Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
Google
 

Segunda-feira, Novembro 30

E esta dos liberais alemães?

Parece que o Partido Liberal Alemão que está no Governo alemão juntamente com o partido da Angela, está a duvidar do aquecimento global (ver aqui).

A ser verdade deve ser o primeiro partido de um governo a fazê-lo.

Sexta-feira, Novembro 27

Galeria da infâmia

O Blog Mitos Cimáticos faz um apanhado de alguns dos principais envolvidos na fraude científica a que se chamou climategate.

Arranjei esta galeria com as fotos dos envolvidos citados no Mitos Climáticos.

Não se pretende exercer represálias contra estes cientistas ou antes, pseudo-cientistas, mas há várias medidas que deviam ser tomadas com toda a urgência como, por exemplo, tira-los dos processos de peer review e diminuir drásticamente o dinheiro que recebem para investigação indo parte do dinheiro assim economizado para cientistas honestos.

Michael Mann
Dr. Keith Briffa, da Hadley Climate Research UnitMichael Mann Associate Professor, Department of Meteorology, Penn StatePhil Jones, director da CRUCaspar Amman
Ray BradleyJames HansenTom WigleyStephen Schneider

Ainda o Dubai

As notícias vindas do Dubai são interessantes ou alarmantes conforme o ponto de vista.
  
A situação parece grave, aquele paraíso capitalista fartou-se de pedir dinheiro emprestado para construir o Super Dubai. Mas agora que o valor da propriedade caíu 50%, o Dubai fica sem dinheiro para pagar as dívidas e pediu uma moratória.

Numa primeira aproximação a dívida da Dubai World, empresa imobiliária que pertence ao Governo do Dubai, deve ser próxima dos 80 mil milhões de dólares. Mas parece que este valor está muito sobestimado. Alguns analistas dizem que o valor real é muito superior.

Note-se que o Dubai é um dos sete emiratos dos Emiratos Árabes Unidos e o PIB dos Emiratos é de 262.200 milhões de dólares, portanto uma única empresa de um dos sete emiratos tem uma dívida que é uns 30% do PIB dos sete emiratos!

Claro que há uns bancos expostos e outros não expostos. Dos expostos parece que a maioria são do Reino Unido... a ver o que é vai acontecer à economia do Reino Unido. Islândia, Dubai, o Reino Unido tem uma certa apetência por países falidos.

Ao saber-se disto as empresas de rating que até tinham o Dubai muito bem classificado, apressaram-se a descer o rating do Dubai.

Entretanto o Diário Económico publicou uma crónica interessante (ver aqui) da autoria de Pedro Carvalho. Esta crónica teve alguns comentários dos quais se destacam os seguintes:

el gordo, Portugal | 27/11/09 00:17

Á semelhança do inicio desta crise , no dia anterior todos estes entendidos não saibam de nada , no dia seguinte todos aparecem com motivos quase cientificamente explicáveis quase que afirmando conhecerem esta realidade desde sempre. A Islandia era um Pais com uma das melhores notações financeiras dadas por entidades que diminuiram agora a notação financeira a Portugal mas mantiveram a do Dubai.E lá vamos nós , meros cidadãos , lendo e relendo crónicas destes ditos entendidos que não acertam uma mas afirmam saber tudo. Só para nota , a maioria dos economistas tanto nacionais como internacionais (FMI inc.) afirmaram que esta crise seria tipo U , em que já estavamos na fase ascendente . Vamos ver se não será mais do tipo W , e agora virá a 2ª parte da queda com os paises mais pequenos e endividados a afirmarem não conseguir pagar a sua divida .


Straedtel, Lisboa | 27/11/09 11:21
Na era electrónica, as crises tomarão uma nova forma: serão do tipo WWW...


Realmente é o que parece estar a acontecer, as crises actuais inspiram-se na World Wide Web, WWW...


A falência espreita o Dubai?











Todas estas fotos são do Dubai, o emirato que é um espanto.
Está integrado nos Emiratos Árabes Unidos
Deixou de viver à custa do petróleo e passou a ser um centro financeiro e turistico.
Pois bem, esta maravilha do capitalismo lançou hoje o pânico nos mercados ao pedir um adiamento no pagamento de dívida pública.
Este pedido gerou perdas acima de 3% nas bolsas europeias, a queda mais acentuada em sete meses.
Na Europa o único mercado que parece ter ignorado este problema foi o da Islândia.
Que se passa? O capitalismo também faliu no Dubai?




Quinta-feira, Novembro 26

26 de Novembro de 1807

Faz hoje 202 anos que o Princípe Regente Dom João, a sua corte e mais uns 12.000 portugueses rumaram ao Brasil para deixar as tropas napoleónicas que tinham invadido Portugal, literalmente a ver navios.

Foi a primeira vez que um membro da realeza europeia atravessou o Atlântico.

O Climategate cá por Portugal

O escândado da divulgação involutária de mails em documentos de um dos centros mais importantes de investigação sobre o aquecimento global antropogénico tem tido larga divulgação em todo o mumdo pois vem por em causa o aquecimento global.

Já referi este escandalo neste blog por várias vezes (ver aqui e aqui).

Mas, enquanto que em todo o Mundo se fala disto, cá em Portugal é o silêncio, apenas dois ou três órgãos de Comunicação Social o referiram. E referiram muito pela rama expressando de um modo geral o temor que este escândalo poderia ter sobre a próxima conferência de Copenhaga.

Mas felizmente existe a blogosfera!

Num breve apanhado encontrei referências a este escândalo nos seguintes blogs:
(o link ou é para um artigo ou para o blog. De referir que, de um modo geral, estes blogs têm mais de um artigo sobre o assunto)

Quarta-feira, Novembro 25

Constâncio e os impostos




Vitor Constâncio passa por cima do despesismo do Banco de Portugal de que um bom exemplo é o seu ordenadozinho e acha que só resta ao Estado Português ou aumentar os impostos ou diminuir a despesa. Claro que a melhor forma de diminuir a despesa é atacar os vencimentos dos funcionários públicos...

Terá passado pela cabeça desta luminária de que a única forma consolidada e justa de resolver problemas como os que cita, é desenvolver a economia, investir no futuro.

Mais energias renováveis

Agora o impagável Sócrates inaugura mais central, agora de energia solar.

Depois de se encher a nossa paisagem de moinhos eólicos, parece estar a passar-se aos painéis solares.

O investimento, agora aparentemente privado, é de mais de 30 milhões de Euros.

Valerá a pena?



Ainda o Climategate

Fernando Gabriel escreveu uma crónica no Diário Económico sobre a divulgação de dados do Climate Research Unit (CRU) da universidade de East Anglia, divulgação essa feita à revelia do CRU e que mostra muita da desonestidade que vai em certos meios científicos.

Fernando Gabriel a certa altura escreve:

Os documentos extraídos do CRU mostram de forma transparente a existência de manipulações dos dados de temperatura, de forma a ocultar variações "inconvenientes" à tese do aquecimento global. Mostram também que há uma campanha deliberada de limitação do livre inquérito científico nesta matéria, através de ataques à reputação de cientistas com posições contrárias, do boicote à publicação de artigos e da viciação do processo de peer review. Em suma, o que transparece destes documentos é o desprezo de cientistas com um papel crucial no IPCC por princípios éticos básicos e pela honestidade intelectual, subordinando a investigação à obtenção de resultados que promovam uma causa política.

E é este o grande problema, estabeleceu-se uma política oficial, a da existência de alterações climáticas antropogénicas, esta política dá origem a muitas decisões, decisões estas que estão a mudar a face do mundo e, para a suportar, é necessário arranjar uma mão-cheia de cientistas desonestos que manipulem dados, inventem teorias e calem opositores de forma a darem a aparência de que a tal política oficial tem sustentação científica.

E é nesta altura que se vai realizar o encontro de Copenhaga e em que a Sr.ª Ministra Dulce Pássaro está disposta a dar uma data de dinheiro para resolver problemas inexistentes, dinheiro esse que poderia ser muito melhor utilizado cá no país.

Vale a pena ler a crónica (ver aqui).


Esta gaja endoideceu?

Esta senhora é a Dr.ª Dulce Pássaro, actual Ministra do Ambiente.
Ela e o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, foram a Bruxelas para uma reunião qualquer sobre a posição da UE na próxima reunião de Copenhaga que trata do magno problema das alterações climáticas.
Bom, o que parece estar em jogo é que os países desenvolvidos devem pagar aos não desenvolvidos para eles não aumentarem as suas emissões de CO2.
Os valores que estão em cima da mesa são fabulosos, os países não desenvolvidos parece avançarem com uma verba de trezentos mil milhões não sei se de dólares se de Euros e África pede ainda mais duzentos e tal milhões tudo em nome de ajuda climática.
Segundo o Público (ver aqui) a UE propõe uma verba de cem mil milhões, por ano, até 2020. Claro não seria só a Europa a pagar, Estados Unidos, Canadá, etc., também teriam de pagar.
De qualquer forma a parte que competiria à UE nunca deveria andar muito longe dos cinquenta mil milhões.
Há agora que discutir qual a parte que competiria a cada Estado Membro.
A metodologia a usar para esta distribuição ainda não está definida mas deve andar à volta do PIB ou das emissões de CO2 de cada país.
No nosso caso os cálculos são simples, se formos para as emissões de CO2, temos que Portugal emite cerca de 1,53% de toda a emissão de CO2 da União Europeia (ver aqui) e se se for para o PIB, o de Portugal é 1,59% do da UE no seu todo (ver aqui).
Portanto o que Portugal pagará será uns 1,53% da verba a ser despendida pela UE.
Isto é, mesmo que sejam só uns cinquenta milhões de Euros até 2020, a parte a pagar por Portugal seria sempre superior a uns 750 milhões de Euros por ano, portanto 7.500 milhões de Euros até 2020.
Face a isto, a nossa Ministra disse que Portugal tem condições para assumir a sua parte do esforço europeu de redução de emissão de gases com efeito de estufa!

Vejamos, jornalistas, membros dos partidos da oposição, comentadores, etc., andam há uma data de tempo a dizer que o país não tem dinheiro para construir as linhas de TGV Lisboa Caia (da linha de Lisboa a Madrid) e Lisboa Porto.
Ora, estas linhas custariam 7,7 mil milhões de Euros (ver aqui) e destes 7,7 mil milhões, 20% seriam de ajudas comunitárias, ficando o investimento do Estado português em 6,16 mil milhões de Euros. Portanto o valor com que a Dr.ª Pássaro se está alegremente a comprometer é superior nuns 1.340 milhões de Euros ao custo do TGV! E ninguém desata aos gritos?

Mas, há pior, ainda segundo o artigo do Diário Económico acima citado, a construção do TGV irá criar uns 36.000 empregos enquanto que a largeza da Sr.ª Ministra cria zero empregos em Portugal. Além de que o investimento no TGV terá sempre algum efeito multiplicador na economia enquanto que a tal largeza da Sr.ª Ministra não.

É também útil chamar a atenção de que o investimento no TGV terá um reflexo muito positivo na receita do Estado pois uns 40% ou mais voltarão ao Estado sob a forma de impostos, isto é, mais de 3.000 milhões de Euros serão arrecadados pelo Estado sob a forma de IVA, IRC, IRS, etc., enquanto que os tais milhões para ajuda climática não.

Por fim é preciso não nos esquecermos que o tal ajuda climática provém de teorias longe, muito longe de estarem provadas.

Mais uma vez pergunto, ninguém desata aos gritos?



Segunda-feira, Novembro 23

Climategate

Alguém publicou na Internet vários megabites de mails e documentos que estavam nos servidores da Universidade de Universidade de East Anglia (Reino Unido).

Estes mails foram trocados entre 1996 e 12 de Novembro de 2009 entre cientistas defensores das teorias do aquecimento global ou antes, como agora que as temperaturas estão em queda se diz, das alterações climáticas antropogénicas, isto é, causadas pelo homem.

E o que parece é que estes "cientistas" torturaram os dados até estes confessarem o que eles queriam, que as tais alterações climáticas estão realmente a acontecer e que a culpa é nossa.

Os mails e documentos parecem ser autenticos, pelo menos os seus supostos autores ainda não os contestaram.

Claro que isto tudo tem dado muito barulho por todo o lado. Por todo o lado, não, por cá uma busca pelo news do google mostra só três referencias, uma no Jornal de Negócios (ver aqui) e duas no Público (ver aqui e aqui).

Mas mesmo estas notícias parece preocuparem-se mais com as consequências desta divulgação na Conferência de Copenhage do que com que o conteúdo dos emails e documentos.

Claro que a altura da divulgação não é inocente mas o importante não é eles terem sido divulgados nas vésperas da Conferência de Copenhaga, o importante é a luz que eles podem lançar sobre os métodos científicos ou pseudo-científicos que deram origem às teorias que estão na base das resoluções que se pretendem tomar em Copenhaga.

Mas não duvidemos que Copenhaga irá ignorar totalmente estas possíveis dúvidas. Se não se chegar a acordo em Copenhaga será por outras razões, as famosas "alterações climáticas" não serão postas em dúvida.

Para ser ter uma ideia do que está a acontecer ver aqui.





Sexta-feira, Novembro 20

Obama dobra a espinha...


A Baronessa

A Baronessa Ashton é a primeira Alto Comissário Europeu para os assuntos estrangeiros e segurança. Por inerência é também a Vice-Presidente da Comissão Europeia.

Apanhou um cargo e peras.

Coordenará um staff de 7.000 diplomatas, um salário de €216.000 por ano mais uns €40.000 por anos em mais umas coisas.

A sua qualificação para o cargo é imbatível, nunca foi eleita para nada, era um par não eleito da Câmara dos Lordes e nunca teve nenhuma posição internacional a não ser a de Comissária para o comércio na Comissão Europeia.

Que há para dizer sobre ela? Nada ou quase nada.

A não ser que está 100% empenhada no "projecto europeu", iso é, se o Presidente é um federalista, pode-se dizer que este par junta a fome à vontade de comer...

O palhaço

Van Rampuy foi, como já se sabe, nomeado Presidente do Conselho Europeu.

Seria difícil ter-se encontrado alguém mais apagado para preencher o cargo.

Mas, haja esperança, este senhor tem uma irmã, Christine Van Rompuy, leader de um partido rival do do ainda Primeiro Ministro belga.

Nas últimas eleições na Bélgica a mana do Van Rompuy dizia que ele era um palhaço e até tinha um cartaz em que o mano aparecia com nariz e chapéu de palhaço. Segundo parece esta atitude provocou alguma tensão entre os dois que, segundo a mana, não voltaram a falar um com o outro depois disso.

As qualificações de Van Rompuy para o cargo para que foi nomeado são nitidamente sólidas, além de ser considerado pela irmã um palhaço, é conhecido por escrever poemas curtos em flamengo, tipo os os japoneses haikus.

É economista e fez parte da carreira no Banco Central da Bélgica.

Voltando aos haikus temos vários exemplos (tradução feita pela imprensa inglesa):

este: 


Hair blows in the wind
After years there is still wind
Sadly no more hair


ou este:

 

A fly zooms, buzzes,
Spins and is lost in the room,
he does no one any harm


Mas este cavalheiro tem ideias bastante firmes nalguns pontos, é um federalista convicto, acha que os simbolos da Europa (bandeira e hino) devem ter o máximo de visibilidade e também acha que a própria União deve ter o poder de lançar impostos sobre combustíveis, transacções financeiras, etc.









A sorte grande

 Van Rompuy foi nomeado Presidente do Conselho Europeu, cargo criado pelo Tratado de Lisboa.

A este senhor que era o Primeiro Ministro da Bélgica, pode-se dizer que saíu a sorte grande.

Passa para um cargo considerado de muita importância e visibilidade e, ainda por cima, muito bem pago, mais de 350 mil Euros por ano pagando de impostos só 25%.

Tem também um staff de 22 funcionários e acesso a um fundo de cerca de 5 milhões e 500 mil Euros para utilisar à medida que as suas funções se forem desenvolvendo.

Outro a quem saíu a sorte grande foi a Durão Barroso que vendo o cargo de Presidente do Conselho e de Alto Comissário para a Política Externa e de defesa preenchido por este senhor e por uma baronessa, ambos desconhecidos fora das fronteiras do seu país natal, deixa o prestígio e influência do Presidente da Comissão intactos.



As renováveis atacam os nossos bolsos

Segundo o Vida Económica o aumento da oferta da energia eólica resultará num sobrecusto de 796.116 milhares de Euros por anos, valor a ser pago, como sempre, pelo Zé Pagante, isto é, todos nós.

As eólicas fazem parte da política europeia, todos os Estados da UE estão obrigados a produzir uma parte importante da sua electricidade a partir de renováveis (eólica,  fotovoltaica, etc.), mas têm muitos defeitos, são caras, a electricidade que produzem é intermitente (só o podem fazer quando há vento e vento às velocidades convenientes) e obrigam à existência de centrais, normalmente térmicas, para fazerem back-up quando não há vento.


Infelizmente o Governo português vai atrás destas modas e quando a a Comissão Europeia diz mata, o governo português diz esfola. 

O nosso governo gaba-se de ser dos mais adiantados na implementação das renováveis.

O facto de estas manias nos estarem a empobrecer e a diminuirem a competetividade da indústria e da agro-indústria portuguesa não é considerado importante, mais importante parece ser que os nossos governantes fiquem bem vistos lá por Bruxelas. 


O estado da Califórnia mete-se com os televisores

O Estado da Califórnia, cujo governador é o antigo actor Arnold Schwarznegger, aprovou uma nova legislação que irá proibir a venda de televisores com um alto consumo de energia.

O objectivo é reduzir o consumo de energia e limitar a produção do CO2.

Os apoiantes da medida dizem que esta vai permitir que os californianos poupem mais de 8 mil milhões de dólares nos próximos dez anos na sua factura de electricidade, cerca de 69 dólares por família por ano. Creio que ninguém explicou muito bem como é que este cálculo foi feito que, de qualquer forma parece muito empolado.

Como é óbvio as organizações ambientalistas aplaudem enquanto que as associações de defesa dos consumidores alegam que se está a limitar a escolha dos utilizadores e a aumentar o preço dos televisores.

Medidas deste tipo são um pouco assustadoras pois, cada vez mais, os governos se metem com as nossas vidas metendo o bedelho em tudo.


Terça-feira, Novembro 17

A simpatia bósnia

Selecção recebida em Sarajevo com insultos e cuspidelas de adeptos bósnios

Segundo parece a chegada da nossa selecção a Saravejo foi atribulada com as autoridades locais a revistarem lentamente a bagagem e os adeptos a insultarem os nossos jogadores e também a mandarem algumas cuspidelas.

Segundo os jornais a nossa GNR que estava por lá ainda acabou por lhes dar uma ajuda.

Espero que levem vinte a zero!

Segunda-feira, Novembro 16

Japão cresce

A economia do Japão registrou, no terceiro trimestre de 2009, o maior crescimento desde 2007, confirmando o fim da recessão mais longa e profunda desde 1945, segundo estatísticas publicadas nesta segunda-feira.

O PIB (Produto Interno Bruto) do Japão aumentou 1,2% no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior e 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, anunciou nesta segunda-feira o governo.

Estes dados são os melhores desde o trimestre de janeiro a março de 2007 (1,4% em relação ao trimestre anterior) e foram muito melhores do que as previsões dos analistas, para quem o aumento em termos anuais seria de menos de 3%.

A alta do PIB, a maior em 30 meses, foi muito superior ao esperado. Os economistas haviam previsto uma alta média de 0,6% na comparação com o segundo trimestre, segundo uma pesquisa realizada pela agência Dow Jones Newswires.

A segunda economia mundial registrou desta forma o segundo trimestre consecutivo de crescimento, após ter sofrido durante um ano a recessão mais profunda desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Esta notícia é curiosa, quando por cá se está em crise, o Japão, em crise há uma data de tempo, saí dela.

China, japão, nitidamente esta crise é só para consumo ocidental...

Portugal é o segundo país da zona Euro onde os preços mais descem

Os preços em Portugal baixaram 1,6% em Outubro face a igual mês do ano passado.
Esta é a segunda taxa de inflação mais baixa da zona euro, revelou hoje o Eurostat.

Em Outubro de 2009, a taxa anual de inflação na zona euro foi de -0,1%, o que reflecte uma ligeira subida face aos -0,3% verificados no mês anterior.

Nos últimos doze meses a inflação média na zona Euro foi de -0,5 enquanto que em Portugal foi de -0,6.

Rotundas mágicas





Como é? Esta moda ainda não chegou a Portugal? Será que os nossos presidentes de câmara não vão ao Reino Unido?

Mais informações destinadas principalmente a autarcas:

Uma rotunda mágica, outra, outra, e ainda outra



A actualização de pensões

Este Governo aprovou uma fórmula para a actualização das pensões. Uma fórmula extremamente gravosa para todos os pensionistas, uma fórmula que congela ou quase congela as pensões quando a economia não está brilhante e que ignora qualquer recuperação do valor perdido nos anos bons.

Mais, os incapazes que delinearam a fórmula nem sequer sabiam que a inflação pode ser negativa, como está a acontecer.

É que se a inflação for negativa as pensões descem em termos reais.

Como isto daria um certo escandalo, o governo, em vez de alterar a fórmula, optou por fazer um remendo válido só para 2010.

Para percebermos melhor este assunto convém ler um artigo que Eugénio Rosa escreveu a este respeito. Ver aqui.

Domingo, Novembro 15

As crianças expatriadas...

Segundo o Público parece que o Gordon Brown vai pedir desculpa por até finais dos anos sessenta do século passado, o Reino Unido ter mandado 130.000 crianças para a Austrália, África do Sul, etc. (ver aqui)

Os leitores da notícia do Público parece terem ficado muito escandalizados como se só os pérfidos ingleses fossem capazes de tais aleivosias.

Portugal, por acaso, também tinha procedimentos semelhantes.

Por exemplo, em Macau, alguns dos padres mais velhos tinham nascido em Portugal e enviados para Macau, para frequentarem o seminário, no fim da instrução primária, com 9/10 anos de idade. (ver, por exemplo, aqui e também aqui)

É difícil de imaginar pelo que passa uma criança de nove anos, nascida em 1912 e que provavelmente nunca teria saído de Freixo de Espada à Cinta, sua terra natal, despachado para Lisboa o que na altura representava vários dias de viagem e depois, despachado para Macau, do outro lado do Mundo, ou seja uns três a quatro meses de viagem de barco, viagem essa sem possibilidade de retorno, como é óbvio.

Não há portanto razões para nos escandalizarmos com os outros.

O estranho caso dos icebergs perdidos

O Ecotretas chama-nos a atenção para um artigo do Público sobre uns icebergs que se separaram da Antartida e vão alegremente a caminho da Nova Zelândia. (ver aqui)

O artigo é escrito por uma tal Helena Geraldes, jornalista do Público com um mestrado em ambiente e politicas publicas de ambiente.

O artigo refere o espanto de uns australianos ao encontrarem uma mão cheia de icebergs perto de uma ilha a meio caminho entre a Antártida e a Nova Zelândia.

Vai de aí e a autora do artigo liga estes icebergs à Gronelândia ao aquecimento global, a Copenhage, etc.

Bom, não sou perito no assunto mas, na minha ignorância parece-me que se os icebergs chegam mais a Norte (isto no caso de hemisfério Sul), é porque as águas estão mais frias e não derreteram os icebergs.

Mas a Lena Geraldes parece tirar a conclusão ao contrário, se os icebergs não derretem é porque as águas estão mais quentes!

Claro que depois de ver o artigo da Lena qualquer pessoa deve concordar com o que o Ecotretas diz, que "A classe dos jornalistas ambientais está cada vez mais estúpida", mas eu até nem concordo, o problema é mais grave, a pobre Lena é obrigada a armar em estúpida para manter o emprego.

Ou alguém imagina que o Público aceitaria ter uma jornalista na área ambiental que pensasse pela sua cabeça e colocasse dúvidas ao magno problema do aquecimento global?



Quarta-feira, Novembro 11

Pelo 15º ano consecutivo!

Ontem o Tribunal de Contas Europeu recusou-se a assinar as contas da Comissão Europeia o que acontece pelo 15º ano consecutivo.

Segundo o Tribunal de Contas Europeu os processos contabilisticos da Comissão Europeia são obscuros e não permitem seguir o rasto do dinheiro.

E preocupamo-nos nós com negócios de ferro velho... as verdadeiras fraudes estão em Bruxelas e Estrasburgo mas destas, por cá, ninguém fala... preferimos o ferro velho...

Quinta-feira, Novembro 5

A violação de sugar

Este americano, Rodell Vereen, de 50 anos de idade, foi apanhado violando uma pobre égua chamada Sugar de 21 anos de idade.

Quem o apanhou foi a dona da Sugar que apresentou queixa do facto.

Como consequência apanhou três anos de prisão mais dois de condicional e a proibição de se aproximar do estábulo da Sugar depois de sair da cadeia.

Segundo parece este cidadão já tinha tido problemas anteriores com a justiça por um episódio semelhante também com a Sugar.

Felizmente que a justiça amaricana funcionou e a pobre Sugar vai ficar a salvo do eventual predador.

Quanto ao cidadão Rodell Vereen, só lhe resta passar os próximos três anos a ouvir a canção:



Ainda Copenhaga

O que se está a preparar para a cimeira de Dezembro em Copenhaga afeta-nos a todos.

Fernando Gabriel, investigador universitário escreveu um artigo no Diário Económico um artigo que nos dá algumas informações (ver aqui).

Se a cimeira tiver algum sucesso é um sucesso que todos nós iremos pagar com o nosso nível e modo de vida. E isto para combater as famosas alterações climáticas, alterações estas que tudo indica que são naturais e totalmente fora da possibilidade da Humanidade as dominar.

E aqui volta a colocar-se o problema, qual a posição do nosso Governo perante a loucura de Copenhaga? Está o nosso Governo, sem mandato para tal, disposto a sacrificar-nos a todos?

Seria muito útil que on governo esclarecesse o seu posicionamento durante o corrente mês, antes da cimeira que se realiza no início de Dezembro.

Quarta-feira, Novembro 4

Preparação para Copenhaga

De 7 a 18 de Dezembro vai realizar-se em Copenhaga a Conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas. Ver aqui.

Esta conferência está a ser acompanhada de uma imensa campanha de propaganda. Copenhaga não pode falhar, o nosso futuro está em jogo, etc.

O que se pretende aprovar nesta conferência parece estar no segredo dos Deuses, pelo menos não é objecto de debate público de modo aos governos presentes ficarem munidos de um mandato popular que desse legitimidade ao que se aprovará.

A este respeito vale a pena ver este video de Sir Christopher Monckton, antigo conselheiro de Margaret Thatcher:





De qualquer forma o que se está a preparar em Copenhaga é um assalto aos nossos bolsos, ao nosso nível de vida ou antes ao nosso modo de vida.

E é um ataque feito nas nossas costas e que nunca será lá muito bem explicado.

Para termos argumentos contra a pseudo-ecologia que nos sofoca, recomendo as seguintes leituras:

CO2

A Grande Farsa do Aquecimento Global

A nova ordem mundial

Mitos climáticos

Global Warming: The Cold, Hard Facts?

World Climate Report

Verde: cor nova do comunismo

Ecotretas

Terça-feira, Novembro 3

O Euro está a funcionar?

O jornal inglês The Independent tem um artigo muito interessante sobre o Euro.

Nesse artigo que se reproduz a seguir (negritos meus), o autor põe o dedo na ferida, os países europeus são demasiado diferentes entre si para terem uma única moeda.
É que apesar de, sob um ponto de vista puramente financeiro, o Euro até se ter portado bem, sob o ponto de vista de contribuir para a convergência das economias dos países europeus. Actualmente a situação até parece muito semelhante à fase antes da adopção do Euro.
Além de que, para os países em má situação o estar no Euro retira ao país os instrumentos para melhorar a sua situação.
No nosso caso a situação é gravissima, desde que aderimos ao Euro a economia portuguesa estagnou e, pior, o Governo português não tem instrumentos para relançar a economia.

Sean O'Grady: Will the euroland centre hold?

We Europeans have far less in common than we might think. It has taken the crisis to show us this


There has been plenty of speculation about the dollar and poor old sterling recently – but how has the euro fared in its first big test?

Two years after the onset of the credit crunch, and a decade on from its establishment as a single (though not universal) currency for the European Union, it has survived in better shape than most of its critics predicted.

Its biggest economies – Germany and France – are already out of recession. It is humiliating the dollar. It covers the biggest economic zone in the world. Yet, when it started out it was labelled, by some typically indelicate London forex traders, as a "toilet currency", compromised by fundamental weaknesses in the sclerotic European economies. Even the bank-notes were derided as being too easy to forge. A wave of counterfeits was predicted – that never arrived.

To many even five years ago, the dynamic Anglo-Saxon model still looked a better bet, and the euro languished against sterling and the dollar for a long time. Today, the euro is being talked up as possible replacement for the greenback as a reserve currency for the world.

Nor has the governance of the euro been noticeably inferior to that of its principal rivals. The European Central Bank was designed on the highly successful template provided by the German Bundesbank, a central bank that, alone in the G7 powers, enjoyed a reputation for monetary rectitude. It has not yet been chaired by a German, but the Dutch Wim Duisenberg and, still more conspicuously, the former French central bank governor Jean-Claude Trichet have shown themselves Germanic in mind-set.

The ECB, almost alone among the institutions of the European Union, has a proper job to do and gets on with it unfussily. Indeed many critics say, with the benefit of hindsight, that at least the ECB managed the early stages of the credit crunch more effectively than the Federal Reserve or the Bank of England. Leastways, nothing was done to damage the euro itself, even though the anchor of the Maastricht criteria – low budget deficits and modest national debts – has had to be jettisoned.

Sooner or later, as with our own "golden" fiscal rules, the governments of the eurozone will have to reinstate some sort of credible fiscal framework. The German constitutional amendment to restrict structural annual budget deficits to 0.35 per cent of GDP might be a good pointer.

But those euro successes are only part of the story. One of its main, if often undeclared, aims was to accelerate convergence among European economies. Let us recall here that after half a century of free trade, and another 10 years or so of a single market, the eurozone economies were already pretty integrated – or at least seemed to be. Some of the smaller nations around Germany had been Deutschemark satellite zones long before the euro was dreamt up. The euro should have followed the usual economic logic and made the eurozone nations economies still more integrated and convergent. So did it?

Crude as it is, I've tried to test this by looking at the course of two broad indicators: inflation and unemployment. (Only some nations are shown in the charts, for the sake of clarity). The evidence is a little surprising.

First, as the charts suggest and simple measures of standard deviation confirm, the eurozone economies didn't converge that much even in the good years, when intra-zone trade was expanding. Let's take inflation.

Looking at the difference between the best and worst performers, and the variability of the economies from each other, they did indeed broadly get closer over the first seven years of the euro's existence. Indeed the maximum convergence occurred, eerily, in July 2007, just when the credit crunch was about to bite: the difference between the best and worst inflation performances among the original members of the euro was 1.2 per cent. Spooky. Now the divergence is more severe – around 4 per cent, close to where the eurozone started out.

More telling still, and more dangerous because of its far more destructive impact on social cohesion and politics, is the increasingly alarming disparity in the eurozone's "real" economies. Nowhere is this more apparent than in the unemployment numbers, with Spain in particular registering a disastrous increase. Almost always the worst performer in the western European Union, Spain is now even further from away from the mainstream, with youth unemployment now in excess of 30 per cent. Ireland has joined Spain as an outlier, but the rest of the pack is more spread out than ever before in the euro's history. A decade ago there were 10 percentage points separating the best and worst performers – the Netherlands and Spain. Now there are 15, and between the same two states. So what does this tell us?

Well, it does underline that, although we occupy such a tiny corner of the globe, trading so much with one another, we Europeans have far less in common than we might think. We are very structurally divergent, and it has taken this crisis to show us quite how much.

The reasons are obvious: differences in property, labour, product and capital markets, all far from uniform. The real-estate scenes in Ireland and Germany, for example, might as well be on different planets. The labour markets of the Netherlands and Belgium are bizarrely different, and the differential impact of the credit crunch on different countries' banking systems has also exaggerated differences (though in that respect the Spanish have come off relatively well).

Add to that the many languages, and separate political cultures, and you can see why the eurosceptic case is so persistent. Had the UK joined the euro in 1999, the chances are that we would have converged with the rest of the eurozone no more than Spain has done. This might well have left us too with the wrong level of interest rates for the state of our domestic economy – and the Exchange Rate Mechanism (ERM) experience writ large. Indeed it is perfectly possible that sterling might have dropped out of the euro by now.

Still, the euro is hanging together. The higher yields demanded by the markets on government bonds issued by weaker brethren such as Portugal are evidence enough that the central political problem of the euro has not been expunged.

It is still possible – although the moment of greatest peril has prob-ably passed – for one of the eurozone's members to re-establish its national currency. When some nations manage to control costs more effectively than others, and unemployment and social pain mount elsewhere, the traditional method of adjustment has been currency deprecation. With that safety valve removed, it is difficult to see how nations such as Italy will be able to solve their growth problem, or Spain to dissolve its jobless queues. That isn't an argument for them to leave the euro: merely to note that, as long as they retain their own governments, that option will always exist.

Domingo, Novembro 1

Angola, o principio do fim da União Soviética

Acabei de ler este livro de José Milhazes, correspondente da SIC, TSF, etc., em Moscovo.

O livro é muito interessante apesar de algumas limitações causadas por muita da documentação que seria necessário consultar não estar acessível.

Mas, José Milhazes, fez o que poude e o que fez é muito interessante.

Quem viveu nos tempos da guerra fria lembra-se de que havia duas superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética, superpotências estes que se equilibravam.

E equilibravam porque, apesar do militarismo da União Soviética, os Estados Unidos respondiam-lhe à letra contendo-a.

Mas a leitura deste livro mostra-nos um União Soviética diferente, uma URSS desorganizada e que se deixava ultrapassar facilmente.

Por exemplo, o apoio militar de Cuba a Angola foi decidido entre Agostinho Neto e Fidel Castro sem a URSS saber. E quando soube, por um telegrama cubano, tentou travar ou pelo menos adiar a intervenção mas já era tarde demais, os cubanos já iam a caminho.

No fundo este livro ajudou a cimentar uma noção que eu já tinha nos tempos da guerra fria, a de que a URSS era um tigre de papel cuja importância era exagerada pelos Estados Unidos de forma a terem razões para se irem armando e investindo em matérias de defesa.