Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Segunda-feira, Janeiro 31

O Butão na senda do progresso?

Retirei esta notícia de um jornal diário:


Monge arrisca cinco anos de prisão por quebrar lei anti-tabagista


O monge budista é acusado de consumo e contrabando de tabaco, após terem sido encontrados 72 pacotes de tabaco de mascar, dos quais não tinha recibo. De acordo com a lei do Butão, os fumadores só podem importar 200 cigarros ou 150 gramas de outros produtos de tabaco por mês, dos quais têm que apresentar recibo, quando abordados pela polícia.

O jovem, de 24 anos, alega que adquiriu na fronteira da Índia para uso pessoal, mas que desconhecia a nova lei, de acordo com a Reuters.
Aos olhos dos butaneses, o acto de fumar é considerado mau karma e, como tal, não existe tabaco à venda desde 2005.
Fumar em privado não é ilegal, mas a nova lei prevê que os polícias possam entrar nas casas e pedir recibo, caso lhes cheire a tabaco. Quem não provar que os cigarros são importados ou for apanhado a vender ou comprar tabaco no comércio local, enfrenta cinco anos de prisão.
A venda ilegal de cigarros, outrora a maior fonte de rendimento para o comércio mais pequeno, é agora quase inexistente. Os comerciantes afirmam que é muito difícil esconder tabaco dos cães pisteiros, usados desde 2005.

Esperemos que os fundamentalistas antitabaco cá da terra não vejam estas notícias...,

Ano do coelho II

Ano do Coelho

Não, nada de sustos, vamos entrar depois de amanhã no ano do coelho segundo o horóscopo chinês.
Isto nada tem a ver com Passos Coelho o ainda líder do PSD.
E escrevo, ainda líder, porque este ambicioso político parece exímio em dar tiros no pé.
Agora lembrou-se de propor que o Governo fechasse as empresas públicas deficitárias, assim, sem mais nem menos, fechasse todas.
Para já esta proposta deve significar que já perdeu as esperanças de ir para Primeiro Ministro nos tempos mais próximos. Senão não propunha que o governo fechasse, sem mais nem menos, a empresa de caminhos de ferro, a Carris, etc. Seria o caos como facilmente se entende.
É que há empresas públicas lucrativas e empresas públicas deficitárias. Segundo este ainda líder da PSD o problema das empresas públicas, se é que há problema, resolvia-se facilmente da seguinte forma, as lucrativas entregavam-se aos privados, as deficitárias fechavam...
Quanto ao ano do coelho, os especialistas chineses prevêem que será:

Um ano calmo, muito bem vindo e muito necessitado após o ano feroz do tigre. Nós devemos apagar alguns pontos, curar as nossas feridas e começar com algum descanso após todas as batalhas do ano precedente.
O bom gosto e refinamento brilharão em tudo e as pessoas reconhecerão que a persuasão é melhor do que a força. Uma época harmoniosa em que a diplomacia, as relações internacionais e a política darão um grande passo outra vez. Nós agiremos com discrição e faremos concessões razoáveis sem demasiada dificuldade.
O momento de prestar atenção ao que se passa à nossa volta. A influência do coelho tende a estragar os momentos de mais conforto despertando e relevando a eficácia e o sentido do dever.
A lei e a ordem serão as máximas deste ano; as regras e os regulamentos deverão ser cumpridos. No entanto, ninguém parece incomodar-se muito com estas realidades desagradáveis. Estão mais ocupados em se apreciar ou simplesmente a  fazer coisas fáceis. O cenário é quieto e calmo, deteriorando-se ao ponto de provocar sonolência. Nós todos teremos uma tendência para pôr de lado as tarefas desagradáveis por um período o mais longo possível. 
Pode ganhar-se dinheiro sem muito trabalho. O nosso estilo de vida será lânguido e cheio de lazer. Um ano temperado com ritmo lento. Pode-nos parecer possível ser feliz sem demasiados cuidados.


Sinceramente, duvido...

O mercado da ajuda

O Diário de Notícias mostra como isto de ajudar é um negócio muito bom...


Fundo ganha 1140 milhões na ajuda à Grécia e à Irlanda

FMI cobra uma taxa de juro global efectiva superior a 5% aos dois países. É o preço da estabilidade. Grécia quer rever o contrato.
Os contribuintes gregos e irlandeses vão pagar mais de 1140 milhões de euros durante três anos em forma de "lucro" para o Fundo Monetário Internacional (FMI), ao abrigo do plano de ajuda financeira que a instituição tem em parceria com a União Europeia e a Comissão. Os países do euro, Portugal incluído, também ganham com os resgates, assegura o Eurostat.
O principal objectivo do Fundo não é ganhar dinheiro, mas sim assegurar a estabilidade financeira mundial. A crise de algumas dívidas soberanas do euro levantou esse perigo e enfatizou ameaças à própria sobrevivência da zona euro. Mas, claro, se o FMI empresta, tem de ser remunerado.
De acordo com informação disponível nos sites da instituição e da Comissão Europeia, o FMI está a aplicar uma taxa de juro efectiva de 5,7% à Irlanda, por um empréstimo de 22,5 mil milhões de euros a três anos. Esta verba, que é a parcela que cabe ao FMI, integra o total de 85 mil milhões disponibilizado em articulação com os países europeus no final de Novembro passado. A taxa de juro de base desta linha de crédito cobrada pelo FMI ronda os 3,12%. O resto até aos 5,7% é a margem do Fundo relativa aos custos da operação, cerca de 2,5%. Este spread dá o 'lucro' do FMI com o empréstimo aos irlandeses, aproximadamente 580,5 milhões de euros em três anos, assumindo que a taxa de juro se mantém nestes níveis. Ao todo, os irlandeses terão de pagar uma prestação superior a 1,28 mil milhões de euros em juros só pela parte do FMI.
Com a Grécia, resgatada em Maio, acontece algo semelhante: o Fundo emprestou 30 mil milhões dos 110 mil milhões de euros totais do pacote de ajuda, cobrando uma taxa de juro efectiva de 5,2% (a base é de 3,33%), o que lhe confere um ganho de 561 milhões de euros. Ao todo, os gregos terão de desembolsar em juros 1,56 mil milhões de euros em três anos.
O ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, disse na semana passada que pretende rever as condições junto do FMI, alegando que o país foi pressionado a aceitar uma taxa de juro demasiado alta "por causa dos problemas que tínhamos com a nossa credibilidade".

Um comentário interessante

No blog do Dr. José Maria Martins um leitor que assina L.F. escreveu um comentário que tomo a liberdade de reproduzir a seguir.
Este comentário era sobre um artigo que se rebela contra o facto da Eslováquia achar que devíamos sair do Euro. Curiosamente o autor do blog passa totalmente ao lado do problema aproveitando para atacar o Governo português!

Quanto ao comentário pode-se discordar de uma coisa ou outra mas, de um modo geral, acho que transmite o que muito português sente no seu intimo mas não tem coragem de o dizer.

Era bom que os nossos políticos o lessem...

Pensando bem, e com sensatez, das duas uma:



- ou saímos;

- ou vamos ser expulsos do euro.

Uma coisa é certa, estaríamos melhor se nunca tivéssemos entrado.

E não só Portugal, parece-me evidente que Irlanda Grécia, Espanha e mesmo a Itália , os PIIGS estariam muito melhor se não tivessem entrado.

Para alem disso, enquanto lá estivermos vamos continuar a endividar-nos a olhos vistos, e sem o controle da politica monetária estamos desgraçados porque não temos mecanismos para combater este endividamento crescente e o famoso deficit, visto que não podemos emitir moeda.

Se saíssemos teríamos controle total sobre a emissão de moeda.

Por outro lado é certo que o escudo é uma moeda fraca face ao euro, e a inflação podia subir bem como os juros, mas não nos podemos esquecer que altos já estão eles e estamos no euro, na ordem dos 7 %, então em que ficamos?

E não se esqueçam que a Polónia não esta no euro, bem como a Dinamarca e a republica Checa, são vizinhos da Alemanha e foram dos países que mais cresceram.

Para alem disso, a saída do euro provocaria imediatamente uma nivelação por baixo dos preços dos bens, o que faria com que os Portugueses chegassem ao fim do mês com mais dinheiro nos bolsos, neste momento os bens estão 15 % acima do que deviam custar em Portugal, tudo porque entramos para o euro com o escudo sobrevalorizado, outro erro crasso.

Para além disso, esse nivelamento por baixo, incrementaria as nossas exportações imediatamente e reconquistaríamos mercados que perdemos depois de termos aderido ao euro, poderia ainda ser estancada a deslocalização de algumas multinacionais para os países de leste.

Não sei se viram o prós e contras de há um mês trás em que estava o Medina Carreira, esse sábio que anda há anos a abrir os olhos ao pessoal, e o João Ferreira do Amaral, economista, ele disse lá para quem quis ouvir que no euro o pais não tem condições de crescimento porque a moeda é muito forte e impede-nos de exportar.

Para alem disso, e é bem que se diga, a entrada na zona euro foi um pretexto arteiro para se estimular a calaceirice das classes médias, contentes com as migalhas que os mandantes, os que de facto aproveitaram os milhões, lhes atiraram para as distrair e manipular.

Agora estamos a pagar isso, estamos entalados num pau de dois bicos.

Temos que ser realistas e começar a preparar a saída, porque se não sairmos vamos ser expulsos, e então ai o desastre seria total porque seriamos considerados um pais proscrito.

Sinceramente temos que pensar e temos que preparar o país para sair do Euro a médio prazo, 2 a 3 anos.

O Problema é que não vejo qualidade, competência, coragem e interesse neste governo para isso.

A União Europeia, com este modelo económico/sócial não tem futuro, e esta condenada, os alemães não vai demorar fecham a torneira, porque não estão para pagar os défices dos outros, a U E começa a ser desfavorável para os interesses alemães, e isso é meio caminho andado para isto dar o estoiro.

E eu ainda digo mais, espero bem que a U E se esfume o mais rápido possível, e que regressemos à CEE, ao período anterior a Maastricht, quem tinha razão era o Manuel Monteiro que dizia que Maastricht era sinal de “mais triste”, e tem razão.

Eu sou a favor que haja um espaço de livre circulação de pessoas e bens na Europa, o comércio entre os povos conduz à boa convivência e traz paz, foi isto que trouxe paz á Europa, logo depois da segunda guerra mundial com a criação da CECA em 52, mas para isso basta a CEE que existiu até 92.

Esta UE criada em 92, não passa de um esboço de um estado federal feito à revelia dos interesses dos povos da Europa, criada ao serviço dos interesses dos grandes da Europa, do directório, e ao serviço do imperialismo americano, também é bem que se diga que esta U E é um projecto do imperialismo americano.


Acabando a UE, e voltando à CEE ai os pais voltara a ter controle efectivo sobre todos os sectores da governação, inclusive um controle mais apertado das fronteiras.

Ai a coisa começa a piar fininho, deixa de haver este poder superior que vem de Bruxelas, que se transformou numa espécie de guarda-chuva sobre o qual tudo é possível, ate iberizar e castelhanizar Portugal por parte de Espanha, e neste momento o iberismo é algo muito sério, o plano esta em marcha e visa alienar a nossa soberania.

Com o fim da U E, acaba-se esta palhaçada dos mundiais e das ligas ibéricas, nacionalizam-se os meios de comunicação social na mão dos espanhóis da prisa, as multinacionais que quiserem vender em Portugal passariam a estar obrigadas a estar representadas em Portugal, ao contrário do que se tem verificado em que vemos a multinacionais a fechar as sedes em Lisboa e Portugal, e a passarem para madrid assumindo a designação ibérica, noutros casos o insulto a Portugal é tão grande que se designam de Ibéria, vejam ao ponto que chega o escândalo, deixo alguns exemplos, e isto está-se a generalizar e é concertado.

http://www.schaeffler.es/content.schaeffler.es/pt/_global/contact-list.jsp

http://www.sotermica.es/

http://www.masseyferguson.com/EMEA/ES/about/231.aspx

Só falta criar o endereço, www.-----.ib para o escandalo ser total e absoluto, está pensado, e está para breve.

Como se não bastasse, agora ate já querem lançar um canal de noticias para Portugal e Espanha, feito obviamente em Madrid, não lhes chega controlar a TVI e o grupo media capital, e a prisa ainda quer um canal de noticias, vejam ao cumulo que isto esta chegar.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/prisa-aposta-em-canal-de-noticias-iberico

Dou sugestão para o nome, Ibernews, deve ser algo do género.

Isto para não falar do facto de vários canis do cabo serem controlados por Espanha, e emitidos desde madrid pela chello multicanal, como o história, os discoverys, o odissei entre outros, com legendas e publicidade em castelhano.

Os portugueses assistem a tudo isto impávidos e serenos, esta U E esta feita para acabar com Portugal como pais independente, não duvidem.

Com o fim da U E, e voltando à CEE ai os pais voltara a ter controle efectivo sobre todos os sectores da governação, ai o exercito volta ater um papel “fiscalizador” da actividade politica, podem ter a certeza que não voltariam a ver um Pm a dizer que sua principal prioridade era a Espanha, Espanha, Espanha, e ministros a declararem-se iberistas, porque se o fizesse no dia seguinte tinha de certeza um alta patente a bater-lhes á porta para ter uma conversinha.

Com isto, poderíamos por a justiça na ordem, por na linha aos maçónicos iberistas que por ai andam a destruir o pais e que controlam quase tudo, desde os meios de comunicação social à justiça, e por Portugal no rumo certo.

Enquanto isto não acontecer os iberistas traidores que conspiram para destruir Portugal pagos por Castela, tem caminho livre para matar Portugal, nada os impede e esta U E esta feita nesse sentido, para além de a Espanha ter um aliado de peso neste questão, a França, porque com a destruição de Portugal e sua inclusão no império castelhano, seria travado o independentistas catalães e bascos e com isso o feito contágio dos catalães para o sul de França, para os occitanos.

Para além disso, teríamos um controle mais apertado das fronteiras, o que nos permitiria separar o trigo do joio, Portugal é um pais de emigrantes e por isso, não podemos ser contra os emigrantes que aqui estão a trabalhar, não tem nada é que lhe ser dado o direito de votar para tudo e mais alguma coisa, que é o que este PS iberista quer fazer.

É aquilo que o Ps denomina de pleno acesso de imigrantes aos direitos sociais.

http://aeiou.expresso.pt/governo-programa-nao-fala-em-voto-mas-quer-promover-pleno-acesso-de-imigrantes-a-direitos-sociais=f545226



Os emigrantes querem lá saber da pátria ou da nação, ou de Portugal, ou da nossa história quase milenar.

Interessam-se é dos euros, se do outro lado da fronteira lhe acenarem com um salário mais gordo eles nem pensam duas vezes, e no quadro de um hipotético referendo votam sim.

As sondagens já começaram, e temos sido bombardeados com elas, algo que há 10 anos seria impensável fazer sondagens destas ofensivas a Portugal, mas agora tudo é possível.

Por isso não pensem que este referendo não está pensado, podem crer que esta pensado e calendarizado, e ate já foi falado nos ecras da TVI aquando de um famoso discurso directo emitido em agosto de 2009 sobre o tema.

Por isso não pensem que este referendo não está pensado, podem crer que esta pensado e calendarizado.

Este alargamento do direito dos emigrantes que vem na sequência da alteração às leis penais de 2006/7 é já apensar num possível referendo no futuro a perguntar aos portugueses se querem fazer parte do império colonial castelhano, de modo a serem castelhanizados.

Não se lhe deve dar direito de votar para legislativas e presidências, devem-se ficar pelas autárquicas e já gozam, mas devem ser bem tratados, nos também somos um povo de emigrantes, mas podíamos separar o trigo do joio, e podiamos começar a pensar em limpar o pais desse corja que por ai anda a fazer assaltos, esses seriam imediatamente recambiados para o pais de origem.

Por fim, a Eslovénia é um não pais, tornou-se independente em 92 em grande parte porque este território não fazia parte do plano da grande servia, visto que tinha uma população maioritariamente eslovena, e havia poucos sérvios ai, acima de tudo foi esse o motivo que fez com que o poderoso á data o exercito jugoslavo não esmagá-se aquilo tudo.

Para alem disso, esse golpe de estado foi apadrinhado como não podia deixar de ser pelos EUA e pela Alemanha que queria a Eslovénia de novo soba a influencia de Berlim.

No fundo esta espécie de insulto, que estes tipos nos fizeram vem de um puto de 5 anos que insulta um adulto, é essa a diferença, não sabem o que dizem, Portugal esta entre os 5 países mais antigos do mundo, quase com 900 anos, que andem cá há mais que nos só Chineses, Persas (Irão), Egipto e pouco mais, a Eslovénia tem 18 anos.

Contudo e apesar da afirmação pouco cordial de um não pais, já o presidente da republica checa também se estivou de maneira com o cavaco aqui há uns meses, vendo a questão de um prisma realista no fundo vamos acabar por lhes dar razão, Portugal vai sair do euro, mas não vai sair sozinho.

Por mim saia-mos do euro e da U E, está U E está feita ao serviço de interesses que não são os de Portugal, e está feita para acabar com Portugal como estado independente, o futuro de Portugal só pode ser um Brasil, mar e restante Lusofonia.

Preferia de longe que Portugal se federa-se com o Brasil, que fizesse parte de uma federação europeia, obviamente que a NATO não permitiria isso, mas num cenário hipotético eu preferia de longe uma federação com o Brasil do que uma federação europeia, preferia de longe receber ordens em português de Brasília, do que receber ordens de Bruxelas, em espanhol, e já não é a primeira vez, recordo que vi em algum lado que o PP europeu traduziu documentação para quase todas as línguas europeias e excluiu o Português, para Portugal veio em castelhano.

É isto que nos espera nesta U E, a castelhanização.

Domingo, Janeiro 30

Será possível?

Qualquer cidadão que leia a Comunicação Social portuguesa sabe que o actual Governo fartou-se de esbanjar dinheiro e colocou o país à beira do abismo.
Entre os partidos o PSD é um dos principais críticos. A ouvi-los, ninguém duvida que o PSD no Governo, faria melhor, muito melhor.
Hoje li no Público uma notícia que, sinceramente, me espantou, a dívida da Região autónoma da Madeira já atinge 6.000.000.000 de Euros, sim, seis mil milhões de Euros! E isto sendo governada pelo PSD desde que a democracia existe no nosso país.
Ora a Madeira tem 247.339 habitantes e Portugal tem 10.637.713 (dados do INE).
Logo se Portugal tivesse uma dívida semelhante à da Madeira, esta seria de 257.989.231.969 (6.000.000.000x(10.637.713/247.339).
Ora já tenho visto vários valores para a dívida pública portuguesa mas, esses valores nunca ultrapassam 180.000.000.000 de Euros, um valor substancialmente inferior ao da Madeira.


Que tal os laranjinhas do PSD terem, um pouco de vergonha na cara e calarem-se com estas coisas?

Quinta-feira, Janeiro 27

Trabalho escravo

Do Jumento:


Van Zeller
Alguém devia perguntar a Van Zeller do que precisam as empresas, não me admiraria que chegasse à conclusão de que precisam de trabalho escravo, já vi os patrões mais longe de o dizerem.
«O presidente do Conselho Coordenador para a Internacionalização, Francisco Van Zeller, considerou hoje vantajoso para as empresas a possibilidade de redução das indemnizações por despedimento mas defendeu que isso não chega para relançar economicamente as empresas.
"Esta proposta vai facilitar as reestruturações das empresas e os despedimentos, mas não chega para relançar economicamente as empresas, que necessitam de mais coisas", disse à agência Lusa o ex-dirigente patronal.» [Expresso]

Trabalho escravo mas com o Estado a pagar alimentação, saúde, etc.

O estranho caso da Junta de Cacilhas

Nas eleições do passado Domingo há uma discrepância entre os resultados oficiais e os afixados na Junta de Freguesia de Cacilhas, o candidato Manuel Alegre, no quadro afixado na Junta tem 751 votos e nos resultados divulgados pela DGAI tem uns míseros 113 votos, tantos como José Coelho.
Porque é que isto aconteceu? Erro ou fraude? Bom, se fosse erro de digitação o resultado de Manuel Alegre poderia vir errado mas o total não bateria certo.
Ora o total bate certo. Se o total não for calculado automaticamente então houve uma fraudezinha... só faltava cá esta...

Clicar na imagem para a ampliar


A Alemanha ruma ao largo, Europa para quê?

Encontrei este texto no blog da Open Europe.
É interessante e um pouco absurdo!
No país que mais ganha com a integração europeia, a opinião pública está a virar-se contra ela! 

Germans' trust in the EU has taken a giddy nosedive of late.

A poll of German citizens, 
conducted by German pollsters the Allensbach Institute for Public Opinion, for FAZ reveals:

  • Trust in the EU has fallen to an all time low: 67% of respondents had "little" or "no trust" in the EU - up from 51% in March 2010. That's 12 points in less than a year... did anyone say bail-out?
  • Only 25% have a "high" or "very high" degree of trust in the EU - down from 37% in March 2010.
  • Only 12% favour faster integration - this has dramatically decreased since 1982, when a majority of West Germans were in favour of faster EU integration.
  • 43% of respondents want slower integration.
  • And the killer: 68% of respondents have "little" or "no trust" in the single currency – this is similar to poll levels taken on the eve of the euro's birth, 16 years ago.
  • Last but not least, only 4% know who Herman Van Rompuy is (shocker!).

Nada de novo na frente financeira... business as usual... até quando?

A Comissão Europeia está a estudar como é que a Grécia pode reestruturar a sua dívida. O próprio governo alemão parece estar a chegar à conclusão de que é impossível evitar esta reestruturação..

De qualquer modo nem esta reestruturação nem quaisquer alterações sobre a forma como se pode ajudar os países em crise, chegará antes de Março por causa do calendário eleitoral na Alemanha (eleições no Lander de Baden-Württemberg.

Entretanto, George Soros, num programa da BBC avisou: "Existe um perigo real que a moeda comum provoque turbulência na UE. A crise poderá tornar-se tão dura na Europa Lenta que acabará provocando a desintegração." E Joaquin Almunia, o Comisário Europeu para a competição avisou que as cajas espanholas poderiam necessitar de mais do que os vinte mil milhões de Euros em injecções de capital estimados pelo governo espanhol.

Na Irlanda a legislação sobre finanças passou à tangente na Câmara Baixa com um voto de um deputado independente pressionado por um membro da Comissão.

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Vae victis

Vae victis, aí dos vencidos, frase alegadamente dita por Breno (em latim Brennus) que e387 a.C., liderou o exército gaulês que capturou e saqueou a cidade de Roma, após ter batido os romanos na batalha do Ália. Derrotados, os romanos concordaram em pagar um resgate para libertar a cidade. De acordo com a lenda, durante uma discussão sobre o peso do ouro usado no resgate, Brennus atirou sua pesada espada na balança e pronunciou a célebre frase: "Vae victis", que significa: "ai dos vencidos".

Lembrei-me desta frase ao ouvir os discursos de vitória de Cavaco Silva em que ele, em vez de um discurso apaziguador, fez um discurso carregado de ódio pelos derrotados e de um indisfarçavel desejo de vingança.

Não foi bonito para quem pretende ser o Presidente de todos os portugueses. E também não foi muito inteligente pois a última coisa que ele deve desejar é que se continue a falar nalguns dos casos que marcaram a campanha eleitoral, caso BPN, Quinta da Coelha, etc. e, uma vingançazinha terá sempre como efeito colateral manter aqueles casos vivos.

Quarta-feira, Janeiro 26

Agora já se diz que o Euro foi um erro?

O Jornal de Negócios tem um artigo intitulado Inverdades sobre o Euro que vale a pena ler.
O artigo é da autoria de Nuno Garoupa Professor de Direito da University of Illinois e, como o título indica, tem por tema, o Euro.

Há um parágrafo no artigo que diz:

 Como já escrevi nesta coluna, nos anos 90, desde o momento em que se falou da possibilidade da moeda única até ao nascimento do euro, muitos economistas europeus (entre eles, bastantes portugueses) chamaram a atenção para os problemas que hoje conhecemos: os choques assimétricos, as consequências económicas e financeiras de uma zona monetária sub-óptima, a perda de graus de liberdade nas políticas macroeconómicas. Só uma minoria dos economistas subestimou os custos do euro e esqueceu os problemas que agora alimentam o cenário de crise. Evidentemente que toda essa discussão passou ao lado da nossa comunicação social. 

Realmente, quando do lançamento do Euro houve muito economista a chamar a atenção dos perigos que o Euro podia acarretar, para Portugal e outros países.

Em Portugal lembro-me do Professor Ferreira do Amaral e de praticamente mais ninguém, com a excepção dos da área do PCP.

Mas o problema é o referido na última frase do parágrafo que transcrevi, toda essa discussão passou ao lado da nossa comunicação social.  É que a Comunicação Social abraçou em peso a adesão ao Euro e ignorou completamente quem dela discordava, a Comunicação Social e os comentadores que pululam por tudo o que é jornal, rádio ou estação de televisão.

E, agora que estamos na fossa, seria útil começar a apontar o dedo aos responsáveis. A maior parte, claro, são políticos do PS e do PSD mas, é preciso não esquecer as culpas que a Comunicação Social tem no processo.

Efeitos da eleição de Cavaco nos mercados

Curiosamente, após a eleição de Cavaco Silva para mais um mandato, os juros da dívida a dez anos estão a subir tendo mesmo superado os famosos 7%.

Então como foi? A eleição de Cavaco Silva não sossegou os mercados? Não era ele o garante da estabilidade?

Cheira-me que aconteceu precisamente o oposto, a eleição de Cavaco Silva fez aumentar o risco de este governo ir abaixo e, com isso, aumentou-se a instabilidade.

Pelo menos um país sairá do euro até 2016


O Diário Económico publicou hoje esta notícia, pelo menos um país sairá do Euro até 2016!

Esta opinião é maioritária entre os clientes da Blomberg.

Provavelmente, se sair só um país, esse país seria a Alemanha. Mas não parece ser este o ponto de vista, a sair seria um dos periféricos. A acontecer tal coisa (esperemos), é pouco provável que saía só um país, se sair um, alguns dos outros irão atrás.

Bloomberg: Pelo menos um país sairá do euro até 2016

Francisco Teixeira  
26/01/11 08:39

Pelo menos um país vai abandonar a zona euro nos próximos cinco anos, antecipa a maioria dos investidores sondados pela Bloomberg.
Seis em cada 10 inquiridos para o Bloomberg Global Poll responderam que um ou mais dos 17 países que fazem parte da zona euro vão sair até 2016, sendo que 11% considera que isso vai acontecer já nos próximos 12 meses.
Os analistas, investidores e outros clientes da Bloomberg que responderam ao inquérito da agência financeira mostraram-se divididos sobre se Portugal irá falhar as suas obrigações financeiras, mas consideraram que a Grécia e a Irlanda não conseguirão cumprir os compromissos e mostraram-se confiantes na Espanha.
Os resultados da análise são divulgados no dia em que tem início o Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, para reflectir sobre soluções para a crise da dívida na Zona Euro, as guerras cambiais e as convulsões sociais.
As dificuldades da Europa são uma das preocupações na agenda da conferência de Davos, onde Merkel, Sarkozy e o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, estão presentes, entre os 2500 responsáveis de várias instituições, banqueiros e economistas.
Os investidores, analistas e corretores que participaram no inquérito mostraram-se divididos sobre se a zona euro ia sofrer um colapso, sendo que quase metade (45 por cento) antecipa que o colapso vai acontecer nos próximos cinco anos, enquanto 48 por cento acha que nunca vai acontecer.
Embora a maioria preveja que um dos membros abandone a zona euro até 2016, 13 por cento acha que haverá abandonos mas serão depois dessa data e apenas um em cada quatro consideram que a zona irá manter-se intacta
.

Segunda-feira, Janeiro 24

Aplicação da Lei de Gresham ao dia de ontem

Segundo a Wikipedia, Lei de Gresham resume-se na seguinte oração: "A má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda".

Lembrei-me desta Lei, por sinal citada pelo actual Presidente da República a respeito de Santana Lopes, ontem pois acho que ela é uma boa descrição da noite eleitoral de ontem...

O dia mais triste do ano...

Segundo o psicólogo inglês Cliff Arnall hoje é o dia mais triste do ano (ver aqui).

Para nós, portugueses, ainda é mais triste do que para os outros... é hoje o primeiro dia em que assumimos que vamos aturar Cavaco Silva durante mais cinco longos anos, sim, cinco... um horror...

Que mal fizemos a Deus? Mais cinco anos de Cavaco Silva...

Hoje numa eleição morna, Cavaco Silva foi reeleito..
Para uns foi um balde de agua fria, Alegre, por exemplo e, para outros, como Cavaco foi uma explosão de alegria juntamente com alguns avisos de que parece disposto a ajustar contas com quem colocou em dúvida a sua honestidade... como se este cavalheiro estivesse acima de quaisquer acusações.
E, é curioso ter ficado muito incomodado com o lançamento de dúvidas, por sinal legítimas sobre os seus negócios e nunca ter dito uma palavra que fosse durante anos em que dúvidas, por sinal menos fundamentadas foram lançadas sobre o Primeiro Ministro do seu governo.
Bom, mas voltemos às eleições...
Para já, o que devia saltar à vista de todos é que todos os candidatos (com excepção de Manuel Coelho) foram fortemente derrotados.
Nas eleições anteriores (2006), havia 9.085.339 inscritos e nesta 9.656.474 inscritos, um aumento de 571.135 eleitores isto é,, um aumento de uns 6,3%.
Mas, já quanto aos votantes, nas anteriores houve 5.590.132 e nesta só 4.489.904, menos 1.100.228 votantes! É o que se chama um aumento brutal da abstenção.
E quanto aos votos nos candidatos?
Cavaco Silva passou de 2.773.431 para 2.230.104, perdeu portanto 543.327 votantes, isto é, perdeu 19,6% do seu eleitorado, ainda por cima quando o número total de eleitores tinha aumentado!
Manuel Alegre passou de 1.138.297 para 831.959, isto é, perdeu 26,9% do seu eleitorado, conseguiu ainda fazer pior do que Cavaco Silva.
Quanto ao que quase que se apresentou como o grande vencedor, Francisco Lopes, passou dos 474.083 votos que o seu camarada de partido, Gerónimo de Sousa tinha obtido em 2006 para 300.840, uma erosão de 173.243, isto é, 36,5%.
Bom, custa a perceber o discurso triunfalista do PCP perante este resultado desastroso.
E, para culminar tivemos 86.543 votos nulos e um valor recorde de 191.159 votos brancos.
Perante este desastre, ninguém, se pode congratular de nada, o povo português começa a estar farto é da democracia e isto devido à forma como a maior parte dos políticos se comportou e se comportam, a começar pelo Professor Cavaco Silva.
E a continuar com as próprias televisões que ignoraram totalmente este problema.
E porque é que o povo português parece começar a rejeitar a democracia? Porque, temos de ser realistas, votar de pouco serve, vote-se em quem se vote e temos um governante a ir a Bruxelas receber instruções, estejam ou não estas, de acordo com os desejos do povo.
Temos de dar a volta a isto e não serão os políticos que o farão temos de ser nós, cidadãos anónimos a tomarmos o nosso destino em mãos.

Ahhh! Falta Manuel Coelho.
Este deve ter sido o único vencedor das eleições, praticamente sem dinheiro, fez uma campanha inteligente, teve 189.340 votos (4,5%) e, na Madeira, para grande horror do Jardim, teve 46.247 votos (39,01%), próximo, demasiado próximo dos 52.168 votos (44,01%) que o Prof. Cavaco Silva lá teve.
É pouco provável que consiga repetir este resultado nas próximas eleições regionais mas, é muito possível é que tire a maioria absoluta ao PSD na Madeira. Ainda por cima, se o Dr. Alberto João Jardim não concorrer às próximas eleições.

E, ainda há bem pouco tempo nem 1% lhe davam nas sondagens...



Sexta-feira, Janeiro 21

Saudades de tempos idos...

O blog Blasfémias publicou um artigo do Publico sobre um inquérito feito em Portugal e onde 46% dos portugueses manifestam a opinião de que a situação actual é pior do que a de antes do 25 de Abril. 
O autor do artigo atribuí esta opinião basicamente a que "a democracia assentou o seu discurso fundacional não em como poderíamos ser um país mais rico, mas sim no combate à desigualdade e aos ricos"
E, a parir desta ideia desenvolve um artigo em que salta completamente por cima das reais causas daquele descontentamento.

Aproveitei e coloquei lá um comentário que transcrevo a seguir:

O problema não é este, o problema é outro.

O problema é que a adesão à UE falhou e falhou redondamente e, como muitos que a apoiaram ainda estão na política activa, não se pode falar deste falhanço, então mandam-se os problemas para cima do cidadão português, é gastador, não paga as dívidas, só quer telemóveis, não trabalha, etc., etc.
E, mais, devido aos erros que estes cidadãos cometeram os seus filhos e netos vão ter uma vida miserável.
Quando temos um incapaz como o Passos Coelho (que nem tem culpa da adesão mas que a apoia) dizer que consertar o descalabro actual leva pelo menos doze anos e isto depois de há mais de dez anos estarmos em crise e, antes disso termo-nos sacrificado para poder entrar no Euro (que seria o paraíso) qual o espanto de ver as pessoas em bloco a rejeitarem a situação actual?

É que antes do 25 de Abril, Portugal tinha aderido à EFTA e a economia portuguesa tinha reagido muito bem a esta adesão com o PIB português a subir a dois dígitos.

O país era muito mais miserável do que actualmente mas as pessoas sentiam que eram donas do seu destino e, havia miséria mas cinco anos antes ela era maior e dez anos antes muito maior. Ninguém duvidava que mais uns dez ou quinze anos e estaríamos a par da média europeia.

Mas agora, não duvidamos que nunca atingiremos a média europeia e sentimos que não somos donos do nosso destino, sentimos (e com razão) que o nosso destino está nas mãos de Bruxelas, Frankfurt, dos mercados e sei lá que mais.

Qual no espanto que se tenham saudades das épocas antes do 25 de Abril?

Minuto verde

Aparece na TV um programa da Quercus, uma associação aparentemente ambientalista que tem uma rara qualidade, só dura um minuto...

Encontrei um video no Ecotretas que responde admiravelmente a um dos programas da Quercus. É que esta associação lembrou-se de fazer na TV propaganda a um produto comercial nitidamente fraudulento, a Ecobola:


Bom, procurando na Web encontram-se umas más línguas dizendo que lavar com Ecobola e sem detergente, é exactamente igual a lavar só com água...

Mas, a melhor resposta é ainda este video:




Aproveito para dar graciosamente uma sugestão à Quercus para melhorar facilmente o seu programa introduzindo-lhe duas alterações, mudar o nome e a duração, o nome para Segundo Verde e a duração para um segundo... 

A TELEVISÃO NÃO NOTICIOU...

Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho

 

No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o relatório PISA trouxe algumas boas evidências para Portugal.

 

E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!

 

O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.

 

O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.

 

Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social ( e pelos habituais "fazedores de opinião" luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram que os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...

 

Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.

 

Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: a inclusão.

 

O relatório revela-nos que Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!

E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.

 

Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores!

 

Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.

 

Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário. Estranha-se o silêncio.

 

Margarida Rufino in Jornal de Cascais

 

 

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