Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Quarta-feira, Dezembro 30

Greenpeace

Sinceramente nunca fui fã do Greenpeace, fitas a mais e dinheiro a mais.
Grande parte das fitas eram (são) inconsequentes servindo só para o espectáculo. Muitas têm todo o aspecto de terem sido encomendadas.
E quanto ao dinheiro? De onde vinha o dinheiro que lhes permitia manterem barcos a passearem pelo Mundo e a intervirem em qualquer sitio?
A proveniência do dinheiro é muito importante pois permite saber quem o Greenpeace defende.

O blog A Conspiração dá-nos uma lista dos patrocionadores do Greenpeace. à cabeça aparecem logo as fundações do fundador da CNN e a Rockefeller:

Turner Foundation $1,390,000 [1996 – 2001]
Rockefeller Brothers Fund $1,080,000 [1997 – 2005]
John D. & Catherine T. MacArthur Foundation $841,365 [1997 – 2002]
V. Kann Rasmussen Foundation $456,000 [2002 – 2003]
David & Lucile Packard Foundation $450,000 [2000 – 2000]
Blue Moon Fund $370,000 [1998 – 2002]
Trust for Mutual Understanding $316,000 [1995 – 2004]
Marisla Foundation $250,000 [2001 – 2004]
Charles Stewart Mott Foundation $249,000 [1999 – 2002]
Wallace Global Fund $245,000 [1999 – 2002]
Wilburforce Foundation $226,900 [2000 – 2005]
Scherman Foundation $200,000 [2001 – 2005]
Lannan Foundation $200,000 [1995 – 1996]
Joyce Foundation $200,000 [1993 – 1997]
Nathan Cummings Foundation $152,000 [1990 – 2003]
Columbia Foundation $150,000 [2000 – 2001]
Rex Foundation $116,796 [1984 – 1995]
Firedoll Foundation $115,000 [2000 – 2005]
Panaphil Foundation $115,000 [1998 – 2005]
Rockefeller Family Fund $115,000 [2002 – 2005]
Winslow Foundation $115,000 [2000 – 2006]
Ploughshares Foundation $104,000 [1998 – 2005]
Brainerd Foundation $100,000 [2000 – 2001]
Harold K. Hochschild Foundation $100,000 [1995 – 2001]
Westwind Foundation $87,250 [2001 – 2003]
Capital Group Companies Charitable Foundation $86,000 [1999 – 2006]
John Merck Fund $80,000 [2000 – 2002]
Catharine Hawkins Foundation $77,000 [2000 – 2006]
Holborn Foundation $75,000 [1999 – 2006]
Public Welfare Foundation $75,000 [1994 – 1994]
Clarence E. Heller Charitable Foundation $75,000 [2000 – 2000]
Compton Foundation $72,500 [2000 – 2004]
Pond Foundation $72,000 [2000 – 2002]
Prentice Foundation $69,500 [2000 – 2005]
CGMK Foundation $65,000 [2001 – 2006]
Lynn R. & Karl E. Prickett Fund $64,832 [1999 – 2004]
L.C. & Margaret Walker Foundation $63,846 [2001 – 2004]
Brownington Foundation $62,000 [1999 – 2004]
Beldon Fund $60,000 [1995 – 2000]
Makray Family Foundation $59,000 [2000 – 2006]
New York Community Trust $55,950 [1997 – 2001]
Ruth Covo Family Foundation $53,000 [1998 – 2005]
Mertz Gilmore Foundation $50,000 [1998 – 1998]
Nightingale Code Foundation $44,832 [2000 – 2000]
Monterey Fund $41,400 [1998 – 2005]
Bauman Family Foundation $40,000 [2003 – 2003]
David L. Klein, Jr. Foundation $40,000 [1999 – 2000]
Butler Family Fund $40,000 [2006 – 2006]
Adam Richter Charitable Trust $36,000 [1998 – 2004]
Benjamin J. Rosenthal Foundation $35,000 [1998 – 2004]
Fidelity Charitable Gift Fund $35,000 [2004 – 2004]
Messengers of Healing Winds Foundation $32,500 [1998 – 2004]
California Community Foundation $31,690 [2000 – 2005]
Max & Anna Levinson Foundation $31,000 [2000 – 2006]

Copenhaga foi um sucesso

Ao contrário de que muitos previam a Conferência de Copenhaga foi um sucesso para nós todos pois falhou redondamente e não produziu nada que se visse.

Inicialmente pensei que este falhanço era propositado e tinha como objectivo tentar envolver-nos a todos numa pretensa guerra contra os big cats que andam a encher os bolsos à custa do planeta.

Mas a desorientação que parece existir nos eco-politicos parece ser genuina, a Conferência falhou mesmo.

O minimo que se pode dizer é que são boas notícias!



Segunda-feira, Dezembro 28

A real decadência do país

Neste fim de década o país está cheio de génios que estão muito assustados com a decadência do país e, todos, com grandes soluções para evitar essa decadência.
Estas soluções resumem-se a uma, não gastar dinheiro! grita-se que o país está endividado e que não se pode gastar dinheiro, portanto nada de investimentos e, quanto aos funcionários públicos, o melhor era que estes se despedissem ou, se o não fizerem que trabalhassem de graça.
Agora, no Natal, ofereceram-me um livro interessante, História de Portugal, coordenada por Rui Ramos e com vários autores. Editado pela Esfera dos livros.
No fim deste livro há um capítulo intitulado "Uma democracia europeia (1976)" que refere alguns factos interessantes.
Por exemplo, o de que Portugal foi o menos ajudado dos países da convergência pois enquanto Portugal nos sete primeiros anos da adesão recebeu o equivalente a 11% do seu PIB, a Irlanda recebeu 17% e a Grécia 21%. Isto em percentagem do PIB que, como o português é baixo, as ajudas em números absolutos ainda são mais dispares.
A razão foi que o principal apoio vinha da Politica Agricola Comum e a agricultura portuguesa era especializada em produtos que ou não recebiam apoio ou recebiam pouco apoio.
O problema que esteve no cerne disto tudo foi que os politicos portugueses meteram Portugal na então CEE a todo o custo. Mário Soares até queria que Portugal entrasse primeiro e negociasse depois.
Assim a adesão foi pessimamente negociada e estamos todos a pagar os disparates feitos na altura.

Politicos como Mário Soares, Cavaco Silva e outros deviam, no mínimo, pedir desculpa à Nação:

Domingo, Dezembro 20

Um artigo do Prof. Ferreira do Amaral sobre a União Europeia.

O Professor Ferreira do Amaral publicou em Rádio Renascença um artigo muito interessante em que chega a encarar a hipótese de que a União Europeia está a caminhar para o seu fim.

Reproduzo a seguir o artigo.

Desfasamento


A Europa atravessa definitivamente, uma má fase. E não só devido à crise. Se a economia europeia sofreu uma queda mais pronunciada que a maior parte das regiões do globo e se vai demorar mais tempo a recuperar, tal fica a dever-se ao crescente desfasamento das suas instituições (na área económica e não só) em relação à realidade.

Olhemos para os aspectos económicos e monetários. As instituições europeias neste domínio são as que se estabeleceram em 1991 com a aprovação do Tratado de Maastricht. E o que vemos hoje? A prioridade absoluta dada à estabilidade de preços deu origem a um erro inicial no combate à crise pelo Banco Central Europeu, que aumentou a taxa de juro quando a devia ter descido.

A ausência de qualquer preocupação macroeconómica de combate ao desemprego tem levado a que a Europa seja um espaço de desemprego. A não consideração da taxa de câmbio do euro em relação às outras moedas mundiais tem provocado uma perda de competitividade artificial dos sectores exportadores da zona do euro.

A proibição do financiamento monetário de défices públicos poderá causar sérias dificuldades no financiamento das despesas públicas relacionadas com a crise. A tentativa de manter os défices públicos abaixo dos 3% do PIB e caminhar para um equilíbrio orçamental futuro é totalmente incompatível com o que se passa (e passará durante muitos anos) na União. A interferência excessiva da Comissão nas ajudas de Estado está a tornar muitos sectores produtivos presas fáceis da concorrência mundial. E por aí fora.

Quando há desfasamento entre instituições e realidade o que muda são as instituições. Se não a bem, certamente a mal. Ao manter uma rigidez absoluta nas instituições no domínio económico e monetário e o respectivo desfasamento da realidade, o Tratado Reformador poderá bem coincidir com o princípio do fim da União.

João Ferreira do Amaral
Economista

Entradas 2010

Onde passar a passagem de ano?

Sim, qual o melhor lugar para dizer adeus a um 2009 que ficará na História pelas piores razões e dar as boas vindas a um 2010 que se espera francamente melhor?

 

Para já temos dez destinos de primeira a nível mundial:

 

1. Los Angeles, Califórnia (EUA)

 



 

Uma passagem de ano fabulosa na Meca do cinema. 



 


2. Rio de Janeiro, Brazil

 



 

 

Uma passagem de ano animada e tropical.

 

3.New York City, N.Y. (EUA)

 


Times Square New York City Manhattan

 

 

A cidade é Nova Iorque e o local é Times Square.

Embora com esta História do CO2 e do aquecimento global, está um frio de rachar por lá. Esperemos que aqté ao Ano Novo isto melhore.

 

4. Sydney, Australia

 


Réveillon Sidney Austrália.jpg

 

Especialmente para quem gosts de ser o primeiro em tudo. É que a Austrália é dos primeiros países a entrar em 2010.

Grosso modo, quando cá, em Lisboa, forem uma três da tarde do dia 31 de Dezembro, lá para Sidney já se está em 2010.

E, além disso há fogo de artifício, devertimento para todos e, last but not least, por lá é Verão.

 

5. London, UK

 

 

 

Londres? Que dizer de Londres? Well, Londres é sempre Londres e na passagem do ano ainda é Mais Londres. Isto sem esquecer o fogo de artifício.

 

6. Paris, France

 

 
[França+-+Paris+-+Arco+do+Triunfo.jpg]

 

Além de tudo o que há em Paris ao logo do ano, na passagem de ano temos um fabuloso fogo de artifício na Torre Eifel.

 

7. Funchal, Portugal (Madeira)

 


 

 

Fogo de artifício sem rival em nenhum lado do Mundo, um clima agradável, e quem sabe, talvez se arranje um encontro com o impagável Alberto João Jardim...

 

8. Reykjavik, Iceland

 


 

 

Well, a Islândia, como toda a gente sabe, está falida...

Mas não há nada como um país falido para nos divertirmos.

E, lá pelo Grande Norte, temos a Blue Laggon, um banho único no Mundo.

 

9. Fiji

 

 



 

É ótimo para chatear o colega que foi para Sidney só para ser o primeiro a entrar em 2010. è que como as Fidji estão mesmo encostadas à Linha Internacional de Mudança de Data, entram em 2010 umas duas horas antes de Sidney.

 

10. Las Vegas, Nevada (EUA)

 


Las Vegas Strip

 

 

Com fogos de artifício do teraço dos casinos ao longo da Strip. A não perder.

 


 

Domingo, Dezembro 13

Tansos úteis

Segundo a comunicação social tem havido alguma confusão lá por Copenhaga.



Activistas climáticos têm feito manifestações, de um modo geral pacíficas pedindo, isto é, exigindo que os governos se entendam para acabar, isto é, para reduzir drásticamente, as emissões de CO2.



Mas algumas das manifestações parece não serem tão pacíficas assim e já foram presos algumas centenas de manifestantes de todo o Mundo.



Alguns acusam a polícia de ter sido a causadora da violência. É possível.



É que as forças que governam isto tudo precisam de uma data de tansos úteis, de um modo geral de boa-fé que se manifestem e que sejam vitimas da violência policial.



Só assim é que se poderá manter a ficção de que as causas contra o CO2 são atacadas pelos grandes interesses capitalistas, assustados com os prejuízos que se se avançar contra o CO2 lhes advirão.



Nada mais falso, a pretensa luta contra o Carbono é feita pelos grandes que com ela aumentam o seu património e poder à custa dos restantes cidadãos que vão vendo o seu nível de vida e o seu património baixar.



No fim temos as ONG's pseudo-ambientalistas sustentadas pelo grande capital e um enxame de tansos úteis, grande parte com viagens pagas, a manifestarem-se em Copenhaga para convencerem o Mundo de que existe uma guerra entre grandes corporações, dispostas a estoirar com o planeta, e o grosso dos cidadãos dispostos a sacrificarem-se para salvar o planeta onde os nossos filhos e netos irão viver.

Sábado, Dezembro 12

Filhos e enteados

Uns 38.000 funcionários da União Europeia vão entrar em greve na próxima semana em Bruxelas por alguns países estarem a tentar bloquear um planeado aumento de 3,7%.

O vencimento base dos funcionários públicos europeus vai de €2.556 a €17.697 por mês. Além deste salário têm outros benefícios, como, por exemplo um subsídio de família de €350 por filho mais €240 de subsídio de educação, também por criança, lugares para os filhos em escolas largamente subsidiadas, despesas de viagem, etc.

E, segundo a imprensa alemã, muitas lojas, bancos, stands de automóveis, etc., dão descontos ao funcionários públicos europeus, descontos que podem ir aos 30%

E, nós por cá com vencimentos congelados ou quase... realmente, há filhos e enteados.

Quarta-feira, Dezembro 9

Continuam a ir-nos ao bolso...

O Público de hoje tem a seguinte notícia:

Bruxelas atribui 1500 milhões de euros para eólicas off-shore e armazenamento de carbono
Quinze projectos de captura e armazenamento de carbono e criação de parques eólicos off-shore em vários países europeus vão receber um total de 1500 milhões de euros, no âmbito de um plano de relançamento económico da União Europeia, foi hoje anunciado.

Com esta fúria anti-carbono, como se o carbono fosse um poluente, o que está a acontecer é que arranjaram uma data de desculpas para nos irem aos bolsos.

Portugal representa, grosso modo, 1% da economia da UE, portanto destes 1.500 milhões de Euros, uns quinze milhões são provenientes da nossa economia.

Além do que já estamos a esbanjar com as eólicas, pagas por todos nós e prejudicando a competitividade da economia nacional, ainda temos de participar nestas loucuras.

Terça-feira, Dezembro 8

Ecos do Climategate em Portugal

Alberto GonçalvesSobre o caso dos emails e outros documentos roubados à Universidade de East England, muito se tem escrito. Muito, não, cá em Portugal o tema raras vezes é citado.


Por estas razões é de aplaudir e pequeno texto que se segue da autoria de Alberto Gonçalves e publicado no Dário de Noticias.


Se calhar não é novidade a história dos e-mails roubados à Universidade de East Anglia. A instituição em causa possui um importante centro de estudos climatológicos e a correspondência em causa, trocada ao longo de duas décadas entre proeminentes cientistas do ramo, revelou que, além de tentarem destruir a reputação de colegas discordantes e bloquear a publicação dos respectivos trabalhos, os cientistas distorcem, escondem, esquecem e aldrabam informação alusiva às mudanças climáticas. E tudo isto para "demonstrar" que as ditas mudanças seguem o sentido do "aquecimento global" e que este se deve à acção do homem.

Se calhar, para muitos a história é mesmo novidade. Embora, no mínimo, os e-mails insinuem a forte possibilidade de a lengalenga em volta do clima constituir uma desmesurada fraude, a verdade é que os "media" não lhes têm dedicado um milésimo da atenção merecida, por exemplo, pelo "documentário" de Al Gore, um projecto com o rigor científico de Marte Ataca!. Os media nacionais, então, não dedicam aos e-mails atenção nenhuma, enquanto Marte Ataca!, perdão, Uma Verdade Inconveniente continua em exibição nas escolas a título de evangelho.

Claro que a indiferença com que a imprensa procura enterrar o escândalo é compreensível: deve ser embaraçoso admitir um logro que se divulga há anos. Aliás, se formos justos compreendemos a indiferença de todos, incluindo da comunidade científica "oficial", que arrisca perder os abundantes financiamentos, e da classe política, que apanhada algures no meio dos negócios e da histeria ergueu o "aquecimento global" a centro da sua retórica. A partir de determinada aceleração, o avião não pode interromper a descolagem. Principalmente se o avião levanta rumo à Dinamarca, onde decorrerá a Cimeira de Copenhaga.

Para um evento devotado à influência do homem no clima, de facto não conviria à Cimeira admitir a forte suspeita de que tal influência é nula ou quase. A solução passa por fingir o oposto e prosseguir os trabalhos na presunção de que o mundo, o autêntico e não o do catastrofismo ambiental, está à beira do fim. Assim, durante os próximos dias, sumidades e estadistas vários arriscam discutir de cara séria uma calamidade imaginária, mais ou menos como se o planeta se mobilizasse para inventariar os estragos dos marcianos, enfrentar a ameaça dos marcianos e impor medidas ruinosas a pretexto dos marcianos. Até prova em contrário, os marcianos não existem. Além de perigosa, a Cimeira de Copenhaga será hilariante.


Segunda-feira, Dezembro 7

Copenhaga, aquecimento global e sexo grátis

Os grandes e também muito pequeno a que, de uma forma geral, foi paga a viagem, encontram-se em Copenhaga para travar as emissões de CO2 filhas da nossa sociedade indústrializada.

Esta malta toda mantem-se fiel ao adágio, faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

Senão vejamos, depois de se andar a protestar por todo o lado com as emissões de CO2 e a clamar pela responsabilidade de cada um nestas emissões, vai-se fazer uma conferência que segundo o Telegraph (ver aqui) vai produzir tanto CO2 como uma cidade inglesa de 150.000 habitantes!

As coisas são feitas em grande pois encontram-se lá por Copenhaga 15.000 delegados, 5.000 jornalistas e 98 líderes mundiais, mais Leonard DiCaprio, Daryl Hannah, Helena Christensen, Arcebispo Desmond Tutu, Principe Carlos, etc. Al Gore, apesar de ter anunciado a ida, cancelou-a por dificuldades de agenda.

E os principais hoteis lá da terra estão todos cheios a €720 a noite...

Para esta malta toda foi necessário arranjar 1.200 limusinas e como não existiam 1.200 limusinas na Dinamarca foi necessário ir busca-las aos países limitrofes, Suécia, Alemanha, etc.

Também são esperados uns 149 jactos privados que como não têm lugar de estacionamento em Copenhaga, têm de largar a preciosa carga na conferência, levantar vôo para ir estacionar num aeroporto sueco ou alemão e depois voltar para ir buscar a preciosa carga.

Mas salva-se a honra do convento pois no meio disto tudo existem 5, sim, cinco, automóveis eléctricos amigos do ambiente.

Entretanto como não há cimeira sem confusão e manifestações pois se não existissem ninguém reparava nelas, as autoridades dinamarquesas adquiriram o primeiro carro com canhão de água da Dinamarca e arranjaram prisões provisórias capazes de albergar uns quatro milhares de manifestantes.

Entretanto o sindicato das prostitutas, chocado por um postal que a Câmara Municipal enviou aos hotéis solicitando que afastassem os clientes das prostitutas, resolveu oferecer sexo grátis a todos os que possam mostrar que tenham um passe de entrada na conferência. Esta oferta é de peso pois este sindicato tem 1.400 membros! Agora já se percebe o que é que o Sócrates vai lá fazer...

Entretanto já se sabe que esta conferência não vai decidir nada (felizmente!), é só show-off para manter o público interessado no tema e para os meninos do Greenpeace e outras organizações similares se mostrarem ao mundo, nada mais.






Quinta-feira, Dezembro 3

Fraude sobre fraude

Descobriu-se agora uma fraude monstruosa com quotas de CO2 na Dinamarca (ver aqui).

Não é de admirar pois se o mercado de CO2 já é uma fraude, é natural que dê origem a outras fraudes.

Jon Stewart goza com o aquecimento global




Aparentemente só por cá é que não se fala disto.
Também com o papa-açorda que temos como Primeiro Ministro...

Quarta-feira, Dezembro 2

Primeiras consequências visíveis do climategate

Este cavalheiro, Phil Jones, director da Unidade de Investigação do Clima (UIC) da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, foi suspenso por suspeita de manipulação de dados climáticos.

O anúncio foi feito esta terça-feira pela própria Universidade, que referiu que a suspensão de Jones estará em vigor até à conclusão de uma investigação independente sobre a manipulação de dados das temperaturas para exagerar o aquecimento global.

O caso está a gerar intensa polémica na comunidade científica internacional, já que muitos dos trabalhos do UIC foram usados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU como suporte para as negociações internacionais sobre o clima.

O caso é grave pois estas possíveis manipulações vêm dar crédito ao crescente número cientistas que contestam a bondade das teses do aquecimento global antropogénico.

E é no meio deste escândalo que uma horda de países vai tentar aprovar na conferência de Copenhaga uma mão cheia de medidas para combater o tal aquecimento global antropogénico, medidas essas que se afiguram extremamente gravosas para todos nós.

Entretanto O J. Sócrates, nosso Primeiro Ministro ainda fala em aquecimento global, esquecendo que, como as temperaturas estão em queda à vários anos, já não se usa dizer aquecimento global e que agora o correcto é dizer "alterações climáticas".

Outro que ainda fala em aquecimento global é o Dalai Lama que pediu, esta segunda-feira, aos líderes mundiais «prioridade máxima» na luta contra o aquecimento global, informa a Lusa. O líder espiritual mostrou-se também optimista quanto aos resultados da cimeira sobre as alterações climáticas que decorre na próxima semana em Copenhaga.

O Premio Nobel da Paz quer que o aquecimento global seja a «preocupação número um» dos líderes mundiais e que seja colocada «à frente dos interesses nacionais e económicos». Dalai Lama pediu aos políticos que procurem soluções.

O nosso J. Sócrates está em boa companhia.

O único problema disto tudo é, e se o aquecimento global antropogénico/alterações climáticas na realidade não existe(m)? O que é que estamos a fazer à nossa civilização? A destruí-la a troco de nada?

Primeiro de Dezembro


Ontem foi o dia 1 de Dezembro, dia marcante na História de Portugal pois, com 269 anos de intervalo aconteceram dois acontecimentos historicamente marcantes.


Em 1649, lançou-se um tal Vasconcelos de uma janela para a rua e Portugal recuperou a sua independência libertando-se do jugo de Madrid.


Duzentos e sessenta nove anos depois, em 2009, o Tratado de Lisboa entra em vigor e Portugal perde a sua independência, desta vez, para Bruxelas.
Da outra vez o jugo de Madrid durou sessenta anos. A ver quantos anos dura agora o jugo de Bruxelas.

Terça-feira, Dezembro 1

Um programa inútil mas cheio de cranios

Na Segunda-feira a RTP apresentou o seu programa Prós e Contras. Neste caso foi um Prós & Prós...

Discutiu-se o magno problema das Finanças do País.

A discutir isto estavam uma data de crânios, crânios esses que se fartaram de fazer análises mas que não disseram nada de interessante. Isto é, no fundo estavam todos de acordo, a situação é grave e a culpa é nossa que gastamos mais do que temos. Sobre os remédios foram um pouco vagos embora dizessem que eram conhecidos. E ainda bem que foram vagos pois evitaram aumentar o baixo nível do programa.

Mas algo chamou a atenção. Uma das provas da nossa incapacidade era que os problemas de Portugal não são de agora, são antigos mas, dantes, desvalorizava-se a moeda e o país continuava no seu caminho. Só que quando entramos para o Euro perdemos o instrumento da desvalorização e, aparentemente, não tomamos as medidas necessárias para sobreviver no novo ambiente do Euro.

Aqui estes crânios tiveram razão, só que foram incapazes de o expressar. É óbvio que a adesão ao Euro foi catastrófica para a economia portuguesa. Desde que se aderiu à moeda única a economia parou, ou mesmo retrocedeu, o desemprego disparou, etc., etc.

Pode-se dizer que a culpa foi nossa que fomos incapazes de perceber as vantagens que o Euro nos trazia.

Só que o problema foi outro, os crânios que decidiram a adesão nunca o explicaram ao país, nunca disseram uma coisa muito simples, as vantagens são estas, as desvantagens aquelas e os riscos os seguintes. Querem aderir? Estão dispostos a arriscar?

Não, apresentaram-nos o Euro como o paraíso, só com vantagens, fizeram uma fita com a necessidade de estar no comboio da frente, etc. Em suma, enganaram-nos!

Bom, mas está feito, está feito. Sem prejuízo de ser simpático que aqueles que nos meteram no Euro viessem fazer mea culpa e pedissem desculpa à Nação, o que é necessário fazer agora é ver o que é que se pode fazer.

À primeira vista poderiamos ter dois tipo de soluções, sair do Euro ou alterar algumas regras de funcionamento deste.

É que os câmbios flexíveis, como havia dantes na Europa, não têm nada de pecaminoso, antes pelo contrário, são necessários para equilibrar as diferenças de produtividade entre os países, isto é, Portugal tem uma produtividade baixa, a sua moeda tende a desvalorizar-se enquanto que na Alemanha, com uma produtividade elevada, a sua moeda tende a valorizar-se.

Como aquele movimento de desvalorização era lento, isso permitia à economia ir-se aperfeiçoando e aumentando a sua produtividade.

Mas este instrumento actualmente não existe e portanto é necessário tomar medidas. E essas medidas são as referidas acima, as pseudo-soluções apresentada pela manada de crânios que pontificou no tal Prós & Prós, de nenhuma forma são soluções, não passam de tagarelar de economista.

O sair do Euro é complicado e caro. Deve ser uma medida de último recurso.

Mas, para já, seria muito útil um relatório independente do estado da economia portuguesa e que alterações introduzir na União Europeia de modo a evitar problemas como os de Portugal. Claro que os euro-fanáticos de nenhuma forma deviam participar na elaboração deste relatório.

Depois, na posse deste relatório e das suas conclusões, o Governo português devia negociar as alterações com a União Europeia.