido, Portugal, Polónia, etc., votem “Sim”, há ainda o inultrapassável facto de que A França e a Holanda votarão “Não”. E há também o facto de mesmo nestes países, se a ratificação tivesse sido por via parlamentar o “Sim” teria triunfado, o que lança sérias dúvidas sobre o que teria acontecido nos nove países que ratificaram a Constituição por via parlamentar se, em vez de voto nos parlamentos, tivessem optado por referendos.
Portanto antes de se embandeirar em arco com o renascer da Constituição seria conveniente que os tais políticos dissessem como é que pensam ultrapassar os votos negativos da França e da Holanda... ficava tudo muito mais claro...

4 comentários:

Ricardo disse...

Viva,

Confesso não compreender a insistência com os referendos no pós "Não" da França e Holanda. Não acho aceitável nenhuma forma de tentarem aprovar de novo este texto neste países.

Mas volto a insistir que cada vez acho mais os referendos um exercicio inútil para discutir assuntos concretos.

Abraço,

C.Indico disse...

Raio,
desculpa-me, mas sou um esquerdista no sentido clássico do termo.Escreve um texto enxuto,curto,clavidente,idem,idem,idem2,idem2,idem4,idem5,porque é que a Europa não deve ser um Estado unico, quando o Mundo está a redurzi-se?Não estou a falar do povo,do país(termo pouco usado ,infelismente....)

C.Indico disse...

Descula lá Ricardo, mas sou impulsivo com o Raio.

O Raio disse...

Ricardo,

"Mas volto a insistir que cada vez acho mais os referendos um exercicio inútil para discutir assuntos concretos."

Pois eu cada vez os acho mais úteis. Só o poder haver um referendo é que nos acordou um pouco para o chamado projecto europeu.

c. Indico,


"Escreve um texto enxuto,curto,clavidente,idem,idem,idem2,idem2,idem4,idem5,porque é que a Europa não deve ser um Estado unico, quando o Mundo está a redurzi-se?"

Desculpa mas é exactamente o contrário. Os apoiantes é que devem escrever um texto demonstrando porque é que a eurpa deve ser um estado único!
Eu discordo porque não vejo nenhuma vantagem. Cabe a ti, neste caso, apresentar as vantagens e eu, se discordar explico-te porque é que discordo.

Um abraço aos dois

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