Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Sexta-feira, Maio 29

Os nossos deputados europeus

A organização Open Europe acaba de publicar um estudo sobre os deputados europeus, partido a partido, país a país. A metodologia seguida pode ser vista aqui e dá uma pontuação a cada deputado ordenando-os depois por esta pontuação.

Pode-se contestar ou não esta metodologia mas é útil ver onde ficaram os nossos deputados. Ver lista dos 736 deputados aqui .

Para já, como país, Portugal não sai nada bem da fotografia.

Fazendo a média de pontuação dos deputados portugueses ficamos num "honroso" vigésimo lugar com uma média de 18,7 pontos. Depois de nós só a Espanha (14,7), a Eslováquia (16,8), a Roménia (16,9), a Itália (14,7), a Hungria (15,9), a Grécia (17,4) e Chipre (15,7), O país com maior média é a Suécia (37,1).

E porque é que estamos tão baixo? Quais os deputados que nos estragaram a média?

O melhor deputado português é uma deputada, Ilda Figueiredo da CDU que obtem 36 pontos e que ocupa (juntamente com alguns outros deputados) o 79º lugar. A título de comparação, o melhor deputado é o sueco Carl Schlyler com 55 pontos.

Miguel Portas do Bloco de Esquerda obtem 28 pontos e o lugar nº219 (juntamente com alguns outros deputados). Dos portugueses é a terceira melhor classificação.

Em segundo lugar de entre os portugueses encontra-se o outro deputado da CDU, Pedro Guerreiro com 32 pontos. Do total dos deputados é o 138º.

Os restantes deputados são do Partido Socialista e da coligação PSD, CDS/PP e no geral são a nossa vergonha.

No PS vamos de Jamilia Madeira, Paulo Casaca, Edite Estrêla e Emanuel Jardim Fernandes com 24 pontos (286º lugar) a Francisco Assis com 12 pontos (657º lugar).

A média dos doze deputados do PS é de 19 pontos o que corresponderia a um 408º lugar.

Isto é até muito bom comparado com os deputados da coligação PSD, CDS/PP.

Destes o melhor classificado é Luís Queiroz com 17 pontos, 451º lugar na lista geral e o pior é um tal Sérgio Marques com 4 pontos, sim, quatro pontos! Na prática este senhor encontra-se em 781º lugar empatado com um italiano e um espanhol.

Pior do que ele só um cipriota e um polaco com três pontos e outro italiano com dois pontos.

A média dos nove deputados da coligação PSD, CDS/PP é de 11,44 pontos o que corresponderia a um 684º lugar...

De notar que só dois dos deputados portugueses se encontram no quartil superior, os dois da CDU.

E, na metade superior, quantos se encontram?

Esta metade incluí os deputados com vinte ou mais pontos o que significa que os dois deputados da CDU, o do Bloco de Esquerda e oito deputados do PS estão entre a metade superior. Quatro deputados do PS e todos, sim, todos os deputados do PSD e CDS/PP encontram-se na metade inferior!

Agora que estamos em plena campanha eleitoral e antes que se vote seria bom que os deputados portugueses dessem algumas explicações aos cidadãos sobre o que andaram lá a fazer. E já agora, quanto é que receberam e como gastaram o que receberam...

Trinta anos de evolução no ensino...

Quinta-feira, Maio 28

O imposto europeu

Vai por cá uma confusão enorme com a ideia de se lançar um imposto europeu.

Já quando o Mário Soares foi candidato ao PE (há dez anos) surgiu esta polémica. Na altura o imposto foi defendido pelo Mário e toda a gente o atacou.

O curioso é que é muito fácil defender este imposto mas, nem nessa altura nem agora os seus proponentes se arrriscam a defendê-lo com argumentos válidos.

É que o problema é que o Orçamento da UE é pago pelos Estados Membros e, o que se pretendia com este imposto seria o acabar com as discussões que todos os anos há sobre a contribuição dos Estados Membros. O Orçamento passaria a ser provido por um imposto pago directamente pelos cidadãos.

Isto é, actualmente Portugal, por exemplo, contribuí para o Orçamento da UE com uns quatro milhões de Euros por dia (sim, quantro milhões por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano) e, esta contribuição desapareceria passando a haver um imposto específico que a substituísse.

Nada de especial, os impostos que nós pagamos diminuiriam dos tais 4 milhões por dia e apareceria um novo imposto que custaria ao cidadão contribuinte 4 milhões por dia, isto é, uns 40 centimos por cidadão por dia.

Pode-se concordar ou não com o lançamento do imposto europeu mas, em princípio este imposto não custaria nada nem configuraria um aumento de impostos.

Mas ninguém, nem os seus defensores, vêm com esta argumentação e não vêm porque isso seria explicar aos portugueses que há contribuições portuguesas para a UE e que estas contribuição nos custam uma pipa de massa e isso ninguém se arrisca a dizer pois iria ajudar a destruir o maior dos mitos da UE, a de que ela nos manda rios de dinheiro, dinheiro que nós, na nossa imensa estupidez desperdiçamos e é por isso que estamos mal.

Sexta-feira, Maio 22

O bacalhau que a UE espatifa

Segundo esta notícia do Finantial Times a quantidade de bacalhau morto que é deitado fora no Mar do Norte é sensivelmente igual á que é pescada.

Isto acontece devido às incoerências da Política Comum de Pescas...

É que se por acaso vem bacalhau na rede e se já se esgotou a quota de bacalhau, o melhor a fazer para evitar complicações é deita-lo fora.

Ou então, se o bacalhau é demasiado pequeno, como as quotas são feitas por exemplar e não por peso, é também melhor deita-lo fora e, mais tarde, preencher a quota com exemplares maiores.

E isto acontece com o bacalhau e com outras espécies.


É realmente difícil explicar quais as vantagens da Política Comum de Pescas...
desta política e das outras...

Realmente só os candidatos a deputados europeus (e das mordomias e lucros que o cargo acarreta) é que são capazes de defender (sem se rirem) a União Europeia!

Mais uma sabujice do Sócrates...

Quando o Sócrates tomou posse fez um discurso e, nesse discurso, arrancou com uma guerra às farmácias.

É que a Lei portuguesa obrigava a que o proprietário de uma farmácia fosse farmacêutico. Isto é, o curso de farmácia funcionava como curso de habilitação para se ser proprietário de uma farmácia. Sócrates declarou então que ía abrir o mercado das farmácias a outros.

Na altura considerei estranho um assunto como este fazer parte de um discurso de tomada de posse como Primeiro Ministro. Independentemente da sua importância seria sempre um assunto menor comparado com os desafios que o país enfrenta.

Ainda por cima, de todo o Sistema Nacional de Saúde, as farmácias são até o que na opinião de toda a gente funciona melhor. Assim achei muito estranho este afã.

Agora tudo se explica, a Comissão Europeia achava que a restrição á pose de farmácias imposta pela Lei portuguesa ía contra as regras comunitárias.

Assim o que Sócrates fez no seu discurso foi simplesmente um recado para a Comissão para esta ver que Portugal passaria a ter um Primeiro Ministro obediente e sem iniciativa.

Só que a legislação portuguesa não era exclusivo de Portugal. Outros países da União como a Itália e a Alemanha tinham legislação semelhante. Tinham e têm.

Como estes países não modificaram a sua legislação foram parar ao Tribunal Europeu que dando razão à Alemanha e à Itália (ver aqui) permitiu que estes países continuem com as suas Leis restringindo a posse das farmácias a farmacêuticos.

Pode-se concluir que se Sócrates não fosse um sabujo obediente, Portugal escusava de ter alterado a sua legislação deixando as farmácias a funcionarem como estavam e de que ninguém se queixava.


Há ainda outro ponto importante, Sócrates apresentou as alterações á Lei como tendo sido uma decisão do seu Governo nunca dizendo que eram uma imposição europeia!

Quinta-feira, Maio 21

O Aquecimento Global, uma religião para o Século XXI?

Bom, todos nós estamos cheios da campanha sobre o aquecimento global. Ou antes, sobre as alterações climáticas pois, como a temperatura tem vindo a cair desde o princípio do século, vai-se tornando uma tendência falar de alterações climáticas em vez de aquecimento global.

Quem discorda ou, pelo menos duvida, é geralmente equiparado quase que a um criminoso...

Apresenta-se a seguir um interessante documentário inglês que tenta desmontar esta treta do AG.

De sublinhar que este documentário nunca foi exibido, por exemplo, em Portugal. e isto apesar de já ter havido pedidos à RTP para o fazer.





























Vale a pena ver e vale também a pena enviar para todos aqueles que aderiram a esta nova espécie de religião...

Quarta-feira, Maio 20

Manuela Ferreira Leite e o Euro

De O Jumento retirei esta citação:

«No final de um almoço com a Câmara de Comércio Luso-Ucraniana, em Lisboa, Manuela Ferreira Leite fez uma intervenção sobre o tema "Uma nova política para Portugal", dedicando a maior parte do tempo à análise da situação económica do país desde a entrada no Euro.

De acordo com a presidente do PSD, Portugal "entrou no Euro de uma forma errada e não soube nem tem sabido viver no Euro" porque a descida das taxas de juro levou "logicamente" ao endividamento das famílias e das empresas e "o Estado endividou-se também", em vez de adoptar uma política contrária.» [Diário de Notícias]
ntoso,

É espantoso que MFL diga isto!

Claro que a entrada no Euro foi um erro crasso. E também é claro que foi a entrada no Euro que levou ao endividamento das famílias e das empresas.

E, pior, o Estado não podia fazer nada porque a adesão ao Euro retirou ao estado instrumentos para travar este endividamento.

Esta senhora é nitidamente burra pois consegue fazer a maravilha de fazer uma análise correcta sem tirar as devidas conclusões, de que a adesão ao Euro foi um erro e de que quanto mais depressa corrigirmos este erro melhor.

Segunda-feira, Maio 18

Novo sinal de trânsito

A crise e o perigo da solução ser um estado totalitario global

Recebi este texto por email.
Não sei quem é a autora mas o texto parece-me muito interessante.

A crise como via para a montagem de um estado totalitário global

por Olga Chetverikova


Enquanto a crise financeira e económica mundial vai atingindo o seu
auge, os dirigentes da comunidade ocidental andam a tentar instilar na
humanidade a ideia de que essa revolução vai acabar por 'transformar o
mundo numa coisa diferente'. Apesar de a imagem da 'nova ordem
mundial' se manter vaga e confusa, a ideia central é clara. Na
sequência desse raciocínio é preciso instituir um governo global
único, se quisermos evitar que reine o caos geral

Volta não volta, os políticos ocidentais referem à necessidade de uma
'nova ordem mundial', de uma 'nova arquitectura financeira mundial',
ou de qualquer tipo de 'controlo supranacional', chamando-lhe um 'Novo
Acordo' para todo o mundo. Nicolas Sarkozy foi o primeiro a falar
nisso, quando se dirigiu à Assembleia-Geral da ONU em Setembro de 2007
(ou seja, antes da crise)

Durante a reunião de Fevereiro de 2009 em Berlim, destinada a
preparar a cimeira dos G20, Gordon Brown repetiu o mesmo, dizendo que
era necessário um Novo Acordo à escala mundial. Estamos conscientes,
acrescentou, que no que diz respeito aos fluxos financeiros mundiais,
não conseguiremos sair desta situação apenas com a ajuda das entidades
puramente nacionais. Precisamos de entidades e de vigilantes mundiais
para conseguir que as actividades das instituições financeiras que
operam nos mercados mundiais se nos abram totalmente. Tanto Sarkozy
como Brown são protégés dos Rothschilds. Algumas declarações feitas
por certos representantes da 'elite global' indicam que a actual crise
está a ser utilizada como um mecanismo para provocar o agravamento de
alguns motins sociais que poderão levar a humanidade – mergulhada como
já está no caos e assustada com o espectro duma violência generalizada
– a reclamar espontaneamente a intervenção de um árbitro
'supranacional' com poderes ditatoriais nas questões mundiais

Os acontecimentos estão a seguir o mesmo caminho da Grande Depressão
de 1929-1933: uma crise financeira, uma recessão económica, conflitos
sociais, a instituição de ditaduras totalitárias, incitando a uma
guerra para concentrar o poder, e o capital, nas mãos dum pequeno
grupo. Mas, desta vez, a questão central é a fase final da estratégia
de 'controlo global', em que com um sopro se derruba a instituição da
soberania estatal nacional, seguindo-se uma transição para um sistema
de poder privado de elites transnacionais

Já nos finais dos anos de 1990, David Rockefeller, autor da ideia de
que o poder privado deve substituir os governos, disse que nós (o
mundo) estávamos no limiar de mudanças globais. Tudo o que é preciso,
prosseguiu, é uma crise qualquer a grande escala que faça com que o
povo aceite a nova ordem mundial

Jacques Attali, conselheiro de Sarkozy e antigo chefe do EBRD
[European Bank for Reconstruction and Development], afirmou que as
elites tinham sido incapazes de resolver os problemas da divisa dos
anos 30. Receava, disse ele, que voltasse a acontecer um erro
semelhante. Primeiro vamos travar guerras, continuou, e deixar morrer
300 milhões de pessoas. Só depois é que virão as reformas e um governo
mundial. Não seria melhor pensar já nesta fase num governo mundial?
perguntou

Henry Kissinger afirmou a mesma coisa. Em última análise, a
principal tarefa é definir e formular as preocupações gerais da maior
parte dos países, e também de todos os principais estados no que se
refere à crise económica, tendo em conta o receio colectivo de um
jihad terrorista. Depois, tudo isso tem que ser transformado numa
estratégia de acção comum… E assim a América e os seus parceiros
potenciais têm uma oportunidade única de transformar o momento da
crise numa visão de esperança

O mundo está a ser convencido a aceitar a ideia da 'nova ordem' a
pouco e pouco para impedir que surjam incidentes que poderão muito bem
levar a que os protestos universais contra as condições cada vez
piores da existência humana entrem num 'caminho errado' e deixem de
poder ser controlados. A principal coisa que a Fase Um conseguiu
concretizar foi iniciar uma discussão de amplo espectro sobre o
'governo global' e a 'não aceitação do proteccionismo' com ênfase no
'desencanto' dos modelos de estados-nacionais para a saída da crise

Esta discussão continua tendo como pano de fundo as pressões da
informação que ajudam a construir as ansiedades humanas, o medo, e a
incerteza. Vejamos algumas dessas acções da informação: previsões da
OMS de que provavelmente 1,4 mil milhões de pessoas ficarão abaixo do
limiar de pobreza em 2009; um aviso do director-geral da OMS de que se
perfila no horizonte o maior declive comercial mundial da história do
pós-guerra; uma declaração de Dominique Strauss-Kohn do MFI ( protégé
de Sarkozy) de que está iminente um colapso económico mundial se não
for implementada uma reforma a grande escala do sector financeiro da
economia mundial, colapso esse que muito provavelmente arrastará
consigo não apenas o desassossego social mas também uma guerra

Foi com este pano de fundo que foi avançada a ideia de instituir
uma divisa mundial comum como pedra fundamental da 'nova ordem
mundial'. Mas os verdadeiros cérebros deste projecto de longa data
continuam na sombra. De notar que há um ou outro representante da
Rússia empurrado para a linha da frente. Faz lembrar a situação antes
da I Guerra Mundial, em que os círculos anglo-franceses, que possuíam
alguns planos elaborados para uma nova divisão do mundo, instruíram o
ministro dos estrangeiros russo para traçar um programa geral para a
Entente Cordiale. Esta passou à história como o 'programa Sazonov',
apesar de a Rússia não ter desempenhado um papel independente nessa
guerra, o qual desde o início foi montado para servir o sistema de
interesses da elite financeira britânica

A 19 de Março, Henry Kissinger chegou a Moscovo na qualidade de
membro do The Wise Men (James Baker, George Schultz, e outros), que se
reuniram com os dirigentes russos antes da cimeira do G20. Dmitry
Trenin, director do Centro Carnegie de Moscovo e participante na
última reunião americana dos Bilderbergers, considerou essa reunião
como um 'sinal positivo'. A 25 de Março, o Moskovsky Komsomolets
publicou um artigo 'A Crise e os Problemas Mundiais', de Gavriil Popov
(actual presidente da União Internacional de Economistas) que relatou
abertamente o que normalmente é discutido à porta fechada

O artigo fazia referência ao Parlamento Mundial, ao Governo
Mundial, às Forças Armadas Mundiais, à Força Policial Mundial, ao
Banco Mundial, à necessidade de colocar sob controlo internacional as
armas nucleares, às capacidades de produção de energia nuclear, de
toda a tecnologia de foguetões espaciais, e dos minerais do planeta, à
imposição de limites de natalidade, à limpeza do conjunto genético da
humanidade, ao encorajamento de pessoas intolerantes à
incompatibilidade cultural e religiosa, e a outras coisas do mesmo
género

Os "países que não aceitarem as perspectivas globais", diz Popov,
"devem ser expulsos da comunidade mundial"

Claro que o artigo do Moskovsky Komsomolets não revela nada de
novo que nos permita compreender a estratégia da elite global. O
importante é outra coisa. Sugere-se a instituição de uma ordem
policial totalitária e a eliminação dos estados nacionais, como um
amplo programa de acção, e recomenda-se aquilo que tanto os liberais,
como os socialistas, como os conservadores, sempre consideraram um
'novo fascismo', como o único caminho salutar possível para toda a
humanidade. Há quem queira que a discussão destes projectos se torne
uma norma. Neste contexto, há alguns representantes da Rússia 'de
confiança' que estão a ser empurrados para a primeira linha; a Rússia
que será a principal vítima da política de pilhagem total se o
'governo global' vier a ser uma realidade

O G20 não discutiu a questão da divisa mundial comum, porque ainda
não chegou a altura própria para tal. A própria cimeira foi um passo
em frente no caminho para o caos porque, se as suas decisões forem
seguidas cegamente, a situação socioeconómica mundial só poderá piorar
e, para citar Lyndon LaRouche, irão 'liquidar o doente'

Entretanto, a crise está a ser exacerbada e os analistas andam a
predizer uma era de desemprego maciço. As previsões mais pessimistas
vêm do LEAP/Europe 2020, que as publica regularmente nos seus boletins
e enviou-as mesmo numa carta aberta aos dirigentes dos Vinte antes da
cimeira de Londres

Já em Fevereiro de 2006, o LEAP [Laboratório Europeu de
Antecipação Política] foi de uma precisão surpreendente a descrever as
perspectivas para a 'crise global sistémica' como consequência da
doença financeira provocada pela dívida dos EUA. Os analistas do LEAP
consideram os acontecimentos actuais no contexto da crise geral que
começou nos finais dos anos 70 e está agora na sua quarta fase, a fase
final e a mais grave, a chamada 'fase de purificação' em que começa o
colapso da economia real. Segundo Frank Biancheri, do LEAP, não é
apenas uma recessão mas o fim do sistema, em que o seu pilar
principal, a economia dos EUA, entrou em colapso. "Estamos a assistir
ao fim de toda uma época mesmo em frente dos nossos olhos"

A crise pode conduzir a algumas consequências muito difíceis. O
LEAP prevê uma subida do desemprego para 15 a 20% na Europa e 30% nos
Estados Unidos. Se não se conseguir solucionar o problema do dólar, os
acontecimentos mundiais darão uma reviravolta dramática. O colapso do
dólar pode ocorrer já em Julho de 2009 e a crise, que poderá durar
décadas, desencadeará "uma desintegração geopolítica à escala mundial"
com motins sociais e conflitos civis, com a divisão do mundo em blocos
separados, em que o mundo regressará à Europa de 1914, com confrontos
militares, etc. Os tumultos populares mais poderosos ocorrerão em
países com sistemas de segurança social menos desenvolvidos e com
maiores concentrações de armas, principalmente na América Latina e nos
Estados Unidos, em que a violência social já se manifesta actualmente
nas actividades de grupos armados. Os especialistas assinalam o começo
da fuga para a Europa da população dos EUA, onde por enquanto a ameaça
directa contra a vida não é tão grande. Para além dos conflitos
armados, os analistas do LEAP prevêem escassez de energia, de
alimentos e de água em áreas dependentes da importação de alimentos

Os especialistas do LEAP descrevem o comportamento das elites
ocidentais como totalmente desajustado: "Os nossos dirigentes não
conseguem entender o que aconteceu, e continuam a mostrar a mesma
incompreensão até hoje. Estamos no meio duma recessão prolongada, e
seria necessário o empenho na introdução de algumas medidas a longo
prazo para amortecer os golpes, mas os nossos dirigentes continuam na
esperança de impedir uma recessão prolongada… Todos eles foram
formados em torno do pilar americano e não conseguem perceber que o
pilar está em ruínas…" Mas se os dirigentes a nível médio não
vêem isso, os gestores mundiais de nível superior, pelo contrário,
estão muito bem informados; são eles quem está a implementar o 'caos
controlado' e a política de desintegração geral, incluindo uma guerra
civil e a desintegração dos Estados Unidos planeada para o final de
2009, um cenário que está a ser discutido amplamente pelos meios de
comunicação americanos e mundiais

À beira dos conflitos planeados em diversas áreas do planeta, está
a ser instituído um sistema que conferirá a um centro supranacional,
com base numa máquina punitiva, o total controlo político, militar,
legal e electrónico sobre a população. Esse sistema utiliza o
princípio de gestão de rede de comunicações que permite encaixar em
qualquer sociedade estruturas paralelas de autoridade que reportam a
centros de tomadas de decisões externos e são legalizados através da
doutrina de prevalência da lei internacional sobre a lei nacional. A
casca mantém-se nacional, mas o poder real passa a ser transnacional.
Jacques Attali chama a isto um 'estado global baseado na lei'

O centro dirigente do estado global baseado na lei situa-se nos
EUA. Embora os seus fundamentos tenham começado a surgir nos anos 90,
a luta contra o terrorismo após os incidentes do 11/Set levaram a
fenómenos radicalmente novos. A aprovação da Lei Patriota de 2001 não
só permitiu que os serviços de segurança controlassem a população
americana e os estrangeiros suspeitos, como acelerou a passagem de
responsabilidades estatais para as mãos de estruturas empresariais
transnacionais

As actividades de informações, do comércio da guerra, do sistema
penitenciário, e do controlo de informações estão a passar para a mão
de privados. Isto é feito através da chamada contratação no exterior,
um fenómeno relativamente novo, que consiste em confiar determinadas
funções a empresas privadas que agem como empreiteiros e atribuir a
indivíduos exteriores a uma organização a realização das suas tarefas
internas

Em 2007, o governo americano chegou à conclusão de que 70% do seu
orçamento de serviços de informações secretas é gasto em contratos
privados e que a "burocracia de informações da Guerra-Fria está
transformada numa coisa totalmente nova, em que dominam os interesses
dos empreiteiros". Para a sociedade americana (incluindo o Congresso),
as suas actividades mantêm-se confidenciais, o que lhes permite
recolher cada vez mais funções importantes nas suas mãos

Antigos funcionários da CIA dizem que quase 60% do seu pessoal
estão sob contrato. Essas pessoas analisam a maior parte das
informações, escrevem relatórios para os que tomam as decisões em
jurisdições estatais, mantêm comunicações entre diversos serviços de
segurança, dão apoio a posições estrangeiras, e analisam a intercepção
de dados. Em consequência disso, a National Security Agency da América
está a ficar cada vez mais dependente de companhias privadas que têm
acesso a informações confidenciais. Não admira, pois, que se esteja a
criar pressão para uma proposta de lei no Congresso que prevê a
garantia de imunidade a empresas que têm trabalhado com a NSA nos
últimos cinco anos

O mesmo está a acontecer com empresas militares privadas (PMCS),
que têm vindo a assumir cada vez mais funções do exército e da
polícia. Numa escala significativa, começou nos anos 90 na
ex-Jugoslávia, mas foram utilizados trabalhadores contratados a nível
alargado no Afeganistão e noutras zonas de conflito. Executavam as
acções 'mais sujas', como aconteceu com o caso durante a guerra na
Ossétia do Sul, onde estiveram envolvidos mais de 3 000 mercenários.
Neste momento, os PMCS são verdadeiros exércitos, cada um deles com
mais de 70 mil efectivos, que operam em cerca de 60 países, com
receitas anuais de mais de 180 mil milhões de dólares (segundo o
Brookings Institution, EUA). Por exemplo, mais de 20 mil empregados de
PMCS americanos trabalham no Iraque ao lado do contingente militar
americano de 160 mil

O sistema de prisões privadas também está a aumentar rapidamente
nos EUA. Está florescente o complexo da indústria prisional, que
utiliza trabalho escravo e práticas de trabalhos forçados, e os seus
investidores estão sediados na Wall Street. O uso de trabalho forçado
por empresas privadas foi legalizado já em 37 estados e é utilizado
por importantes empresas como a IBM, a Boeing, a Motorola, a
Microsoft, a Texas Instruments, a Intel, a Pierre Cardin e outras. Em
2008, o número de internados em prisões privadas nos EU era de cerca
de 100 mil e este número está a crescer rapidamente, juntamente com o
número total de internados no país (na sua maioria afro-americanos e
latino-americanos), que é de 2,2 milhões de pessoas, ou seja, 25% de
todos os presos do mundo

Logo que Bush assumiu o poder, começou a privatização do sistema
para transporte e retenção de migrantes em campos de concentração. Em
especial, foi o que fez um ramo da conhecida empresa Halliburton,
Kellog Brown and Root (antigamente chefiada por Dick Cheney)

As maiores conquistas foram feitas nos últimos anos na área da
instituição do controlo electrónico sobre a identidade das pessoas,
realizado sob o pretexto do contra-terrorismo. Actualmente, o FBI está
a criar a maior base de dados do mundo de indicadores biométricos
(impressões digitais, exames da retina, formas do rosto, formas e
distribuição de cicatrizes, padrões de fala e de gestos, etc.) que
contém neste momento 55 milhões de impressões digitais. A última
novidade inclui a introdução de um sistema de varredura corporal nos
aeroportos americanos, análise da literatura lida pelos passageiros
dos voos e por aí fora. Uma outra oportunidade de reunir informações
detalhadas sobre as vidas privadas das pessoas surgiu na sequência da
Directiva N59 da NSA, aprovada no verão de 2008, 'Identificação e
rastreio biométrico com o objectivo de reforçar a segurança nacional',
e da confidencial 'Lei da Resposta Pronta ao Terrorismo Nacional'

Numa avaliação da política das autoridades americanas, o
ex-congressista e candidato presidencial em 2008, Ron Paul, disse que
a América está a transformar-se gradualmente num estado fascista,
"Estamos a aproximar-nos de um fascismo, não do tipo Hitler, mas de um
tipo mais suave, que se revela na perda de liberdades civis, em que as
grandes empresas dirigem tudo e… o governo está metido na cama com os
grandes negócios". Será preciso lembrar que Ron Paul é um dos poucos
políticos americanos que defende o encerramento do Sistema de Reserva
Federal como uma organização secreta inconstitucional? Com a
chegada de Obama ao poder, a ordem policial na América está a ficar
cada vez mais afunilada em duas direcções – reforço da segurança
nacional e militarização de instituições civis. É impressionante como,
depois de ter condenado as transgressões às liberdades individuais
feitas pela administração Bush, Obama passou a controlar todo o
pessoal da sua própria equipa obrigando-o a preencher um questionário
com 63 perguntas que percorrem os pormenores mais complexos das suas
vidas privadas. Em Janeiro, o presidente dos EUA aprovou leis que
possibilitam a continuação da prática ilegal de sequestrar pessoas,
mantê-las secretamente em prisões, e enviá-las para países em que se
utiliza a tortura. Também propôs uma lei chamada Lei da Instituição do
Centro de Apoio à Emergência Nacional, que estipula a instituição de
seis desses centros em bases militares americanas para proporcionar
apoio a pessoas que sejam deslocadas por causa de uma situação de
emergência ou de uma catástrofe e que ficam assim sob jurisdição
militar Analistas relacionam esta lei com possíveis perturbações e
consideram-na uma prova de que a administração americana se está a
preparar para um conflito militar que pode ocorrer após a provocação
que está a ser planeada

O sistema americano de controlo policial está a ser implementado
activamente noutros países, principalmente na Europa – através da
instituição da hegemonia da lei americana no seu território por
intermédio da assinatura de diversos acordos. Nisto tiveram uma grande
importância as conversações na sombra entre os EUA e a UE sobre a
criação da 'área comum de controlo sobre a população' que se
realizaram na primavera de 2008, quando o Parlamento Europeu adoptou
uma resolução que ratificou a criação do mercado transatlântico único,
abolindo todas as barreiras ao comércio e aos investimentos até 2015.
As conversações deram origem ao relatório confidencial preparado pelos
especialistas de seis países participantes. Este relatório descrevia o
projecto para a criação da 'área de cooperação' nas esferas 'da
liberdade, da segurança, e da justiça'

O relatório alarga-se sobre a reorganização do sistema de justiça
e assuntos internos dos estados membros da UE de modo tal que fica a
parecer-se com o sistema americano. Diz respeito não apenas à
capacidade de transferir dados pessoais e cooperação de serviços
policiais (que já está a ser posto em prática), mas também, por
exemplo, à extradição de imigrantes da UE para as autoridades
americanas de acordo com o novo mandato que anula todas as garantias
que os procedimentos de extradição europeus prevêem. Nos EUA está em
vigor a Lei das Delegações Militares de 2006, que permite a
perseguição ou detenção de qualquer pessoa que seja identificada como
'inimigo combatente ilegal' pelas autoridades executivas e se estende
aos imigrantes de qualquer país que não esteja em guerra com os EUA.
São perseguidos como 'inimigos', não com base em quaisquer provas, mas
porque assim são rotulados pelas organizações governamentais. Nenhum
governo estrangeiro protestou contra esta lei que é de importância
internacional

Em breve será assinado o acordo sobre comunicação de dados
pessoais, segundo o qual as autoridades americanas poderão obter
informações pessoais como números de cartões de crédito, pormenores
das contas bancárias, investimentos, rotas de viagem ou comunicações
via Internet, assim como informações sobre a raça, as crenças
políticas e religiosas, os hábitos, etc. Foi por pressão dos EUA que
os países da UE introduziram os passaportes biométricos. A nova
regulamentação da UE implica a mudança geral dos cidadãos da UE para
passaportes electrónicos a partir do final de Junho de 2009 e até
2012. Os novos passaportes passarão a conter um chip com informações
para além do passaporte e uma foto, e ainda as impressões digitais

Estamos a assistir à criação do campo de concentração electrónico
global, e a crise, os conflitos e as guerras estão a ser utilizadas
como justificação. Como escreveu Douglas Reed, "as pessoas têm
tendência para tremer perante um perigo imaginário e são demasiado
preguiçosas para ver o perigo real"

A Final da Taça de Espanha e o hino espanhol

Isto aqui ao lado está animado...

A final da Taça do Rei, entre Barcelona e Athletic Bilbao, ficou
marcada pelos assobios de que o hino de Espanha foi alvo por parte dos
adeptos catalães e bascos presentes no estádio Mestalla, em Valencia.
Este comportmento levou a televisão pública do país vizinho (TVE), que
transmitiu a partida, a censurar as imagens da cerimónia que antecedeu
o jogo.

Depois de não ter transmitido em direto as imagens da apresentação das
equipas, fase em que é ouvido o hino, a TVE passou as mesmas apenas ao
intervalo mas numa versão em que não se ouviam os assobios dos adeptos
das duas equipas, oriundas de regiões autónomas fortemente conotadas
com o sentimento independentista em relação ao Estado espanhol.

No intervalo do encontro - que acabou por dar a 25.ª vitória ao
Barcelona na Taça de Espanha - o locutor de serviço da estação pública
pediu desculpa por o hino não ter sido transmitido em direto,
atribuindo a situação a um "erro humano". Depois, segundo o diário
"Marca", surgiu o hino sem som ambiente do estádio e com as imagens
dos jogadores e "dos poucos adeptos que se comportaram com respeito".

A TVE emitiu ainda um comunicado a desculpar-se pelo já referido "erro
humano", esclarecendo que se tentou "sanar a falha transmitindo
integralmente o hino ao intervalo".

Sábado, Maio 16

Bilderberg

O grupo de Bilderberg está reunido, desta vez, na Grécia.
Além dos habitues do costume (Balsemão, por exemplo) há também uma
data de convidados.

Destes, pelo menos dois, são portugueses, o Sr. Pinho, Ministro e a
Dr.ª Manuela Ferreira Leite, líder do principal partido da oposição.

Isto cheira a Bloco Central...

Quinta-feira, Maio 14

Importante ! Votação dos deputados europeus portugueses relativamente a internet "livre"

Em virtude de estarmos com as eleições europeias a porta, julgo ser da mais alta importância que todos nós saibamos o que os actuais deputados europeus eleitos por Portugal andam por lá a fazer.
Certamente ja ouviram falar na questão da internet, que actualmente é livre mas que o parlamento europeu apresentou uma proposta com o objectivo de as operadoras passarem a decidir quais os conteudos que disponibilizariam aos seus clientes, ou seja, queriam transformar a internet numa especie de tv por cabo onde cada operadora decide que canais e que disponibiliza.
Pessoalmente ja considero ridiculo so o facto de tal proposta ter sido apresentada, pois estamos em pleno seculo XXI e gosto de pensar que a censura e uma coisa do passado, mas infelizmente ha quem não concorde comigo e teime em insistir em censurar o que quer que seja.
A votação foi relativa a quem concorda com a internet livre (a favor), a quem não concorda (contra) e a quem não tem opinião(!) (abstenções) !!
Nada nos garante que "escapemos" na proxima vez.
Dai a relevância dos seguintes dados:
 
407 votos a favor
GUE/NGL: Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Pedro Guerreiro
PPE-DE: Ribeiro e Castro
PSE: Ana Gomes, Armando França, Edite Estrela, Elisa Ferreira, Emanuel Jardim Fernandes, Francisco Assis, Jamila Madeira, Joel Hasse Ferreira, Manuel dos Santos, Paulo Casaca

57 votos contra
PPE-DE: Assunção Esteves, João de Deus Pinheiro, Vasco Graça Moura


171 abstenções
PPE-DE: Duarte Freitas, Luís Queiró, Sérgio Marques, Silva Peneda

 
Para quem não sabe, o PPD-DE é o partido onde estão os deputados portugueses eleitos pelo PSD e pelo CDS-PP.
 
Tenham isto em conta nas proximas eleições, eu sei que vou ter !

Quarta-feira, Maio 13

Adiamento

Aqui há uns dias escrevi um post (ver aqui) sobre a votação no Parlamento Europeu sobre a Internet.
Para já as regras com que se pretendia amordaçar a Internet foram chumbadas.
Se calhar por estarem próximas eleições...
Mas o processo de nenhuma forma está encerrado. Agora o Parlamento francês aprovou-as para vigorarem em França.
É de prever que, depois das eleições o tal pacote de regras acabe por voltar ao PE e, nessa altura o resultado poderá ser diferente.
É necessário estar atento.

Segunda-feira, Maio 11

Ainda o euro

No meu post Euro ao fundo? um anónimo escreveu um comentário discordando e perguntando se conhecia algum país fora do Euro que esteja melhor do que a Irlanda.

Bom, a pergunta é absurda e naturalmente respondi-lhe com alguns exemplos.

O simpatico anónimo que se não é economista tem espírito de economista responde-me com todo o desprezo evitando o debate.

E é este o problema, o país enterrou-se completamente com o Euro e os seus apoiantes em vez de reconhecerem o erro evitam é o debate.

Isto é um dos maiores problemas que o país enfrenta e é necessário ser discutido. Pode ser que se encontrem soluções mantendo a adesão do país á moeda única mas é importante que se reconheça que o Euro não cumpriu o que se esperava dele nem nada indique que venha a cumprir.

Assim é importante que se reconheça o falhanço e se discuta o que é que se pode fazer.

À partida a única solução não é abandonar o Euro pois é possível que existam mecanismos que permitam que a economia volte a funcionar sem que se tenha de abandonar o Euro. Só que estes mecanismos só podem ser encontrados depois de se reconhecer o falhanço e se descobrir quais as causas do falhanço.

Meter a cabeça na areia não leva a nada, isto é, leva ao descalabro.


Mas enquanto não se encontra um politico ou comentador com coragem para falar abertamente neste problema o povo português parece não ser da mesma opinião.

Sondagem recente do Eurobarometro (ver aqui)dá que 62% dos portugueses acham que se aguentaria melhor a crise com a moeda antiga de que com o Euro (Portugal é PT):


O que nos coloca outro problema, porventura ainda mais grave, como é possível que 62% dos portugueses tenham uma opinião e essa opinião não é, de nenhuma forma, reflectida nas urnas?

Assim não é de espantar os altos níveis de abstenção que se tem nas eleições, principalmente nas para o Parlamento Europeu...

O aquis communitaire

O aquis communitaire é o conjunto de regulamentos que a Comissão Europeia vai impondo aos Estados Membros.

Actualmente (e em inglês que é uma língua mais sintetica do que o português), este aquis communitaire estende-se por umas 170.000 páginas! (ver aqui)

Para se ter uma ideia do que este valor representa, a Enciclopedia Luso-brasileira de cultura é composta por 22 volumes e um pouco mais de 40.000 páginas, isto é, o aquis communitaire (em língua inglesa) é equivalente a umas quatro Enciclopedias Luso brasileiras de cultura...

Aqules regulamentos são sobre tudo que mexe e não mexe. No dia seguinte ao chumbo francês da Constituição Europeia a Comissão Europeia não arranjou nada de melhor do que publicar uma regulamentação qualquer sobre o bem estar dos frangos para consumo humano!

Já aqui referimos os custos destas regulamentações todas (ver aqui) e no estado actual de crise em que se vive é de perguntar qual o efeito que esta carga burocrática tem sobre ela.

Seria curioso ver os nossos candidatos a eurodeputados a pronunciarem-se sobre este tema.

Quarta-feira, Maio 6

Euro ao fundo?

Vale a pena ver este artigo de David McWilliams, jornalista e economista irlandês.
O artigo publicado num jornal irlandês (ver aqui) considera que a Irlanda continuará a afundar-se a menos que saia do Euro.

Cá por Portugal tal opinião é uma heresia que poucos arriscam a dizer em público.

Mas, como o autor do artigo diz as novas opiniões passam por três fases, começam por ser ridicularizadas, depois violentamente atacadas e, por fim, aceites como verdades universais.

Por cá encontramo-nos ainda na primeira fase. O que é trágico pois é óbvio que, tal como a Irlanda, Portugal ou sairá do Euro ou acabará por desaparecer ou, pelo menos, ser reduzido à insignificancia.

Desde que se adriu ao Euro que a economia portuguesa estagnou completamente (ver aqui).

E agora que estamos em crise e que na Europa se fazem os possíveis por salvar os mais fortes a última coisa que Portugal desejaria seria do de estar de pés e mãos atados impedido de agir segundo os seus interesses. Mas é o que acontece e acontece por estarmos no Euro.

Quanto mais depressa recuperarmos a nossa liberdade de acção, isto é, recuperarmos uma moeda própria, mais depressa recuperaremos.

PCP contra gestão comunitária das ZEE

Do Açoriano Oriental copiei a seguinte notícia:

Os deputados do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu insurgiram-se contra o que classificam como “uma proposta da União Europeia que atenta contra a soberania nacional”.
Em causa está uma proposta apresentada pela Comissão Europeia (CE), presidida por Durão Barroso, que procura instituir “um regime comunitário de controlo a fim de assegurar o cumprimento das regras da Política Comum de Pescas”.

Os comunistas consideram “inaceitável” que a CE “possa efectuar inspecções sem aviso prévio e de forma independente nas Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) e território de cada país; que os chamados inspectores comunitários tenham os mesmos poderes que os inspectores nacionais e que a CE possa de forma arbitrária proibir as actividades de pesca”, entre outros aspectos.

Referem ainda que a proposta “insere-se na inaceitável tentativa de avançar com a transferência de competências soberanas de cada país para a UE, dando expressão ao previsto na proposta de Tratado de Lisboa”.


O que é espantoso é ver que, aparentemente, só os dois deputados do PC é que se insurgiram contra esta usurpação dos nossos legitimos direitos.

A pergunta é o que é que fazem lá os outros? Limitam-se a embolsar o dinheirinho que recebem por lá?

Coincidências que fazem pensar...

Notícia de ontem do site da RTP:

**40% dos portugueses com perturbações mentais**


Sondagem da semana passada divulgada na comunicação social:

**PS recolhe 40% da preferência de voto dos Portugueses**


* E ainda há quem não acredite em sondagens...*