É o título de uma análise do O Bank of America Merrill Lynch sobre o corte da dívida de Portugal e da Grécia por parte da Standard & Poor s.
É que a agência de rating S&P cortou o rating de Portugal em dois níveis, para A- e o da Grécia em três níveis, para BB+.
Claro que estes cortes têm efeitos muito negativos fazendo subir os encargos da dívida dos estados afectados e, se o estado se encontra em mau estado, cortes no rating liquidam-no.
Estamos numa situação terrível. Quando foi da última campanha para a presidência da república, Mário Soares disse que era o Euro que nos colocava ao abrigo de ataques especulativos ao Escudo. O que ele não disse é que o Euro nos expõe a ataques especulativos muito mais violentos, ataques especulativos ao Euro e, pior, sem o país ter instrumentos para se defender pois todos esses instrumentos estão na mão do BCE.
A situação é trágica e precisavamos de um governo com coragem que desse um murro na mesa e nos tirasse do Euro, custasse o que custasse.
Infelizmente não parece termos um Governo com essa coragem e iremos caindo, caindo, até haver uma explosão social. Explosão essa que acontecerá, naturalmente, em vários países europeus.
A estupidez dos euro-entusiastas que nos meteram no Euro e a tudo o que cheirasse a integração acabará em sangue e ditará provavelmente o fim da União Europeia ou, pelo menos, o fim da UE tal como a conhecemos.
Há, já agora, o tal estudo do Bank of America ilustra o peso diminuto de Portugal e da Grécia na UE, sublinhando que a China importa mais aos grandes da UE do que Portugal ou a Grécia!
Tendo em atenção de que Portugal ou a Grécia têm à volta de dez milhões de habitantes e a China à volta de mil e trezentos milhões, a comparação é, no mínimo, ridícula.
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