Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Segunda-feira, Fevereiro 28

Carvalho da Silva e o bom aluno...


Lido em A Bola:

O secretário-geral da CGTP defendeu, este domingo, que Portugal deve deixar de ser «aluno da União Europeia» e encontrar uma estratégia de desenvolvimento própria.

«A postura de aluno da União Europeia deve ser abandonada», disse Carvalho da Silva na Universidade Primavera promovida pelo BE, em Ovar. «Portugal precisa agir de acordo com os seus interesses na União, mas tem que tratar das suas próprias capacidades e desafios de desenvolvimento», acrescentou.

Para o líder da CGTP, «cedência e submissão aos poderes dominantes não são passíveis de criar soluções para os problemas do País».

É reconfortante ver que já há quem coloque os verdadeiros problemas em cima da mesa.
Para quem não se lembra, esta do bom aluno, foi uma referência de Delors, na altura Presidente da Comissão Europeia, ao Portugal de Cavaco Silva.
No fundo foi uma palmadinha nas costas do Primeiro Ministro Cavaco Silva que se babou todo com o pseudo elogio.

A massificação do carro eléctrico

No blog A Ciência não é neutra um tal Carlos Portugal escreveu um comentário a propósito dos carros eléctricos que vale a pena reproduzir.

É que, o que este Engenheiro diz é, no fundo, muito simples, a tecnologia ainda não está pronta para uma massificação do carro eléctrico.

Coloca também outro problema, como é a reciclagem das baterias? Quem faz? Quem paga? Quais os riscos?


Sou engenheiro mecânico, pelo IST, e tirei especialização em engenharia automóvel. 
Há aqui vários problemas que nem o senhor nem outras pessoas parecem aflorar. Um desses problemas é que a autonomia das ditas baterias pouco melhorou desde 1908... Se o «progresso» é assim tão lento...
Outro dos problemas é que os ditos painéis solares dependem de um factor que é conhecido como a «constante solar do lugar», também chamada «insolação» (não confundir com a «constante solar» no limite superior da atmosfera) ou seja, a radiação máxima de energia solar - medida em Watts/m2 (embora seja agora hábito usarem-se outras unidades) - que um metro quadrado de superfície recebe teoricamente ao meio-dia solar do Solstício de Verão. Ou seja, a sua intensidade máxima. Esta, na nossa latitude, não chega aos 350 Watts/m2, claramente insuficiente para as aplicações utópicas sonhadas pelos verdes.
A acrescer a isto, há o fraquíssimo rendimento dos painéis solares, que rondam os 15%, nos mais avançados, ou seja, à volta dos 60W por metro quadrado... Não será com isto que pensará recarregar as baterias de iões de lítio dos brinquedos eléctricos a que chamam «automóveis»...

Restam as eólicas, mas o seu rendimento depende do vento, e é em média menor do que 25% da potência instalada. Uma fraude, portanto, que nos destrói a paisagem e expulsa os enxames de abelhas, acabando com a polinização generalizada e com o que resta da agricultura.

Por fim, há o problema da POLUIÇÃO química das baterias dos ditos carros eléctricos, porventura muito mais grave que a dos escapes dos diesel: estas baterias utilizam elementos designados por lantanídios na tabela periódica, que são extremamente tóxicos, quer na sua extracção (maioritariamente na China), quer depois na sua cessão em fim de utilidade. Ou seja, a reciclagem das baterias segue (quando são recicladas, o que é RARO) os mesmos preceitos do processamento dos resíduos nucleares. Agora imagine milhões de enormes baterias a serem descartadas ao fim de 3 a 5 anos. E com um custo unitário rondando os 15.000 euros...

Enfim, meu Caro, não há «milagres» na Física, pois as suas leis não podem ser violadas, e a «tecnologia» não tem resposta para tudo, muito menos se usar aquilo a que cada vez mais se chama «bad Science», para não usar outro nome.

Uma equação evidente

Lido no Sol:
Governo vende TAP até ao final de Maio
A transportadora aérea LATAM, resultante da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, está a negociar a compra de uma participação na TAP, apurou o SOL. A gigante da América do Sul irá ficar com 39% do grupo português, mas esta participação, actualmente em cima da mesa das negociações - que deverão estar concluídas até ao fim de Maio - pode aumentar até 49%.                                                                                    
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Uma das maiores companhias aéreas do Mundo, a alemã Lufthansa, também já contactou a TAP para se inteirar dos pormenores do negócio. A TAP é a principal transportadora a ligar o Brasil à Europa e a Lufthansa está de olhos neste país. Por isso, anunciou esta semana o reforço das ligações ao Brasil


+

E no Público:

Angela Merkel e José Sócrates vão negociar resposta à crise da dívida em Berlim


Encontro entre os dois governantes surge numa altura em que se duvida que a Alemanha aceite que o fundo de apoio europeu seja usado para a compra de dívida no mercado.

O primeiro-ministro, José Sócrates, vai encontrar-se na próxima quarta-feira, dia 2 de Março, com Angela Merkel para aproximar posições sobre a reforma do fundo de socorro do euro num contexto de forte especulação sobre a possibilidade de Portugal estar já a negociar alguma forma de assistência financeira. 
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Mein lieber Sokrates, tens todo o meu apoio mas, primeiro, passa para cá a TAP...


From the halls of Montezuma to the shores of Tripoli...



Dos salões de Montezuma às praias de Tripoli, é assim que começa o hino dos Marines americanos.
A referência a Tripoli é uma referência à guerra entre os Estados Unidos e os estados otomanos do Norte de África, mais particularmente à batalha de Derne no início do Século XIX, onde um pequeno grupo de marines juntamente com uns 500 mercenários andaram em guerra no que é a actual Líbia (mercenários que, segundo parece, não foram integralmente pagos).

Agora que a Líbia parece estar na moda e em que o Coronel Kadhafi provavelmente acabará por ser corrido e se calhar, executado, é curioso ver o silêncio americano sobre território que já lhe foi tão caro.

Este silêncio poderia ser considerado uma mudança de atitude dos Estados Unidos que deixariam de meter o bedelho onde não eram chamados. Infelizmente parece ser mais consequência da completa inoperância do actual inquilino da Casa Branca.

Nitidamente, com Barack Obama, os Estados Unidos estão a europeizar-se, isto é, a tornarem-se incapazes de fazer seja o que for...

Domingo, Fevereiro 27

O roto a rir-se do nu...

Passos Coelho: José Sócrates não tem "sentido de Estado"



O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou hoje os membros do Governo, como o primeiro-ministro e ministros, de não terem "sentido de Estado", ao utilizarem as suas funções para "fazer campanha" contra um partido político.

Ver a notícia toda aqui.

Sexta-feira, Fevereiro 25

É gastar vilanagem...


EU spent €153m on travel and a further €121m on staff missions in 2010

 

Open Europe research has revealed that the EU spent €153m on travel and a further €121m on staff missions in 2010. This makes a total of €273m, which is actually more than the EU's budget line for 'food aid' in 2010, which comes under the Commission's humanitarian aid budget. (Mail, 12 February)

2010's travel budget paid for various junkets, including a trip by MEPs to the Seychelles costing £50,000 in hotels and flights alone. MEPs last visited the islands just two years before. Another trip saw 45 MEPs travel to Kinshasa in the Democratic Republic of Congo, costing £77,000 in hotel and travel expenses. Among other subjects, both trips put climate change high on the agenda. The flights alone are estimated to have generated over 90 tonnes of CO2 (Irish Independent, 12 February)


EU spent more on travel for its officials than on food aid in 2010
12 February Times 11 February Mail Irish Independent

Siân Herbert was quoted in the Times saying, "While boosting trade with developing nations is a noble objective, far too often these trips simply send out the wrong message to European taxpayers. MEPs enjoy luxurious hospitality in exotic locations, but it is very rarely clear what these trips actually achieve. This is yet another example of why the EU budget is in need of tighter controls and serious reform." Siân was also quoted in the Mail and the Irish Independent.

Convocado pela patroa...

Do jornal I:

Merkel chama Sócrates para reunião em Berlim

O primeiro-ministro José Sócrates irá encontrar-se com Angela Merkel no dia 2 de março, em Berlim, respondendo a um convite da chanceler alemã, disse à Lusa fonte oficial.

Na agenda do encontro estará a preparação das cimeiras europeias do próximo mês -- o Conselho Europeu extraordinário de 11 de março e o Conselho Europeu de 24 e 25 de março -- e a forma como o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou o mecanismo que lhe suceder poderá ser utilizado para ajudar de forma mais efetiva os países em dificuldades com dívidas soberanas, como Portugal.

Entre as atribuições que o Governo português defende para o futuro mecanismo está o aumento da capacidade financeira para os 500 mil milhões de euros, a possibilidade de intervir nos mercados primário e secundário de dívida, ou seja, a compra direta de dívida pública dos Estados quando é emitida e, depois, quando é negociada no mercado. Para além disso, preconiza também empréstimos diretos aos Estados membros.

As ideias de Portugal para a futura configuração do fundo foram expressas em vários momentos pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, mas nunca de forma tão sistematizada e direta como a que o governante utilizou quando criticou a "lentidão" europeia nesta área. No dia 15 de fevereiro, Teixeira dos Santos, à entrada para uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, disse que "é muito importante a possibilidade de intervenção no mercado da dívida, quer no domínio do chamado mercado primário, quer mercado secundário, bem como a possibilidade de efetuar operações de empréstimo aos Estados-membros".

Relativamente aos empréstimos, o governante defendeu que haja "diferentes modalidades, desde empréstimos que possam estar enquadrados num programa como aqueles que estão agora a ser utilizados para a Grécia e para a Irlanda até pura e simplesmente a abertura de linhas de crédito, à semelhança por exemplo do que o Fundo Monetário Internacional (FMI) faz, só que neste caso seria um instrumento europeu e em condições de financiamento não sejam tão onerosas como aquelas que estão a ser praticadas atualmente".
José Sócrates e Angela Merkel têm uma história já longa de trabalho em conjunto em momentos importantes para o projeto europeu, nomeadamente na resolução do Tratado de Lisboa durante a presidência portuguesa da União Europeia.
A possibilidade de a chanceler alemã vir ao encontro das pretensões de países como Espanha e Portugal tem sido criticada na Alemanha. Hoje mesmo o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung publicou um texto assinado por 198 economistas que pedem a Angela Merkel a extinção do mecanismo europeu de estabilidade e, em seu lugar, a criação de "um plano detalhado de bancarrota controlada para os países do euro sobreendividados".

Como é? A patroa convoca e o lacaio vai logo a correr? Será que Sócrates já se esqueceu que é o Primeiro Ministro de um país independente?

Cada vez é mais evidente o disparate da adesão ao Euro!

 Há uma dezena de anos aderimos à Moeda Única, ao Euro.
Na altura houve uma imensa campanha de propaganda, o Euro era nitidamente o paraíso...
Os poucos que nos tentaram alertar para o erro foram marginalizados e praticamente silenciados. Dos partidos, o único que discordou frontalmente da adesão foi o PCP. Claro que foi acusado de tudo e de mais alguma coisa. Infelizmente tinha razão.
Dos grandes economistas da nossa praça que me lembre, só o Prof. Ferreira do Amaral discordou. Mas pouca gente o notou pois a Comunicação Social quase que o escondeu.
Agora já se começa a perceber o erro. Mas os apoiantes incondicionais da altura recusam-se a reconhecer o erro e a pedir desculpa à Nação por a terem induzido em erro.
Tem interesse ver estas pequenas entrevistas, de um lado temos um apoiante incondicional, o Dr. Miguel Beleza, ex-ministro das Finanças que, em desespero de causa, até põe a hipótese de, sem o Euro, estarmos pior.
 Do outro lado temos o Prof. Ferreira do Amaral que acertou em cheio!

Fabulosa Xangai...

Japan by night...

Segunda-feira, Fevereiro 21

Um pouco de cor neste cinzentismo todo...

Numa altura em, que só se fala de juros, dívida e outras coisas altamente cinzentas, fica bem colorir um pouco o ambiente...

Somos os sétimos!

Aparentemente, no que toca a taxas de desemprego, estamos em sétimo lugar...
O curioso é que praticamente todos os países do Euro têm taxas elevadas.


Desmistificando o Euro

 Recebi no meu mail o texto que se segue e que é muito pertinente.


Enquanto os discursos dominantes atribuem a situação económica crítica da Grécia a uma má gestão camuflada por aldrabices das contas públicas, Karl Müller analisa-a como a consequência de políticas externas ao país. Classicamente, põe em causa o papel das agências de classificação para favorecer a especulação. Sobretudo, e isto é muito pouco conhecido, põe em causa a política económica agressiva de Berlim que enriqueceu a Alemanha em detrimento dos seus parceiros mais pequenos da zona euro.

Atenas, princípio de Fevereiro de 2010. Por toda a parte, nesta cidade de mais de 3 milhões de habitantes que explode literalmente, encontram-se pessoas amáveis, abertas, comunicativas e trabalhadoras. Serão elas responsáveis pelo facto de a União Europeia condenar o seu país ao pelourinho? E será culpa delas que desde há algumas semanas ou seu país seja manchete nos jornais de uma forma tão negativa? Ou será que os verdadeiros responsáveis encontram-se alhures? 

Quem são estas famosas "agências de classificação"? 

Dia 11 de Fevereiro, o presidente do grupo socialista do Parlamento Europeu, Martin Schulz, no decorrer de uma entrevista à Deutsch-landfun declarou: "Mencionaram as agências de classificação que, parece, baixaram a classificação de solvabilidade da Grécia. Gostaria de falar esta manhã com os chefes de Estado e de governo [eles estavam reunidos a 11 de Fevereiro para falar da crise financeira da Grécia] a fim de saber quem são estas agências de classificação e que interesse têm elas em declarar que as medidas são ineficazes, que é preciso aumentar taxas de juro dos empréstimos que serão concedidos a qualquer momento quer por países quer por bancos privados. Alguém vai receber estes juros, mas quem? Quem tem interesse em que se aumentem as taxas? As agências de classificação. Mas quem são elas? Esta é uma das pequenas questões que apresento de passagem pois nunca são debatidas". 

A culpa cabe aos especuladores monetários? 

Rudolf Hickel, especialista de esquerda em questões financeiras, exprimiu os seus temores ao declarar em 11 de Fevereiro ao Spiegel Online: "Uma falência da Grécia poderia causar a ruína de todo o sistema do euro". Segundo os media alemães, toda a agitação a propósito da Grécia foi provocada voluntariamente por aqueles que especulam com as moedas, "pois os beneficiários de uma eventual falência do Estado são sobretudo aqueles que especulam em Bolsa com as moedas". Segundo Hickel, "quanto mais pequeno for o país, mais ele é entregue brutalmente aos especuladores. [...] Após a Grécia, a Espanha e a Itália estarão na linha de alvo dos especuladores". 

O capital financeiro age ao seu bel-prazer 

Para o chefe dos socialistas europeus, trata-se de um dilema: por um lado eles aferram-se com todas as suas forças à UE e ao euro para os seus projectos de governo mundial. Por outro lado, o capital financeiro — os responsáveis socialistas estão sempre ao seu serviço — age ao seu bel-prazer e nunca se sabe com certeza a favor de quem ou contra quem ele se decide neste ou naquele caso. Actualmente, não apenas para com o euro, mas sobretudo em relação ao dólar? Diz-se que os Estados Unidos, este ano, vão lançar 2,5 mil milhões de empréstimos públicos. É muitíssimo dinheiro e a concorrência aumenta nos mercados financeiros. Em todo o caso, isso dá uma chicotada nos negócios. Hickel diz simplesmente: "Os especuladores não visam um curso particular do euro que reflectisse adequadamente a actividade económica. Eles sacam muito mais lucros com um curso extremamente instável". Segundo o Neue Zürcher Zeitung de 11 de Fevereiro, a bolsa de futuro de Chicago, que é determinante para o negócio dos derivados monetários, actualmente aposta mais do que nunca contra o euro. 

Faz-se negócios com os juros 

Também se fazem negócios com os juros. Só em Abril e Maio de 2010, empréstimos do Estado grego num montante de cerca de 40 mil milhões chegando à maturação deverão ser reembolsados por meio de novos empréstimos, novos créditos, contudo não mais a 3% e sim a cerca de 6%. Os prestamistas chamam a isso "prémio de risco" por causa da dívida pública grega. Na realidade, eles assim duplicam os seus lucros pois até aqui a Grécia sempre pagou. Parece que este ano, um total de 2,2 mil milhões de empréstimos públicos chegam à maturação na zona euro. Uma grande parte deverá ser financiada recorrendo aos mercados financeiros. E se o mundo das finanças conseguisse também aqui — em Portugal, na Itália e na Espanha e igualmente em França e na Bélgica, talvez mesmo na Alemanha — fazer escalar as taxas de juro com a ajuda das agências de classificação? Um por cento a mais representa 22 mil milhões de euros. Isto seria um negócio formidável... em todo o caso durante tanto tempo quanto os povos e os Estados participarem neste jogo sinistro. E o que aconteceria se o euro não pudesse mais ser sustentado, se a UE afundasse e se por exemplo a Grécia não reembolsasse mais as suas dívidas senão em condições justas? 

A Alemanha lucrou com o euro... em detrimento de outros países 

Antes de mais nada, a Alemanha perderia enormemente o seu poder. Até agora a sua indústria exportadora, em particular, lucrou consideravelmente com a UE e a introdução do euro. Actualmente, as exportações representam cerca de 50% do PIB. 

O jornal Junge Welt titulava em 9 de Fevereiro: "Falência made in Germany. A ameaça do afundamento das finanças públicas de Estados da Europa do Sul é a consequência directa da política agressiva da Alemanha em matéria de comércio exterior". No artigo podia-se ler: "Desde há décadas, Berlim conduz uma política económica agressiva fundamentada nas exportações. [...] A maior saída para o capital alemão é a UE. [...] A moeda comum europeia privou os países da zona euro expostos a esta ofensiva exportadora alemã da possibilidade de restabelecer a competitividade das suas economias procedendo a desvalorizações da sua moeda. O enorme desequilíbrio económico que daí resulta manifesta-se de maneira flagrante através da Grécia, esta candidata à falência que, em 2008, importou mercadorias alemãs no valor de 8,3 mil milhões de euros ao passo que as suas exportações chegavam apenas a 1,9 mil milhões de euros. 

Para o autor do artigo, uma causa importante do "êxito" alemão reside numa "estratégia de empobrecimento do mercado interno: Entre 2002 e 2008, os salários brutos aumentaram em média 15,2% na Alemanha, mas 31,9% no conjunto dos países da UE". 

O euro conduz a um controle total dos Estados da UE 

A grande indústria alemã tem "necessidade" de países como a Grécia, mas a longo prazo isto não funciona senão se a política alemã puder controlar cada vez mais estes países. E é para isso que serve a actual política da cenoura e do bastão: o bastão das restrições para a população, do controle por comissários europeus para o governo. O novo presidente da UE, Hermann van Rompuy, declarou após a cimeira de Bruxelas: "Pedimos ao governo grego para aplicar todas as medidas de maneira rigorosa e determinada". Mas a cenoura foi igualmente apresentada aquando da reunião de 11 de Fevereiro dos chefes de Estado e de governo: "Não abandonaremos a Grécia", declarou a chanceler alemã Angela Merkel (comunicado oficial). 

Isto quer dizer que a Alemanha faz saber que em caso de insolvência da Grécia, ela está pronta a ajudar financeiramente... a fim de sustentar o euro e não, sem dúvida, por solidariedade. 

E qual é o preço? A inflação? Ainda mais sacrifícios para o contribuinte alemão e sobretudo em detrimento dos trabalhadores? Daniel Gros, director do Centro for European Policy Studies (CEPS) de Bruxelas, informou à revista alemã Manager Magazin em que consistia o "controle da crise" em países como a Grécia: "Trata-se precisamente de baixa dos salários no sector privado. Para mim é o essencial". E ele não pensava apenas na Grécia

Os líderes socialistas europeus louvarão isto como um acto de solidariedade. Os chefes de governo socialistas dos Estados europeus, na véspera do encontro dos chefes de Estado e de governo, haviam pedido uma "ajuda" urgente para a Grécia (e os outros países do Sul da Europa que eram postos em causa pelos jornais). Observemos bem realmente: os socialistas europeus também querem a UE e o euro. 

O governo alemão aspira a um estatuto de potência mundial? 

Retornemos mais uma vez à Alemanha. A agência de informação privada estado-unidense Stratfor Global Intelligence publicou a 8 de Fevereiro uma análise interessante sobre o papel da Alemanha na Europa e no mundo ( "Germany's Choice" ). Durante décadas a Alemanha foi o tesoureiro da Europa sem desfrutar de um peso político real, mas agora ela não é mais um "observador passivo" munido de um livro de cheques". Merkel é a primeira chanceler que governa "liberta do peso dos pecados passados". Ela já não está disposta a pagar pela Europa "em detrimento dos interesses alemães". 

Mas ela pagará apesar disso, ou antes, por causa disso, no caso da Grécia. Seria certamente "inteligente" que a Alemanha cessasse de pagar e que a UE e o euro se afundassem, mas sem a UE e o euro a Alemanha não poderia mais pretender o estatuto de potência mundial. (Na verdade, para a população pouco importa.) Contudo, o governo Merkel importa-se e o preço que os outros Estados da UE devem pagar para isso é o controle absoluto da Alemanha sobre o Banco Central Europeu e por isso mesmo sobre os orçamentos de todos os países da zona euro. 

Mas não vemos perfilar-se aqui uma megalomania que já se manifestara outrora na Alemanha? O que é que torna o governo alemão tão certo de que não poderá encontrar-se em breve à beira da falência? Ou existem planos sinistros da direita e dos Verdes tendo em vista uma renovação "alemã verde" que não recua diante de nada? 

Mas retornemos à Grécia. Aquando das manifestações contra o plano de rigor imposto pela UE ao novo governo, podiam-se ler ou ouvir slogans como "Não aceitaremos o desemprego e a pobreza para permitir ao capital monopolista que faça grandes lucros" ou "Não pagaremos nem um cêntimo à plutocracia". O secretário-geral do sindicato grego dos funcionários Adedy declarou: "Eles prometeram que os ricos pagariam mais ao invés disso eles se servem dos pobres. É esta política que combatemos, não a tentativa de ultrapassar a crise". 

Os gregos estão fartos da UE 

Tem a Grécia alguma possibilidade de se safar no seio da UE e da zona euro? Dificilmente! Um artigo publicado no Neue Zürcher Zeitung de 12 de Fevereiro intitulado "A zona euro, zona de conflitos" recordou mais uma vez uma falha fundamental do euro: Contra toda a razão económica, a introdução do euro devia permitir criar um super Estado europeu. Mas isto era quimérico desde o princípio: "As tensões no seio da união monetária europeia são mais ou menos o resultado do facto de que os políticos sempre viram na união monetária um instrumento destinado a acelerar e a impor a integração política da Europa. Faz-se uma utilização abusiva da instituição monetária a fim de visar objectivos situados para além da política monetária, o que representa um perigo para a estabilidade da moeda e para a economia". 

É possível que se a Grécia saísse da UE sofresse num primeiro momento um certo número de inconvenientes económicos e outros — mas se ela permanecer na UE, os inconvenientes multiplicar-se-ão consideravelmente. Os atenienses dizem que estão fartos da UE e é normal. Não confiar senão nas suas próprias forças e desfrutar da liberdade é mais digno do que levar cada vez mais uma vida de escravos.

No tempo dos nossos bisavós-X

Ópio para bebés recém-nascidos
Acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para aquietar bebés recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio.  Este frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio e de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida.  "Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia."

O produto era muito potente, e continha 46% de álcool. 

No tempo dos nossos bisavós-IX

Drops de Cocaína para Dor de Dentes – Cura instantânea
Os dropes de cocaína para dor de dentes (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o "humor" dos usuários.

Domingo, Fevereiro 20

Holanda!

Umas imagens de uma Holanda carnavalesca...

As vantagens da terceira idade...

O que é que estou a fazer em Lisboa com esta porcaria de tempo?

Accao da GNR em Murca

A Comissão de Utentes

Contra as Portagens na A25, A24 e A23

geral@contraportagens.net

 

Acção da GNR em Murça

 

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 realizou hoje duas iniciativas de recolha de assinaturas na petição contra as portagens – uma em Tarouca e outra em Murça - esta última, aquando de uma visita do Primeiro-Ministro José Sócrates.

 

Na iniciativa de Murça a GNR confiscou uma aparelhagem sonora que estava instalada numa viatura. A viatura foi igualmente apreendida pela GNR e posteriormente entregue a um fiel depositário que é membro da Comissão de Utentes Contra as Portagens.

 

Como se passou tudo isto num estado de direito ?

 

A viatura estava legalmente estacionada  fora da zona de protecção.

A GNR a dada altura solicitou que o volume de som fosse baixado. O volume de som foi reduzido.

De seguida a GNR informou que as colunas de som não deviam estar colocadas no chão. As colunas de som e um gerador foram colocados na viatura [na grade do tejadilho e na mala].

Todas as determinações da GNR foram cumpridas.

Imaginamos que por ordem superior, passados uns largos minutos, a GNR dirigiu-se à viatura e confiscou o equipamento de som e apreendeu a viatura.

Diz a GNR que se tratava de uma manifestação ilegal. Ora, importa dizer que não existia nenhuma manifestação – tratava-se apenas de sete membros da Comissão que, com apoio de uma mensagem sonora, recolhiam assinaturas contra as portagens numa petição que está também disponível em www.contraportagens.net

Diz a GNR que a viatura estava próxima da iniciativa onde ia estar presente o Primeiro-Ministro. Ora, a viatura estava fora do perímetro de segurança, montado pela própria GNR, com grades metálicas.

Diz a GNR que a viatura e o som estavam próximos de uma escola. Importa dizer que na escola não decorriam aulas, uma vez que crianças e professores aguardavam a chegada do Primeiro-Ministro.

Após o equipamento de som ser confiscado e colocado numa viatura da GNR, um membro da Comissão de Utentes Contra as Portagens dirigiu-se com quatro testemunhas ao quartel da GNR de Murça onde apresentou queixa por abuso de autoridade, furto e dano em propriedade privada, contra o Capitão José Moutinho e o Sargento António Pessoa.

Estranha-se este comportamento da GNR de Murça. Terá a GNR de Murça obedecido a ordens exteriores à corporação ? Os tribunais esclarecerão este comportamento.

 

Uma coisa é certa – o Governo lida mal com a indignação, o protesto e a luta dos portugueses.

Uma outra coisa também é certa - As iniciativas de recolha de assinaturas contra as portagens vão continuar a realizar-se nos distritos de Viseu, Vila Real, Guarda e Castelo Branco. E continuarão a realizar-se também nos locais visitados pelo Primeiro-Ministro. O único senão será a necessidade de encontrar um equipamento sonoro que substitua o que foi ilegalmente confiscado pela GNR de Murça. Se for necessário apelaremos à população para uma contribuição financeira.

 

Na próxima semana serão colocadas faixas em diversos locais daqueles quatro distritos apelando ao protesto e à luta contra as portagens.

 

De igual forma, como já está anunciado, no dia 8 de Abril realiza-se uma grande acção de luta nas auto-estradas A25, A24 e A23 envolvendo os distritos de Viseu, Vila Real, Guarda e Castelo Branco – a forma dessa acção será divulgada nos próximos tempos.

 

 

 

18/Fevereiro/11

 

A Comissão de Utentes

Contra as Portagens na A25, A24 e A23

No tempo dos nossos bisavós-VIII

Tablete de cocaína (1900)

Estas tabletes de cocaína eram "indispensáveis para os cantores, professores e oradores".
Eles também aquietavam a dor de garganta e davam um efeito "animador" para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.

Sábado, Fevereiro 19

No tempo dos nossos bisavós-VII

Ópio para a asma
Este National Vaporizer Vapor-OL era indicado "Para asma e outras afecções espasmódicas".
O líquido volátil era colocado numa panela e aquecido por um lampião de querosene. 


Sexta-feira, Fevereiro 18

Até na Holanda...

O Parlamento holandês aprovou uma moção obrigando o governo a distanciar-se de qualquer acção em direcção a maior união política na União Europeia.
A margem de manobra do ministro holandês das finanças, Jan Kees de Jager que se opunha à moção, tornou-se muito estreita.

Coitado do Khadafi... depois de mais de 40 anos de leais serviços, querem despedi-lo!

A grande questão é se Khadafi aguenta ou não.
Segundo o Público a situação está tensa mas há manifestações a favor do Khadaffi:

O regime de Muammar Khadafi bem se esforçou por diminuir o impacto do "Dia de Raiva", convocado para ontem: organizou manifestações de apoio ao líder, em Trípoli e noutras cidades, e anunciou "grandes mudanças", incluindo a nível do Governo. Mas se na capital evitou os protestos, noutros locais não controlou a situação e as informações divulgadas por fontes oposicionistas dão conta da morte de pelo menos dez pessoas desde quarta-feira à noite, em acções de protesto em Bengasi e Al Beyida.

Depois de notícias dispersas sobre contestação e confrontos que foram sendo conhecidas ao longo do dia, ontem à noite ouviram-se tiros em Bengasi. "Ouvimos disparos em alguns lugares", disse à AFP Ramadhan Briki, redactor-chefe do jornal líbioQuryna, com sede naquela que é a segunda cidade do país. "Não sabemos se há mortos ou não", acrescentou. O jornal divulgou no seu site que manifestantes incendiaram ao início da noite um posto de polícia.

Já antes se sabia que os protestos mais sangrentos ocorreram em Bengasi, mil quilómetros a leste de Trípoli. Nos "confrontos violentos" que desde quarta-feira à noite opuseram forças de segurança e manifestantes foram mortas seis pessoas e 35 ficaram feridas, divulgaram os sites de oposição Al Youm e Al-Manara, baseados no estrangeiro. Advogados que se manifestaram frente ao tribunal reclamaram uma Constituição para o país.

Na noite anterior, de terça para quarta-feira, quando começaram as acções de protesto contra Khadafi, os confrontos na cidade portuária, de forte tradição oposicionista, tinham causado 38 feridos.

Sites ligados à oposição informaram que pelo menos quatro pessoas morreram nos últimos dois dias na cidade de Al Beyida, 200 quilómetros a leste de Bengasi. "As forças de segurança e milícias dos comités revolucionários dispersaram, usando balas reais, uma manifestação pacífica de jovens", fazendo "pelo menos quatro mortos e vários feridos", indicou um comunicado do Libya Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos, com sede em Londres, citado pela AFP. 

Um residente que não quis ser identificado disse à Reuters que 15 pessoas ficaram ontem feridas em confrontos entre familiares de dois homens mortos na véspera e defensores do regime, após o funeral. "A situação ainda está complicada", referiu num contacto telefónico. "Os jovens não querem ouvir o que os mais velhos dizem."

O Quryna, tido como próximo de Seif al-Islam, filho de Khadafi, referiu dois mortos em Al Beyida e noticiou que o responsável local dos serviços de segurança foi afastado depois da morte dos manifestantes. Carros de polícia e de particulares foram incendiados. Vídeos colocados na Internet mostram jovens cantando - "O povo quer derrubar o regime"-, ao mesmo tempo que se vêem viaturas a arder, sem que se perceba a presença de forças de segurança.

O jornal noticiou também manifestações violentas em Zenten, 145 quilómetros a sudoeste de Trípoli. Foram presas várias pessoas, entre as quais dois tunisinos, e incendiados um posto de polícia, o tribunal, os postos da segurança interna e da guarda popular, além de uma sede dos comités revolucionários. Fonte médica referiu que não houve mortos, mas nada esclareceu sobre feridos. Informações não confirmadas dizem que os contestatários entoaram gritos de "Vencer ou morrer".

Bem diferente foi o dia de ontem em Trípoli, onde os apelos a um "Dia de Raiva", semelhantes aos que têm provocado levantamentos noutros países da região, e que levaram ao derrube dos ditadores na Tunísia e no Egipto, não tiveram repercussão visível.

Pelo contrário. Uma manifestação na Praça Verde, no centro da cidade, reuniu milhares de apoiantes de Khadafi. "Khadafi, o pai do povo", "Nós defendemos Khadafi", "A multidão apoia a revolução e o líder", lia-se em cartazes empunhados por manifestantes.

Linhas vermelhas

"Há uma manifestação pró-regime no centro de Trípoli. Fora dessa área não há absolutamente nada", disse ontem à tarde ao PÚBLICO o embaixador português, Rui Lopes Aleixo. A segurança foi levemente reforçada na capital e a circulação automóvel fez-se com fluidez. Imagens da televisão estatal têm também mostrado desde quarta-feira manifestações pró-regime em Bengasi, Syrte, no Leste, e Sebha, no Sul.

O menor fulgor dos protestos na capital pode ter a ver com a especificidade líbia, como defendem alguns analistas, ou com medidas proactivas adoptadas pelo regime. Ontem, segundo a Reuters, foi anunciada uma reunião do Parlamento para a próxima semana, para aprovar "grandes mudanças", incluindo a nível governamental.

A organização Human Rights Watch divulgou que as autoridades detiveram 14 activistas e escritores que estariam a preparar protestos antigovernamentais. A Reuters noticiou que as comunicações telefónicas para algumas regiões estiveram indisponíveis e a AFP referiu que, na noite de quarta-feira, mensagens por telemóvel enviadas por "jovens da Líbia" advertiam os que se "atrevessem a tocar" nas quatro linhas vermelhas definidas pelo líder em 2007: o islão, a segurança do país, a integridade territorial e Muammar Khadafi. 

A mesma agência noticiou que os comités revolucionários em que o regime assenta preveniram que não permitirão "o saque das conquistas do povo e ameaças à segurança dos cidadãos e à estabilidade do país". 

Mustafa Fetouri, analista político e professor universitário em Trípoli, manifestou à Reuters a opinião de que não haverá mudanças significativas na Líbia. "Não vejo a [agitação] espalhar-se... Khadafi continua a ser muito respeitado."

Bem diferente é o entendimento de Moncef Djaziri, investigador da Universidade de Lausanne, que ontem dizia ao diário francês Le Monde que o movimento de protesto "não vai ficar por aqui". 

A União Europeia, o Reino Unido e organizações como a Amnistia já pediram que fosse evitado o recurso à força e os EUA pediram a Trípoli medidas "que respondam às aspirações, às necessidades e às esperanças" do povo. 

Jovens belgas despem-se para exigir um Governo

Sócrates, vai-te embora e leva o Passos e os outros políticos contigo.
Não queremos governo!

Mundo - Jovens belgas despem-se para exigir um Governo - RTP Noticias, Vídeo

No tempo dos nossos bisavós-VI

Glyco-Heroína

Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova York. A heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também como remédio contra a asma, tosse e pneumonia. Misturar heroína com glicerina (e comummente açúcar e temperos) tornava o opiáceo mais agradável para a ingestão oral.