Sexta-feira, Dezembro 30
Quinta-feira, Dezembro 29
Os trabalhadores são os únicos patriotas deste País
‘Troika’ obriga a privatizar e gera negócio do ano
Fwd: Natal de 2011....
FELIZ NATAL 2011
Neste Natal estamos de tanga!Este ano não haverá presépio. Já é oficial:A vaca está louca e não se segura nas patas;A estrela polar apagou-se devido às restrições impostas pela troika
Os Reis Magos não podem vir porque os camelos foram para o governo;A Nossa Senhora e o São José foram meter os papéis para o rendimento mínimo;A ASAE fechou o estábulo por falta de condições;O Tribunal de Menores ordenou a entrega do Menino ao pai biológico...E até os 2 burros desapareceram: Um foi para Belém e o outro para São Bento.
Terça-feira, Dezembro 27
Não há dúvida, o Euro vai mesmo acabar!
Do Diário Económico retirei a notícia que se mostra ao lado.
Se levarmos em consideração o desastre que é Vítor Constâncio que há muito tempo que não acerta uma, podemos tomar como certo que estamos a assistir aos últimos dias do Euro.
Faz alguma confusão como é que se pode dar credibilidade e ainda por cima lugares sonantes, a um indivíduo que anda há mais de uma década a dizer disparates!
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Colapso do euro é impensável
Vítor Constâncio disse hoje que o colapso da zona euro está fora de questão e que o BCE nem está a avaliar cenários desse tipo.
Em conferência de imprensa, e quando questionado sobre a possibilidade de colapso do euro, Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) referiu: "Não vemos isso como um risco que devemos considerar. É realmente impensável".
"A dinâmica de um acontecimento desta dimensão não pode ser previsto e pode ser muito perigoso", disse Constâncio, durante a apresentação do relatório sobre a estabilidade financeira do BCE, que é publicado duas vezes por ano.
O documento indica que os riscos para a estabilidade financeira da região aumentaram consideravelmente nos últimos seis meses. "O mundo mudou consideravelmente" desde o relatório anterior de Junho, disse o vice-presidente do BCE.
"Vemos mais indicações de uma crise no crédito do que um ‘boom' de crédito", indicou Constâncio, acrescentando que Irlanda, Reino Unido, Estónia, Grécia, Espanha, Luxemburgo e Eslovénia estão já a mostrar sinais de aperto no crédito".
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Até a natureza participa no luto em Pyongyang
Troika
1- Maior poupança na SaúdeEstabelece-se como objectivo mover recursos humanos dos hospitais para unidades de saúde primárias, reconsiderando o papel das enfermeiras e outras especialidades na prestação de serviços.
A troika quer ainda aumentar o número de pacientes por médiconos centros de saúde e nas unidades de saúde familiares.
O Governo terá de poupar quase o dobro nos custos com o sector da saúde que o estipulado na primeira revisão do memorando de entendimento com a 'troika', passando assim de 550 para 1.000 milhões de euros.
O objectivo é poupar 380 milhões de euros, racionalizando a rede escolar, criando agrupamentos, e diminuindo ao mesmo tempo as necessidades de pessoal. A troika aponta para uma centralização da oferta, redução e racionalização das transferências para as escolas privadas com contratos de associação e uma maior utilização de fundos comunitários para financiar actividades na área da Educação.
3 - Despedimentos, Indemnizações e Salários
O Governo tem três meses para submeter ao Parlamento um diploma que deverá possibilitar às empresas o despedimento individual do trabalhador por inadaptação e por não cumprimento dos objectivos acordados com o colaborador. O despedimento passará a ser significativamente mais fácil, bastando que o trabalhador não cumpra os objectivos acordados com a empresa, não se adapte ao posto de trabalho ou exista um colaborador que a empresa considere mais bem colocado para o efeito.
Apesar da apreensão dos patrões com o facto de as contribuições de umas empresas poderem migrar para outras, a medida vai seguir em frente. O Fundo de Compensação do Trabalhador servirá assim, para pagar parte das compensações em caso de cessação do contrato de trabalho.
4 - Redução da Taxa Social ÚnicaEm 2013 a TSU vai mesmo ser cortada.Ou seja, os descontos pagos pelos patrões por cada empregado irão ser reduzidos. A medida já era para ter sido implementada mas o Governo decidiu não o fazer devido ao emagrecimento em tantos outros sectores. Agora é de vez.
5 - Menos municípios e freguesias
A administração local terá de ser reorganizada durante os próximos sete meses. Portugal tem actualmente 308 municípios e 4259 freguesias, mas até Julho de 2012, o governo irá desenvolver um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente este número inicial. Nas próximas eleições autárquicas já não existirão as mesmas freguesias e concelhos pelo que o seu circulo eleitoral pode ser alterado.
O projecto do novo mapa judiciário será apresentado em Janeiro, estando previsto que o projecto lei seja apreciado no Parlamento no fim de Setembro. A estrutura judicial será racionalizada e a eficácia dos processos judiciais melhorada. Para isso será reduzido o número de comarcas, encerrados tribunais subutilizados e feita uma avaliação da gestão dos mesmos, nomeadamente a nível de pessoal (funcionários judiciais, procuradores do Ministério Público e magistrados). Está ainda prevista uma separação de câmaras dentro dos tribunais de comércio e alocação de recursos com base em dados quantitativos.
A Parpública, empresa gestora das participações públicas, começa a ser extinta em 2013. A privatização da EDP e da REN está na fase final. E no caso da EDP a transacção deverá acontecer "no início de 2012".
A venda da posição na Galp e da restante participação na REN, poderá ser adiada até as condições de mercado melhorarem".
O negócio segurador da Caixa Geral de Depósitos será vendido em 2012 já a um comprador final. Essa venda irá "contribuir para atingir as necessidades de capital adicionais" do banco para o próximo ano, exigidas pela EBA. A primeira actualização do Memorando de Entendimento, em Setembro, dizia que o negócio segurador da CGD seria transferido para uma entidade no Estado antes de se proceder à sua privatização.
O Governo quer aplicar preços diferenciados aos bilhetes de comboios de longa distância, de acordo com a procura e a antecedência de compra. Ou seja, para o mesmo destino vão existir vários preços, mediante o dia da compra. Maior antecedência é sinónimo de menor preço.
O Governo central tenciona passar a "controlar os compromissos [financeiros] e gerir a dívida" da Região Autónoma da Madeira, através de um acordo que implicará aumentos nos impostos madeirenses e a introdução de portagens. Os impostos na Madeira passarão a ser controlados por uma Autoridade Tributária para garantir uma aplicação mais uniforme.
Vítor Bento e a saída do Euro
A foto do dia da NASA, a Península Ibérica à noite

Sem o euro, investimento da Nissan mantinha-se
«Estou convencido, por exemplo, de que o investimento da Nissan, se calhar, mantinha-se em Portugal com uma taxa de câmbio mais ajustada. E como esse muitos outros», diz Ferreira do Amaral em entrevista à Lusa, referindo-se à recente decisão do grupo franco-nipónico de suspender um investimento de 156 milhões de euros na construção de uma fábrica de baterias eléctricas em Cacia (Aveiro).
Por esta lógica, sair do euro seria uma forma de atrair investimento estrangeiro, afirma o professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), que há muito defende a saída de Portugal da Zona Euro.
No euro, Portugal só pode cortar salários
«Não vou dizer que de repente todas as dificuldades acabassem, vamos continuar a ter a pressão da globalização, de que ainda só estamos a ver o princípio», diz Ferreira do Amaral.
«Mas estaremos muito mais aptos a resistir a essa pressão com uma moeda própria que tenha uma cotação adequada à nossa estrutura produtiva do que com uma moeda que só é boa para economias muito competitivas».
Se Portugal saísse do euro, voltaria a ter «política cambial e emissão monetária próprias», instrumentos que lhe permitiriam «reorientar o aparelho produtivo», argumenta Ferreira do Amaral.
Em resposta à crise económica, a alternativa à desvalorização cambial é «reduzir os salários», o que Ferreira do Amaral considera um erro.
Défice na Constituição é «estúpido»
Já sobre a ideia de inscrever na Constituição limites ao défice orçamental é «um disparate completo» e «não vai resolver o que quer que seja».
«Viável é, parece-me é estúpido. Não é a constitucionalização do défice orçamental que vai resolver o que quer que seja», disse Ferreira do Amaral à Lusa.
Saída do euro deve ser feita "com apoio das autoridades comunitárias"
Portugal deve sair do euro, mas a saída deve ser "negociada e com apoio comunitário", afirma João Ferreira do Amaral.
"Num cenário de estabilização da zona euro, a saída de um país deve ser feita em acordo com as autoridades comunitárias, quer o Conselho [Europeu], quer a Comissão Europeia quer o Banco Central Europeu [BCE]", diz Ferreira do Amaral em entrevista à agência Lusa.
Esse acordo visaria "garantir apoio" durante a saída: "Nesse período crucial [de saída] deve haver apoio, que se traduz no prolongamento do empréstimo ao nível do que temos agora" no âmbito do programa de assistência negociado com a 'troika'.
"Isso, em todo o caso, será necessário, porque não acredito que Portugal tão cedo esteja em condições de voltar aos mercados [financeiros] - e uma coisa muito importante é que o BCE apoie a nova moeda para se manter dentro de bandas de flutuação aceitáveis,
na ordem dos 15 por cento", sustenta Ferreira do Amaral.
O processo de saída implicaria ainda que o Estado continuasse a garantir a sua dívida "em euros e não na nova moeda" e "que quem tivesse investimentos em euros no setor bancário os mantinha em euros", de forma a evitar uma corrida à banca, continua Ferreira do Amaral. A saída do euro levaria "alguns meses, muito menos tempo" do
que levou a preparar a adesão.
O professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) frisa, no entanto, que este cenário só é viável "com uma zona euro estável". Na atual situação, "sair da zona euro seria um tiro no escuro."
"Agora, repito, a condição básica é que isto esteja estável, e essa não sei se vai verificar", admite Ferreira do Amaral.
Estabilização, nota Ferreira do Amaral, não deve ser confundida com o fim da crise: "Estou a admitir que [os líderes europeus] não são um bando de atrasados mentais e que percebem que o problema estrutural da Europa e da zona euro é de crescimento económico, e que a estabilização seria apenas temporária nesse sentido."
O economista insiste que a actual crise demonstra que "a zona euro não pode funcionar" nas actuais condições, e que será "muito difícil" reformá-la.
No entanto, Ferreira do Amaral considera que o euro pode continuar a existir - mas com menos membros.
"Devo dizer que não fui adversário da existência do euro. Fui principalmente adversário da nossa participação. Penso que é necessário haver uma moeda de referência na Europa. Não tem é de ser moeda única", afirma o economista.
E conclui: "Haver uma moeda sustentada pelas economias de estados que tenham competitividade para isso, acho muito bem. Agora não queiram é pôr países com uma estrutura produtiva muito débil dentro dessa zona monetária".
"Nunca tivemos década tão má" como a do euro
A última década foi a pior de que há memória para a economia portuguesa e o mau desempenho deve-se mais às restrições causadas pela união monetária que a erros políticos, diz Ferreira de Amaral.
O economista argumenta que "é razoável" pensar que a Europa "estaria melhor" sem a moeda única: "A zona euro cresceu pouco, muito menos que na década e meia anterior.
Acumularam-se desequilíbrios gigantescos nas balanças de pagamentos, nomeadamente em Portugal, na Grécia e também, em parte, em Espanha."
Quanto a Portugal, assegura, nunca teve alguma "década tão má" como a começada com a introdução das notas e moedas de euro em 2002, "pelo menos desde a II guerra
mundial".
Para Ferreira do Amaral, Portugal "já está" numa situação "pior que há dez anos": "Não só pior em termos de rendimento 'per capita' como pior nas desigualdades, pior em termos de estrutura produtiva".
O economista sugere assim que Portugal deveria abandonar a moeda única.
"A manutenção na zona euro vai implicar estarmos décadas a viver à custa de empréstimos fornecidos pela União. Décadas. Porque não temos condições de crescimento nenhumas, e o nosso aparelho produtivo continuará talvez anda mais ineficiente que agora", afirma Ferreira do Amaral. "Portanto, de uma ou duas décadas de ajuda ninguém nos tira, numa situação dessas. Penso que isso é insustentável, mesmo do ponto de vista político."
O professor do ISEG não considera que os actuais problemas se devam a erros políticos tanto como ao "fracasso" do projecto europeu: "Um bom projecto é o que resiste a erros de política económica. Não me parece, com toda a franqueza, que tenha havido erros monstruosos de política económica" na zona euro.
"A nossa questão orçamental é apontada como um grande desregramento, mas não é verdade, tivemos maior desregramento antes de entrar na zona euro", continua Ferreira do Amaral, para quem se o problema fosse o despesismo dos governos "teríamos um défice muito maior, porque as receitas cresceram pouco, e a actividade [económica] cresceu pouco."
Para Ferreira do Amaral, a "transferência de recursos de sectores de bens transaccionáveis para bens não transaccionáveis" é resultado de Portugal fazer parte de um espaço com uma "moeda forte".
"O aparelho produtivo reorientou-se para sectores protegidos da concorrência externa, porque a moeda é forte e não fazia sentido concorrer com produtos importados", argumenta. "Isso não foi um erro de política económica, o erro foi aderir a essa zona [de moeda forte]."
Ferreira do Amaral também critica a União Europeia por se ter "aberto sem condições" ao comércio mundial: "A liberdade do comércio é boa em termos gerais", mas teria sido preferível "uma gradual liberalização".
Inscrever na Constituição limites ao défice estrutural seria "estúpido" e inútil
A ideia de inscrever na Constituição limites ao défice orçamental é "um disparate completo" e "não vai resolver o que quer que seja", considera João Ferreira do Amaral.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defende a adopção de uma "regra de ouro" de disciplina orçamental, constitucionalizando um limite de 0,5% do PIB para o défice estrutural, uma intenção cuja viabilidade tem sido criticada.
"Viável é, parece-me é estúpido. Não é a constitucionalização do défice orçamental que vai resolver o que quer que seja", diz Ferreira do Amaral.
"Nem sei bem o que isso significaria - que o orçamento tinha que ser assim, mas a execução ao longo do tempo podia ser diferente... É um disparate completo, não vai resolver nada, é uma forma de chutar o problema para a frente e fingir que se está a
resolver" a crise, acrescenta. "Sou contra, porque a nossa Constituição não é para essas parvoíces."
No curto prazo, a estabilização da crise das dívidas soberanas não passa por mudanças constitucionais mas sim por reforçar os poderes do BCE, afirma o professor do ISEG.
"A única forma que vejo de estabilizar e evitar um colapso da zona euro [no curto prazo] é o BCE ter uma missão muito mais alargada", diz Ferreira do Amaral.
"Mas isso não resolve o problema a prazo, continuaria a não dar condições de crescimento às economias mais débeis", defende o economista, para quem a solução duradoura para países como Portugal será voltar a ter a sua própria moeda.
Ferreira do Amaral rejeita que a saída da zona euro significasse um retrocesso na construção europeia.
"Houve um erro, e continua a insistir-se nele, de pensar que o euro é essencial ao projecto europeu - não é", argumenta Ferreira do Amaral. "O euro foi uma invenção do início dos anos 1990, quando a França ficou aterrorizada pela reunificação alemã.
Esta coisa de que desaparecendo o euro desaparece a Europa, a meu ver, não tem credibilidade nenhuma."
Sem a moeda única, "o investimento da Nissan se calhar mantinha-se"
Portugal poderia "reorientar o seu aparelho produtivo" se saísse do euro e a moeda única tem prejudicado a "captação de investimento estrangeiro", afirma o economista.
"Estou convencido, por exemplo, de que o investimento da Nissan se calhar mantinha-se em Portugal com uma taxa de câmbio mais ajustada, e como esse muitos outros", diz Ferreira do Amaral, referindo-se à recente decisão do grupo franco-nipónico de suspender um investimento de 156 milhões de euros na construção de uma fábrica de baterias eléctricas em Cacia (Aveiro).
Por esta lógica, sair do euro seria uma forma de atrair investimento estrangeiro, afirma.





