Europe
The Final Countdown
***
Joan Baez
We shall overcome
(Venceremos)
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Segunda-feira, Outubro 31

Portugal visto do Brasil

Opinião do Prof. Ferreira do Amaral e de Guilherme de Oliveira Martins

Do ionline retirei esta notícia:


O economista João Ferreira do Amaral disse hoje que o perdão da dívida "não é solução" para as crises financeiras europeias e que a Grécia vai a caminho de um "desastre".
"Com o nível de dívida externa que Portugal atingiu, não há condições para um crescimento sustentado", disse Ferreira do Amaral na conferência "O valor da poupança e o rigor das Finanças Públicas", promovida hoje pelo Tribunal de Contas em Lisboa. No entanto, "o perdão da dívida não é solução", acrescentou Ferreira do Amaral.
"Uma reestruturação reduz muito as possibilidades de financiamento do Estado e do sistema bancário no futuro. A reestruturação significa um perdão da dívida, um incumprimento, o BCE [Banco Central Europeu] terá mais dificuldade em emprestar aos bancos no futuro, e é muito mais difícil os mercados voltarem a confiar quer no Estado quer nas instituições do país. Como vamos precisar de financiamento externo durante muitos anos, creio que é muito perigoso avançar por uma pseudo solução dessas”, disse o economista.
"Vamos ver o que acontece à Grécia. Julgo que vai ser um desastre."
Para o economista, "só há uma solução" para a crise das dívida que afeta Portugal: alcançar um excedente na balança de pagamentos.
Ora, o melhor "instrumento" para o fazer seria a "desvalorização cambial", que Portugal não pode utilizar por estar integrado na moeda única. Assim, Ferreira do Amaral defende que Portugal devia "sair do euro".
“A moeda única deixou de ser um projeto político viável. Havia uma condição para se manter viável: que nenhum país entrasse em incumprimento. A Grécia mata o euro como projeto político para a Europa”, disse Ferreira do Amaral.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do Tribunal de Contas discordou deste opinião: “O euro é um projeto político com atualidade, que obriga a uma alteração estrutural da União Europeia”, disse Guilherme d’Oliveira Martins.
“Precisamos de um vice-presidente que assuma claramente as questões do governo económico da União”, disse Oliveira Martins.
Curioso... é evidente que o Euro já está em estado comatoso. Não cumpriu nenhuma das suas promessas e, antes pelo contrário, lançou a Europa no caos, e, pior, alguns dos Estados além de partilharem o caos, estão a ser lançados na miséria.
Posto isto é espantosa a opinião do Presidente do Tribunal de Contas que se agarra desesperadamente ao Euro.
A única coisa certa que disse foi que o Euro é um projecto político, é e sempre foi. Só é pena que, quando do seu lançamento, isso não tenha sido dito.


O que deu errado no Euro?

Mais informação sobre o colapso...

A argentinização de Portugal

Estamos a caminho do fim?



Para saber quem é este senhor ir à Wikipedia ou então à sua página pessoal.

Uma entrevista interessante


Manifestação

Domingo, Outubro 30

O dia mais longo...

Não, não me refiro ao filme The longest day, cujo trailer segue:


Refiro-me ao dia de hoje, ao dia em que mudamos para a hora de Inverno e em que, por esta razão, tivemos um dia com 25 horas.

E é este dia que me leva a dar uma sugestão ao Álvaro, o nosso Ministro da Economia.

Porque é que em vez de mudarmos a hora num Domingo, ainda por cima de madrugada, não a mudamos num dia de semana, a meio da tarde, isto é, numa terça-feira, por exemplo e às quatro da tarde que passariam a ser três da tarde?

Claro que esta pequena alteração tinha grandes vantagens pois os trabalhadores trabalhariam mais uma hora sem receberem o respectivo pagamento, isto é, ganhar-se-ia uma hora de trabalho por ano com reflexos óbvios na produtividade!

A mudança para a hora de Verão que dá origem ao dia mais curto do ano, manter-se-ia a um Domingo de madrugada.

O Álvaro escusa de me agradecer, eu estou sempre aqui para o ajudar.


A guerra continua...

Do Diário de Notícias tirei esta notícia:

A coordenadora da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Lourdes Barradas, disse, este domingo, que os profissionais de saúde defendem que "a lei do tabaco devia ser mais restritiva", salientando que "o número de fumadores em Portugal tem diminuído".

Em declarações à Agência Lusa à margem do Congresso de Pneumologia que termina, este domingo, na Alfândega do Porto, Lourdes Barradas falava dos dados divulgados no Infotabac -- relatório da avaliação da lei do tabaco de 2007 -- onde se concluiu que "Portugal é o país europeu com maior diminuição de prevalência de fumadores passivos no local de trabalho de 2005 para 2010, tendo-se colocado na sexta posição deste indicador na Europa a 27".

"A população portuguesa reconhece que esta nova lei contribuiu para alterar os hábitos tabágicos e concorda com a proibição de fumar nos espaços públicos", acrescenta.

Segundo a directora do Serviço de Pneumologia do IPO de Coimbra, o que os profissionais de saúde pensam "é que a lei do tabaco devia ser mais restritiva porque há várias excepções à lei". E considera que isso deveria acontecer "principalmente na área da restauração, já que existem muitos restaurantes que, logo após a implementação da lei, eram para não fumadores e agora já estão com o dístico que autoriza fumar. É uma lacuna que existe na lei e, por isso, esta devia ser muito mais restritiva", alerta.

Lourdes Barradas afirma que "em Portugal parece haver uma tendência para diminuir o consumo do tabaco". Na sua opinião, o aumento do imposto sobre o tabaco "é um factor que leva à diminuição do consumo, principalmente nos jovens, já que evita a iniciação".

"Com a crise, o aspecto económico pode resultar na diminuição do consumo, mas a ansiedade pode levar ao aumento", avisa, salientando o esforço que deve ser feito pelos profissionais de saúde no alerta para os malefícios do tabaco.


De notar que segundo a notícia o consumo tem diminuído. Portanto porque raio de razão se deve alterar a Lei?


A DITA MAIORIA VOTOU NISTO . . .

Recebi este texto no meu mail.

A CHAMADA MAIORIA VOTOU NESTA GENTE . . . PODE LIMPAR AS MÃOS À PAREDE. 
 
Nem tudo é economia!
 
por BAPTISTA-BASTOS [Diário de Notícias, 2011-10-26]

Que nos aconteceu para nos acontecer esta gente? Claro que esta gente é a soma de numerosas parcelas de indigência política, que fomos adicionando a uma espécie de esperança renovada de cada vez que o Governo mudava. Tínhamos perdido a fé na ideologia, negligenciando que outra ideologia seria a substituta da que perdêramos. Fé. Isso mesmo. Entráramos nos domínios do irracional. A consciência das nossas derrotas acentuou o oportunismo de muitos. Sabemos quem são. Estão nos jornais, nas televisões, nas grandes empresas, na política. O geral está subordinado ao individual, e implica que os comportamentos ou o escrúpulo de cada um sejam determinados pelas rígidas referências da nova ideologia.
Olhamos para esta gente, lemos e ouvimos o que esta gente diz e, com nitidez crescente, percebemos que a deriva das suas impreparações chega a ser criminosa. Fazem, decidem, ordenam, desconhecendo, ignorando ou descurando os resultados. Subsiste uma relação pouco estruturada, e por isso mesmo mais perigosa, com um nacionalismo rudimentar. A expressão da actividade governativa reflecte o que se passa na Europa do Partido Popular. O predomínio da Direita e da Extrema-Direita espelha-se na prática do Executivo de Passos Coelho. Só não vê quem não quer ver ou não lhe interessa ver.
Os diversos sectores da sociedade portuguesa estão a ser atingidos por uma ordem "reformista", que tende a ocupar todo o espaço de definição política. Não há "reforma" nenhuma: apenas se manifesta a vontade de uma regressão, que caracteriza a lógica da subordinação política à finança e à economia. Nem tudo é economia, como persistentemente no-lo impingem. Há valores que a economia espezinha, através de um diferencialismo que alimenta a exclusão, a dualização socioeconómica e, por consequência, o desemprego e todo o cortejo de misérias. Passos Coelho não só obedece à cartilha como a ultrapassa em zelo e solicitude.
Estamos numa situação social e política muito delicada e perigosa. A teoria do quero, posso e mando não conduz a soluções viáveis; momentaneamente pode, acaso, resultar, mas apenas momentaneamente. Inculcam-nos a ideia de que não há alternativa. A salvaguarda da nossa saúde mental impele-nos a contrariar esta tese. Em nada, em nenhuma actividade humana há, somente, uma saída. Outras alternativas teriam de nos ser apresentadas. Mas essa ausência de propostas também faz parte da lógica do sistema. 
Já o escrevi e repito-o: Pedro Passos Coelho abriu a caixa de Pandora e não sabe, nem pode, voltar a fechá-la. Curiosamente, ele é, a um tempo, refém das resoluções que toma e da surpresa que elas lhe provocam, por conduzirem à desagregação social. Um processo de desestruturação está em marcha. Temos força e convicções para o fazer parar? Eis a questão.

Sexta-feira, Outubro 28

A Crise, em 2012

Mulher entra na peixaria:
   "Bom dia Sr. Marcolino... Tem jaquinzinhos?"

Marcolino:
   "Tenho sim minha senhora..."

Mulher:
   "Dê-me então duas postinhas do meio por favor !!!..."

O fim do estado de direito

 O CONFISCO DE SALÁRIOS

A Constituição proíbe o confisco. Apesar disso, o governo anterior confiscou até 10% dos salários dos funcionários públicos, tendo o Tribunal Constitucional dado o seu beneplácito a essa medida, argumentando que o fazia devido à situação excepcional que o país atravessa. Dizia, porém, que a medida era temporária, mas explicava logo a' seguir que o governo a podia renovar no Orçamento seguinte.

O governo agradeceu a autorização e não só renovou o corte como o aumentou 15%, tirando assim aos funcionários públicos até 1/4 dos seus rendimentos. Claro que o corte continuará a ser temporário até ao fim do presente resgate, mas poderá naturalmente ser renovado se houver um segundo e um terceiro resgates. É curiosa esta noção de temporário, pois os salários confiscados nunca serão devolvidos e aqueles que entretanto ficarem insolventes verão que a sua insolvência nada tem de temporária. Mas se calhar irão argumentar que tudo é temporário, até a vida.

A Constituição proíbe os órgãos de soberania de suspender os direitos, a menos que seja declarado o estado de sítio ou o estado de emergência. Como os direitos dos funcionários foram suspensos sem que essa declaração tenha ocorrido, temos de concluir que a Constituição já não existe. E então cabe perguntar para que continuamos a ter um Tribunal Constitucional.

Luís Menezes Leitão, Professor da Faculdade de Direito de Lisboa | ionline | 18-10-2011

 

Quinta-feira, Outubro 27

Contradições verdes


Não, não me estou a referir ao Sporting...

Estou-me a referir a uma coluna, com este nome que o impagável Francisco Ferreira da QUERCUS mantém na Visão.
Este cavalheiro no dia 19 de Outubro publicou uma crónica que reproduzo na coluna ao lado (os negritos são da minha autoria).

Este artigo, publicado a 19 de Outubro, começa por dizer que 1/3 do território nacional está em severa e extrema. Azar, já não está...

Mas e depois? Periodicamente o território nacional, como no resto do Mundo, está em seca extrema e, também periodicamente, temos o oposto, chuva, humidade, etc.
Nada há de novo. É a variabilidade do clima.

Depois ataca com que a ciência, através de um relatório de mais de três mil cientistas estabeleceu que a culpa disto tudo é nossa.

Bom,  primeiro a ciência não publica relatórios! Depois ficar-lhe-ia bem dizer de que relatório se trata. Mas não diz, atira tudo para uma abstracta ciência.

Mas, mais, o relatório foi feito por mais de 3 (sim, três) mil cientistas!!! E depois? Quem são estes cientistas? Será que incluem o engenheiro mecânico Rajendra Kumar Pachauri do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)?

Além de que a ciência não é democrática, a ciência não vai a votos, a ciência prova-se ou não se prova. Nada impede que três mil cientistas estejam errados! E, já agora, quantos cientistas é que terão contestado o relatório?

A seguir FF refere que os fenómenos meteorológicos extremos são cada vez mais frequentes. São? Quem disse? Esta é uma opinião muito veiculada mas que não se sustenta em nenhuma estatística.

Quanto aos dez anos mais quentes terem ocorrido todos depois de 1998, é falso, primeiro porque esta opinião é baseada numa temperatura média da Terra, difícil de definir de de medir, depois porque, segundo muitas estatísticas, a década mais quente do último século foi a década de trinta.

Quanto à Primavera de 2011 ter sido a segunda mais quente depois de 1931, isso só nos diz que a de 1931 foi ainda mais quente. 1931? Mas nesta altura as emissões do CO2 não eram muito inferiores ás actuais? Porque é que 1931 terá sido tão quente?

E FF insiste, o mês de Maio foi o mais quente depois de 1931, isto é, o longínquo 1931 foi ainda mais quente!

Mas, mais espantoso, no Inverno de 2010/2011 nevou nas regiões do Norte e Centro!  Isto é um fenómeno extremo? Boa piada, o FF já anda às beatas, isto é, agarra-se a tudo o que pode.

Pior, ainda segundo FF, a situação é tão grave que as alterações climáticas fazem-se sentir nas pescas, culturas agrícolas, erosão costeira, etc. Claro que não explica, nem tenta explicar estes terríveis efeitos.

Bom, nem vale a pena continuar, o FF nitidamente não tinha tema para a sua crónica e tratou de inventar um...


E, realmente, verde por verde, prefiro o Sporting.


Alterações climáticas: ainda há quem não acredite?

Temos atualmente 1/3 do território continental em situação de seca severa e extrema.

17:11 Quarta feira, 19 de Out de 2011

A ciência, através do último relatório de mais de três mil cientistas, considerou, como factos inequívocos, que as alterações climáticas e a sua causa estão na atividade humana. Há quem conteste a relação entre os extremos meteorológicos cada vez mais frequentes e a mudança do clima, de uma forma mais lata. Mas quando a sua frequência e intensidade estão muito longe do normal, estes sintomas tornam-se mais significativos.

Vale a pena olhar para o que têm sido os últimos meses em Portugal. De acordo com informação do Instituto de Meteorologia, a nível mundial, o ano de 2010 foi o mais quente, juntamente com os anos de 2005 e 1998, sendo que a temperatura média da superfície do globo no ano passado foi 0,53 ºC acima da normal de referência mundial de 1961-1990. Confirma-se a tendência a longo prazo de aquecimento da superfície da Terra e que os 10 anos mais quentes ocorreram todos depois de 1998.

Em 2011, Portugal Continental teve a sua segunda Primavera mais quente desde 1931 (a mais quente foi 1997), com três ondas de calor, uma em Abril e duas em Maio. Aliás, o mês de Maio foi o mais quente desde 1931. Março, porém, foi mais frio e chuvoso do que o normal. Em contrapartida, nos Açores Maio foi o mês mais frio desde 2000, com muito pouca precipitação, e no Funchal não choveu durante o mês de Junho.

O Inverno de 2010/11 (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) foi caracterizado pela ocorrência de fenómenos extremos: um tornado que atingiu os concelhos de Torres Novas, Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, em Dezembro; episódios de neve nas regiões do Norte e Centro; duas ondas de frio (em Janeiro e Fevereiro); chuva forte com ocorrência de queda de granizo, em Dezembro e Fevereiro; e vento forte, em Fevereiro.

Na primeira quinzena de Outubro do presente ano foram ultrapassados os extremos históricos para este mês em locais como Lisboa, Bragança ou Anadia. Neste período, registaram-se mais duas ondas de calor e não houve chuva em Portugal continental, um cenário que já vinha desde início de Setembro. Temos atualmente 1/3 do território continental em situação de seca severa e extrema.

Das pescas às culturas agrícolas (como a vinha), passando pela erosão costeira, os efeitos das alterações climáticas fazem-se sentir também no nosso país.

A Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (aprovada em Resolução de Conselho de Ministros n.º 24/2010, de 1 de Abril de 2010) é o documento que pretende dotar o país  de um instrumento que promova a identificação de um conjunto de linhas de ação e de medidas de adaptação a aplicar. Esta Estratégia é apenas o primeiro passo para uma política ativa de adaptação às Alterações Climáticas, pois cabe aos grupos de trabalho setoriais, também criados por esta Estratégia, traduzir as linhas de ação em ações concretas e passá-las à prática. Em setores como Ordenamento do Território, Recursos Hídricos, Saúde, Energia e Indústria, Biodiversidade, entre outros, estes grupos de trabalho ainda não estão na fase conclusiva dos seus trabalhos.

Apesar da crise, e para garantir que o futuro não nos sairá mais caro, integrar o impacte das alterações climáticas no planeamento e nas diversas políticas de forma a minimizá-lo deve ser, claramente, uma prioridade fundamental.


Segunda-feira, Outubro 24

Novo hotel no Dubai

Enquanto nós nos arrastamos a caminho da miséria, outros estão cada vez mais prósperos...

Ver aqui.

Se isto é fazer voto de pobreza, eu quero ser pobre!!!


E tudo em nom de DEUS! Mais um chulo!

PADRE VITOR MELÍCIAS "O FRANCISCANO"!!!

 

 

AQUELE FRANCISCANO AMOROSO QUE IMPEDIU QUE TODAS AS AGENTES EM GEREATRIA (AJUDANTES DE LAR) DA SANTA CASA DA MISERICORDIA DE SETÚBAL E OUTRAS FOSSEM CONSIDERADAS TÉCNICAS E VIRAM O SEU VENCIMENTO REDUZIDO PARA MENOS DE METADE, TUDO EM NOME DE DEUS, CLARO...    

 

mais um pobrezinho... com pensão de 7450 euros

O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES),um rendimento anual de pensões de, e só:
104 301 euros .
 
Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, voto de pobreza a que a Ordem Franciscana obriga, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos.


Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente.
'Eu tenho uma pensão aceitável, mas não sou rico'
, diz o sacerdote.


Melícias frisa que exerceu funções com 'remuneração ligeiramente acima da média", que corresponde a uma responsabilidade na Misericórdia de Lisboa, no Serviço Nacional de Bombeiros.  

E eu a julgar que esta gente praticava o "espírito de missão" e o "trabalho de voluntariado"…

Abolição de Feriados

Sobre o anunciado projecto de abolição de feriados convém levar em conta que: 


O primeiro feriado a ser anulado deve ser o 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas!

 

Depois o 1 de Maio, uma vez que estamos praticamente com a maioria dos trabalhadores no desemprego!

 

O 25 de Abril deve ser só considerado tolerância de ponto entre as 00H00 e as 6H00 da manhã!

 

O 10 de Junho deve ser eliminado, uma vez que quem manda nisto é a troika!

 

Devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos mortos!

Domingo, Outubro 23

Há futuro?

Vale a pena ler este artigo da autoria Dani Rodrik, professor na Universidade de Harvard.

Na prática o que ele escreve é que o Euro parece estar a chegar ao fim.

Uma frase do artigo, monetary union is impossible, among democracies, without political union, é interessante e merece alguma reflexão.

Primeiro a correcção da frase parece estar a ser demonstrada pela situação actual.

Isto é, para resolver o problema com que nos debatemos actualmente só há dois caminhos, ou um federalismo ou então alguns países, pelo menos, saírem do Euro.

O primeiro é complicado e difícil pois há grandes diferenças culturais e linguísticas entre os Estados da União Europeia e, principalmente, não há uma opinião pública europeia.

Querer federar um saco de gatos deste tipo só deixando a democracia na gaveta. 

Resta o segundo caminho...

Mas, há outra questão a por, quando se avançou para o Euro ninguém percebeu isto?

Infelizmente a resposta deve ser afirmativa. Avançou-se para o Euro sabendo que ele era insustentável e considerando que esta insustentabilidade era uma vantagem pois, no calor da crise que se adivinhava o único caminho seria o aprofundamento da União Europeia.

Por outras palavras, os povos das diferentes nações europeias foram miseravelmente enganados!

Assim temos de nos convencer, não há futuro no Euro

E quanto mais depressa o percebermos, mais depressa sairemos da crise em que nos envolveram.






Jorge Bateira comenta a situação actual



É interessante ouvir este economista pois, nem todos os economistas são burros como, vendo a nossa Comunicação Social, parece.

O problema é que quando nos dizem que não há alternativa ao caminho actualmente seguido, Troika, OE2012, etc., o que nos estão realmente a dizer é que não há qualquer espécie de solução para os problemas do país, pois o caminho que se está a seguir, não é solução para nada.

É necessário portanto arrepiar caminho, a começar por colocar a sério a questão do Euro e, talvez mesmo, da nossa presença na União Europeia.

O Sumo Pontífice é chinês?

As maravilhosas pontes da China. Ver aqui.

Sábado, Outubro 22

O ASSASSINATO DE KHADAFI texto de Miguel Urbano Rodrigues

 A foto divulgada pelos contra-revolucionários do CNT elimina dúvidas: Muamar Khadafi morreu em Sirte.

 Notícias contraditórias sobre as circunstâncias da sua morte correm o mundo, semeando confusão. Mas das próprias declarações daqueles que exibem o cadáver do líder líbio transparece uma evidência: Khadafi foi assassinado. 

 No momento em que escrevo, a Resistência líbia ainda não tornou pública uma nota sobre o combate final de Khadafi. Mas desde já se pode afirmar que caiu lutando. 

Os media a serviço do imperialismo principiaram imediatamente a transformar o acontecimento numa vitória da democracia, e os governantes dos EUA e da União Europeia e a intelectualidade neoliberal festejam o crime, derramando insultos sobre o último chefe de Estado legitimo da Líbia.

Essa atitude não surpreende, mas o seu efeito é oposto ao pretendido: o imperialismo exibe para a humanidade o seu rosto medonho.

 A agressão ao povo da Líbia, concebida e montada com muita antecedência, levada adiante com a cumplicidade do Conselho de Segurança da ONU e executada militarmente pelos EUA, a França e a Grã-Bretanha deixará na Historia a memoria de uma das mais abjectas guerras neocoloniais do inicio do século XXI.

 Quando a NATO começou a bombardear as cidades e aldeias da Líbia, violando a Resolução aprovada sobre a chamada Zona de Exclusão aérea, Obama, Sarkozy e Cameron afirmaram que a guerra, mascarada de «intervenção humanitária», terminaria dentro de poucos dias. Mas a destruição do país e a matança de civis durou mais de sete meses. 

 Os senhores do capital foram desmentidos pela Resistência do povo da Líbia. Os «rebeldes», de Benghazi, treinados e armados por oficiais europeus e pela CIA, pela Mossad e pelos serviços secretos britânicos e franceses fugiam em debandada, como coelhos, sempre que enfrentavam aqueles que defendiam a Líbia da agressão estrangeira. 

 Foram os devastadores bombardeamentos da NATO que lhes permitiram entrar nas cidades que haviam sido incapazes de tomar. Mas, ocupada Tripoli, foram durante semanas derrotados em Bani Walid e Sirte, baluartes da Resistência.

 Nesta hora em que o imperialismo discute já, com gula, a partilha do petróleo e do gás libios, é para Muamar Khadafi e não para os responsáveis pela sua morte que se dirige em todo o mundo o respeito de milhões de homens e mulheres que acreditam nos valores e princípios invocados, mas violados, pelos seus assassinos.

 Khadafi afirmou desde o primeiro dia da agressão que resistiria e lutaria com o seu povo ate à morte.

 Honrou a palavra empenhada. Caiu combatendo.

 Que imagem dele ficará na Historia? Uma resposta breve à pergunta é hoje desaconselhável, precisamente porque Muamar Khadafi foi como homem e estadista uma personalidade complexa, cuja vida reflectiu as suas contradições.

 Três Khadafis diferentes, quase incompatíveis, são identificáveis nos 42 anos em que dirigiu com mão de ferro a Líbia.

 O jovem oficial que em 1969 derrubou a corrupta monarquia Senussita, inventada pelos ingleses, agiu durante anos como um revolucionário. Transformou uma sociedade tribal paupérrima, onde o analfabetismo superava os 90% e os recursos naturais estavam nas mãos de transnacionais americanas e britânicas, num dos países mais ricos do mundo muçulmano. Mas das monarquias do Golfo se diferenciou por uma política progressista. Nacionalizou os hidrocarbonetos, erradicou praticamente o analfabetismo, construiu universidades e hospitais; proporcionou habitação condigna aos trabalhadores e camponeses e recuperou para uma agricultura moderna milhões de hectares do deserto graças à captação de águas subterrâneas.

 Essas conquistas valeram-lhe uma grande popularidade e a adesão da maioria dos líbios. Mas não foram acompanhadas de medidas que abrissem a porta à participação popular. O regime tornou-se, pelo contrário, cada vez mais autocrático. Exercendo um poder absoluto, o líder distanciou-se progressivamente nos últimos anos da política de independência que levara os EUA a incluir a Líbia na lista negra dos estados a abater porque não se submetiam. Bombardeada Tripoli numa agressão imperial, o país foi atingido por duras sanções e qualificado de «estado terrorista».

 Numa estranha metamorfose surgiu então um segundo Khadafi. Negociou o levantamento das sanções, privatizou empresas, abriu sectores da economia ao imperialismo. Passou então a ser recebido como um amigo nas capitais europeias. Berlusconi, Blair, Sarkozy, Obama, Sócrates receberam-no com abraços hipócritas e muitos assinaram acordos milionários, enquanto ele multiplicava as excentricidades, acampando na sua tenda em capitais europeias.

 Na última metamorfose emergiu com a agressão imperial o Khadafi que recuperou a dignidade.¶ Li algures que ele admirava Salvador Allende e desprezava os dirigentes que nas horas decisivas capitulam e fogem para o exílio. 

 Qualquer paralelo entre ele e Allende seria descabido. Mas tal como o presidente da Unidade Popular chilena, Khadafi, coerente com o compromisso assumido, morreu combatendo. Com coragem e dignidade. 

 Independentemente do julgamento futuro da Historia, Muamar Khadafi será pelo tempo afora recordado como um herói pelos líbios que amam a independência e liberdade. E também por muitos milhões de muçulmanos. 

 A Resistência, aliás, prossegue, estimulada pelo seu exemplo.

 

Miguel Urbano Rodrigues

Sexta-feira, Outubro 21

Santa ignorância...

E Ecotretas publica este boneco apresentado aos alunos por um professor de Geografia do 8º ano.

A ignorância do Senhor Professor é espantosa.

Primeiro porque não há pinguins no pólo Norte, nem mesmo perto do pólo Norte, os pinguins só existem no hemisfério Sul.

Depois, o pólo Norte é composto por água e, portanto, mesmo que o gelo derretesse todo, nunca poderiam aparecer cactos!

E são gajos deste tipo que dão aulas às nossas crianças?

Sic semper tyrannis

(Assim sempre aos tiranos)

Kadhaffi acabou linchado pela multidão. As imagens são chocantes e, provavelmente o menos chocante foi quem deu os tiros de misericórdia que puseram fim à tortura.

Para já seria interessante saber quantos destes executores eram apoiantes entusiásticos de Kadhaffi aqui há uns meses.

Depois, não é menos chocante ver o entusiasmo e apoio dado por vários lideres ocidentais a este acto bárbaro...

De entre eles destoa o nosso Ministro dos Estrangeiros, Paulo Portas, que destacou que a morte de um homem é sempre criticável. Vá lá.

O problema com o entusiasmo dos líderes ocidentais, actualmente envolvidos num processo de empobrecimento das suas populações é que nada impede que, amanhã, estas cenas se repitam nos seus países.

Claro que não será igual, no chamado Ocidente, os mandatos foram limitados e assim, ninguém estará tempo suficiente no poder para concitar contra ele ódios como porventura Kadhaffi suscitou.

Mas esse ódio pode e, certamente será, absorvido pelo políticos em geral e cenas como as de acima poderão aparecer contra qualquer político anónimo.

Terça-feira, Outubro 18

Somos todos iguais mas alguns são mais iguais do que os outros...

Numa época de contenção por toda a Europa, a União Europeia está a construir um novo edifício para o Conselho da Europa.
Como referi há dois posts, o custo já vai em 290 milhões de Euros, uma ninharia.
Sobre o edifício, francamente não consigo decidir se gosto ou não. Parece-me no entanto que tem um grande desperdício de espaço...

O Orçamento de Estado num relance

IVA nas compras correntes vai poder ser deduzido 

Os contribuintes vão passar a poder deduzir aos impostos o IVA que suportam nas compras correntes que efetuam todos os dias. Na proposta de OE para 2012, o Governo pede autorização para poder legislar no sentido de "criar deduções em sede de IRS [Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares], IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] ou IUC [Imposto Único de Circulação] correspondentes a um valor de até 5% do IVA suportado, e efetivamente pago, pelos sujeitos passivos na aquisição de bens ou serviços".  O Governo ressalva, no entanto, que este valor ainda será posteriormente sujeito a um outro limite máximo.


Bom, creio que isto já existia do tempo da Bruxa má (Manela Ferreira Leite). Mas os limites eram tão baixos que o esforço não compensava. Agora deve ser mais ou menos a mesma coisa.



Mais meia hora de trabalho no privado e menos feriados

O Governo vai permitir o aumento do horário de trabalho em meia hora diária no setor privado até 2013, reduzir o número de feriados e reajustar as datas de outros, segundo o relatório do Orçamento do Estado para 2012. "Para contrariar o risco da deterioração económica, o Governo permitirá a expansão do horário de trabalho no setor privado em meia hora por dia durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira", ou seja, até ao final de 2013, lê-se no documento entregue hoje na Assembleia da República.


É óbvio que isto não vai dar em nada. Até pode ser contraproducente ao prejudicar, no caso dos feriados, muita actividade turística, restaurantes, por exemplo.

Quanto aos feriados que tal acabar com o 25 de Abril e substituí-lo pelo 28 de Maio?


IVA na restauração passa a 23%  

O IVA na restauração vai passar para a taxa normal de 23%. Na alimentação, o conjunto de alimentos preparados, prontos a consumir, passam igualmente a ser taxados com 23%, como é o caso de batatas fritas pré-cozinhadas ou congeladas e pizzas, por exemplo. A proposta elimina ainda da taxa intemédia de 13% o conjunto de equipamentos destinados ao aproveitamento das energias renováveis, que passam a ser taxados à taxa máxima.


Perfeito tiro no pé! Na melhor das hipóteses esta medida não trará nenhuma receita adicional e, na hipótese mais provável trará é uma quebra na recita fiscal adicionada a um aumento do subsídio de desemprego.


Deduções de saúde no IRS limitadas a 10%

O Governo quer limitar a 10% as despesas de saúde que os contribuintes podem deduzir no IRS, segundo a versão final da proposta de Orçamento do Estado para 2012. No documento, o artigo 82º do Código do Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares (IRS) é alterado e onde atualmente se prevê que são dedutíveis à coleta 30% das despesas efetuadas com a aquisição de bens e serviços diretamente relacionados com despesas de saúde, passa a prever-se apenas uma dedução de 10% com essas despesas. A proposta do Governo prevê, no entanto, uma majoração desta dedução para as famílias com três ou mais dependentes a seu cargo.


Esta é inqualificável!


Proprietários passam a pagar mais IMI

O Orçamento do Estado (OE) para 2012 prevê um aumento de 0,1 pontos percentuais no Imposto Municipal de Imóveis (IMI), sendo que o valor do imposto triplica para os prédios urbanos devolutos ou em ruínas. O IMI, para os prédios urbanos que foram vendidos ou avaliados desde 2004, passa de um intervalo entre 0,2 e 0,4% para um intervalo entre os 0,3 a 0,5 por cento. Para os prédios que ainda não mereceram avaliação ao abrigo das novas normas, o valor sobre o qual incide o imposto passa a ser entre 0,5% e 0,8%, face ao anterior intervalo que ia dos 0,4 aos 0,7 por cento.


Conclusão, as rendas vão subir...


Contribuintes com aumentos em 2012 arriscam penalização adicional no IRS

O Governo decidiu deixar inalterada a tabela do IRS o que poderá levar a uma penalização extra dos contribuintes que vejam o seu rendimento aumentar em 2012. Assim, os contribuintes que estejam perto do limite máximo de um escalão de rendimento e que vejam os seus rendimentos aumentarem em 2012, ainda que apenas ao nível da inflação, poderão passar para um escalão superior e, como tal, ficar sujeitos a uma taxa de imposto também superior.


Truque baixo e sujo.


Taxa adicional de 2,5% para empresas com  lucros acima de 10 milhões

As empresas com lucros tributáveis superiores a 10 milhões de euros serão sujeitas a uma taxa adicional de 2,5 por cento. De acordo com a proposta final do Governo, uma sociedade que tenha um lucro tributável superior a dez milhões de euros vai ser tributada da seguinte forma: a 25% acrescida da derrama municipal que pode ir até 1,5% (valor que já existia), acrescido de uma derrama estadual de 3% relativamente aos lucros tributáveis que se situem entre 1,5 milhões de 10 milhões, e um adicional de 5%sobre os lucros tributáveis que chegam a 10 milhões de euros. O agravamento da taxa é aplicável sobre o rendimento de pessoas coletivas "residentes em território português e que exerçam atividades de natureza comercial, industrial ou agrícola".


Ahhh! Afinal os grandes também vão pagar... claro que os lucros que forem auferidos pelas empresas que já se deslocalizaram para a Holanda escapam a isto tudo.


Nem aumentos nem progressão na carreira para função pública

O OE para 2012 mantém o congelamento salarial e das promoções e progressões aplicado em janeiro deste ano aos trabalhadores do setor público no âmbito da contenção da despesa, bem como o impedimento de consequências financeiras associadas a promoções e progressões nas carreiras. Assim, a redução média de 5% dos salários do setor público aplicada em 2011 irá manter-se em 2012.


É conhecido, quem geralmente mais paga as favas são os funcionários públicos.


Funcionários públicos não podem renunciar às férias

Os funcionários públicos vão deixar de poder renunciar às férias a troco do pagamento da remuneração e do respetivo subsídio, o que permitirá uma poupança de cerca de 0,2 milhões de euros.


Malandros, eles querem é trabalhar...


Perda dos subsídios confirmada

Os trabalhadores e pensionistas do setor público com vencimentos superiores a mil euros vão ter os seus subsídios de férias e Natal suspensos nos próximos dois anos. Esta "medida excecional de estabilidade orçamental" vai ser aplicada "a todas as prestações, independentemente da sua designação formal, que direta ou indiretamente, se reconduzam aos subsídios" em causa.


Já agora, e os restantes doze meses? É que como grosso modo, um funcionário público tem um mês de férias, um mês em que não trabalha, porque é que não cortam também este mês?


Imposto sobre o tabaco sobe para 50%

O imposto sobre o tabaco vai aumentar para 50% em 2012. "O imposto sobre o tabaco relativo a charutos, cigarrilhas, tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e restantes tabacos de fumar reveste a forma 'ad valorem', resultando da aplicação ao respectivo preço de venda ao público nas percentagens" de 15% para os charutos e para as cigarrilhas, 61,4% para o tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e, para as restantes tabacos de fumar, os 50% , lê-se na proposta. Atualmente o imposto sobre o tabaco é de 45 por cento.


Bom, é necessário virarmo-nos para o tabaco de contrabando ou, melhor, para o tabaco cultivado em casa. Ver aqui, aqui ou ainda aqui. Claro que em 1992, a Comissão Europeia legislou sobre o assunto obrigando que quem cultiva tabaco o declare e pague taxas sobre o tabaco cultivado...

Mas só um tanso é que iria à Repartição de Finanças dizer:-Olhe eu tenho uma plantazinha de tabaco na varanda, quanto devo?


Tetos dedutivos entre os 3º e 6º escalões

Os contribuintes que estejam integrados no terceiro escalão de IRS apenas vão poder deduzir despesas com saúde, educação ou imóveis até um máximo de 1.250 euros. De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, os dois escalões de rendimento mais reduzido continuam sem limites nas deduções à coleta, seguindo-se um limite de 1.250 euros no terceiro escalão, 1.200 euros no quarto escalão, 1.150 euros no quinto e 1.100 euros no sexto escalão. Assim, apenas quatro escalões de IRS ficam sujeitos a limitações, sendo que os contribuintes que tiverem rendimentos que se integrem nos dois escalões de rendimento mais elevados não poderão apresentar qualquer despesa.


Sim, realmente, vale tudo!


Cortes na formação profissional 

As políticas ativas de emprego e formação profissional receberão em 2012 cerca de 490 milhões de euros, menos 14,3% do que em 2011. As transferências para as políticas ativas de emprego e formação profissional em 2012 situam-se nos 490.098.620 euros, abaixo dos 571.931.014 que constavam na Lei do Orçamento do Estado para 2011.


Bah! Formação para quê? No fim estaremos todos desempregados...


'Off-shores' com tributação agravada para 30%

As off-shore vão passar a ser tributadas a 30%, ou seja, os rendimentos que forem pagos a uma entidade residente num paraíso fiscal passam a ser sujeitos a uma retenção na fonte de 30%, quanto até ao momento a taxa de retenção na fonte sobre os rendimentos de capitais era de 21,5 por cento.


Estes tipos só dão trabalhos... de futuro será necessário pagar a uma entidade residente num não off-shore, entidade essa que pagar´

a, depois, a uma residente num off-shore...


Limites ao endividamento

A proposta de OE para 2012 impõe ao Estado um limite de endividamento de 13,89 mil milhões de euros, a acrescentar aos 12 mil milhões de euros do fundo para a recapitalização do setor financeiro. "Fica o Governo autorizado (...) a aumentar o endividamento líquido global direto, até ao montante máximo de 13.890 milhões de euros", refere a versão final da proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011. A este valor acrescenta "excecionalmente", e para reforçar o setor financeiro, os doze mil milhões de euros para financiar, em caso de necessidade, a banca portuguesa


Em, resumo, 25,89 mil milhões de Euros, 12 mil dos quais vão para a banca. Isto ér, 46,34% do endividamento é para ajudar a pobre banca! Eu, quando for grande quero ser banqueiro...