Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Sábado, Março 28

Lula põe o dedo na ferida...





Adorei esta tirada do Lula. Ainda por cima com o Gordon Brown ao lado.

Saltando por cima dos comentários doentios que muita gente colocou no Youtube, é de gabar a coragem de Lula ao por assim o dedo na ferida.

Realmente a crise actual é uma crise provocada principalmente pelos ricos dos países anglo-saxónicos, é uma crise filha das políticas de Reagan e Margareth Tachter.

É bom que isto seja dito e não seja esquecido.

Quinta-feira, Março 26

Checos complicam o tratado de Lisboa...

O Tratado de Lisboa, anteriormente conhecido por Constituição Europeia, já foi ratificado por 23 dos 27 Estados Membros da UE. Isto após umas votações nos respectivos Parlamentos.
Faltam a Alemanha (pendente de uma decisão do Tribunal Constitucional), a Polónia, a Irlanda e a República Checa.
Neste último as coisas complicaram-se.
O Governo demitiu-se após moção de censura e estão previstas novas eleições.
É difícil de prever o que é que vai acontecer e se será possível aprovar o Tratado na Cãmara Alta.
Ainda por cima o Presidente discorda 100% do Tratado...

Resumindo podemos afirmar que a entrada em vigor do Tratado de Lisboa está por um fio...

Felizmente!

Terça-feira, Março 24

A crise não é para todos...

Como toda a gente sabe estamos em crise... só que, como é habitual, há quem esteja em crise e quem veja os outros estar em crise.
A manada de oportunistas que ocupam os lugares de Comissário Europeu pertence à segunda categoria.
A britânica Catherine Ashton que quando acabar esta Comissão terá ocupado o lugar por menos de um ano pois entrou em substituição de um Comissário inglês que saíu, terá direito a uma pensão de €10.335 por ano mais €95.817 por ano durante três anos, mais €20.132 de subsídio de reinstalação.
Isto, recorde-se, por menos de um ano de trabalho bem, muito bem, pago!
Claro que os outros, os que cumpriram integralmente o mandato da Comissão, recebem bastante mais...

Quinta-feira, Março 12

Continua o alarmismo do aquecimento global!

Cá por Portugal toda a Comunicação Social defende que estamos no meio de uma subida de temperatura em todo o planeta, o famoso aquecimento global.
Nunca aparecem notícias que contrariem esta tese.
Agora realizou-se em Nova Iorque uma reunião promovida por um Intituto privado (Heartland) que reuniu 700 cientistas e que coloca em causa o alarmismo do aquecimento global.
Foi uma reunião importante aberta por Vaclav Klaus, Presidente da República Checa (que actualmente até preside à União Europeia).
Pode-se não concordar com as opiniões expressas nesta reunião mas, o que não se pode é ignora-la.
Ora foi isto que a Comunicação Social portuguesa fez. Procurando no Google News encontrei uma única referência à reunião de Nova Iorque.

Foi no Público e é uma referência interessante pois mostra a manipulação que o Público promove.

O título é: Cientistas avisam que nível do mar pode subir mais do que o previsto

Depois segue-se o alarmismo do costume relatando o que foi dito por cientistas numa reunião organizada em Copenhague por dez universidades da Dinamarca, Suíça, Austrália, Singapura, China, EUA, Reino Unido e Japão.

No fim do artigo, depois de sete parágrafos alarmistas, aparecem estes dois parágrafos (o negrito é meu):

Do outro lado do Atlântico, em Nova Iorque, uma outra conferência reúne cerca de 700 pessoas - incluindo cientistas, economistas e analistas políticos - em torno da tese de que não existe uma crise climática global. É a segunda reunião do género dos "cépticos" do aquecimento global, promovida pelo Instituto Heartland - que se define como defensor do mercado livre.

Para os cépticos, as alterações climáticas não são um problema, nem têm origem humana. Muitos defendem que a actividade do Sol é que comanda as variações climáticas ou que o aquecimento recente resulta da recuperação da "Pequena Idade do Gelo", que terminou em 1850. Os seus argumentos, até agora, não conseguiram convencer a maior parte da comunidade científica mundial.


A forma como esta notícia está dada despromove-a completamente, 700 pessoas? É o cúmulo! E a reunião de Copenhague? Quantas pessoas tinha?

E o que é a maior parte da comunidade científica mundial? Fizeram estatísticas?

Mas, pior, o ciência não vai a votos, uma teoria não está certa ou errada por ter mais ou menos defensores, uma teoria está certa ou errada se se adapta aos factos e se é capaz de fazer previsões.

Até á data todos os famosos modelos que apontam para o aquecimento global falharam pois, que se saiba, nenhum conseguiu prever e muito menos explicar porque é que a primeira década do Século XXI é mais fria que a última do Século XX apesar do tal CO2 continuar a aumentar.

Com Comunicação Social deste nível nunca iremos longe.

Os ladrões protegem-se...

O Parlamento europeu aprovou novas regras que permitem manter alguns documentos secretos durante trinta anos.
De caminho resolveu também manter secretos as despesas dos senhores deputados...
É de realçar que as despesas de alguns deputados europeus têm estado debaixo de escrutínio durante os últimos tempos e foram descobertas algumas fraudes.
Com as novas regras estes problemas foram resolvidos...
Quer os deputados do Partido Popular Europeu quer os do Partido Socialista Europeu votaram a favor desta benesse. Os liberais votaram contra.

Seria interessante saber como é que os deputados portugueses no Parlamento Europeu votaram. Como votaram e porquê.

Domingo, Março 8

Quase todas as respostas ao CHIP da matricula

(recebido por email
Aqui vai informação relevante sobre o que, e como, vai ser o "chip" da matrícula obrigatório para os veículos automóveis.
 

 

 Conheça como funciona, quanto custa, onde adquirir, quando entra em vigor e quais as multas.
O 'chip ' da polémica, afinal, não vai ser um ' chip ', mas sim um pequeno aparelho que se coloca no pára-brisas do carro. Surpreso? É natural. É que a polémica acerca do novo instrumento de pagamento de portagens, agora criado pelo Governo, tem deixado muita informação prática por explicar. Para dar uma primeira ajuda, e ficar a saber tudo sobre o ' chip ' - que não o é - o Diário Económico enviou várias questões práticas ao Ministério das Obras Públicas. Aqui ficam todas as respostas.
1. QUEM VAI TER DE USAR O ' CHIP '?
Todos os proprietários de veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas têm que instalar o Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) nos respectivos carros.
2. QUANTO VAIS CUSTAR?
O DEM vai ser gratuito nos primeiros seis meses (o prazo conta a partir da entrada em vigor da Portaria, daqui a dois meses, mais ou menos). Depois, o preço irá de dez a 15 euros.
3. QUANDO ENTRA EM FUNCIONAMENTO?
Entra em funcionamento após a publicação da Portaria Regulamentar. Na prática, é dado um ano para a adaptação de todos os carros, sendo que só nos primeiros seis meses o dispositivo será gratuito.
4. QUEM O INSTALARÁ NOS CARROS?
Os proprietários ou respectivos titulares, no caso dos carros em circulação (à semelhança do que acontece com a Via Verde). No caso de carros novos, a responsabilidade é dos representantes oficiais das marcas (quer isto dizer que um carro novo já traz o DEM).
5. QUE PENALIZAÇÕES ESTÃO PREVISTAS NA LEI?
A não existência do DEM na viatura, a partir do momento em que se torne obrigatório (um ano após a entrada em vigor da Portaria Regulamentar), equivale para efeitos do Código da Estrada à ausência da chapa de matrícula - com multas de 600 a 3000 euros.
6. COMO FUNCIONA? É COMO A VIA VERDE?
O DEM é um identificador electrónico que adopta um formato e uma tecnologia em tudo semelhantes ao conhecido identificador Via Verde. Os princípios de funcionamento são em tudo semelhantes aos princípios de cobrança electrónica através da Via Verde, mas adoptando um conjunto de regras suplementares que garantem o anonimato do utente, se este assim o entender.
7. SERVE NAS PORTAGENS NORMAIS?
Sim. Com este dispositivo poderão pagar-se todas as portagens, recorrendo à via reservada à cobrança electrónica.
8. QUEM FISCALIZARÁ A UTILIZAÇÃO?
As autoridades policiais fiscalizarão, nos termos do Código da Estrada, a instalação do aparelho nos carros. Nas inspecções periódicas, os Centros de Inspecção Técnica de Veículos controlarão o funcionamento técnico do aparelho.
9. QUEM VAI FAZER O ' CHIP '?
Os DEM serão produzidos pelas entidades que já fazem os dispositivos da Via Verde e similares. Não está excluída a possibilidade de produção nacional do DEM.
10. E QUEM, E ONDE, SE COMERCIALIZA?
Será distribuído pelas entidades de cobrança de portagem (tipo Via Verde) e pelos CTT no caso dos carros em circulação. No caso de automóveis novos serão os representantes oficiais das marcas a adquiri-los.
11. OS QUE JÁ TÊM VIA VERDE TAMBÉM SÃO OBRIGADOS A INSTALAR UM ' CHIP '?
Se o titular do contrato Via Verde não se opuser, o seu identificador será convertido automaticamente em dispositivo electrónico de matrícula.
12. AS AUTO-ESTRADAS DEIXAM DE TER PORTAGEIROS?
As auto-estradas continuarão a ter portageiros como até aqui.
 







Sexta-feira, Março 6

Lei marcial?

As autoridades de Ontario (Canadá) estão a considerar a hipótese de colocar militares a patrulhar a zona de bares da cidade (ver aqui).

A pouco e pouco vamo-nos habituando para quando implantarem a Lei Marcial nos países ocidentais ninguém reparar.

Chantagem!

 Se isto não é chantagem não sei o que é chantagem!


Graham Watson says Ireland may have to leave EU if it votes No again

British MEP and leader of the Liberal group in the European Parliament Graham Watson has warned that Ireland may have to leave the EU if it votes No for a second time in a referendum on the Lisbon Treaty.  The Irish Times quotes him saying, "It is very difficult to see any country being able to stay in if they have had two Nos from the people".  He also warned that, "It would be very difficult to get large companies to invest in a country that looked as if it might be leaving the EU. I think it would have a social impact as well and, of course, it would call into question the future of the EU agency that is based in Ireland".

 

He goes on to say that the European Liberal Democrats (ELDR) would contribute money to the second Lisbon referendum campaign if Irish PM Brian Cowen's party Fianna Fail asked for financial help. Fianna Fail last week announced it would join the ELDR before European elections in June.

 




Se os alemães não pagarem?

O historiador Rui Ramos escreveu um artigo de opinião no Correio da Manhã sobre o que acontecerá à UE se os alemães não pagarem.
(reproduzo o artigo no fim deste post pois não sei quanto tempo o CM o mantem activo)

O que o autor escreve é que houve convergência de consumo entre os Estados da UE mas não houve convergência de produtividade o que até está correcto.

Depois escreve que os economistas explicam-nos que, fora do euro, já teríamos passado por uma bancarrota argentina. Há tempos, o dr. Soares imaginava que sem a UE haveria tanques na rua.

Ora bem, o problema é outro. Se estivessemos no estado em que estamos mas estivessemos fora do Euro teriamos problemas, problemas graves mas se calhar até não tão graves como iremos ter pois teriamos sempre instrumentos para resolver o problema como a Argentina teve que embora ligando a sua moeda ao dólar, não a substituíu pelo dólar.

Mas, como escrevi, o problema é outro, se não estivessemos no Euro estariamos no estado em que estamos?


É que a diminuição de produtividade e o aumento do consumo foram provocados pelo Euro que distorceu totalmente a nossa economia!


Mas num ponto o autor do artigo tem razão, a continuar o actual estado de coisas a Alemanha e outros países ricos vão ter de abrir os cordões á bolsa e se eles não quiserem ou não puderem fazê-lo nem se imaginam quais as consequências.

Num dos artigos de opinião do Expresso o Dr. Daniel Bessa (que também se reproduz no fim deste artigo) escreveu que se não reduzirmos os rendimentos da população em geral, o país terá uma gestão controlada pelos credores ou a saída da área do Euro. A primeira é seguramente a menos má.

Este artigo do Dr. Daniel Bessa, num certo sentido responde (embora seja anterior) ao primeiro artigo, se os alemães não abrirem os cordões à bolsa, ou há uma redução dos rendimentos (não se explica como) ou se entrega a gestão financeira do país aos credores ou então sai-se do Euro.

Só não concordo com o Dr. Daniel Bessa quando ele sugere que a saída do Euro seria a pior das soluções pois as anteriores são impossíveis numa democracia.

No fundo as hipóteses que nos restam são três:

-Os alemães pagarem;
-suspensão da democracia;
-saída do Euro.

A primeira é irrealista, a segunda é terrível e acabará em guerra. Só nos resta a terceira que embora provoque conflitos sociais graves nos permitirá a prazo recuperar dos vinte anos que perdemos com a adesão à CEE/UE.

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Se os alemães não pagarem?


No passado fim-de-semana, Sócrates fez gazeta à cimeira europeia para ficar em casa, a aquecer-se ao calor do rebanho socialista em congresso. Ferreira Leite estranhou. Mas, como foi decretado que tudo o que a senhora diz é gafe até prova em contrário, também a atenção nacional preferiu Espinho a Bruxelas. No entanto, a ausência de Sócrates ainda pode vir na História: como símbolo da distracção paroquial de que somos capazes, mesmo à beira do vulcão.



A cimeira de Bruxelas pôs o ‘Wall Street Journal’ e o ‘Economist’ a especularem sobre o fim do actual modelo de unidade europeia. Não é alarmismo sem fundamento. Os países mais pobres do continente (como Portugal) convergiram com a Europa rica em consumo, mas não em produtividade. Agora sofrem por isso: a leste, desvalorizam-se as moedas; a sul, encarece o crédito externo. E todos esperam e pedem o socorro dos países ricos – isto é, da Alemanha.

E se os alemães não quiserem pagar? E se, pagando, isso não chegar? Habituámo-nos a dar por adquirido o tio rico da Europa, e a pensar que ele nos garantiria tudo. Os economistas explicam-nos que, fora do euro, já teríamos passado por uma bancarrota argentina. Há tempos, o dr. Soares imaginava que sem a UE haveria tanques na rua. O que acontecerá se a UE, tal como a conhecemos, for uma baixa da crise? Preferem não pensar nisso?

Rui Ramos, Historiador (in Correio da Manhã 6 de Março de 2009)

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Escola indispensável


Alguns países da área do euro chegaram a este período de crise económica grave com elevados défices públicos (do Estado) e externos (dos residentes no seu conjunto). A crise tem vindo a agravar estes défices; e os credores mostram-se cada vez mais relutantes em continuar a financiá-los.

Em todos estes países, torna-se absolutamente necessário reduzir despesa interna - a começar pela pública (mesmo se não é o melhor momento para o fazer). Na ausência de uma cultura de poupança, a redução da despesa privada só pode ser conseguida pelo congelamento ou mesmo pela eventual redução dos rendimentos da população em geral.

Se este caminho não for percorrido, restam duas alternativas: uma gestão controlada pelos credores ou a saída da área do euro. A primeira é seguramente a menos má.

A segunda produziria o mesmo resultado (redução do rendimento e da despesa interna) através de uma desvalorização da moeda que viesse a ser introduzida, no mínimo de uns 20% ou 30%; inflação e taxas de juro subiriam de imediato.

A questão é cada vez mais discutida, sobretudo pelos credores, que escrutinam à lupa os sinais transmitidos tanto pela agenda política interna como pela população em geral (o que diz e o que reclama nas ruas).

Daniel Bessa (in Expresso 3 de Fevereiro de 2009)

Quinta-feira, Março 5

Supervisão financeiro na União Europeia

Perante um documento elaborado pelo antigo Governador do Banco de França, Jacques de Larosiere, sugerindo a implementação gradual de reformas tendentes a uma centralização da supervisão financeira na União Europeia, a Comissão Europeia não só as adoptou como resolveu deitar fora a implementação gradual e ir antes para uma implementação acelerada de forma a poder apresentar um pacote já pronto ao Conselho de Junho que reunirá todos os líderes europeus.

Durão Barro
so justificou esta pressa dizendo "se não o fazemos já nunca o faremos... temos de aproveitar o momento".

O objectivo é óbvio e pouco tem a ver com a ressolução da crise, o objectivo é aproveitar o momento de pânico que se vive para aprofundar a integração europeia.

Se isto resolve ou não a crise, pouco interessa...

Para nós, portugueses que sempre que se aprofunda a integração europeia entramos em crise, são más, muito más notícias...

 

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Segunda-feira, Março 2

So let's start giving





Foi em 13 de Julho 1985... um megaconcerto de âmbito mundial para resolver o problema da fome em África, particularmente na Etiópia.

O concerto realizou-se no Wembley Stadium em Londres (com uma platéia de aproximadamente 82,000 pessoas) e no John F. Kennedy Stadium na Filadélfia (aproximadamente 99,000 pessoas). Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscovo e Japão. Foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos -- estima-se que 1,5 mil milhões de espectadores, em mais de 100 países, tenham assistido a apresentação ao vivo.

Durante o concerto os espectadores eram solicitados para contribuir financeiramente para a solução do tal problema da fome, let's start giving... diziam os locutores... e completando com frases do tipo o mundo nunca mais será o mesmo (the world will never be the same)...

E, quase vinte e quatro anos depois o que sobrou deste esforço todo?

Para já o dinheiro arrecadado seria estimado nuns 150 milhões de libras... embora nada comparado com o que actualmente os governos vão investindo para salvar a banca, foi uma quantia enorme.

E para que serviu esta quantia? O Mundo nunca mais foi o mesmo? Não, deve ter tapado alguns buracos, alimentado alguns estômagos vazios mas, mais nada, o Mundo continuou a ser o mesmo ou pior...

É que este tipo de actuações filantrópicas raramente resolvem problemas. às vezes até os complicam...

A queda

Segundo o Times on line (ver aqui) os três maiores projectos europeus dos últimos 30 anos estão todos em perigo.

Estes projectos são:

Alargamento ao Leste

O provavel colapso de uma ou mais economias destes países irá testar a solidariedade e a capacidade de abrir os cordões à bolsa dos países mais ricos. Provavelmente a solidariedade será fraca...

União Monetária (Euro)

Grécia, Itália, Irlanda poderão afogar-se nas suas dívidas o que conduzirá a tensões insuportáveis, quer sociais quer económicas e financeiras.

O Mercado Único

As tentações proteccionistas estão a surgir (vide Sarkozy) e estas tentações acabarão destruindo o Mercado Único.
Caso alguns países, como por exemplo a Itália, abandonem o Euro o Mercado Único acabaria pois outros (Alemanha, França, etc.) seriam obrigados a instalar barreiras alfandegárias para se protegerem de uma desvalorização da moeda feita pela Itália.

A alternativa a esta queda será provavelmente um reforço das instituições tornando-as ainda menos democráticas do que já são. E, a consequência, a prazo, será a instabilidade social e mesmo a (ou as) guerra (ou guerras).

A fúria integracionista dos fanáticos da Europa, feita nas costas das populações ou mesmo contra as populações está a enfraquecer todas as nações da Europa e a conduzir o continente no seu todo para um triste fim.

Um facto que revela que a actual União Europeia conta menos no xadrez mundial do que contavam dantes as suas nações é as primeiras saídas ao estrangeiro da Hillary Clinton, a Secretária de Estado de Obama.

Tradicionalmente a primeira visita que um Secretário de Estado fazia era à Europa mas, Hillary Clinton, quebrou esta tradição.

A primeira viagem que fez foi à Ásia (Japão, Coreia do Sul, Indonésia e China). A segunda já é mais para este lado, Egipto, Israel, Palestina, Bélgica, Suiça e Turquia.

Vê-se por estes trajectos que a UE e as suas nações devem estar no fim das prioridades do Presidente Obama...

A União Europeia fractura-se?

Na reunião informal dos líderes da UE promovida este fim-de-semana pela Presidência Checa foi chumbada uma proposta da Hungria para a formação de um fundo de 190 mil milhões de Euros destinado a ajudar os países da Europa de Leste a sair da crise.

Apesar de chumbada esta proposta levantou um problema muito grave, a formação de grupos baseados na geografia ou noutras razões que levarão a UE a fraccionar-se.

Em tempos o Economist já tinha crismado Portugal, Itália, Grécia e Espanha (Spain) de PIGS, isto é um grupo de países que não estava a aguentar os problemas da adesão ao Euro.

Numa altura de crise em que se cerram fileiras é natural que se formem grupos de auto-protecção que naturalmente entrarão em luta uns com os outros.

Para já temos um grupo muito importante, França, Alemanha, Itália e Reino Unido a que se juntaram recentemente a Espanha e a Polónia, grupo este que se está a armar em directório decidindo entre si e depois obrigando os outros a obedecerem.

Naturalmente poderão surgir outros grupos, o dos países escandinavos, por exemplo.

No meio disto tudo, nós, portugueses, estamos cada vez mais sós, periféricos, inseridos nos PIGS mas com um dos PIGS mesmo ao lado (Espanha) que também é membro do directório e que dificilmente se interessará ou defenderá os nossos interesses.

O futuro assevera-se muito, muito difícil e ainda por cima com líderes que se interessam mais pela Europa do que por Portugal. Como disse em tempos o nosso antigo Presidente (Jorge Sampaio), os problemas da Europa são os problemas de Portugal. Ficou é por se saber de quem são os problemas de Portugal? Nossos?, Só nossos? Então como é que os iremos resolver se os instrumentos para os resolver foram entregues a instituições europeias e os nossos líderes estão-se cada vez mais nas tintas para eles?

Domingo, Março 1

Quem defende os nossos interesses?

O General Loureiro dos Santos na sua coluna de hoje do Correio da Manhã chama a tenção para um problema importante.
Os seis grandes países da UE reuniram-se com o Presidente da Comissão para tratar de assuntos que a todos dizem respeito.
Ora a Comissão Europeia e, claro, o seu Presidente têm por missão defender os Tratados que foram constituindo a actual UE e reuniões de directórios de nenhuma forma estão previstas nos Tratados.
Isto é grave, muito grave pois está aconstituir-se um directório dos seis maiores países, directório esse que tem a ambição de decidir por todos sem que os outros possam sequer fazer ouvir a sua voz.
Nós portugueses estamos excluídos desse directório, a única voz que tivemos lá foi a de Durão Barroso que não é conhecido por defender os nossos interesses. E até seria incorrecto que o fizesse pois estava lá como Presidente da Comissão.
Assim estamos cada vez mais entregues aos bichos, os outros decidem e nós obedecemos...
E nada indica que o processo tenda a inverter-se, antes pelo contrário.

É por estas e por outras que eu fico cada vez mais espantado ao ver que ainda há cidadãos que defendem honestamente a nossa participação na UE. Ignorância?