Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
Google
 

Quinta-feira, Julho 9

Jornalismo ou propaganda política?

Pacheco Pereira no seu blog (Abrupto) dá um exemplo assustador de como muito jornalista da nossa praça deixou de o ser.

O texto é da autoria do correspondente da Antena 1 em Estrasburgo e reza assim:

“Estocolmo sucede assim a Praga e certamente que nenhum dos outros vinte e seis países-membros vão ter saudades dos seis meses da presidência checa marcada pela instabilidade governamental e pela discórdia entre o presidente Vaclav Klaus e os membros do governo. Um governo que acabou por cair em plena presidência da União Europeia, num momento em que a Europa precisava de estabilidade para fazer face à crise económica e financeira. Mas esta presidência ficou igualmente marcada pelo eurocepticismo do presidente Vaclav Klaus que teima em não promulgar o Tratado de Lisboa, ratificado pelo parlamento checo, por considerar o de Nice melhor. Os seis meses da presidência checa demonstraram a importância do Tratado de Lisboa que põe fim às presidências rotativas da União Europeia. A eleição de um presidente da Europa vai contribuir para impedir no futuro que eurocépticos que apenas aderiram à União Europeia por razões económicas possam dirigir os destinos da Europa durante seis meses. “ (Sublinhados de Pacheco Pereira)

Além dos erros do texto, Vaklav Klaus nem é favorável ao Tratado de Nice, nem as presidências rotativas vão acabar com o Tratado de Lisboa, o que é mais importante é o estilo e a posição em que o pretenso jornalista se coloca.

Para quem nasceu nos tempos do salazarismo, este estilo, recorda o estilo dos jornais do salazarismo, Correio da Manhã ou Novidades, por exemplo.

E, ainda para quem, como eu, nasceu nos tempos do salazarismo, faz-me pensar se tenho de passar por tudo outra vez.

É assustador!

Quarta-feira, Julho 8

Al Gore, o Lysenko do Século XXI



Trofim Lysenko era um biólogo e agrónomo ucraniano (ver aqui) que foi director da área de biologia da antiga União Soviética durante o governo de Josef Stalin.

Segundo Lysenko as culturas podiam ser educadas para produzir mais. Claro que era o único a dizer disparates destes.

Estaline gostou da ideia e a partir de certa altura passaram a existir duas genéticas, a genética burguesa, defendida pelos cientistas burgueses, isto é, ocidentais e a genética socialista, a única correcta, defendida pelo tal Lysenko.

Em 1940, Lysenko tornou-se diretor do Instituto de Genética da Academia de Ciências da URSS e as doutrinas antimendelianas defendidas por ele foram inseridas na ciência e educação soviéticas e protegidas por meio da força e influência política.

A partir desta altura quem discordava das suas ideias era um traidor e, como nós todos sabemos, ser considerado traidor na antiga União Soviética não era nada bom para a saúde...

Devido a Lysenko a ciência da genética na antiga URSS atrasou-se de dezenas de anos.

Ora, o que me fez lembrar desta história foi um artigo que li em Oinsurgente sobre um tal Mr. Carlin que se atreveu a colocar em causa as teorias actuais sobre o aquecimento global...

Recomendo dar um saltinho ao link indicado para ver o que aconteceu a Mr. Carlin.

E é o que está a acontecer. O Estalinismo que permitiu a Lysenko impor as suas teorias absurdas à segunda super potência da altura, está de volta.

Agora no forma de um mediático Al Gore, que já foi o futuro Presidente dos Estados Unidos, mas que vai impondo as suas teorias e silenciando os opositores.

Como consequência teremos um abaixamento do nível de vida e um recuo do conhecimento da Ciência do Tempo, provavelmente de décadas.

A nossa única esperança é que chineses e indianos metam esta malta na ordem!