Todos nós ou quase todos nós já nos confrontamos com o problema de, de repente, ficarmos parados na estrada sem combustível.
A solução para este problema é relativamente simples, vai-se até à bomba mais próxima e enche-se uma lata com combustível.
Mas o que é que irá acontecer com os carros eléctricos?
O primeiro a estar disponível no mercado, o Nissan Leaf, já no próximo ano e em quatro países (Japão, EUA, Holanda e Portugal), irá ter uma autonomia ideal de 165km, ou seja 140 em condições reais.
E com uma bateria cuja capacidade se irá reduzindo anualmente nuns 20%.
A probabilidade de se ficar empanado na estrada sem combustível é bastante real e, quando isso acontecer o que é que se fará? Vai-se até à estação mais próxima e enche-se uma lata com electricidade? Claro que não, à primeira vista parece-me que a única solução é rebocar o veículo para a estação mais próxima com capacidade para carregar baterias.
Prevê-se um maná para as empresas de reboques...
Domingo, Setembro 26
Galileu
A União Europeia volta e meia mete-se em aventuras com duas características muito importantes.
Primeiro são de resultado mais do que incerto, depois são caríssimas e com custos sempre a subir.
Um bom exemplo é o projecto Galileu.
Este projecto seria um concorrente do GPS americano. O GPS, Global Positioning System é um sistema de navegação baseado no espaço e que indica a qualquer utilizador a sua posição na Terra, desde que tenha uma linha de visão para quatro ou mais satélites GPS.
Este sistema foi lançado pelo governo americano que o mantém e pode ser utilizado gratuitamente por qualquer utilizador com um receptor GPS.
O GPS foi criado e pelo Departamento Americano de Defesa em 1973 e originalmente era constituído por 24 satélites.
Actualmente quase toda a navegação, quer aérea quer marítima depende exclusivamente deste sistema.
Claro que o facto de estar totalmente nas mãos dos americanos, significa que, em caso de conflito, estes podem cortar o acesso ao sistema, reservando-o só para as suas forças armadas.
É devido a este facto que russos e chineses estão a instalar sistemas próprios e mesmo os indianos e japoneses o estão a fazer embora com sistemas geograficamente limitados.
Claro que a UE não podia ficar de fora e concebeu um projecto próprio, o Galileu.
Uma das coisas que faz uma grande confusão no projecto europeu é este ser um projecto comercial, isto é, quem o utilizar paga. É que se os americanos disponibilizam o seu GPS gratuitamente, dificilmente se compreende porque é que alguém irá pagar para utilizar o Galileu... bom parece que o Galileu iría disponibilizar alguns serviços que o GPS não disponibiliza, mas mesmo assim o seu pretenso sucesso comercial seria muito duvidoso.
O arranque do projecto foi por volta de 2001 e a um custo reduzido, uns €1.100 milhões apelando a empresas do sector privado.
Em Novembro de 2007, já se tinha um valor de €2.400 milhões.
E em Novembro de 2008 o custo já ía nos €3.400 milhões e com o Der Spiegel a escrever que o custo final iría, no mínimo para os €5.000 milhões ou mesmo €10.000 milhões.
Segundo parece os dinheiros para este projecto estão a ser desviados da Politica Agrícola Comum...
Para terminar, só um reparo, até à data não existe Galileu nenhum mas já se gastou uma data de massa e ainda se irá gastar muito mais.
A União Europeia no seu melhor...
Aventuras e desventuras da energia eólica
Actualmente Portugal assemelha-se cada vez mais a um imenso campo de golfe pontilhado, aqui e ali, por uns moinhos de energia eólica.
Para cada lado que se olhe só se vêm as torres e as pás da maravilhosa energia eólica.
Oficialmente somos um dos países do comboio da frente deste tipo de energia que, como todos sabemos não tem defeitos, só vantagens.
Claro que há uns maldizentes que dizem que a energia eólica é cara e ineficiente e do fim, nós é que acabamos por pagar custos mais elevados pela electricidade que elas produzem. Nós, as famílias portuguesas e também as indústrias e serviços, com evidentes prejuízos para a sua competitividade.
Mas, uma ida ao youtube mostra-nos que a segurança destes moinhos pode ter alguns problemas:
Por fim, este filme de uns moinhos na Califórnia pode dar-nos uma ideia do que nos espera...
Para cada lado que se olhe só se vêm as torres e as pás da maravilhosa energia eólica.
Oficialmente somos um dos países do comboio da frente deste tipo de energia que, como todos sabemos não tem defeitos, só vantagens.
Claro que há uns maldizentes que dizem que a energia eólica é cara e ineficiente e do fim, nós é que acabamos por pagar custos mais elevados pela electricidade que elas produzem. Nós, as famílias portuguesas e também as indústrias e serviços, com evidentes prejuízos para a sua competitividade.
Mas, uma ida ao youtube mostra-nos que a segurança destes moinhos pode ter alguns problemas:
Por fim, este filme de uns moinhos na Califórnia pode dar-nos uma ideia do que nos espera...
Sábado, Setembro 25
Afinal a Suiça até é divertida...
Num debate no parlamento suíço o ministro das Finanças Hans-Rudolf Merz teve um ataque de riso que já é notícia em todo o mundo.
Não se sabe o que terá explicado as gargalhadas de Merz, que quando se soltaram de forma incontrolável, interromperam uma intervenção sobre importação de carnes curadas.
O que haverá de tãodivertido nas carnes curadas?
Durão Barroso visto de longe
Encontrei este texto americano que dá uma imgem curiosa de Durão Barroso (ver aqui).
Começa logo pelo título, The World’s Biggest Political Clown?
Depois refere várias coisas como, por exemplo, a peregrina ideia de se multarem os deputados do Parlamento Europeu que faltassem ao discurso de três horas, sim, três horas que ele iria fazer sobre o estado da União..
Bom, o melhor é ler o artigo...
Começa logo pelo título, The World’s Biggest Political Clown?
Depois refere várias coisas como, por exemplo, a peregrina ideia de se multarem os deputados do Parlamento Europeu que faltassem ao discurso de três horas, sim, três horas que ele iria fazer sobre o estado da União..
Bom, o melhor é ler o artigo...
Sexta-feira, Setembro 24
As sociedades pós-democráticas
Para muitos parece que a democracia foi chão que deu uvas e já está ultrapassada pois estamos a entrar numa era pós-democrática, isto é, numa era democrática mas devidamente balizada.
Comecemos pelo exemplo do Irão.
O Irão é uma país democrático mas, claro, democrático dentro do islamismo.
É que o islamismo baseia-se no Corão e o Corão é uma obra divinamente inspirada e que regula tudo, desde como nos devemos governar até como nos devemos comportar. Juntamente com o Corão há também muita jurisprudência que o adapta às necessidades do dia a dia.
Assim, o Irão é uma democracia mas uma democracia devidamente balizada por clérigos que filtram os possíveis candidatos a eleições de forma a impedir que incapazes possam ser eleitos, incapazes que não entendam o islamismo e que porventura o coloquem em causa.
Num certo sentido o Irão é uma sociedade pós-democrática.
Tal como o Irão, a União Europeia também se está a tornar uma sociedade pós-democrática. Só que na UE o que baliza a democracia não é o Corão, nem é sequer um livro, é um corpo de pseudo conhecimentos, é a economia.
Parte-se do princípio de que a economia é demasiado complexa para ser entendida pelo comum dos mortais e, portanto, não pode ficar sujeita a ciclos eleitorais.
O Governo está assim a ser tirado das mãos de Governos e Parlamentos eleitos e a ser colocado, cada vez mais, em órgãos burocráticos não eleitos, Comissão Europeia, Banco Central Europeu, etc.
A ideia é que estes órgãos, formados por técnicos de alto gabarito nunca cometerão os erros que os Governos dependentes dos eleitores possam cometer.
Claro que quem fica a perder é a democracia e os cidadãos. E também é claro que isto tudo vai acabar muito mal.
Não há nenhum exemplo histórico que nos diga que um regime deste tipo dure muito e, pior, quando acabam, acabam muito mal.
Comecemos pelo exemplo do Irão.
O Irão é uma país democrático mas, claro, democrático dentro do islamismo.
É que o islamismo baseia-se no Corão e o Corão é uma obra divinamente inspirada e que regula tudo, desde como nos devemos governar até como nos devemos comportar. Juntamente com o Corão há também muita jurisprudência que o adapta às necessidades do dia a dia.
Assim, o Irão é uma democracia mas uma democracia devidamente balizada por clérigos que filtram os possíveis candidatos a eleições de forma a impedir que incapazes possam ser eleitos, incapazes que não entendam o islamismo e que porventura o coloquem em causa.
Num certo sentido o Irão é uma sociedade pós-democrática.
Tal como o Irão, a União Europeia também se está a tornar uma sociedade pós-democrática. Só que na UE o que baliza a democracia não é o Corão, nem é sequer um livro, é um corpo de pseudo conhecimentos, é a economia.
Parte-se do princípio de que a economia é demasiado complexa para ser entendida pelo comum dos mortais e, portanto, não pode ficar sujeita a ciclos eleitorais.
O Governo está assim a ser tirado das mãos de Governos e Parlamentos eleitos e a ser colocado, cada vez mais, em órgãos burocráticos não eleitos, Comissão Europeia, Banco Central Europeu, etc.
A ideia é que estes órgãos, formados por técnicos de alto gabarito nunca cometerão os erros que os Governos dependentes dos eleitores possam cometer.
Claro que quem fica a perder é a democracia e os cidadãos. E também é claro que isto tudo vai acabar muito mal.
Não há nenhum exemplo histórico que nos diga que um regime deste tipo dure muito e, pior, quando acabam, acabam muito mal.
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