Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Sexta-feira, Setembro 30

Será verdade?

Recebi por e-mail esta notícia:


A dívida oculta da Alemanha
23 setembro 2011 
"A verdade" – é o título do Handelsblatt, que baseando-se em números espantosos, põe 
termo ao mito da alegada parcimónia do Estado alemão. Oficialmente, a dívida alemã, 
em 2011, é de 2 biliões de euros. Mas isso é apenas uma meia verdade, porque a maior 
parte das despesas previstas com reformados, doentes e pessoas dependentes não foram 
incluídas nesse cálculo. De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 
5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu 
produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados. Como termo de 
comparação, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB da Grécia e a 
dívida italiana é atualmente de 120%. O limitar crítico a partir do qual a dívida esmaga 
o crescimento é de 90%. Desde que chegou ao poder, em 2005, Angela Merkel "criou 
tantas novas dívidas como todos os Chanceleres das quatro últimas décadas juntos", 
refere o economista principal deste diário económico. "Estes 7 biliões de euros são um 
cheque sem provisão que nós assinámos e que os nossos filhos e netos terão que pagar."

Esta notícia tem fundamento? Seria muito, mas mesmo muito útil investiga-la...

Quinta-feira, Setembro 29

O futuro do Euro




Estamos num ponto de viragem da História, estamos a assistir ao fim do Euro que, provavelmente, arrastará o Mundo para uma crise e, espero que não, a Europa para a guerra.

Todos aqueles que nos meteram neste inferno serão condenados pela História...

Este é o fim
Belo amigo
Este é o fim
Meu único amigo, o fim
Dos nossos elaborados planos, o fim
De tudo que permanece, o fim
Sem salvação ou surpresa, o fim
Eu nunca olharei em seus olhos...de novo
Voce pode imaginar o que será?
Tão sem limites e livre
Precisando desesperadamente...de alguma...mão de estranho
Numa terra desesperada?


Perdido numa romana...selva de dor
E todas as crianças estão loucas
Todas as crianças estão loucas
Esperando a chuva de verão, sim
Tem perigo no extremo da cidade
Passeie pela estrada do rei, bem
Cenas estranhas dentro da mina de ouro
Passeie pela estrada do este, bem
Passeie pela serpente, passeie pela serpente
Para o lago, o antigo lago, bem
A serpente é longa, sete milhas
Passeie pela serpente... Ela é velha e sua pele é gelada
O oeste é o melhor
O oeste é o melhor
Vá lá, e nós faremos o resto
O ônibus azul está nos chamando
O ônibus azul está nos chamando
Motorista, aonde está nos levando?


O matador acordou antes do amanhecer, ele pôs suas botas
Ele tirou uma foto da antiga galeria
E andou pelo corredor
Entrou no quarto em que sua irmã vivia, e...então elePagou a visita a seu irmão, e então ele
Ele andou pelo corredor, e
E ele veio até a porta...e ele olhou para dentro
"Pai?", "Sim filho?", "Eu quero te matar."
"Mãe...Eu quero...te foder."


Venha bem, tente conosco (3x)
E me encontre atrás do ônibus azul
Fazendo um foguete azul, No ônibus azul
Fazendo um rock triste, vamos, sim
Matar, matar, matar, matar, matar, matar


Este é o fim, belo amigo
Este é o fim, meu único amigo, o fim
Dói te libertar
Mas você nunca vai me seguir
O fim da gargalhada e das mentiras suaves
O fim das noites que tentávamos morrer
Este é o fim

Quarta-feira, Setembro 28

A Alemanha paga?

Do Wall Stret Journal :

UK Hague:Germans Will Pay For Euro Crisis For Rest Of Their Lives



LONDON (Dow Jones)--U.K. Foreign Secretary William Hague said Wednesday that Germans need to accept they will be subsidizing Greece, Italy and Portugal for the rest of their lifetimes due to crisis engulfing the euro zone.
Hague, a former leader of the Conservative Party, said the Greeks, Italians and Portuguese also need to accept "very big changes" to how their countries are run.
"It was folly to create this [euro] system, it will be written about for centuries as a kind of historical monument to collective folly," Hague said in an interview with the Spectator magazine, to be published Thursday. "But it's there and we have to deal with it."
Hague, a long-standing euroskeptic who warned in the late 1990s that the euro was a "burning building with no exits," said he isn't enjoying his moment of vindication, but instead was absorbed in trying to sort out the crisis.
In the interview, which comes days before the Conservative Party's annual meeting in Manchester, the foreign minister describes the party as more euroskeptic than when he lead it 10 years ago and set up the case for the U.K. taking back some control from the European Union.
"The EU does have too much power," he said. "There should be powers that are returned to this country. I think we should be clear in the Conservative Party that that is where we are heading."
This month, Chancellor of the Exchequer George Osborne said the U.K. will support a new EU treaty allowing the euro zone to have greater fiscal integration, but only if the U.K.'s interests are protected.
It has been speculated that the U.K. will use the negotiations around a new treaty to push for the repatriation of some powers from Brussels.

Bom, o disparate do Euro é cada vez mais evidente. Mas o que este senhor se esquece de dizer é que os alemães não só ganham com o Euro como ganham por Portugal, Grécia, etc., estarem no Euro.
É que se estes países saíssem de repente do Euro ou mesmo, se nunca tivessem aderido, esta moeda valorizava-se com efeitos perniciosos nas exportações alemãs.
E é este o cerne do problema, o sistema é perverso com ganhadores e perdedores e as instâncias políticas que apostaram tudo no Euro recusam-se a admitir que erraram e tentam lançar as culpas para as populações dos países perdedores. É, por exemplo, o nosso caso...


Somos o décimo?

E o segundo mais longo?

Goldman Sachs rules the world...



Esta entrevista é interessante... Mas, o problema não está com o Sr. Rastani, como entrevistado, o problema está com o sistema que foi sendo formado ao longo dos anos.

Dantes era o Rule Britania,



Agora é o Rule Goldman Sachs... que tristeza...


Futuro da União Europeia

Daniel Oliveira escreveu este texto no Expresso:


Angela Merkel, chanceler de um dos primeiros estados europeu a violar os limites do défice - problema rapidamente resolvido com adiamentos -, propôs que os países que ultrapassem o défice e o endividamento público exigidos perdessem a sua soberania.
Suspeita-se que a dívida alemã seja, ela mesma, muito superior ao que é confessado. Segundo o jornal "Handelsblatt", a maior parte das despesas previstas com reformados, doentes e pessoas dependentes não foram nos cálculos. O quer dizer que a dívida alemã poderia vir a corresponder a 185 por cento do PIB da Alemanha, quase igual à grega e muito superior à espanhola, italiana e portuguesa. Já não quero que a Alemanha perca a sua soberania. Basta-me que deixe de querer ter a nossa.
Acho que está então chegada a altura de pôr a chanceler no seu devido lugar. E explicar-lhe que estas declarações são um ato hostil contra aliados, que a coloca na perigosa posição de séria ameaça à independência dos Estados e ao direito internacional. A coisa resume-se de forma ainda mais direta: Angela Merkel é um perigo para a segurança e estabilidade dos países europeus. E é assim que deveria começar a ser tratada pelas instituições europeias e os membros da União.
Entretanto, temos de fazer uma escolha. E em qualquer delas a retórica imperial da senhora Merkel não cabe.
A primeira: os países europeus começam a preparar a desagregação da União Europeia, regressando às velhas nações, e a Alemanha voltará ao degredo de onde a Europa, solidária e complacente, a retirou, esquecendo os seus crimes passados. Sem qualquer possibilidade de, com o seu marco, competir com o dólar. Crescerá enquanto a galinha dos ovos de ouro do Leste render e, quando a festa acabar, fica reduzida à sua dimensão. Dimensão na qual, bem sabemos, sempre sentiu alguma claustrofobia.
A segunda: damos definitivamente o passo para uma Europa Federal. Com harmonização fiscal, orçamento europeu, obrigações da dívida europeias, moeda única e, claro está, união política. Um parlamento europeu com poderes soberanos, um senado com representação igual para cada Estado, um governo e uma Constituição. E nesse projeto europeu os países periféricos deixarão de ser tratados como um simples mercado, onde se comprou a destruição de toda a capacidade produtiva, se despejou os produtos e, quando já nada se podia fazer com eles, se atirou para o lixo. O euro deixará de ser um instrumento ao serviço da economia alemã. O Banco Central Europeu deixará de ser um representante das conveniências de Berlim. Ou seja, Angela Merkel, ou quem a substituir, terá de saber viver com os seus parceiros. Os mesmos que ajudaram a Alemanha - com compromissos políticos e cedências económicas - a reerguer-se e a reunificar-se.
Estas são as duas possibilidades da Europa: voltar para trás ou andar para a frente. Se ficar em cima da ponte que está a ruir as repercussões podem ser terríveis para as democracias europeias.
Só que antes disto, ao que tudo indica, a irresponsabilidade europeia deverá levar a Grécia a sair do euro. E se isso acontecer nós seremos os senhores que se seguem. Ou seja, para nós e para os gregos as ameaças criminosas da senhora Merkel valem pouco. Poderemos vir a recuperar, da pior forma, a nossa soberania: através da saída do euro. E não seria mau que, pelo menos, trabalhássemos nesse cenário. E nos preparássemos para ele. A esse assunto irei um destes dias.

Bom, tenho de lhe reconhecer alguma razão. A Europa ou caminha para uma verdadeira federação ou está arrumada.

O problema é outro, querem os cidadãos dos diversos países da Europa uma federação? Duvido...

Depois, uma federação, como muito bem diz o Daniel Oliveira, tem numa câmara alta (Senado) com igual representação para cada Estado. Será que Alemanha, França, Reino Unido, etc. aceitariam ter tantos representantes na Câmara Alta como Malta, Luxemburgo ou mesmo Portugal ou a Grécia? Pouco provável... Portanto só resta acabarmos com esta fantochada da União Europeia e recuperarmos a nossa soberania!

Domingo, Setembro 25

A última corrida de touros na Monumental de Barcelona

Terminou há pouco a última corrida de touros em Barcelona, em Barcelona, em Barcelona e em toda a Catalunha.
Isto porque as touradas foram proibidas na Catalunha...
Claro que uma decisão destas é, por muitos, apresentada como um triunfo da democracia, a maioria decidiu.
Há só um problema, a democracia em nenhum caso pode ser a ditadura da maioria, sem respeito pelas minorias não há democracia!
Por mim o problema não me afecta, não gosto de touradas. As únicas que vi foi quando era teenager com o meu tio avô que era um aficionado. Mas acho extremamente irritante estes fundamentalismos anti-touradas.




Albert John Garden...

Albert John Garden, vulgo Alberto João Jardim agora até apela ao voto da esquerda nele!
O pequeno anda nitidamente desesperado, porquê, não sei bem pois o famoso buraco das contas não é nada que ele não tenha feito no passado.
Este buraco, por exemplo, é um pouquinho maior:
Mas o problema deve ser outro, durante dezenas de anos o AJJ foi insuportavelmente ofensivo fazendo o que queria e gritando contra tudo e todos, a começar pelos cubanos, isto é, nós os do Continente.
Cheira-me que deve ter chegado a hora do ajuste de contas e todos aqueles com que ele implicou preparam-se para o obrigar a engolir uns trinta anos de ofensas...

Mais um candidato aos óscares...


Sábado, Setembro 24

Saudades da União Soviética...

Descobri este video no Youtube:


Aparentemente é a este tipo de espectáculos que se encontram reduzidas as Forças Armadas da antiga União Soviética.


Isto fez-me pensar e ter saudades da Guerra Fria.


A Guerra Fria deve ter sido o período mais longo de quase paz que a humanidade teve, cinquenta anos só com algumas guerras localizadas, Coreia, Vietname, Argélia, Angola, Guiná-Bissau, Moçambique, etc.


Mas, na Europa, não houve nenhuma!


Esta paz era potenciada por duas alianças, a NATO e o Pacto de Varsóvia. Aliás, se alguém merece o prémio Nobel da Paz seriam estas duas organizações.


Logo que o Pacto de Varsóvia se desfez recomeçaram as guerras na Europa (ex-Juguslávia). Não duvido que se tivesse sido a NATO a desaparecer também teríamos tido guerras.


A queda do muro de Berlim, na época saudado com alegria por muita gente foi, vendo bem, uma catástrofe.


Se ainda existisse a União Soviética nunca o gang de Bruxelas (vulgo Comissão Europeia) trataria a Grécia como está a tratar pois isso traria vantagens ao inimigo, isto é, à União Soviética.


Olhando para trás, a Guerra Fria não só trouxe a paz à Europa como também potenciou o nível de vida da maior parte dos seus cidadãos.


O que os euro-fanáticos dizem de que quem trouxe a paz à Europa foi a CEE/UE é ridículo e desmentido pelos factos, a guerra da Juguslávia, por exemplo.


E, pelo andar da carruagem é de prever grandes convulsões e, talvez mesmo mais guerras.


Para terminar um outro video do Exército vermelho, Очи черные, Olhos Negros:









Sexta-feira, Setembro 23

Jogging


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Estamos em queda?



Como é? Estamos em queda? Já não se acredita no Euro?
Desde 1 de Maio deste ano o Euro já se desvalorizou cerca de 9% em relação ao dólar.
Estranho é ninguém falar nisto.

Portugal deveria ter entrado no Euro?

O Diário Económico publica hoje a seguinte notícia:

O economista norte-americano Kenneth Rogoff defende que "Portugal e a Grécia nunca deviam ter sido admitidos na zona euro".
"Acho que a Grécia e Portugal nunca deviam ter sido admitidos na zona euro, isso foi um hybris (exagero), tal como foi um exagero admitir a Eslováquia e a Letónia", disse o ex-chefe do gabinete de estudos do FMI, em entrevista ao Frankfurter Allgemeine.
Rogoff afirmou ainda que os políticos europeus não querem ouvir falar de uma eventual insolvência da Grécia "porque não têm um plano para estancar o incumprimento, mas a posição dos governo europeus não é credível, porque a Grécia não poderá cumprir os seus compromissos".
E se a Grécia cair, na opinião do professor de economia na Universidade de Harvard, "aumentará o receio de não se poder aguentar Portugal e a Irlanda, e as preocupações estender-se-ão à Espanha e à Itália", advertiu Rogoff.
"É preciso um plano para conter o risco de contágio, e de momento não há nenhum plano, se a Grécia amanhã falhar, a primeira coisa que vão fazer é comprar títulos da dívida pública de Portugal, mas isso é absurdo, porque a dívida de Portugal também tem de ser reestruturada", advertiu o economista norte-americano, na entrevista ao matutino alemão.
Outro "guru" das finanças internacionais, George Soros, defendeu, em artigo publicado hoje no Financial Times Deutschland, que para resolver a crise das dívidas soberanas "é preciso considerar a hipótese" de a Grécia, Portugal e a Irlanda já não poderem pagar as suas dívidas e terem de deixar o euro.
Mas para isso, acrescentou Soros, "terá de haver uma mudança radical de paradigma, sobretudo na Alemanha, porque os alemães continuam a pensar que ainda estão em condições de decidir se devem apoiar o euro ou não, o que é um grave erro".
Este Rogoff só diz disparates!

É claro que nem Portugal, nem a Grécia nem outros países deviam ter entrado no Euro. Mas o problema não está aí, o problema está na própria existência do Euro.

Antes dele existir a EU tinha uma moeda, o ECU que era uma moeda escritural cujo valor era dado por um cabaz de moedas europeias. Mas, quando se entrou no Euro acabou-se com o ECU e o Euro passou a ser a moeda da UE.

Isto coloca graves problemas aos países da UE que não têm o Euro. O que se deveria ter feito, independentemente de se lançar ou não o Euro, era manter o ECU como moeda da UE e o Euro seria a moeda de alguns países da UE e, claro, faria parte do tal cabaz que determinava o valor do ECU.

Mas não, o Euro ficou a moeda da UE o que obrigou todos os governos da UE a quererem o Euro com os resultados funestos que se conhecem...


Quinta-feira, Setembro 22

O drama madeirense

Anda para aí uma grande confusão sobre os gastos, aparentemente escondidos, do Alberto João Jardim.
Bom, a este respeito é necessário dizer várias coisas.
Primeiro, o Alberto João, desenvolveu as infraestruturas da Madeira, desenvolveu e desenvolveu muito.
Claro que algumas destas obras são discutíveis como por exemplo o ter gasto um milhão de Euros para construir uma estrada que só serve duas casas ou ter construído uma dúzia de campos de futebol ou o heliporto que nunca foi usado.
Mas, o problema não está aí, o problema é muito mais profundo e estende-se a todo o território nacional, o problema é a crença de que o Estado deve limitar-se a algumas infraestruturas e a ser um regulador pois, se o for e tiver as contas em dia, o desenvolvimento económico aparece como que por milagre.
Nada mais falso, as infraestruturas são necessárias mas isso não impede, antes pelo contrário, justifica que o Estado tenha um papel activo na economia substituindo-se aos privados quando estes ou forem inoperantes ou nem sequer aparecerem.
É o que acontece em todo o país, temos óptimas infraestruturas mas a economia não as aproveita.

Quanto ao Alberto João que passou anos e anos a atacar tudo e todos, chantageando para obter sempre mais dinheiro, atacando quando lhe convinha a coesão nacional, chegou a hora da vingança, no Portugal continental ninguém lhe perdoa, a começar pelo Presidente da República a que ele, em tempos, chamou o Sr. Silva...

Para acabar uma anedota que me chegou por mail.

Um casal madeirense, admirador do Alberto João, teve dois gémeos, um menino e uma menina e como nutriam profunda estima quer pela Madeira quer pelo Alberto João, chamaram ao menino Jardim e à menina Madeira.
O Alberto João quando soube isso foi visita-los e, quando lá chegou a mãe dos gémeos estava a dar de mamar ao menino, ao Jardim.
O Alberto João desatou a falar alto e a mãe disse-lhe:
-Cuidado Senhor Presidente, não acorde a Madeira pois se a acorda o Jardim deixa de mamar...

Domingo, Setembro 18

Pena máxima para o violador de Telheiras

Do jornal I tirei esta notícia:


Henrique Sotero, conhecido como o violador de Telheiras, por durante mais de dois anos ter molestado mulheres e adolescentes naquela zona de Lisboa, foi ontem condenado à pena máxima de prisão em Portugal. "Não se pode achar que matar é pior do que violar." Foi desta forma que a juíza explicou a determinação de uma pena de 25 anos de cadeia, geralmente aplicada em casos de homicídio. 

Henrique Sotero foi considerado culpado de 71 dos 73 crimes de que era acusado. Foi dado como provado que o engenheiro de telecomunicações cometeu crimes de violação, sequestro, roubo, coacção, ameaças ou ofensas corporais contra 16 vítimas: duas eram do sexo masculino, as restantes 14 eram do sexo feminino e tinham entre 13 e 22 anos. 

Bom, matar não é pior do que violar??? Sinceramente acho que matar é pior do que violar! Claro que isto não iliba de nenhuma forma o crime de violar.

O que esta digníssima juíza acabou por dizer a todos os violadores ou potenciais violadores é que, depois de violar matem a vítima. Só têm vantagens, eliminam uma testemunha diminuindo as probabilidades de serem apanhados e, se o forem, não há problema, a pena será a mesma.

Será que esta senhora tem consciência dos disparates que disse e fez e das suas possíveis consequências?

Quinta-feira, Setembro 15

Prof. Ferreira do Amaral sobre a zona Euro


Este Professor é que devia ser o nosso Ministro das Finanças em substituição do insuportável que o Passos Coelho colocou no lugar.

Quarta-feira, Setembro 14

Os inteligentes islandeses

Se há país com um povo inteligente é a Islândia...
Apesar de já ter pedido a adesão à União Europeia (ver aqui), este pedido começa a parecer quer à Comissão Europeia quer ao próprio governo islandês, como inútil.
É que para a Islândia aderir à UE é necessário um referendo e, as sondagens só dão o "Não" a aumentar... a última dá 64,5% ao "Não" só 35,5% ao "Sim".
Parabéns a todos os islandeses!

Segunda-feira, Setembro 12

Uma sugestão ao nosso Gasparzinho...

Bom, o título deste post é enganador pois Gasparzinho (aqui à esquerda) era um fantasma simpático enquanto que o Gasparzinho a que me quero referir nem é fantasma (infelizmente) nem é simpático.

É antes um ogre antipático e insuportável com ares professorais que dá pelo nome completo de Vítor Louçã Rabaça Gaspar ou, como é normalmente referido na Comunicação Social, Vitor Gaspar.


Este ogre tem por hobby aumentar os impostos dos portugueses... quando abre a boca, já se sabe, vamos pagar mais.


A título gratuito e meramente informativo e para o ogre não cansar mais a cabeça, sugere-se a reinstalação de um imposto que no tempo de Salazar fez sucesso, a licença de uso de isqueiro...




e

Usura


Da Wikipedia:
Usura é o nome dado a prática de se cobrar juros excessivos pelo empréstimo de uma determinada quantia de dinheiro.
Até a Idade Média a palavra usura era utilizada como sinônimo de juro. Essa prática era proibida, pois acreditava-se que dinheiro não poderia gerar dinheiro. A cobrança de juros era considerada uma forma de se explorar uma pessoa que estava passando por uma situação difícil, portanto todos os empréstimos financeiros deveriam ser realizados sem cobrança de nenhuma taxa.
Porém, com a evolução do sistema financeiro os pensadores da época começaram a achar justo que o credor recebesse uma parte dos lucros obtidos com seu empréstimo, sob a forma de juros. No final do século XV surgiram as primeiras tabelas disciplinando e limitando os valores cobrados pelo empréstimo de dinheiro. Passou-se então a distinguir juro de usura.
Juro era a taxa cobrada dentro dos valores estipulados por uma tabela prevista em lei; Usura passou a ser o termo utilizado para se referir a cobrança de taxas superiores ao limite máximo permitido.
A igreja acreditava que o usurário que adquirisse lucro sem nenhum trabalho e até dormindo contrariava a Palavra de Deus que diz no livro do Gênesis capítulo 3 versículo 19: "comerás teu pão com o suor do teu rosto" . Assim o usurário não vende a seu devedor nada que lhe pertença, mas apenas o tempo, que pertence a Deus. Disso não deve tirar nenhum proveito. No Islã o Sagrado Alcorão diz: "2:275 Os que praticam a usura serão ressuscitados como aquele que foi perturbado por Satanás..." "2:278 Ó crentes, temei a Allah e abandonai o que ainda vos resta da usura, se sois crentes."

Isto vem a propósito de os juros dos títulos gregos a 12 meses estarem já nos 110%! Sim, 110%!!!
Juros destes em muito sítio e em muitas épocas seriam considerados crime mas, nesta bendita Europa, não. Como é possível?

Domingo, Setembro 11

O 11 de Setembro


Fala-se muito do 11 de Setembro, do 11 de Setembro de 2001, data em que um ataque fulgurante às torres gémeas e ao Pentagono provocou umas duas ou três mil vitimas.
Mas raramente se fala do 11 de Setembro de 1973 que, sob inspiração americana, teve dezenas de milhares de vitimas.
Nesse dia, o General Pinochet derrubou o Presidente do Chile e de início a um período sonbriu da história desse país.
Para relembrar esse dia reproduzem-se as últimas palavras publicas de Salvador Allende:

Última mensagem difundida ao povo chileno, por Salvador Allende, através da Rádio Magallanes, de Santiago, na manhã de 11 de Setembro de 1973:
 
- 9:10


"Certamente, esta será a ultima oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes.

As minhas palavras não têm amargura, mas sim, decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu o seu juramento (…)

Colocado num transe histórico, pagarei com a minha vida a lealdade do povo. E digo-lhes que tenham a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares de chilenos, não poderá ser ceifada em definitivo.

Eles têm a força, poderão subjugar-nos. Porém, os processos sociais não se detêm nem com crimes nem com a força. A história é nossa e é feita pelo povo.

Trabalhadores da minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram num homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou a sua palavra no respeito à Constituição e à Lei, e assim o fez.

Neste momento definitivo, o último em que posso dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reacção criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem a sua tradição, que lhes fora ensinada pelo general Schneider e reafirmada pelo comandante Araya, vítima do mesmo sector social que hoje estará à espera, com mão alheia, de reconquistar o poder para continuar a defender as suas mordomias e os seus privilégios.

Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher modesta da nossa terra, à camponesa que acreditou em nós, à mãe que soube da nossa preocupação pelas crianças. Dirijo-me aos profissionais patriotas que continuaram a trabalhar contra o levantamento popular estimulado pelas associações de profissionais, associações classicistas que também defenderam as vantagens de uma sociedade capitalista.

Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e doaram a sua alegria e o seu espírito de luta. Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, pois no nosso País o fascismo já esteve presente várias vezes: nos atentados terroristas, explodindo pontes, cortando linhas ferroviárias, destruindo oleodutos e gasodutos, perante o silêncio daqueles que tinham a obrigação de tomar providências.
 
Eles estavam comprometidos. A história irá julgá-los


Certamente, a Rádio Magallanes será calada e o metal tranquilo de minha voz já não chegará até vocês. Mas isso não é importante. Vocês continuarão a ouvi-la. Ela estará sempre junto de vós. Pelo menos a minha lembrança será a de um homem digno que foi leal com a Pátria.

O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não pode deixar-se arrasar nem se deixar balear, mas tampouco pode humilhar-se.

Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e no seu destino. Outros homens hão-de superar este momento cinza e amargo em que a tradição pretende impor-se. Prossigam vocês, sabendo que, bem antes que o previsto, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile! Viva o Povo! Viva os Trabalhadores!

Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que o meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a deslealdade, a covardia e a traição."

Salvador Allende
Santiago do Chile,
Manhã do dia 11 de Setembro de 1973. Pouco minutos passavam das 9 horas... 

Sábado, Setembro 10

Saída da União Europeia

No Reino Unido uma petição para um referendo que coloque a questão da permanência deste país na União Europeia atingiu as 100.000 assinaturas. (ver aqui)
Deputados de vários partidos (incluindo o trabalhista e o conservador) assinaram esta petição.
Não será altura de lhe seguirmos o exemplo?

Sexta-feira, Setembro 9

Maria Filomena Mónica esta cada vez pior...

A socióloga Maria Filomena Mónica publicou um comentário sobre a Expo-98 no Expresso que é um desastre, ou antes, é uma manipulação dos factos.

A seguir apresento o texto que esta socióloga escreveu com alguns comentários meus (o texto em itálico com fundo amarelo, os meus comentários em caracteres correntes).


Um Estudo de Caso: a Expo-98

Querem saber os motivos que nos levaram ao actual precipício? Recordando um método que me foi ensinado no curso de Sociologia, tentarei responder através de um «estudo de caso».

Os estudos de caso são perigosos pois não podem ser generalizados. Os estudos de caso podem servir para muita coisa mas não para se tirarem conclusões globais.

Eis como este funciona: pega-se num acontecimento, tido como exemplar, e analisamo-lo em profundidade. A recente notícia, veiculada pela Ministra Assunção Cristas, no sentido de que o chamado Parque Expo iria ser extinto, fez-me recuar ao século passado, concretamente a 1998, quando o país andou a deitar foguetes, enquanto eu, macambúzia, desconfiava que a coisa iria terminar mal. 

??? Esta senhora é uma pessimista...

Passaram-se treze anos. Nunca mais pensei na parola comemoração.

Parola? Porquê? Eu até gostei. Serei parolo?

 Desconhecia até que existia um grupo empresarial, intitulado Parque-Expo, com orçamento próprio, 170 funcionários efectivos e um presidente que, no ano passado, auferiu uma remuneração-base de 9.025 euros por mês. A sua missão era contribuir para o planeamento e regeneração urbanas. Tendo em conta o estado das nossas cidades, concluo que nada fizeram. 

Por acaso até fizeram. Claro que não mudaram o país todo, mas fizeram-no onde foram chamados a fazer (programa POLIS).

Lembremos os factos. A Parque-Expo nasceu em 1993 para montar a Expo-98, um «evento» que os responsáveis nos garantiram que se pagaria a si próprio.

E não se pagou?

 A marina – que virou pântano – o Pavilhão de Portugal – que se transformou num fantasma – e as habitações - cada vez mais juntinhas - gerariam lucros fenomenais. Tudo se faria, explicaram-nos, sem ir ao nosso bolso. Mas não foi isso que aconteceu.

Até foi...

 No dia em que me desloquei à Expo,

Foi lá? Será que esta senhora é parola?

 vi uns cartazes com os seguintes dizeres: «Depois de 98, a Expo continua». Em Portugal, é perigoso criar uma instituição, visto que, uma vez formada, a sua dissolução é impossível.

??? Afirmações sem sentido!


Para além do objectivo circense, a Expo tinha ambições. Nos locais onde haviam existido refinarias e armazéns, no Poço do Bispo, em Braço de Prata e em Cabo Ruivo, erguer-se-ia uma Nova Cidade.

Até aqui pensei estar perante um simples caso de estupidez. Mas estas frases mudaram a minha opinião. Esta senhora está a tentar manipular o leitor.
No local da Expo não havia refinarias e armazéns, o local da Expo era uma imensa lixeira cheia de gaivotas que viviam do lixo.
Onde actualmente está o Oceanário estava um monte imenso de lama.
Recuperar aquela zona teria custado muitas centenas de milhões (de contos que era o que havia na altura).

O gabinete do arquitecto Vassalo Rosa desenhou os prédios, hotéis, centros comercias, hospitais e escolas, que ocupariam os 98 hectares da feira, mais os 350 destinados a ser urbanizados. Quando os gestores se aperceberam de que o défice da Exposição iria ser mais elevado do que o previsto, a tentação para se construir em altura e para os espaços-verdes ficarem subalternizados começou a fazer-se sentir.


Desconheço se há alguma veracidade nisto. É possível que o projecto tenha sofrido alterações para aumentar a sua rentabilidade.


No dia em que fechou as portas, a dívida da empresa à banca era de 1,3 mil milhões de euros; hoje, o empreendimento ainda deve 185 milhões de euros.


Exacto. Só é pena esta senhora não referir como é que a dívida à banca tem sido paga. Não com dinheiro do Orçamento de Estado mas com o dinheiro gerado pela própria Parque Expo.


 Por favor, não me venham falar do valor dos «activos». Enquanto a empresa não for ao mercado verificar se há compradores e qual o preço por que querem adquirir os ditos, o resto é conversa.

É verdade que se construíram infra-estruturas – estações de caminho de ferro, estradas e pontes – mas tudo isto poderia ter sido realizado sem fogo de artifício.

Sim, mas ter-nos-ia saído mais caro e teria levado, certamente, muito mais tempo.

 A Ministra Assunção Cristas teve a coragem de pôr fim à Parque-Expo, o que não impedirá que tenhamos de pagar a feira popular que, ali para o lado de Xabregas, Cavaco Silva e Antonio Guterres montaram. Moral da história: não há feiras grátis.

Que estupidez.
O Estado entrou para a Expo 98 com 500 milhões de Euros e a UE com duzentos milhões. Somando aos 1,3 mil milhões pedidos à banca, isto significa que a Expo teria custado uns 2.000 milhões de Euros o que significa que o estado terá recebido imediatamente sob a forma de impostos mais de 700 milhões de Euros, isto é, os 500 milhões que investiu foram rapidamente devolvidos e com um bom juro.
Mas um estudo feito por uma Universidade aqui há já alguns anos calculava que a Expo tinha rendido às Finanças Públicas 4,4 milhões de Euros! (ver aqui)

Depois disto que dizer da Dr.ª Maria Filomena Mónica? Estupidez ou desonestidade?




Publicado no Expresso

É preciso lata!

Segundo parece há um estudo do Banco Central Europeu que concluí que é impossível um país deixar o Euro mas que é possível um país ser expulso!
(ver aqui)

Vamos a julgamentos?

Corre por aí uma petição, já com milhares de assinaturas, para julgar o Eng. Sócrates por gestão danosa dos dinheiros públicos (ver aqui).
Bom, será que isto é verdade? Pouco provável, o que Sócrates fez não esteve muito longe do que Cavaco, Guterres, ou Durão Barroso fizeram. Até esteve abaixo do governo de alguns destes.
Esta petição é demagógica e enganadora pois esconde o essencial, a desgraça do país não foram gastos porventura excessivos, a desgraça do país foi a adesão ao Euro!
Se se quer julgar o Sócrates por qualquer coisa julgue-se este antigo Primeiro Ministro pelo Tratado de Lisboa, por exemplo...
Mas, o que se devia fazer era julgar os responsáveis pela adesão ao Euro!

Prof. João Ferreira do Amaral comenta plano de Obama

Economia - João Ferreira do Amaral afirma que a Europa devia seguir o exemplo dos EUA para relançar a economia - RTP Noticias, Áudio

Tem piada alguns afirmarem que o plano de Obama é modesto...
300 mil milhões de Euros dá mil Euros por residente dos Estados Unidos que têm 300 milhões de habitantes.
Um plano semelhante para Portugal daria qualquer coisa como dez mil milhões de Euros.
O que diria a Angela Merckel e outros se o nosso Passos Coelho perdesse a cabeça e anunciasse um plano de dez mil milhões de Euros para relançar a economias portuguesa?

Comentário do Prof. Ferreira do Amaral às declarações da Presidente do FMI

Economia - Economista João Ferreira do Amaral critica declarações da diretora do FMI - RTP Noticias, Áudio

Terça-feira, Setembro 6

Tudo baralhado na cabecinha...


O nosso ainda Primeiro Ministro, Passos Coelho, declarou no final da conferência de apoio à «Líbia Nova» que o fim do regime do Coronel Kadhafi foi uma espécie de 25 de Abril (ver aqui
Bem sei que este cavalheiro nasceu em Julho de 1964 e, no 25 de Abril ainda não tinha dez anos. Mas, francamente, um pouco de inteligência e de cultura deviam bastar para perceber que entre o 25 de Abril e uma pseudo revolta, dirigida pelos mesmos de sempre e com apoio armado estrangeiro, poucas semelhanças existem.

O povo líbio revoltado é inglês?


Segunda esta notícia do The Telegraph os Serviços Secretos britânicos andaram na Líbia a apoiar os chamados rebeldes.
Deve ter sido um bom investimento do Governo de Sua Majestade, investimento a pagar em petróleo, claro. 

Domingo, Setembro 4

O insuportável professor


Este é Victor Gaspar o actual Ministro das Finanças do Governo de Portugal.
A sua política é nitidamente fazer um downgrading de Portugal, corta, corta e, como corta, as receitas do Estado diminuem o que o obriga a cortar ainda mais.
A sua posição de professor a ensinar aos putos de que não há outro caminho é insuportável. Em política não há soluções únicas, mais, quando alguém garante que a sua solução é única, isto é um bom indicador de que estamos em presença de uma má solução.