Quarta-feira, Novembro 30
Começam a nascer planos de contingência para a desagregação do euro
Sobre esta política suicida
| Irlanda |
390.959
|
| Reino Unido |
117.580
|
| França |
66.508
|
Alemanha
|
50.659
|
Espanha
|
41.366
|
Portugal
|
38.081
|
Grécia
|
38.073
|
EUA
|
35.156
|
Itália
|
32.875
|
Japão
|
15.934
|
Pelo lado dos credores, aparentemente representados pela Troika também não se vê onde querem chegar com esta política suicida.
A conclusão que se tira pois não é possível acreditar que Governo, Troika, Comissão Europeia, etc., sejam totalmente estúpidos, é que a política que nos está a ser imposta não tem por objectivo garantir o pagamento das dívidas, tem outro objectivo. O problema é qual? Sim, qual é o objectivo desta política contrária aos interesses dos credores?
Terça-feira, Novembro 29
Os vinte maiores portos marítimos do Mundo
Ataque à embaixada
As autoridades lamentam e dizem que fazem o possível para evitar os ataques.
Este possível parece, no entanto, ser muito menos possível do que as autoridades fizeram aqui há uns tempos nas manifestações contra a reeleição do actual presidente.
Segunda-feira, Novembro 28
França e Alemanha exploraram opções para alteração dos Tratados da UE
Die Welt: O Governo alemão poderia apoiar 'Elite-bonds ", como alternativa para Eurobonds
Reuters relata que a Alemanha e a França estão considerando vários métodos para fazer cumprir a desejada integração orçamental para a zona euro: uma mudança completa do tratado envolvendo todos os 27 estados membros da UE, um tratado intergovernamental, com apenas os 17 membros da zona euro, um acordo apenas com 8 - 10 estados e um mini-acordo entre a França e a Alemanha, com os outros países são livres para se juntarem ou não.
A França em particular vê a disciplina fiscal na zona do euro como um quid pro quo para o BCE intensificar as suas compras de dívida soberana, enquanto funcionários europeus acreditam que a Alemanha irá reduzir a sua oposição a tal movimento, uma vez que controles orçamentários rigorosos estejam implementados, de acordo com o Welt am Sonntag.
Enquanto isso, o Die Welt diz que o Governo Alemão está a elaborar um plano para a introdução de 'Elite-bonds "- bônus emitidos conjuntamente pelos seis países da zona euro que têm um crédito Triplo-A como uma alternativa à proposta da Comissão de se emitirem Eurobonds. De acordo com o projecto a taxa de juros sobre o 'elite-bonds "seria entre 2% e 2,5%, o que permitiria que estes países não apenas financiassem as suas próprias dívidas, mas também poderiam ajudar os Estados mais vulneráveis, como Itália e Espanha. O conceito teria sido discutido pelos Ministros das Finanças alemão, finlandês e holandês na semana passada, e também o Reino Unido tem sido "intensamente envolvido" nas deliberações, embora esta manhã um porta-voz do Ministério das Finanças Federal rejeitou a notícia como especulação.
Uma pesquisa publicada pela ZDF última sexta-feira mostrou que tal como a chanceler alemã, Angela Merkel, 79% dos alemães disseram que estão contra a introdução de Eurobonds, 63% dos inquiridos considera que Merkel está indo bem na gestão da crise do euro, mostrando um aumento de 18% sobre o mês passado. Relatórios do Handelsblatt numa pesquisa separada mostra que 58% dos alemães se opõem à introdução de Eurobonds.
No FT, Wolfgang Münchau prevê que "a zona do euro tem 10 dias no máximo" para chegar a um plano abrangente para resolver a crise. Em Die Welt, Christoph B. Schiltz defende que a Europa vai provavelmente tornar-se mais alemã, acrescentando que "Se a moeda comum deve continuar a existir - e as chances que não são tão ruins - a Europa se tornará mais alemã. Mais controle, mais disciplina e penas mais duras ".
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Domingo, Novembro 27
Climategate II
Regressou a pirataria aos e-mails científicos
A União Europeia destruiu as democracias nacionais...
Estas foram substituídas, não por uma pretensa democracia europeia mas antes por uma ditadura burocrática em que o que acontece a cada Estado Membro é decidido por anónimos burocratas ou, quanto muito, pelos líderes eleitos pelo povo alemão.
A Alemanha, com Angela Merckel está a conseguir o que nem o Kaiser nem Hitler conseguiram, colocar a Europa a marchar ao som dos tambores alemães.
Sábado, Novembro 26
O ataque!
Hackers atacam sites das Finanças e da PSP
Vários grupos de Hackers aliaram-se à greve geral que ocorreu na última quinta-feira eatacaram vários sites públicos, entre eles o das Finanças e da PSP.
O Público noticiou que os vários sites públicos foram atacados por Hackers, nomeadamente o site das Finanças, da Administração Interna e da PSP. Os ataques terão sido um acto de solidariedade de grupos anarquistas do Sul da Europa, para com os grevistas portugueses. O tipo de ataque foi de negação de serviço.
O alvo começou por ser o site das Finanças, mas após os problemas entre os manifestantes e a PSP, na Assembleia da República que resultou em detenções, o grupo mudou o alvo para o site da PSP.
No entanto, este ataque foi detectado a tempo pela Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança e com a ajuda da Portugal Telecom, o ataque foi barrado e os sites não tiveram qualquer problema, nem tiveram inacessíveis.
Nitidamente já estamos no Século XXI...
Quem manda na economia global?
Uma parcela significativa da economia global flui para as mãos de um pequeno grupo de instituições financeiras, o que há muito tempo se sabe.
Num novo trabalho, segundo o blog do New York Times, Economix, Vitali Stefania,James B. Glattfelder e Stefano Battiston identificam os principais actores.
Utilizando uma metodologia baseada na "topologia de rede", os pesquisadores suíços identificam quais os agentes financeiros estão no centro da economia global.
10 Top de rede de controle
1. Barclay (Grã-Bretanha)
2. O Capital Companies Group (EUA)
3. Fidelity Investments (EUA)
4. AXA (França)
5. State Street Corporation (EUA)
6. JP Morgan & Chase (EUA)
7. Grupo Legal & General (Grã-Bretanha)
8. Vanguard Group (EUA)
9. UBS (Suíça)
10. Merrill Lynch (EUA)
Ao todo, as 10 melhores empresas de controlam 19,45 por cento da rede financeira global, e as top 50 empresas controlam quase 40 por cento!
O que há de mais significativo, dizem os pesquisadores, não é que essas instituições financeiras exercem tanto poder, mas que elas são altamente interligadas.
Destas, duas são inglesas, uma francesa, outra Suiça e as restantes Norte-Americanas.
O movimento dos indignados
O movimento dos "Indignados" é visto como espontâneo, justo e simpático. Desde o início atraiu muitos cidadãos de boa fé, em especial os jovens.
Na realidade o movimento poderá ocultar objectivos que nada têm de indignação.
Nota importante: este texto não pretende, de forma alguma, desacreditar todos aqueles que participaram e apoiam de maneira genuína o movimento dos Indignados.
Alguns factos levantam algumas suspeitas:
1º - O lançamento de um livro banal, mas que beneficiou de um marketing elaborado.
Foi o livro, "Indignai-vos!" de Stéphane Hessel, que inspirou o nome do movimento. Trata-se de um pequeno livro de poucas paginas, de leitura fácil, e que mais parece um panfleto. Foi escrito com base nas várias declarações de Stéphane Hessel, de 93 anos, herói da Resistência francesa.
Este livro, escrito de uma forma muito simples, propõe a indignação como atitude legítima, mas é uma decepção quanto ao conteúdo e ás soluções que pura e simplesmente não são referidas. A única atitude clara que propõe é uma indignação pacífica.
Este livro beneficiou de uma promoção mediática extraordinária e de uma rede de distribuição excepcional em todo o mundo, tendo sido vendidos milhões de exemplares.
A pergunta que impõe é: porque é que um livro banal, extremamente fácil de ler, sem qualquer analise de fundo, beneficiou de tamanha publicidade? Quem está por trás desse marketing?
Este verdadeiro manifesto parece ter sido escrito por especialistas em marketing com o objectivo de criar um movimento que se indigna, sim, mas que não apresenta soluções, apenas preconiza manifestações e ocupações pacíficas. No fundo, essas são óptimas panelas de escape para o povo que poder estabelecido agradece, evitando assim revoltas populares.
2ª - A mediatização internacional de que este movimento beneficiou.
O livro de Stéphane Hessel beneficiou, além de uma promoção internacional pouco comum, de uma mediatização política e mediática extraordinária.
Curiosamente, o movimento dos Indignados não se iniciou em França, como teria sido lógico, mas sim em Espanha, mas logo nos primeiros dias teve uma cobertura mediática internacional pouco habitual. Todos nós sabemos, que os movimentos que se opõem ao "Sistema" têm uma dificuldade extrema em ser tema de destaque nos media.
Mais uma vez, a pergunta que se põe é: como é que o movimento dos Indignados teve em poucos dias um acesso tão facilitado ao meios de comunicação social? Quem está por trás dessa mediatização?
3º - O movimento dos Indignados continua sem analisar profundamente os problemas e sem propostas concretas.
O movimento continua sem qualquer analise económica e política de fundo. Apesar de questionar o poder financeiro, o papel real dos Estados Unidos na crise e nas guerras em curso ou o papel determinante da NATO ou da União Europeia na política actual, não são postos em causa.
Este movimento cultiva sobretudo o protesto pacífico e sugerem uma governação mundial para por fim aos problemas económicos e sociais actuais.
A pergunta que se coloca é: quem é que tem mais interesse em cultivar um movimento pacífico que serve de escape ás possíveis revoltas populares? Quem é que tem interesse em desenvolver a ideia de uma governação mundial para "resolver" os problemas actuais?
Um movimento consensual, até para as grandes fortunas.
Não deixa de ser preocupante o facto de pessoas como George Soros, Warren Buffet ou o CEO da General Electric apoiarem o movimento dos Indignados. Poderemos ter assim, milhares de participantes sinceros nestes movimentos que poderão estar a trabalhar, na realidade, para o contrário das ideias em que acreditam.
Por trás do movimento "15 outubro"
No dia 15 de outubro, o movimente estende-se a todo o planeta, pela primeira vez na história mundial mais de 15 milhões de pessoas, em mais de 60 países, desfilaram para uma mudança global. O site oficial do movimento é: "http//15october.net/". Se visitar-mos o site "http//who.godaddy.com/", a base de dados do registo de todos os sites no mundo, até ao dia 18 de outubro, o titular era:
« Paulina Arcos
866 United Nations Plaza
Suite 516
New York, New York 10017
United States »
Quem diabo será Paulina Arcos? Esta é a mulher de Francisco Carrión Mena, representante permanente do Equador e presidente de um comité especial da ONU. Curioso, será que, a ONU está por trás deste movimento?
O que é o Lucis Trust?
No seu site oficial, descreve as suas actividades como sendo de promoção da educação do pensamento humano com vista a a por em prática valores e princípios espirituais para a construção de um a sociedade mundial estável e interdependente.
Inicialmente a empresa chamava-se "Lucifer trust", mas por razões óbvias, o nome foi mudado mais tarde para o actual: Lucis Trust.
Em 1932, essa empresa fundou o "Movimento Mundial da Boa Vontade", este foi reconhecido pela ONU como uma ONG, e está presente nas sessões da ONU como membro do Conselho Económico e Social da ONU.
Quem está por trás do movimento "Occupy Wall Street"?
Segundo jornalistas de investigação da agência Reuters, por trás de Occupy Wall Street estará, nada mais nada menos de que George Soros. Este homem de 81 anos possui a sétima maior fortuna dos Estados Unidos, avaliada em 22 mil milhões de dólares.
Apesar de negar qualquer intervenção nesse movimento, os jornalistas da Reuters descobriram que uma organização com sede no Canadá, Albusters, estava a preparar uma campanha extremamente sofisticada de uma "ocupação" pacífica de Wall Street, à semelhança dos movimentos das primaveras árabes.
Adbuster é financiada por George Soros. Entre 2007 e 2009, este duou 3,5 milhões de dólares ao centro Tides, uma organização que serve de ecrã para a distribuição de fundos da qual faz parte Adbuster que terá então recebido nesse mesmo período 185 000 dólares.
Finalmente, mais um pormenor:
o site do "movimento 15 outubro"mudou no dia 19 de outubro para:
DomainsByProxy.com
15111 N. Hayden Rd.., Ste 160, PMB 353
Scottsdale, Arizona 85260
Estados Unidos
Russell Simmons, milionário americano e Jimmy Wales, co-fundador de Wikipédia (mais uma coincidência) também apoiam o movimento Occupy Wall Street
http://www.lucistrust.org/
http://infoguerilla.fr/?p=12365#more-12365
http://15october.net/
http://who.godaddy.com/
http://www.ipsgeneva.com/directory/Detailed/142.html
http://www.reuters.com/article/2011/10/14/us-wallstreet-protests-origins-idUSTRE79C1YN20111014